Notas iniciais
Nunca dê um murro em uma janela, não é como nos filmes.
Digitando com uma mão só por conta disso. Deveria ter dado um soco na idiota da minha irmã ¬¬'
Esse capitulo estava na minha mão. Mais o Nyah estava terminando a migração.
by: Vanessa Caribé.

POV Tânia.

O que você faria como você agiria se fosse diferente da sua família, das pessoas que te criaram?

Eu nunca me importei muito com esse fato, mas meu pai sim.

Quando ele descobriu o que eu tinha de diferente ele surtou.

Ele sempre foi um homem violento, intransigente e arrogante. Para ele valores como amizade e lealdade não existem.

O importante é o status, o dinheiro, as boas relações sociais. Só presta quem nos tem serventia.

Mas eu não era assim. Eu simplesmente tentei ser o melhor que eu pude.

A Bella era o meu lado bom. Tão bom, tão puro, tão inocente e foi corrompido pela loucura e o preconceito da minha família.

Eu me vendi é verdade e me odeio por isso todos os dias da minha vida.

Depois que a Bella conseguiu a vingança dela eu achei que teria um pouco de paz, mas não é bem assim.

Quando eu cheguei em casa meu pai já sabia do ocorrido. O mal de uma cidade pequena é a falta de privacidade.

Ele não brigou por conta do conteúdo do vídeo, mas exigiu que eu revidasse, mas não ia acontecer e o peitei como não fazia a anos.

Eu apanhei feio naquele dia. Apanhei tanto que cheguei a ficar inconsciente. O meu corpo ficou tão marcado e dolorido que tive ate que mudar minhas vestimentas para esconder as marcas.

Eu quero fazer o certo dessa vez, fazer coisas boas, me redimir e quem sabe ter o perdão da Bella.

Depois do treino em que ela me deixou na equipe e aceitou minhas ideias eu tive esperança dela finalmente entender o porquê de tudo aquilo que eu fiz.

Ela vai lembrar e vai ver que mesmo errada eu nunca a deixei de ama-la.

Às vezes eu acho que seria mais fácil ir ate ela e contar de uma vez todos os meus motivos capengas e tortos, mas as coisas não funcionam assim.

As marcas no meu corpo só prova que ainda há um grande perigo rondando, impedindo a verdade de vim átona.

Quando cheguei em casa depois do treino fui direto para meu quarto em busca de um pouco de paz, nessa minha vida miserável.

Mas Kate estava lá.

- O que quer Kate? – disse cansada e indo pro banheiro. Ela me seguiu.

- O que você vai fazer? Precisa voltar a ser capitã e dá um jeito naquela ex-monstra maldita.

Tentei de verdade não dá ouvidos a Kate, mas não aguentei. Virei e dei um tapa em seu rosto que a fez cambalear.

- Cala boca. Dobre a língua antes de falar da Bella. Eu passei anos a ridicularizando e ajudando as pessoas a fazê-la mau. Não vou mais permitir isso. Nem de você, nem do papai e nem de ninguém. – disse entre os dentes.

- Isso não vai ficar assim, se você não fizer nada eu farei. E acho bom você não ficar no meu caminho ou atropelo você também.

- VAI EMBORA. SAI DAQUI. Você esta seguindo o caminho errado como eu fiz sua idiota. Mas fique sabendo que ficarei no seu caminho o no de quem mais for preciso.

Ela lançou um olhar de desprezo. – Como queira irmãzinha.

Depois que ela saiu tomei um banho e passei uma pomada para aliviar as dores dos hematomas e tomei um analgésico que encontrei no armário do banheiro da mamãe.

Fiquei o resto do dia tentando estudar, minhas notas não iam muito bem e os professores não iriam se deixar intimidar pela mais nova fracassada da escola.

Suspirei frustrada, eu merecia tudo isso.

Não desci para jantar e ninguém se quer se incomodou em me chamar. Eu era praticamente uma indesejada na minha própria casa.

Fiquei vendo umas bobagens na TV. Minha barriga roncava mais eu sabia que se eu descesse para comer algo correria o risco de ser pega pelo papai que dormia tarde e acabaria passando por outra sessão de espancamento.

Não sei quando, mas agarrei no sono.

Dormia tranquila e creio que ate sonhava.

Sentir algo macio em meu nariz e boca e de repente parecia que agua gelada estava sendo jogada em meu rosto.

