Notas iniciais
Gente capitulo fresquinho ai para vocês. Hoje vou dedicar esse capitulo, mais só lá embaixo.
Espero que gostem. BOA LEITURA

POV Bella.

Quando acordei nessa manhã por alguns segundos parecia que estava tudo normal, somente havia em mim aquela sensação incomoda quando se tem um pesadelo do qual nem se quer conseguimos nos lembrar. Mais isso não durou muito, logo minha mente estava povoada pelas lembranças de ontem e a dor voltou totalmente ao meu peito, me dilacerando, me abrindo de dentro para fora.

Sem vontade de nada e com uma necessidade enorme de sumir, permaneci em meu quarto, enrolada ate o pescoço com as cobertas e tentando não pensar em nada.

Ficar ali ate que era bom, a dor não aumentava, permanecia do mesmo jeito e dessa forma eu conseguia conviver com ela.

Depois de algumas horas, minha mãe entrou no meu quarto com uma bandeja com o meu almoço. Meus pais haviam chegado há um pouco mais de uma hora e Emmett graças a Deus disse que eu não estava me sentindo bem.

Ela entrou no quarto e abriu as cortinas, continuei quietinha, fingindo que dormia, mas ela não se convenceu. Colocou a bandeja em cima do criado mudo e sentou ao meu lado na cama. – Vamos Bella, sei que não esta dormindo. Sei muito bem que tem algo de errado com você. Algo de errado com esse coraçãozinho.

Virei o rosto para olhar para ela. COMO ELA SABIA? Acho que toda mãe deve fazer um curso de adivinhação, só pode. Vendo a minha cara ela falou: — Sou sua mãe mocinha e sou mulher, sei o que passa com você. – respirei fundo. – não quero falar sobre isso mãe, por favor. – me controlei para não chorar ali mesmo. – Tudo bem não precisa me contar. Mas Bella se você acha que ficar na cama remoendo a sua dor vai ser melhor que enfrentar o problema eu realmente vou ter que te dizer umas coisinhas. – ela me olhava com um misto de carinho e tristeza, um olhar doce, compreensivo e repreendedor, tudo ao mesmo tempo como só a nossa mãe sabe dá. Não aguentei e pulei em seu colo chorando. – Filha, não pense que ao longo dos anos eu não percebi o quanto você é diferente e no quanto gosta de se esconder, mais parecia funcionar para você, não era algo que lhe fazia fraca ou medrosa, por que dia a pós dia eu via você levantar todas as manhãs e enfrentar os comentários, os apelidos e as provocações. – ai meu Deus ela sabia sobre isso? – Cansei de te ver chegar em casa e se esconder no quarto e chorar por que um amiguinho não deixou você brincar, ou por que lhe deram um apelido novo. Mais eu conheço você melhor do que você mesmo, se eu fosse me meter você iria se fechar de vez e a única coisa que fazia você ser aberta ao mundo era a sua capacidade de enfrentar tudo. Fui inúmeras vezes ate a escola sem você saber, reclamar, brigar, tentar defender você meu bebê, afinal que mãe seria eu que deixaria machucarem a minha filha sem fazer nada. – eu já não chorava mais, eu ouvia e absorvia cada palavra dela. — No dia que eu cheguei em casa e você tinha cortado os seus cabelos você mesma e tingido eles, fiquei seriamente preocupada, mais não foi difícil descobrir o que tinha acontecido, Martha encontrou no seu banheiro as mechas dos seus cabelos com chiclete grudado em varias partes e me contou. Mas mais uma vez você enfrentou tudo, cortou sozinha o seu cabelo e ficou calada e continuou a sua vida. – Esse dia foi horrível, meus cabelos eram compridos e castanhos, Tânia e Jessica Stanley estavam sentadas atrás de mim na aula de história e colaram vários chicletes por ele todo, só porque Jessica tinha respondido a uma pergunta do professor de forma errada e eu não contive a risada e dei a resposta certa. Quando cheguei em casa tentei tirar os chicletes mais não tinha jeito, tive que cortar e então pintei para parecer que tinha sido um ato de rebeldia. Foi depois disso que Tânia me apelidou de Bella Monstro. – Você não é fraca Bella, você é uma das pessoas mais fortes que eu conheço, você só precisa utilizar essa força a seu favor, você não pode permitir que te tratem como querem e acima de tudo precisa parar de acreditar nessas pessoas, você não é feia, ou esquisita, você filha é uma sobrevivente. E no dia que os enfrentar, todos eles saberão disso.

