Whos Laughing Now?
31 Capítulo 30.
Notas iniciais
Oi pessoas do meu órgão pulsante que bombeia o sangue.
Eu sei, eu sei, capitulo atrasado ne? eu poderia dá uma desculpa mas a culpa é TODA da Liliane, se eu fosse vocês dava uma surra nela. kkkkkkkk Brincadeira.
é que ela ficou sem internet e ai já viu ne? Eu falei que era falta de pagamento, mas ela nega.
Eu ontem postei Boa Sorte Edward, por que ela tinha escrito aqui pelo site mesmo, pelo DOC. Mas WLN estava com ela e eu sou a vi hoje.
Tenho que agradecer a AnnaC pela recomendação. Eu li para ela nesse estante no telefone e ela ficou toda besta --'
Isso ai pessoas, próximo capitulo será o ultimo, vou tentar postar amanhã a noite. Ta vendo como sou boazinha? Vou passar na casa dela só para pegar o pendrive com o capitulo. *.*
Depois tem mais um capitulo bônus.
Aproveitem, xau e bença.
POV. Bella.
Estava sentada no meio de uma clareira. Estava tudo tão claro. Ali não deveria ser Forks, afinal o sol estava tão forte.
Como eu tinha ido parar ali? Suspirei e olhei para baixo, eu estava entre flores e usava um vestido longo branco.
Ali tinha tanta paz, que eu me sentia em sintonia com a vida, com o mundo. Não tinha preocupações ou motivos para aborrecimento.
Levantei o rosto e deixei o sol me aquecer. Aquele lugar era perfeito.
Ouvir um barulho um pouco distante de mim e olhei para entre as arvores a minha frente. Saindo dali, vinha um pequeno garoto de olhos marrons e cabelos castanhos.
Ele me era tão familiar.
Ele vestia uma calça e uma blusa branca de botões e se aproximou de mim sorrindo triste.
- Bella. – ele me chamou. Como ele sabia meu nome? Olhei para ele curiosa. – Como esta se sentindo?
Continuei a olhar confusa para aquele garotinho. – Estou bem. Onde estamos?
Ele não me respondeu e sentou a minha frente. – Eu sinto muito Bella. – então ele apontou para mim, para o meu abdômen e eu olhei para baixo. E o vestido tão impecavelmente branco estava agora com uma grande mancha vermelha, levei minhas mãos até lá e sentir um buraco pequeno ali.
- O que aconteceu comigo? – perguntei desesperada. Eu não sentia dor, não sentia nada.
- Você levou um tiro Bella.
[...]
3 dias antes.
Acordei meio zonza, uma luz branca intensa queimou minha retina e eu voltei a fecha-los.
- amor. Acorda. – ouvir a voz do Edward e voltei a abrir os olhos.
Assim que fiz encarei os grandes orbes verdes que eu tanto amava.
- O que aconteceu? – perguntei confusa. A ultima coisa que me lembrava era de esta no carro levando o Jacob para o hospital.
- Você desmaiou. Estamos no hospital. O Jacob já foi medicado e esta prestando depoimento agora.
- E eu posso ouvir? – eu realmente queria saber sobre tudo que tinha acontecido.
- Infelizmente não Bella. Mas não há muito para ser dito.
- E Tânia? A encontraram? – eu precisava encontrar a minha irmã. Meu coração se oprimiu, eu tinha que fazer algo. Ela não estava morta, não poderia esta. Eu sentia isso.
Edward me olhou preocupado. – Não encontraram nada Bella. Quando a policia chegou Kate não estava mais aonde a deixamos. Eles foram ate a casa e só encontraram o corpo da senhora Denali e mais nada. Não há sinal nem dela, nem de Tânia e muito menos do senhor Denali. E ainda há mais alguém que Jacob disse ter ajudado Kate e ninguém faz ideia de quem seja. Parece que eles tomaram depoimento dos empregos e todos alegam que não faziam ideia do que se passava na casa. O corpo da senhora Denali já estava em decomposição. Parece que ela foi morta a quase uma semana. Ela tinha um buraco de tiro no seio direito e parece que ela morreu algumas horas depois do tiro. – eu já chorava. Como eu poderia ser irmã e filha de pessoas tão tenebrosas? – O pior é que Tânia ficou presa todo tempo ao lado da mãe morta, assim como Jacob.