Tentava respirar, mas o pano encharcado não me permitia.

Sentia a agua sendo derramada no pano sobre meu nariz e boca e sufocava cada vez mais.

Abrir os olhos desesperada e dei de cara com o meu pai com um balde de agua jogando a agua sobre mim enquanto Kate segurava o que parecia ser uma toalha.

Já não aguentava mais, precisa respirar.

Dei uma forte joelhada na costela da Kate que a fez se jogar no chão e largar a toalha.

Sentei, levando comigo o abajur da minha mesa de cabeceira.

Meu pai soltou o balde e partiu para cima de mim.

Lancei com toda a minha força o abajur na lateral de sua cabeça ao mesmo tempo em que ele me acertava um soco. Senti uma dor aguda em meu lábio e o gosto de sangue invadiu a minha boca.

Levantei assustada. A orelha e o pescoço do meu pai sangravam, mas não me importei. Eu precisava sair dali agora.

Comecei a correr para a porta mas ele me alcançou.

Sentir um puxão em meus cabelos me fazendo ir com tudo para trás.

- Eu vou te ensinar de uma vez a ser uma Denali sua vagabundinha de rua.

Ouvir a voz do meu pai rosnar enfurecido em meu ouvido. As lagrimas de desespero rolavam pelo meu rosto, mas eu não me importava.

Dei um pisão em seu pé e uma cotovelada em sua barriga que o fez me largar.

- Sua vagabunda. – ele xingou entre dentes.

Não tinha visto que Kate já estava em pé. Ela praticamente voou para cima de mim, tentando me chutar e me morder.

Enquanto eu tentava parar Kate meu pai se recuperou e me deu outro soco, dessa vez agarrando no meu nariz e o sentir partir e me sufoquei com o sangue que invadia minhas vias respiratórias.

Cuspir o sangue na tentativa de respirar. Sentir meu cabelo ser puxado e fui arrastada de volta para a cama.

- Você vai se comportar e fazer tudo que eu disser. – meu pai disse enquanto me jogava na cama com tanta força que minha testa bateu na cabeceira.

- Você vai me colocar novamente na equipe e vai me ajudar a derrubar aquela vaca da Isabella. – Kate disse e puxou meu cabelo me fazendo virar para ela.

Cuspir em sua cara o sangue que ainda se acumulava em minha boca e disse. – Não vou fazer nada. Matem-me se quiser. Não vou cometer este erro novamente.

Meu pai então riu e disse. – Então eu devo fazer uma visita a sua querida Isabella Swan.

Eu sabia o que aquilo queria dizer. Era a mesma ameaça de tantos anos atrás.

Derrotada e machucada. Sentia meu peito se oprimir em desespero. Eu não tinha escolha. Se ao menos Bella lembra-se, se ao menos ela fizesse uma leve ideia do por que, ela poderia me ajudar.

Mas ali diante daqueles que deveriam me amar, eu estava impotente.

A historia estava se repetindo e mais uma vez eu não tinha escolha.

- Faça o que quiser comigo. Eu vou obedecer, mas não encoste em Bella.

Meu pai lançou um sorrisinho maldoso e Kate sorria vitoriosa.

Eu só pedia a Deus para um dia Bella me perdoar.

POV Bella.

- James, por favor, me desculpe. Eu juro que da próxima eu te levo. – era a milionésima vez em que eu pedia desculpa ao James. Ele estava emburrado desde que cheguei a boate e me acusou de ser uma ingrata mal amada e gorda que morre de inveja dele. Tudo isso por que eu não o levei para Vegas comigo.

- Não desculpo não cara de melão. – ele disse e me deu língua saindo do escritório.

Eu revirei os olhos e sentei na minha mais nova mesa. Tia Vick estava com os decoradores acertando alguns detalhes antes da grande inauguração VIP.

Fiquei lá ate a as 8 da noite e tia Vick não me deixou voltar a Forks. Fui para a casa que ela alugou a algumas ruas de distancia do local da boate.

Tomei um banho e coloquei uma roupa de dormir da tia Vick. Liguei para casa e avisei que dormiria aqui e aproveitei e pedi ao Emmett para levar minha mochila para a escola amanhã de manhã.

Depois tentei ligar para o Edward mais o celular só caia na caixa. Muito estranho, afinal ele não me ligou resto da tarde inteira.