Depois disso ela me fez comer e eu já me sentia melhor, claro que a dor não havia desaparecido, mas a minha mãe tinha me dado muito que pensar. Quando ela estava para sair do quarto, eu tive uma ideia e resolvi pedir: — Mãe será que eu poderia passar um tempo com a Tia Vick? Eu acho que realmente preciso desse tempo. – ela pareceu pensar no que eu disse. – É, acho que um tempo em uma cidade grande como Nova York pode te fazer bem. — ela sorriu e saiu do quarto fechando a porta.

Assim que ela saiu, peguei o meu pobre diário e escrevi, coloquei no papel tudo que estava sentindo, todas as minhas duvidas, medos, receios, sentimentos, tudo o que lembrava, minha trajetória para chegar a ser o que eu me sentia naquele momento.

Passei o resto do dia no quarto, pensando e analisando cada aspecto da minha vida. E o sentimento que mais crescia em mim por mais que eu não quisesse era o de rancor, ódio, vingança.

Na manhã seguinte levantei antes do despertador, o que convenhamos é um verdadeiro milagre. Não estava muito animada para enfrentar aquelas pessoas, mais o fato de que a minha mãe já tinha falado com minha Tia Victoria e que assim que acabasse o semestre eu iria passar uns dias com ela, me dava forças.

Tia Vick é muito legal, ela tem 26 anos e é muito linda, tem os cabelos com uma totalidade meio loiro, meio ruivo, olhos azuis iguais aos da mamãe e do Emmett, corpo escultural. Ela mora em Nova York com o noivo, o ator de comerciais James Hank.

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Tomei meu banho e me vestir, coloquei uma blusa branca simples, uma calça dins, meus all star velhos de guerra, prendi o pouco cabelo que tinha, coloquei uns óculos escuros, peguei minha mochila e fui com o Emmett em seu carro. Quando chegamos no estacionamento da escola, botei meus fones de ouvido e partir para dentro da escola sem olhar para trás.

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Sentei no fundo como de costume e continuei com fones de ouvido e de cabeça baixa, se alguns deles queriam saltar suas piadinhas estariam perdendo seu tempo por que eu não ouviria ou veria nada. Quando o professor entrou na sala tive que tirar os fones. Durante toda aula algumas pessoas me olhavam e davam risadinhas, algumas soltavam piadinhas ocasionais, outros rumavam suas costumeiras bolinhas de papel, mais eu não peguei ou abrir nenhuma. E assim transcorreu o meu dia, ate a hora do almoço, quando o sinal bateu já estava pronta para ir para a biblioteca, mais na porta da minha sala estavam Rose, Alice e Emmett me esperando.

- Belinha! – Alice e Rose gritaram e me abraçaram retribuir o abraço. – Como você esta? – Rose perguntou e eu só dei de ombros. – Vamos almoçar e nem adianta dizer que não. – Alice falou e já foi me arrastado.

Quando entramos no refeitório estavam todos lá, olhando e rindo para mim. Baixei a cabeça mais o Emm que estava atrás de mim, sussurrou em meu ouvido. – Levanta a cabeça, você é melhor que todos eles. – sentamos em uma mesa, a mesa que eu costumava sentar sozinha, Alice e Rose foram pegar nosso almoço e Emm ficou ao meu lado. Estava tudo bem ate que ELES estraram, Tânia e suas seguidoras foram rebolando ate a mesa deles, sendo seguidas de perto por Jacob e Mike e logo atrás Jasper e Edward. Quando o vi meu coração se apertou, ele estava de cabeça baixa e mãos dentro do bolso da calça, Jasper falou algo no ouvido dele e ele me olhou, ele tinha marcas roxas embaixo dos olhos e na ponte do nariz que estava um pouco inchado e um lábio partido. Meu Deus o Emm realmente socou com gosto viu?

Ele parecia tão triste, ele desviou o olhar e para minha surpresa sentou em uma mesa defronte a minha do outro lado do refeitório, acompanhado de Jasper. Olhei então para Tânia que lançava olhares raivosos pro Edward.

Logo Alice e Rose voltaram. Ficamos conversando algumas bobagens quando Tânia levantou e foi ate a mesa que fica no meio do refeitório e subiu nela. Todos pararam de conversar e olharam para ela que tinha em seus lábios o seu velho sorrisinho afetado.

- Hora, hora não é que a monstro teve coragem de sair de casa, achei que nunca mais você iria botar essa sua cara feia para fora novamente, pelo menos não depois do mico que você pagou ontem.