Fechei os olhos não desejando mais ouvir. Não tinha cabeça, para mais nada só queria ir para casa.
[...]
Eu não queria ouvir e nem falar com ninguém. A noite tinha sido muito longa, não conseguir pregar os olhos nem por um segundo. Eu tinha que confrontar a minha mãe, mas não tinha coragem.
Fiquei o tempo todo pensando na Tânia. Ela ali presa ao lado do corpo da mãe, aquilo era demais para a minha cabeça.
Edward passou a noite toda ao meu lado, mas quando a Nessie passou aqui logo cedo assim que foi liberada da delegacia, eu pedi para ele ir com ela. Rose também tinha dormido aqui em casa, mas também pedi a ela para ir. A conversa que teria agora era entre eu e a minha família.
Ouvir batidas na porta do meu quarto e a abrir. Emmett estava lá e sorriu para mim.
Eu não tinha contado nada a ele e nem a ninguém, mas tinha chegado o momento.
Meu irmão segurou a minha mão e me puxou para fora do quarto e me abraçou.
- Vai ficar tudo. Eu vou fazer ficar tudo você vai ver. – ele disse no meu ouvido e eu só assentir apertando a foto e a carta ainda mais em meus dedos.
Não ia ficar tudo bem e eu sabia disso.
Caminhamos lentamente de mãos dadas até a andar de baixo onde o pai e mãe nos esperavam.
Papai estava sentado na poltrona. Olhei para ele e tive vontade de chorar. Ele é o meu pai, o único que conheço e tenho amor, isso não ia mudar nunca.
Renée estava no sofá e me olhava curiosa. Eu evitei olhar pra ela desde que cheguei em casa na noite passada. No meu coração eu ainda achava que ela tinha sua parcela de culpa em tudo que sofri.
Emmett sentou no sofá ao lado de Renée e esperou.
- Quando pretendia me contar que sou filha de Eleazar Denali?
Emmett arregalou os olhos e abriu a boca meio chocado. Papai suspirou. – Sabia que esse dia iria chegar. – ele disse. Mas meus olhos não saíram de Renée e ela me olhava com pesar.
- Como descobriu? – ela disse em um fio de voz.
Praticamente joguei a foto e a carta em cima dela. Ela os pegou e olhou, depois levantou os olhos azuis para mim.
- Sente-se Bella. Vou te contar toda a verdade.
Sentei no sofá defronte ao que ela estava.
Ela suspirou e me olhou intensamente. – Não diga nada Bella, até eu terminar de falar.
Eu assentir e ela continuou. – Os meus avós, pais da minha mãe, trabalhavam para uma família, os Portman. Eles tinham uma filha na mesma idade da minha mãe e elas cresceram juntas e eram bem unidas, tanto que, quando Karen Portman casou, ela levou a minha mãe para trabalhar em sua casa, como governanta. Foi quando minha mãe saiu do Arizona e foi morar em Hoquiam. Karen tinha se casado com u homem chamado Joseph Denali. Foi trabalhando para eles que minha mãe conheceu meu pai, que era motorista da família. Logo eles se casaram. No primeiro ano de casamento Karen e Joseph tiveram o primeiro filho, o Eleazar. No ano seguinte Karen ficou gravida novamente e a minha mãe também. Eu nasci 15 dias antes da caçula Denali, Jane, a Victoria só nasceu anos depois, por conta da diferença de idade nunca andou com a gente. Eu cresci com eles, sempre brincávamos juntos e apesar da diferença social, frequentávamos a mesma escola. Éramos bem unidos, mas Joseph não era a melhor das pessoas e não gostava muito de ver seus filhos amigos da filha de seus empregados. Por isso nossa amizade se estendia somente aos momentos na escola. – Ela parou um pouco de falar, parecia perdida em seus pensamentos. Então levantou a foto que eu tinha te entregado. – Essa foi uma das poucas fotos minha e do Eleazar. – Ela sorriu olhando a foto, depois voltou a olhar para mim. – O tempo foi passando e a nossa amizade foi crescendo, mas com o tempo a Jane começou a mudar. Ela variava de humor com frequência, às vezes passava dias no quarto, inventava histórias, tinha crise de ciúmes. Nesse mesmo período, eu e Eleazar começamos a namorar escondido, já estávamos adolescentes e como sempre fomos muito próximos, essa transição foi natural. Mas não durou muito, a Jane descobriu e surtou, ela