Notas iniciais
Oi minhas lindas.
Correndo feito louca.
Esse capitulo eu dedico a fofa da Thais C e a danniprado pelas lindas recomendações. EU AMEI DE VERDADE.
Capitulo ai.
Boa leitura ;)

POV Bella.

Era como nos pesadelos, creio que era a mesma sensação. Sabe quando no sonho você corre e nunca sai do lugar, como você quer fugir, sumir, correr, acordar e não consegue e o desespero lhe toma? Era assim que eu estava me sentindo, sentada no chão sujo daquela casinha de madeira da minha infância.

Um filme passava pela a minha cabeça e eu chorava copiosamente. Acho que nem em mil anos eu entenderia como podem ter nos feito tanto mau propositalmente. Eu e Tânia sofremos a vida inteira com todo tipo de preconceito e problemas, pela nossa amizade, sendo que ela foi traçada pelo destino.

E isso me deixou triste, pois elas nunca poderão andar juntas, serem irmãs. Por isso quando acordei rezei para os anjos da guarda delas, para que elas se reconheçam quando se virem e que tenham amor uma pela outra. Nada me deixaria mais feliz.”

Esse trecho da carta de Renée não saia da minha cabeça. Agora eu entendia, era algo superior, era algo irreal, de sangue. Era o mais puro dos amores. Não era de se estranhar que as pessoas estranhassem e vissem maldade em nossa amizade.

O meu pai... Deus o Charlie não era o meu pai? Claro que é. Sangue nesse caso não importa, foi o Charlie que me acalentou na tristeza, que me fez sorrir, que me defendeu, que me deu amor, bronca, castigo. Foi o Charlie que me pegou no colo e fez o dodói passar. Ele é o meu pai e isso nunca iria mudar.

Eu não sabia como me sentir naquele momento. Assustada? Triste? Aliviada por saber a verdade? Eu não fazia ideia, eu só sabia chorar.

– Bella. – Edward sussurrou do lado de fora. – Bella eu vi uma luz se acender na casa. – ele disse em tom desesperado.

Agora eu tinha me lembrando de onde estava. Com o coração aos saltos, praticamente voei para fora da casinha de madeira. Edward me ajudou a levantar e ele parecia bem assustado. Guardei a foto e a carta no bolso da minha jaqueta, que tinha zíper.

– O que foi Edward? – mesmo a fraca luz ele parecia pálido, assustado.

– Bella eu vi alguém. Acho que era a Kate ou Tânia, não sei direito por que esta escuro. – ele disse em sussurros.

– Ok. Vamos então. Deve ser a Kate.

Falei e já fui virando para sair mais Edward segurou firme meu braço, me fazendo virar novamente para ele.

– Bella, seja quem for, estava arrastando algo muito pesado. – o vi engolir em seco. – Acho que era um corpo em cima de uma lona preta.

Agora entendi o desespero de Edward. Ali estava escuro e não dava para saber quem era. Se era a Kate, poderia ser o Jacob ou a Tânia sendo arrastados para algum lugar.

– Pra onde ela foi? – perguntei com o coração aos saltos.

Ele apontou para o outro lado de onde estávamos. Edward não teria como saber, mas pra onde ele apontara era o caminho de terra que passava por dentro do bosque que tinha ao lado da mansão. Se Kate tinha ido por ali, ela tinha saído pelos fundos da casa e por pouco não nos tinha visto ali.

E agora o que eu faço? Corro, vou ver, choro? Deus.

Mas eu precisava fazer algo. Olhei para Edward e ele também parecia em um conflito interno.

– Liga para a policia. – disse e sair correndo. Ainda ouvir Edward me chamar, mas ele não seria capaz de me seguir, ele não conhecia aquele lugar, não como eu.

Respirando fundo na tentativa de normalizar meus batimentos cardíacos, fui seguindo a trilha para dentro do bosque. Tinha que ser cuidadosa e silenciosa.

Depois de alguns minutos caminhando eu finalmente alcancei e era realmente a Kate.

Escondi-me atrás de uma das arvores e a ouvir conversar com sigo mesmo. Ela estava totalmente logorreica, emendando um assunto no outro, mudando de emoções de uma hora para a outra.

– Você poderia ser grande, mas tinha que se meter onde não era da conta não é? – ela chutou algo abaixo dela que eu não pude enxergar, que soltou um gemido baixo.

– Sabe o que me irrita? Pessoas como você que na primeira oportunidade viram as costas para quem os ajudou. – ela dizia, parecia esta realmente conversando com alguém, totalmente fora da realidade.

Ela então pegou uma pá e começou a cavar. – Eu planejo isso desde os meus 8 anos. Você acha que foi fácil convencer o meu pai que a doce filha prodígio dele tinha “outros interesses” na irmã bastarda? – ela riu tenebrosamente me fazendo arrepiar de medo. – Você não faz ideia quando eu descobrir que a maldita de Isabella era a minha irmãzinha. Já não bastava a Tânia não é? Eu tinha que aceitar uma bastarda? Mas foi nos livros que eu encontrei a saída. – ela dizia reversando entre raiva e emoção. – Hitler, meu querido e sábio Hitler, me fez entender que escoria tinha que ser eliminada, que se começa pela limpeza de onde se quer reinar.

Ela continuava a cavar. Sua expressão era totalmente oculta pelas sombras. Mas ela cavava com facilidade, nem parecia fazer esforço.