Para a minha total surpresa, Rose foi a primeira a reagir, ela levantou e gritou: — Você é uma idiota Tânia, só sabe provocar a Bella por que sabe que ela não vai reagir. – oww Rose não esculacha neh? – Se você não calar essa boca vou ai te dá uns belos tapas sua vaca. – Tânia a olhou com um ódio mortal e eu sabia que isso era o combustível dela, ela desceu da mesa e falou: — Ta defendendo a cunhadinha Rosalie? Só estou falando a verdade, não tenho culpa que você namora o irmão da MONSTRA DE FORKS.

Vi que Rose ia mesmo ate ela, então segurei seu braço, não queria que ela se envolvesse em problema por causa de mim.

Nessa hora Jacob, Mike, Jessica, Irina e Kate puxaram o coro: — BELLA MONSTRO! BELLA MONSTRO! BELLA MONSTRO! BELLA MONSTRO!

Eles gritavam e batiam nas mesas e logo todo refeitório fazia o mesmo, Alice e Emmett levantaram e começaram a gritar para pararem mais era impossível serem ouvidos com toda aquela zoada. Algumas pessoas só riam, outras me olhavam com pena, vi que Jasper também tentava em vão, faze-los parar e tive vontade de agradecer. Aqueles gritos malditos, aqueles olhares de piedade, as risadas estavam me pondo louca. Sentia vontade de sair correndo, de chorar e era o que eu iria fazer quando olhei para ele, Edward estava no mesmo lugar e olhava para mim, com pena, aquele desgraçado achava que eu merecia sua pena?

[ Jessie J. ] (N/A: Ouçam, musica que deu origem a fic. )

Sentir uma ira nunca sentida na minha vida, a força que minha mãe falara tanto no dia anterior me tomou de forma que não conseguir me controlar.

Mummy they call me names Mamãe, eles me deram apelidos

They wouldn't let me play Eles não me deixavam jogar

I run home Eu corro pra casa

Sit and cry almost everyday Sento e choro quase todos os dias [...]

Deixei os gritos de “BELLA MOSTRO” tomar conta de mim, penetrar os meus ouvidos e com uma força que não sei de onde veio gritei a todo pulmão. Todos pararam assustados e me olharam, é o monstro estava reagindo. Levantei e na minha ira virei a pesada mesa do refeitório que foi ao chão.

Caminhei devagar ate Tânia, pela primeira vez na vida andava ereta, sem me esconder, me sentia poderosa. Quando cheguei ao seu lado ela me olhava ironicamente. – O que vai fazer monstrenga? Vai chorar e pedir para parar? Ou vai querer ouvir novamente o que o Edward te disse ontem? Que você é nojenta, esquisita? – ela ria e muitos já faziam o mesmo. Caminhei com calma ate ficar bem próximo dela, meu rosto quase colado ao dela e disse: — Do que você tem medo Tânia? Por que eu te amedronto tanto? Se eu sou tudo isso que você diz por que não me deixa em paz?

Ela então riu:- Medo de você? Não me faça rir. Você sempre vai ser essa asquerosa idiota, sempre vai ser a BELLA MONSTRO.

[...] So make your jokes Então faça suas piadas

Go for broke Arrebente

Blow your smoke Apague seu cigarro

You're not alone Você não está sozinho

But who's laughing now? Mas quem está rindo agora?

Who's laughing now? Quem está rindo agora?

So raise the bar Então levante a barra

Here we are Aqui estamos nós

Play your cards Jogue suas cartas

Be a star Seja uma estrela

Who's laughing now? Quem está rindo agora?

Who's laughing now? Quem está rindo agora? [...]

E então o coro recomeçou, mas agora aquilo não me feria, só me enchia de raiva e força. Afastei-me de Tânia e dei um soco em sua cara a fazendo cair para trás com as mãos no rosto, vi sangue sair de seu nariz e ela chorar e gritar, todos estavam calados novamente, mais agora que tinha começado iria ate o fim.

Vi na mesa ao lado o taco de beisebol, das meninas do pequeno time que tem na escola. Sem pedir licença peguei o taco e coloquei sobre os ombros e caminhei ate a mesa “popular” e bati com toda força o taco na mesa fazendo os lanches voarem e sujarem as roupas deles, não dei ouvidos aos gritinhos histéricos das meninas e taquei o taco com toda força no ombro do Jacob que urrou de dor, acho que desloquei algum osso. – Isso é por todas as vezes que você me xingou e me humilhou. – ele parecia incapaz de reagir devido a dor no ombro. Olhei para Mike e ele estava apavorado a ponto de se esconder em baixo da mesa, frouxo. Com uma risada maléfica, segurei os cabelos da Jessica com uma mão só e taquei a cara dela na mesa a fazendo chorar de dor, peguei os restos de comida e passei nos cabelos das três que choravam sem parar feito uns bebezinhos. Falei bem perto do ouvido da Jessica: — Isso foi pelo meu cabelo, vadia.