Liguei então para a casa dele. No quinto toque uma das empregadas atendeu.

- Residência Cullen. Boa noite.

- Boa noite. Gostaria de falar com Edward.

- Ele não se encontra gostaria de deixar recado?

- hummm... Faz muito tempo que ele saiu?

- Faz algumas horas sim senhorita.

- hãn a Alice esta?

- Sim senhorita, vou chama-la.

- obrigado.

*alguns segundos depois*

- quem atrapalha?

- Nossa quanto amor em Alice?

- BELLINHA DO MEU TUM TUM.

*rindo* — do meu tum tum Alice?

- logico o coração faz o que? TUM TUM ta sua chata? A que devo a honra de sua ligação?

- Licy você sabe do Ed?

- sabe que eu não sei. Ele veio para casa depois do treino, ai algum tempo depois disse que tinha uma coisa da escola para resolver e escafedeu-se. Olha que não é fácil perder ele. Você já viu o tamanho daquela cabeça? Era de se imaginar que alguém com aquele cabeção fosse mais inteligente, mas não é não. É tudo cabelo. Por que ele simplesmente não corta aquela mata queimada em? Em falar em cabelo...

- Alice chega.

- ai Bellinha desculpa é que eu tô tão entediada de castigo.

- isso por que seu pai nem imagina que você agora é a senhora Hale.

- Nem me fala. Eu e o Jasper temos que resolver isso logo. Só não sei como.

- é pois é. Licy se você ver o Ed manda ele me ligar ok?

- Pode deixar Bellinha. Ate amanhã amiga.

- Ate Alice.

*desligou*

Onde será que o Edward foi? Continuei tentando ligar para o celular dele, mas continuava a cair na caixa, cheguei a deixar vários recados.

Estava preocupada e não conseguia dormir. Onde ele foi? Por que ainda não chegou?

Rolei na cama diversas vezes.

Quando eram umas onze da noite meu celular tocou com uma nova mensagem.

From: Edward C.

To: Isabella S.

Estou bem. Já cheguei, nos falamos amanhã. Boa noite.

Horas sumido e é isso que ele me manda? Meu coração estava acelerado e dizia que tinha algo de errado.

Acebei não dormindo a noite toda.

Levantei mais cedo que de costume e fui me arrumar. Peguei umas roupas da Tia Vick e fui para Forks.

Uma hora e meia depois eu já estacionava a moto ao lado da Ferrari GTO da Nessie.

Desci e caminhei para perto dos meus amigos.

- Bom dia Bellita! – disse o meu irmão me entregando a minha mochila.

- Bom dia Emm. Bom dia pessoal. – eles responderam e eu perguntei. – Onde esta o Edward? E a Nessie?

- O Edward chegou faz um tempinho mas nem veio aqui, assim que a Nessie chegou ele a arrastou para dentro da escola. – Rose disse e deu de ombros.

Afinal de contas o que esta acontecendo aqui? Primeiro o comportamento estranho do Edward e agora isso.

Virei no intuito de ir ate para dentro da escola caçar aqueles dois.

Mas quando virei quase tive um derrame. Saindo de dentro de um carro preto bem ali no estacionamento da minha escola estava nada mais, nada menos do que Alec Volturi.

Creio que naquele momento se eu pudesse correria e me esconderia em baixo da minha cama.

Com o coração aos saltos, olhei ao meu redor e nem sinal do Edward.

Precisava mandar o Alec vazar dali BEM rapidinho.

Caminhei ate ele e todo mundo o olhava. Merda de cidade pequena.

- Oi linda. – disse Alec e me puxou para um abraço.

O abracei rápido e logo me desvencilhei dos seus braços. – Oi. O que você esta fazendo aqui Alec? Achei que você iria para Port. Angeles e iria me ligar.

- Estava ansioso para ver a minha namorada e depois que... – mas ele não terminou por que uma voz tão conhecida soou atrás de mim.

- Isabella! – era o Edward. Meu coração acelerou de forma assustadora e eu me virei lentamente para ele.

Ele estava de braços cruzados e muito serio.

Abrir a boca para falar, mas ele foi mais rápido.

- Quando pretendia me falar do seu namorado?

Oh Deus ele sabia, ele sabia. Naquela hora tudo o que eu queria era ao menos uma chance para me explicar e que eu tivesse como explicar, por que sinceramente eu não me acho capaz disso.