acusou o Eleazar de agir por suas costas. Nesse mesmo dia ela invadiu meu quarto e se declarou apaixonada por mim. Eu sabia que ela não estava em seu estado perfeito, fui gentil o máximo possível e disse a ela que ela estava confundindo as coisas. – ela fez uma pausa e respirou fundo. – Bom, ela não ficou muito feliz. No outro dia durante o jantar ela jogou a bomba sobre o meu namoro com o Eleazar. Eu comia na cozinha e ao ouvir os gritos eu corri para lá. O senhor Joseph estava transtornado e dizia que jamais um Denali iria se misturar com a escoria. Quando me viu ele começou a gritar que eu era uma vadia interesseira, mas que nunca iria por as mãos no dinheiro dele e que o único modo disso acontecer seria ele pagando por uma noite comigo como uma boa puta que eu era. Meu pai estava mais que louco e partiu para cima de Joseph, minha mãe e a Karen foram separar, mas quem acabou com a briga foi o Eleazar que gritou aos quatro ventos que ele deveria ter vergonha era da filha dele que não passava de um sapatão enrustido. – ela parou novamente e engoliu em seco, depois voltou a falar. – Naquela mesma noite nos saímos de Hoquiam. Se não me engano Karen ainda vive lá, sozinha. Meus pais, eu e Victoria não tínhamos para onde ir, até que minha mãe lembrou-se de uma amiga e veio para Forks. Aqui meus pais arranjaram emprego e foi aqui que conheci o Charlie. – ela olhou para ele e eles sorriram. – Nos começamos a namorar e logo nos casamos. Eu recebia algumas cartas do Eleazar, mas nunca as respondia. Em uma de suas cartas ele chegou a me contar que Joseph estava cada dia mais louco e que Jane não parecia nem de longe mais a mesma e que temia pelo fim da irmã. Não dei muita bola, pós não queria mais contato com aquela família. Mas quando soube de meu casamento por intermédio de alguns amigos, Eleazar que tinha acabado de se casar com uma moça rica, de família tradicional, arranjada por seu pai, se mudou para Forks. Lembro que, quando ele chegou a cidade me procurou. Eu já estava gravida de Emmett e ele me disse que assumiria o meu filho e que ele abandonaria sua esposa, mas eu não aceitei e pedi para ele se afastar e foi o que ele fez. Mas depois do nascimento de Emmett as coisas não ficaram muito boas entre mim e seu pai. Eu e Charlie estávamos sempre brigando e depois de um bom tempo eu surtei e em um ataque de infantilidade corri para aquele que eu acreditava ser o único que me entendia. Antes que me julgue Bella, eu era uma jovem imatura e estava mesmo assustada, com casamento, filho, brigas, despesa. Eleazar me aceitou de braços abertos. Não pensou duas vezes e largou a esposa. Na cidade ninguém tinha ligado os fatos, já que nossas famílias, para eles, nem se conheciam. Ele era atencioso, amoroso, um grande amigo e eu me deixei envolver, mas com o passar do tempo, o Emmett chorava sem parar, queria o pai e eu não tinha mais como negar que sentia falta de Charlie. Sem poder mais aguentar, eu decidir ir embora. Nos estávamos morando em Tacoma a algum tempo e eu disse a ele que queria voltar para casa. Nos brigamos feio nesse dia e eu acabei passando muito mau e fui parar no hospital e lá descobrimos que eu estava esperando você. Não foi uma noticia fácil e eu decidir ficar, mas com o passar dos dias a saudade só aumentava e então não deu mais para esperar e eu voltei. Charlie e eu conversamos e eu lhe contei tudo e nos acertamos. Creio que depois disso nos tornamos muito melhores um para o outro. Eleazar não queria aceitar, queria registrar você, te criar. Mas eu o convenci de que era melhor assim. Não suportaria tê-la perto daquela família, sendo uma Denali, eu só queria o seu melhor. – Ela se remexeu um pouco nervosa. – Um tempo depois Eleazar voltou com sua esposa e logo depois ela ficou gravida de Tânia. Ele me escreveu uma carta, falando sobre isso e como sentia minha falta, que eu deveria reconsiderar e dá a chance dele ter você por perto, mas eu nunca voltei atrás. – ela terminou de falar.