Olhei ao redor e vi as caras bestificadas dos demais, ate professores estavam ali, incapazes de reagir, mortificados que a monstro esteja mesmo reagindo. Encontrei o olhar dos meus amigos, SIM EU TENHO AMIGOS, Ali, Emm e Rose sorriam felizes da vida pra mim. – Emmett minha mochila. – ele veio ate mim e me entregou a mochila, peguei de dentro dele o meu diário, arranquei as paginas que tinham o que escrevi ontem e devolvi a mochila a ele. Fingir não ouvir os seus sussurros urgentes do que eu iria fazer e caminhei com o taco por sobre o ombro e as folhas na mão ate a mesa em que Jasper (que me olhava sorrindo) e Edward que estava com um olhar amedrontado. Cheguei bem perto da mesa deles e olhei nos olhos do Edward. – Bella, eu queria mesmo te... – interrompi o que ele ia dizer, tacando a coca do Jasper em seu rosto o molhando.

So you think you know me now Então você acha que me conhece agora

Have you forgotten how Esqueceu-se da forma como

You would make me feel Como eu me sentia

when you dragged my spirit down Quando você arrastou o meu astral lá para baixo?

But thank you for the pain Mas obrigado pela dor

It made me raise my game Isso me fez levantar meu jogo

And I'm still rising E eu ainda estou subindo

I'm still rising, yeah Eu ainda estou subindo, yeah [...]

- Você Edward Cullen é um frouxo, um fraco. Eu quero que você junto com aquela corja vão para o inferno. – peguei as folhas que estavam na minha mão e coloquei na mesa em frente a ele com bastante força, fazendo o baque ecoar no refeitório silencioso.

Virei e andei ate as portas do refeitório sobe o olhar de toda a escola, chutei as portas com toda força a fazendo abrir com um barulho enorme. Sair de lá em tempo de ouvir os burburinhos e as cadeiras sendo arrastadas. Sentir que estava sendo seguida de perto pela multidão do Forks high school, mais não me importei, continuei meu caminho, passei pelo corredor que leva as salas, arrancando todos os avisos dos quadros de aviso, os cartazes de bailes, reuniões e votações de representantes.

Minha raiva parecia não se abrandar, passei pelos armários e fui batendo com toda força que tinha com o taco, amassando as portas, quebrando cadeados, sempre sendo seguida de perto. Percebi que praticamente ao meu lado, estavam meu irmão, Rose e Alice, meio que fazendo uma espécie de segurança, no caso de alguém tentar me parar.

[…] Oh they pull my hair Oh, eles puxam o meu cabelo

They took away my chair Eles arrastam a minha cadeira

I kept it in and pretend that I didn't care Eu guardei para mim e fingi que não me importava […]

Finalmente cheguei aonde queria, no armário de vidro, o armário de conquistas. Era um armário grande, todo em vidro onde ficavam os prêmios do time principal e das lideres de torcida.

Respirei fundo e ouvir os burburinhos indignados dos demais, mais não liguei, o ódio corria as minhas veias e então bati com taco nas portas de vidros e elas se partiram caindo no chão, o barulho de vidro partindo encheu meus ouvidos me dando uma satisfação enorme. Bati com ainda mais força nas prateleiras também de vidro e elas se partiram assim como as portas fazendo os prêmios, troféus, medalhas, retratos caírem no chão. Pisoteie todas elas, praticamente sambando em cima deles. Odiava tudo aquilo, era por causa daquelas porcarias que aqueles idiotas se achavam melhor que todo mundo.

[...] So raise the bar Então levante a barra

Here we are Aqui estamos nós

Play your cards Jogue suas cartas

Be a star Seja uma estrela

Who's laughing now? Quem está rindo agora? [...]

Me abaixei e peguei o porta retrato grande, sentir os vidros lascando minha mão e meus dedos, vi o sangue pingar em cima dos destroços, mas não liguei. Olhei bem para o retrato do Edward, Melhor capitão de 2008. Joguei o retrato para cima e quando ele estava caindo rebati com o taco e ele voou para a parede ao lado das portas de saída se espatifando no chão em seguida.