– E eu comecei a limpeza. Comecei pela minha doce mãe. Mulherzinha BURRA. Como pode aceitar meu pai de volta depois do que ele fez? Mas eu a ensinei, eu fui a fazendo ver o quanto estupida ela era e então ela foi se viciando em bebidas, fraca como é, não demorou muito para se entregar a remédios e outras drogas. Foi dela que conseguir as drogas para colocarmos nas coisas do Edward. Papai sempre preocupado em proteger a Tâninha do coração, não deixou que ela percebesse a fracassada que ela tinha como mãe. Devo confessar que foi ótimo para mim, assim infernizei Tânia, dizendo varias vezes que a mamãe nos odiava e como uma boa criança carente, ela acreditou. – ela riu novamente, ainda mais ensandecida. – O papai levou mais tempo, mas logo ele estava convencido de que sua filha era apaixonada pela própria irmã e ai o resto ficou por conta da mente dele. Eu me deliciei tantas vezes com o desespero dele, tentando separar a Tânia da Isabella, do seu desespero em corrija-la. Tânia foi outra fácil de manipular, mas infelizmente não tenho tempo de te contar como fiz Tânia destruir Isabella. Por que Jake meu querido, infelizmente chegou a sua hora.

Ela largou a pá e caminhou até o Jacob que jazia no chão quase desacordado.

– Calma meu querido, vai acabar logo, logo. – ela sussurrou para ele tão baixo que eu quase não ouvir.

Mas quando ela se debruçou por sobre ele para beija-lhe a face como uma verdadeira Judas, provavelmente simbolizando o beijo da morte, eu vi ali a minha oportunidade.

Tomada por uma fúria surreal, por saber que tinha sido ela causadora de tanto sofrimento, praticamente pulei em cima dela e acabamos rolando para a cova que ela tinha cavado.

Mas ela estava com uma força desconhecida por mim. Como eu estava por cima, ela conseguiu dá um soco em meu rosto e nos virar, ficando por cima.

Eu conseguir acertar alguns golpes nela, mas ela estava fora do comum, parecia possuída. Ela sentou em meu quadril e deu um soco no meu rosto que me fez ver estrelas. Antes de poder reagir, sentir suas mãos em meu cabelo e minha cabeça ser batida com força, contra o chão de terra.

– Achou que me pegaria Isabella? Achou que me conseguiria. Eu vou matar você irmãzinha. – ela dizia completamente louca.

Ela levou as duas mãos ao meu pescoço apertando. Eu me debatia e com as mãos puxava, arranhava, socava, mas ela parecia não sentir nada.

Eu já me sentia desfalecer sem ar. Já não conseguia bater nela, apenas me debatia lentamente. Sentia a consciência se esvaindo de mim.

Até que ouvir um som metálico e Kate caiu desacordado por sobre mim, jorrando sangue pela nunca.

A empurrei e olhei para mim e lá estava Edward, em pé, segurando a pá.

Ele me ajudou a levantar e disse. – NUNCA MAIS OUSE EM SAIR ASSIM. – e então me beijou.

Foi um beijo rápido, nos precisávamos sair dali.

– Vamos, a policia cuida dela. Eu já liguei e estão a caminho. Temos que sair daqui, o senhor Denali pode esta por perto.

Assentir ainda sem conseguir falar. A maldita tinha conseguido fazer um estrago na minha garganta.

Edward Segurou Jacob por um lado e eu o segurei pelo outro o ajudando a andar. Quando finalmente saímos da propriedade eu pude ver seu estado. Ele estava todo sujo de sangue e molhado, tinha varias marcas pelo rosto, seu olho estava tão enxado que era impossível abrir.

Quase chorei com aquela visão. Como uma garota do tamanho da Kate conseguiu fazer aquilo?

Finalmente chegamos ao carro e deitamos Jacob no fundo. Entramos no carro e seguimos para o hospital.

– Jacob. Você esta me ouvindo? – perguntei enquanto não chegávamos lá.

– Bella? – ele perguntou com a voz fraca.

– Sim Jake, sou eu.

– Foi você que me salvou?

– Eu e o Edward. Como foi parar nas mãos da Kate.

– Eu vim ver se estava tudo bem com a Tânia. Acabei descobrindo que ela estava presa no porão da casa. – ele disse e eu quase gritei, eu tinha que voltar para busca-la. – Alguém em acertou por trás e eu descobrir depois ter sido a Kate com um taco de Hóquei. Ela me prendeu junto a Tânia. Mas hoje, mas cedo ela entrou lá junto com um cara que estava encapuzado e levaram a Tânia. Só ouvir depois vozes alteradas, o senhor Denali dizendo alguma coisa a ela, a voz de Tânia também se fez presente mais eu não conseguia ouvir direito e então... – ele parou e começou a chorar. – Eu ouvir um tiro, alguém morreu Bella, eu ouvir ela a Kate falar enquanto me arrastava que infelizmente teria que me matar, por que ela tinha matado quem ela não queria.

Eu já chorava, desesperada. E se fosse a Tânia? Como que para me martirizar, Jacob disse entre soluços.

– Acho que foi a Tânia, Bella. Acho que Kate a matou assim como fez com a senhora Denali.

E naquela hora eu não sentir mais nada. Minha Tata poderia esta morta e o pior pelas mãos da minha outra irmã que tinha matado a própria mãe.

Foi com grande alivio que deixei a inconsciência me levar.


Notas finais
Gente era preciso esse capitulo para que o próximo faça sentindo.
Não vou dizer o que vai rolar, mas eu digo uma coisa, tudo vai se solucionar.
Então vai ter esse capitulo de domingo, depois mais um capitulo e um prologo que foi um pedido da minha querida Heyde e eu achei legal.
Bom, não vai ter 2° temporada ou continuação. Eu bem que queria mais meio que vai perder o sentido já que a história não teria mais nada para contar. Então vou me dedicar a outros projetos.
Domingo tô de volta ok?