Eu fiquei uns instantes parada, assimilando e organizando meus pensamentos. Olhei para minha mãe. – Sabe o que esse segredo me causou? Causou a Tânia?
Ela me olhou triste. Meus pais tiveram que comparecer ao hospital e depois a delegacia enquanto eu prestava depoimento e então ficaram sabendo sobre a Kate, a Tânia, o senhor Denali e o Jacob, assim como a morte da senhora Denali.
- Querida eu jamais imaginei que ele surtaria dessa forma. – ela disse triste. – Não falo ideia do por que ele agir assim com a própria filha.
- A Kate o fez crer que eu e Tânia nos gostávamos de uma forma nada própria para duas irmãs, por isso ele nos separou. Ainda não sei bem, mas parece que ele ameaçava a Tânia. – disse carrancuda, falar da Tânia fazia meu coração doer.
Minha mãe me olhou assustada. – Nossa que garota asquerosa. Desde criança uma psicopata.
- e graças a você minha irmã. – resmunguei e ela me olhou curiosa.
- Bella, a Kate não é sua irmã. – ela disse e eu quase me engasguei com a saliva.
- COMO É QUE É?
- Bella achei que soubesse. Achei que tinha descoberto sobre isso também. – minha mãe dizia meio em duvida.
- Saber o que?
Minha mãe respirou fundo. – Bella, o motivo de eu te querer longe dos Denali é que há mais pobre nessa família do que você pode imaginar. Depois do seu nascimento eu me correspondi algumas vezes com o Eleazar. Charlie achava que ele merecia ao menos alguma noticias suas. Foi quando ele me mandou uma carta que eu acho que você deveria ler. – ela disse e levantou e foi ate o seu quarto.
Depois que ela saiu, eu olhei para o meu pai e ele estava serio e quieto. Levantei e sentei em seu colo o abraçando pelo pescoço. – Obrigado por me amar, cuidar de mim e ser o meu PAI. Isso nunca vai mudar. – eu disse com lagrimas nos olhos e ele sorriu parecendo aliviado.
- Eu te amo filha. Muito mesmo. – eu sorrir e o abracei mais.
Ouvir um “caralho” entre respiração, vindo do Emmett e olhei para ele.
- Tudo bem filho? – meu pai perguntou preocupado.
Emmett olhou para nós meio aéreo. – é, vai ficar. Só é muita coisa para assimilar.
Eu acabei rindo. – Eu que o diga.
Levantei do colo do meu pai e voltei a sentar no lugar que estava antes e logo minha mãe estava de volta.
- Aqui. Leia com a atenção e vai entender por que eu estava certa em te manter longe.
Ela me entregou um envelope e eu o abrir.
Querida Renée,
Fico feliz que Isabella tenha dito as primeiras palavras. Gostaria de ter visto isso.
Tânia esta cada dia mais esperta também e de certa forma estou feliz, mesmo estando longe de você e da minha pequena Bella.
Sonho direto com os seus olhos castanhos. A foto em que me mandou é realmente linda, nunca imaginei que ela teria uma tonalidade de olhos tão parecido com os meus. Mas os dela é ainda mais intensos, parece chocolate derretido.
Hoje posso dizer que te entendo. Não é fácil para mim aceitar, mas entendo o por que de manter Bella longe disso.
Estamos ausentados da cidade, mas ao contrario do que pensam, eu estou em Hoquiam e não em um tour pela Europa. Minha mãe me ligou uma noite desesperada e eu tive que correr para cá.
A situação é pior do que jamais imaginei e o que vou te contar ninguém sabe.
Jane assumiu sua homossexualidade e arrumou uma namorada. Você sabe que ela já não esta bem a muito tempo, fez terapia durante anos e só agora teve coragem de assumir.
Mas não foi uma boa ideia enfrentar Joseph Denali. Aquele homem é pior do que imaginei. Nem consigo acreditar que ele seja meu pai.
Ele deu uma surra em Jane e de acordo com minha mãe a arrastou para o quarto, gritando que iria ensina-la a ser uma Denali.