Virei pro Emmett: — Nos vemos em casa. – quando estava virando para ir embora o diretor Mardock decidiu falar: — Onde pensa que vai mocinha, você vai para a minha sala agora, já deu o seu show e agora vai arcar com as consequências. – virei lentamente para olha-lo. – É mesmo? Onde o senhor estava durante todos esses anos em que esses idiotas me atormentaram? A mais é claro, não é importante ajudar uma podre coitada e esquisita como eu não? Afinal eles trazem gloria para a escola e eu? Não trago nada não é mesmo? – ele tentou falar mais nada saia, era ate engraçado vê-lo abrindo e fechando a boca indignado. — São pessoas como você. – olhei para a multidão atrás dele. – COMO VOCÊS. – o olhei novamente. – que fazem com que pessoas como Tânia, Jacob e Edward se sentirem acima dos outros, são vocês os culpados de toda essa podridão. Por isso não me venha dizer o que eu devo ou não fazer, por que do fundo do meu coração, VÁ SE FERRAR. – e mostrei a ele o dedo do meio de ambas as mãos. Virei e sair andado daquele inferno. Assim que cheguei nas portas de saída, parei e olhei a foto de Edward ainda no porta retrato destruído, caído no chão e dei um pisão bem em seu rosto e empurrei as portas com força, saindo daquele lugar. Mas eu sabia que iria voltar, iria me vingar de todos eles, um por um, eles ainda tem muito o que pagar por tudo que me fizeram e o deles, pode escrever, esta guardado e eu faço questão de entregar.

POV Edward.

Capitão do time de basquete, popular, boa pinta... Definitivamente eu era o rei da escola. Não foi uma coisa planejada sabe? Só aconteceu. Mas devo confessar que gosto demais da atenção e da mordomia que a popularidade me trás.

O problema é que toda essa mordomia e atenção tem seu preço, às vezes eu era obrigado a fazer coisas para manter esse padrão de vida. Um bom exemplo é o meu namoro com a Tânia Denali, como ela é capitã das lideres e eu capitão do time era natural um relacionamento entre nos dois, era o que se esperavam de mim, de nos. A questão era que eu não gosto da Tânia, ela é bonita e tudo mais, mas é irritante, mesquinha e fútil.

Desde o primário eu assistir a Tânia, Jacob, Mike e tantos outros atormentarem a vida da irmã do Emmett e morria de medo de ser alvo disso também, então somente me calava e assistia aquilo tudo como os outros, muitas vezes ate mesmo como o irmão dela.

De longe eu sempre a observava, ela era destemida, corajosa, parecia que nada a atingia. Amava aqueles olhos chocolate, curiosos que ficavam varrendo os lugares em que entrava.

Lembro-me do dia em que ela cortou e pintou os cabelos, sinceramente não sei por que ela fez aquilo, ela tinha os cabelos mais lindos que eu já vi. Mas depois que ela cortou a Tânia a apelidou de “Bella Monstro” e o apelido pegou.

Eu sinceramente não achava que ela era um monstro, ela tinha um sorriso encantador, era difícil ver aquele sorriso, ela estava sempre seria e sozinha, mais às vezes ela deixava escapar quando achava que ninguém estava olhando um sorriso sonhador que fazia toda minha pele arder em chamas.

Engraçado era ver diariamente o dilema da minha irmã, ela morria de vontade de esta com Bella, de falar com ela. Alice sempre foi uma pessoa estranha, apesar de ser do tipo de garota que é fascinada pelo mundo da moda e da beleza, Aly era simples, modesta e recatada, sempre fora assim, ela admirava demais a Bella e morria de raiva das piadas que faziam com a pobre garota, muitas vezes tive que segurar Alice para ela não voar no pescoço de Tânia. Mais Alice achava que Bella não queria aproximação então se mantia na sua.

Quando ela soube da festa na casa do Emm ela implorou para ir comigo, ela ficou repetindo sem parar que estava com um pressentimento, que deveria ir a essa festa, então decidir leva-la. Avisei a ela que iria dormir lá, mais ela fez uma careta e disse: — deixa de ser chato Ed muita coisa pode acontecer, mais caso você realmente durma lá eu providencio uma carona. — como eu disse. Estranha.

Na festa Tânia encheu meu saco para eu esperar ela que foi ao banheiro no andar de cima, mais eu sabia que ela só estava indo lá para ver se encontrava a Bella, eu não entendia o prazer dela em perturbar a garota. Fiquei no inicio das escadas esperando, foi quando ela desceu, como sempre Bella veio marchando, emburrada e quando me viu arregalou os olhos, a cumprimentei, mais como das primeiras vezes ela ficou calada, pensativa. Fiquei preocupado, será que ela estava passando mal? Ela me olhava assustada, desesperada, perguntei se ela queria que eu chamasse o Emmett mais ela ficou lá, suando frio e quando abriu a boca saiu a maior loucura que já ouvir uma garota me falar: — Em média, 100 pessoas morrem todos os anos asfixiadas com uma caneta. – e depois fez uma careta linda. Fiquei meio assustado com que ela disse, tentei entender o porquê dela me dizer isso e acho que ela percebeu por que me informou sobre o meu habito de morder caneta, então não aguentei e rir muito e ela me acompanhou, logo Emmett apareceu com sua risada assustadora nos fazendo rir ainda mais. Mais o tapado do meu amigo não sabia nem do que estava rindo. Quando eu questionei isso ele só disse que viu a gente rindo e deu vontade de rir.

Dei uma risadinha. — — Vocês Swan’s são umas figuras. – Emmett então sorriu. — é cara nos somos demais, bate aqui maninha – e virou para ela bater mais quando ela foi fazer isso ele tirou a mão e bateu uma na outra se cumprimentando. — deixa que eu bato sozinho. Bora gente a festa é na sala. – e saiu andando deixando Bella mortificada para trás, mais então ela sorriu, minha pele ardeu como sempre, mais ali tão de perto não conseguir me conter e quando vi já tinha falado. — você tem um sorriso lindo.

Ela olhou para mim espantada, parecia que eu tinha dito o maior absurdo do mundo, mais eu não conseguia dizer mais nada, só a olhava, um querer tão grande tomou conta de mim e eu me segurei no lugar para não me aproximar, mas então ela corou e POR DEUS ela fica encantadora assim, não conseguir me conter e me aproximei, quando toquei seu rosto corado com a ponta dos dedos, parecia que correntes elétricas saiam daquele ponto e irradiava para todo o meu corpo.

Não conseguir mais pensar, meu corpo tinha vida própria e eu me aproximei dela lentamente, e a beijei. De inicio era somente um encostar de lábios, suave, como uma leve caricia. Aí ela soltou o ar em arquejos e entreabriu os lábios e eu não resistir, minha língua invadiu sua boca, avida por sentir seu gosto e quando encostou na sua parecia que fagulhas explodiam em meu peito, a agarrei pela cintura a puxando para mim e ela passou os braços pelo meu pescoço. A beijei como nunca havia beijado garota alguma, era desejo, desespero, necessidade de me unir a ela de alguma forma.

Quando precisávamos respirar me afastei, encostei minha testa na dela na ânsia de controlar a respiração, mais ao mesmo tempo não conseguindo me separar dela, quando abrir os olhos fitei aquele mar de chocolate e me perdi ali, me sentir completo, como se o mundo que eu conheço se partisse e ela fosse a única coisa que me prendia, que me fazia ter sentido. Quando ia tentar traspor esse furacão de sentimentos em palavras ouvimos um barulho e nos separamos, ela foi para sala e eu fiquei. Ainda me sentia meio aéreo, meio desligado de tudo ao meu redor.

- Que cara de babaca é essa Edward? – Tânia estava ao meu lado me olhando desconfiada. – E, nada. Por que demorou tanto em? – ela estreitou os olhos e disse com a voz ferina. – Você não vai querer saber. – ela ia sair, mais eu segurei seu braço. – Te conheço Tânia, não ouse fazer nada contra a Bella. – ela me olhou com um ódio que nunca vi e disse. – Escute aqui Cullen, você pode ser bonito, capitão do time e tudo mais, mas você sabe muito bem que eu posso destruir isso num piscar de olhos não sabe? – sem esperar resposta ela disse. – Se ta com peninha da monstrinha a leve para casa. – ela deu uma risada afetada e saiu.

Estava tudo bem, ate que Irina parou a musica e Tânia começou a falar, cada fibra do meu ser parecia tremer em desespero a cada palavra lida daquele caderninho que parecia ser o diário da Bella.

Uma alegria imensa tomou conta de mim quando eu vi que ela gostava de mim assim como eu gostava dela, mais o desespero era maior. Minha irmã se intrometeu, ate mesmo Emmett que só não bateu no Jacob por conta de Rose que estava em sua frente.

Mas quando Jacob praticamente exigiu saber o que eu achava de tudo aquilo, me desesperei, andei ate ela, eu não fazia ideia do que dizer, ela me fitava envergonhada, triste e aquilo partia meu coração.

Eu queria gritar que eu também gostava dela, queria bater no Jacob e mandar a Tânia pastar, mais me faltava coragem. Eu sou uma merda de um frouxo, de um idiota por que mesmo com meu coração gritando que aquela garotinha assustada e frágil era a mulher que eu amava eu falei o que eles queriam ouvir: — Nunca teria nada com você ouviu bem? Eu sou Edward Cullen, jamais iria me envolver com uma monstra como você. Você é feia e esquisita, eu tenho nojo de você, Bella, nojo.