Pois bem, conversei com Jane e ela me contou o que aconteceu no quarto. Aquele desgraçado a estuprou. Ele disse que ia tirar esse “mau” dela.
Nunca pensei que sentiria tanto nojo como sinto agora. Mas o problema maior é que ela esta gravida. Sim ela esta esperando uma menina que eu nem sei se é minha sobrinha ou minha irmã.
Jane esta completamente louca, diz que vai mata-lo e não posso culpa-la, é a minha vontade também.
Cuide de Isabella, a mantenha bem longe de nós. Não quero nunca que ninguém saiba sobre minha ligação com ela, não quero que ela seja obrigada a conviver com tanta podridão.
Com amor, Eleazar.
Acho que li e reli aquela carta pelo menos umas dez vezes.
Então ouvir a voz da minha mãe. – Não sei bem o que aconteceu já que nunca mais nos correspondemos. Mas pouco tempo depois eu soube que Joseph tinha sido encontrado morto em seu escritório, falaram que foi parada cardíaca. Então alguns meses depois Eleazar e a esposa voltaram para Forks com a pequena Tânia e a Kate que eles disseram que ficaram sabendo da gravidez durante a viajem.
Olhei para ela. – E a Jane?
- Eu nunca mais soube dela.
[...]
Deus era coisa demais para assimilar. Estava a horas no meu quarto e nada do sono vim, sempre que eu fechava os olhos e começava a deixar o sono me levar, eu ouvia a voz de Tânia em meus ouvidos, pedindo socorro.
O dia eu passei com Edward, foi bom. Ele não me deixou pensar sobre tudo isso nem por um segundo.
Mas agora ali sozinha eu não sabia o que fazer. Eu tinha certeza absoluta que Tânia estava viva, eu sentia isso.
Mas como encontra-la?
Levantei e fiquei andando em círculos pelo quarto.
O que eu conhecia da Kate? Onde ela poderia esta?
Eu não tinha resposta para nada disso.
Fiquei repassando e repassando todos os acontecimentos na minha cabeça e nada de encontrar uma solução brilhante.
Será que Kate sabia que provavelmente era filha de Jane? Será que ela sabia sobre tudo que tinha acontecido e por isso era assim?
Suspirei frustrada e me joguei em uma poltrona que tinha no meu quarto e acabei sentando em cima do meu celular.
Irritada o tirei de baixo de mim e ia joga-lo longe quando um estalo se fez presente em meu cérebro.
Era meio idiota, afinal ela era uma fugitiva, não iria atender o celular não é? Talvez o dela não. Mas aposto que ninguém tentou ligar para o de Tânia.
Eu sabia que cedo ou tarde ter o numero dela me seria útil. Quando ela ligou para o Edward, avisando que eu estava na pracinha e pedindo para ele ir me buscar, eu não deixei Edward apagar o numero dela e ainda o gravei no meu celular.
Com o coração aos pulos e rezando para dá certo, eu a procurei na agenda e apertei o botão de discagem.
Dois toques depois alguém atendeu, mas ficou mudo.
- Kate. É a Isabella. Sei que é você por tanto fale comigo.
- Não adianta tentar rastrear, o celular tem bloqueio.
- Não estou com a policia. Quero te propor algo.
- Não vejo nada que você possa propor que vá me interessar.
- Quero que vá me encontrar amanhã a noite, no lugar de sua escolha. Amanhã é inauguração da boate e sei que posso fugir sem ninguém perceber. Quero que leve a Tânia.
- E como sabe se Tânia não esta morta? Tenho certeza que Jacob já prestou depoimento.
- Eu sei que ela não esta. Eu sei de tudo Kate, de todos os seus sentimentos, da sua raiva e da sua mãe.
- Logico que sabe sobre a minha mãe, já devem ter encontrado o corpo não é?
- Eu me refiro a Jane Denali.
*alguns segundos em silencio.*.
- Leve seu celular. Te ligarei as dez e se você não atender eu mato a Tânia e ainda mando a cabeça para você. Sem contar que te caço até no inferno.
Ela disse e desligou sem esperar resposta. Eu engolir em seco e tentei acalmar meu coração. Tinha jogado verde para colher maduro e funcionou. Eu enfrentaria Kate. Eu ia trazer Tânia de volta, custe o que custar. Só espero que a Kate não esteja blefando quanto a Tânia.
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