E no momento seguinte Emmett me acertou um soco que me fez cair e nunca na vida me sentir tão agradecido por apanhar, eu merecia mais, muito mais. Bella saiu correndo, chorando e eu fiquei pior do que estava. Sangue saia do meu nariz mais eu não ligava, então chorei, como não fazia a anos, eu chorei como um bebê.

Alice veio ate mim e chorando gritou: — Espero que esteja doendo seu idiota, tenho vergonha de você Edward, vergonha. – eu também tinha vergonha de mim. – vou atrás dela. – ela falou para Rose que tentava junto com Jasper acalmar o Emmett que queria me matar e quer saber eu queria que ele fizesse justamente isso.

Rosalie então endoidou. Começou a botar todo mundo para fora, gritando, chutando, atirando coisas. Depois que todo mundo saiu, ela virou para mim com um jeito assassino e chutou minha perna, eu ainda estava no chão e grunir de dor quando ela pisou no Ed. Junior com o salto, mais nem assim eu reclamei.

- Chega Rosalie, eu vou levar ele pra casa. – olhei para Jasper e ele me ajudou a levantar. – minha vontade era capar esse desgraçado. – não tive coragem de olhar para meu melhor amigo, não queria ver nos olhos dele o quanto eu era um canalha.

Sair de lá amparado pelo Jasper que me levou para casa. Meu pai cuidou dos ferimentos, eu só tinha dito a ele que tinha brigado com o Emmett e que a Aly tinha ficado lá porque tinha feito amizade com a irmã do Emm e com a Rose.

Chorei durante toda noite, por ser um covarde, por causar dor a Bella, chorei por ser eu o Monstro.

Passei o domingo no quarto, Alice não estava falando comigo.

Eu perdi meu melhor amigo, minha irmã e a mulher que eu amo tudo em uma tacada só.

Na segunda logo quando cheguei eu a via entrando na escola de óculos escuros, fones de ouvido e de cabeça baixa. Fiquei todo tempo aéreo, quando estava indo pro refeitório na hora do almoço, Tânia veio falar comigo. – Vai ficar com essa cara o tempo todo? Só por causa da ridícula da Bella? – me irritei, segurei-a pelo braço e a sacudir. – Escute aqui Tânia, você não é mulher para falar assim dela, ela é MIL vezes mais mulher que você, então dobra a língua. – ela me olhou com raiva e disse antes de sair rebolando. – Isso não vai ficar assim.

Mais quer saber eu estava pouco me fudendo pra ela, já tinha decidido, eu ia tomar as rédeas da minha vida.

Quando entrei junto com Jasper, não tinha vontade de comer nada, mais ai ele falou: — Olha hoje a Bella não esta sozinha, fico feliz com isso. – olhei para a mesa que ela sentava e meu olhar encontrou o dela e mais uma vez tive vontade de chorar ao ver as olheiras que ela tinha. Caminhei e sentei em uma mesa sozinho e logo Jasper se juntou a mim. Ele viu que eu queria ficar calado e não disse nada.

Mas então Tânia subiu em uma mesa e começou a provocar Bella. Rosalie logo tratou de ameaçar da uns tapas em Tânia e ia fazer isso mesmo se Bella não tivesse segurado ela. Logo todos gritava “BELLA MONSTRO” e batiam nas mesas, Alice e Emmett gritavam para pararem e ate Jasper esta tentando em vão fazer algo. POR QUE SOMENTE EU NÃO FAZIA NADA? Por que eu agora sabia o por que que Tânia estava fazendo aquilo, ela não iria se vingar em mim e sim na Bella e mais uma vez eu tive medo, medo de piorar as coisas.

Eu sei essa a pior desculpa do mundo mais é a verdade, eu fiquei com medo por mim, por ela. E então mais uma vez não fiz nada.

Mas então Bella reagiu, gritou e virou a mesa com tudo, caminhou ate Tânia e a enfrentou, vi extasiado ela dá um soco na cara de Tânia, pegar um taco de beisebol e tacar no Jacob, a vi rir de forma louca e pouco Bella quando viu Mike se esconder, a vi tacar a cara da Jessica na mesa e jogar comida no cabelo dela e nos de Kate e Irina.

Mas quando ela se aproximou da minha mesa, com o taco e folhas que ela tinha arrancado de seu diário, eu já estava decidido a pedir desculpas, não por medo de apanhar, mas por que era o mínimo que eu poderia fazer. — Bella, eu queria mesmo te... – mais antes de conseguir terminar de falar ela jogou uma coca em minha cara e me disse de forma fria. — Você Edward Cullen é um frouxo, um fraco. Eu quero que você junto com aquela corja vão para o inferno. – colocou as folhas de seu diário com força em cima da mesa e saiu para fora do refeitório de cabeça erguida e chutando a porta. Todo mundo foi atrás, para ver o que ela iria fazer, mais eu fiquei, Vi Jacob, Tânia, Jessica e os outros irem para a enfermaria.

Olhei para Jasper e ele disse. – Ela tem razão cara. – ele suspirou e eu peguei as folhas e as li e a cada palavra eu tive a certeza de que eu nunca seria digno de Bella.

Eu acho que *prende respiração* o amo.

Nunca fui o tipo de pessoa que atrai, ou que parece agradável para os demais. Sempre tive que ouvir dia após dia o quanto sou desagradável, o quanto sou feia, ou estranha. Nunca ninguém se preocupou em me conhecer. Mas eu sempre enfrentei tudo como pude, nunca fui de ficar me queixando, nem reclamando, chorava o que tinha de chorar e seguia adiante.

Algumas pessoas me perguntam o porquê de deixar que me maltratem, que me façam mal, mais o maior mal mesmo quem faz sou eu. Eu de tanto ouvir que sou esquisita, estranha, feia, eu passei acreditar nisso. Foi sempre assim, cansei de chegar em casa e chorar escondido por alguém ter me colocado um apelido novo, por alguém ter roubado meu lanche, me excluído das brincadeira ou puxado o meu cabelo. Mas o choro não era porque estava inconformada ou porque queria ser diferente, sempre chorei porque nunca conseguir entender do porque de fazerem isso comigo. Não tenho um amigo desde o jardim de infância, sempre fico sozinha, mas nunca fui triste.

E o motivo sempre foi ELE. EDWARD CULLEN. Seu sorriso fácil, seu gosto pela musica, seus cabelos cobres e bagunçados, sua mania de franzir o nariz quando não entende algo, ou quando ele morde o lábio para não rir, ou quando ele beija a medalha que sua avó materna lhe deu sempre que vai arremessar uma cesta para dá sorte. Eu o amo pelas suas pequenas coisas, pelo seus simples gestos que me fazem feliz mesmo ele nunca reparando em mim.

Eu nunca precisei mais do que sua existência para ser feliz.

Quando ele me beijou foi como ganhar na loteria, eu sair de mim de tanta alegria. Não por que tinha dado meu primeiro beijo, mais por que a sensação era de que pela primeira vez na minha vida eu tinha um lugar nesse mundo. Pela primeira vez na minha vida eu era um ser humano, com sentimentos, querida, respeitada.

Mas logo depois ouvir dele que ele tem nojo de mim, ouvir o que ouvir tantos anos dos demais vindo dele foi como arrancar meu coração e sambar em cima dele, por que ele era o único que me fazia sentir bem, que me mantinha sã, controlada.

Agora eu sinceramente não sei o que vai acontecer comigo, meu elo de ligação com o certo, o tranquilo se rompeu e meu mundo caiu.

Sem Edward Cullen eu sou um poço sem fundo, uma tela e branco e eu morro de medo de me encarar, porque no fundo eu tenho medo de enxergar o monstro que todos falam que eu sou.

*suspira* Por isso que eu digo, mal quem faz a mim, sou eu, por que me permito cultivar dentro de mim um amor que era fardado a machucados e dor para mim.

Amar Edward Cullen é uma sentença de morte. E eu morri. Morri quando vi o quanto fraco e odioso ele é. Mais quem morreu? A Bella ou o monstro?

Pela o que espero que seja a ultima vez,

BELLA MONSTRO.

Eu então chorei, meu choro foi tão histérico que Jasper tomou os papeis de minha mão e leu e quando terminou olhou para mim e disse. – você não a merece, sabe disso não é? – eu só chorei mais e jurei ali que eu ainda iria merecer o amor e o perdão de Bella, eu iria mudar, afinal eu tinha encontrado a minha razão e era ela.

Notas finais
GENTEEEEE MUITO OBRIGADO PELO APOIO E COMENTÁRIOS, AMEI TODOS.
Vocês é que me dão energia para escrever.
Então dedico esse capitulo a TODAS VOCÊS, mais principalmente a Julyanna que se identifica com a nossa Bella.
July dedico esse capitulo a você, pela força e recuperação de Bella.
Iai gente o que acharam?
O Ed em? quem diria que ele se sentia assim.
Próximo capitulo já vai ter a passagem de tempo e o retorno de Bella a Forks.
amo vocês s2