Whole Lotta Love 3 - Especial 2: Crianças
1 A novidade
Notas iniciais
Kate: Hey...
Castle levantou os olhos ao ouvir a voz da esposa, que veio em sua direção.
Castle: Hey...
Kate: Você não dormiu mais uma noite...
Kate se sentou na ponta da mesa, não sem antes dar um selinho em Castle. Ele moveu, então, a cadeira em sua direção.
Castle: Você percebeu...
Kate: Se eu percebo quando você me abraça também percebo quando não o faz... – ela sorriu levemente, e ele sorriu de volta, depositando a mão direita na coxa dela.
Castle: Ok, eu estou ansioso.
Kate: Eu sei, e você não precisa esconder algo absolutamente normal. O fato de amanhã você se tornar...
Castle: Não diga essa palavra!
Kate prendeu a respiração e soltou devagar, continuando a frase.
Kate: De você se tornar o que você vai se tornar não vai mudar o que você é. Quer dizer, vai mudar, mas não vai.
Castle a encarou, e ela se enrolou mais ainda ao tentar procurara uma explicação.
Kate: Ok, eu não sou boa em conselhos. Você que é o perceptivo aqui.
Castle riu e se levantou, dando-lhe um beijo.
Castle: Obrigado pela tentativa frustrada de me fazer sentir melhor.
Kate: Eu não acredito que você está realmente mal com isso...
Castle: Eu estou ficando velho, Kate! Cada dia mais velho!
Kate: Sim, todos nós estamos! E se você quer saber – ela o puxou pela camisa – Você é o homem de meia idade mais gostoso que eu conheço.
Castle: Para! – Castle tentou parecer sério, mas não resistiu às mordidas no pescoço – Eu só não entendi uma coisa.
Kate: Diga.
Castle: Você parece tão bem com isso... Logo você, que tem uma mini crise a cada aniversário. Por que?
Kate: Porque, meu bem – Kate segurou-o pela camisa e olhou bem nos olhos dele – Quem vai ser avô aqui é você, não eu.
Castle: Ah claro. E você acha que a criança vai te chamar como?
Kate: Tia Kate legal.
Castle: Sei... Kate, aceite. Você é minha esposa. Se minha filha vai ter um bebê, você será... – Castle parou preso nas próprias palavras.
Kate: Eu serei...? – ela riu provocativa.
Castle: Droga.
Kate: Como eu disse, a tia Kate legal. Aceite Rick, meus filhos têm 8 anos. Eu não posso ser avó.
Castle: Eu vou rir tanto quando seu dia chegar!
Kate: Vai mesmo?
Castle: Não... – ele disse deprimido – Quando isso acontecer eu estarei mais velho ainda...
Kate: Se anime, Castle. Você ainda dá um caldo!
Castle: Caldo?? Eu sou é muito gostoso. E eu vou te provar isso... – Castle a agarrou pela cintura.
Kate: Agora sim eu estou gostando do rumo dessa conversa!
Castle empurrou seu corpo contra o de Kate, que ainda estava sentada sobre a mesa. Os lábios apressados passaram por sua boca, desceram pelos ombros e deixaram fortes mordidas ali.
Só pararam quando um forte barulho foi ouvido pelo casal. A diversão interrompida fez com que Kate se levantasse.
Kate: Jo ou Alex?
Castle: E alguma vez eles fazem algo sozinho?
Os dois balançaram a cabeça negativamente e foram em direção à cozinha.
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Jo: Ah, vocês já estão acordados! – a expressão frustrada de Johanna era visível.
Castle: E isso é ruim por que...?
Jo: Porque nós queríamos fazer o café para vocês!
Kate e Castle adentraram a cozinha, avistando a mesa parcialmente arrumada.
Kate: Own, que lindos. E da onde veio essa ideia?
Alex: É porque quando você está ou vai ficar brava com algo o papai te acalma com café.
Kate: Isso é verdade... – Kate sorriu, mas logo sua expressão mudou – Espera, mas eu não estou brava...
Kate encarou as duas crianças, agora encostadas na pia.
Kate: Eu tenho motivos para ficar brava?
Jo: Não, mamãe.
Alex: Claro que não.
Kate: Johanna e Alexander...?
Jo: OTigerquebrouoportaretratodavovóJohanna – Jo falou rapidamente, emendando tudo.
Kate: O que??
Alex: Jo, não era para falar! – Alexander cutucou a irmã.
Jo: Mas ela ia ver!
Kate: O porta retrato do meu quarto? Aquele antigo?
As crianças fizeram que sim, e Kate deu um passo para trás desolada.
Castle: Vem cá, como é que o Tiger foi parar em cima do aparador de fotos?
Alex: É que nós acordamos e fomos procurar vocês.
Jo: É, e o Tiger foi junto.
Alex: Aí quando nós chegamos lá vocês não estavam!
Jo: Não estavam!
Silêncio.
Kate e Castle trocaram um olhar.
Castle: E...?
Alex: E nós aproveitamos para pular na cama.
Jo: Mas foi só um pouquinho.
Alex: Um pouquinho de nada!
Jo: Aí nós fizemos guerra de travesseiro.
Alex: E um travesseiro caiu no porta retrato da vovó e quebrou.
Jo: Aí...
Kate: Espera. O travesseiro derrubou o porta retrato?
Alex: Foi.
Kate: E onde é que o Tiger entra na história?
Alex: Droga! – o garotinho bateu com a mão na testa.
Jo: Você estragou a desculpa!
Alex: Eles são espertos demais!
Castle: Ah isso nós somos mesmo!
Kate olhou para Castle, que fez um sinal de que era óbvio aquilo.
Kate: Em primeiro lugar, eu não quero você falando essa palavra feia, ouviu? – Kate lançou um olhar de repreensão para o filho. Em segundo lugar, desde quando vocês mentem para mim?
Jo: Só quando você vai ficar muito brava.
Alex: Igual quando a Jo passou sua escova de cabelo no Tiger e o papai comprou outra nova.
Kate: O que?? – Kate se virou para Castle, que olhou para o filho.
Alex: Droga! Ops, desculpa.
Kate: Eu não to gostando desse complô de vocês não, ouviram?
Jo: Mas você gostou da mesa do café da manhã? – Jo fez a melhor carinha que pode, aquela que Kate jamais resistia. A mamãe da casa abriu então um sorriso.
Kate: Sim meu amorzinho, está linda! Mas eu não quero vocês mexendo na cozinha sozinhos, ok? Principalmente com coisa quente – Kate se agachou e puxou os dois à sua frente – Podem deixar que o papai cuida do meu café.
Castle: Até porque eu sou o único que sabe fazer isso bem – Castle passou metido pelos três e começou a mexer na máquina.
Kate: Agora eu quero os meus beijinhos dos meus bebês – Kate abriu os braços e ganhou o que pediu.
Alex: Mas não nós somos mais bebês, mamãe.
Jo: Nós dormimos em quartos separados.
Castle: Na verdade, teoricamente vocês ainda dormem juntos...
Alex: Mas nós temos quartos separados!
Jo: É!
Castle: Ta bom! – Castle deu um passo para trás, afastando-se dos olhares bravos.
Alex: E amanhã o bebê da Lex nasce, e nós seremos adultos perto dele.
Kate: Calma, nem tanto – Kate riu.
Jo: Mas eu vou poder segurá-lo, não vou mamãe?
Kate: Claro, minha princesa!
Jo: E eu posso brincar dele ser meu filhinho...
Alex: Ele não vai querer brincar com você.
Jo: Como você sabe??
Alex: Porque ele é menino. Meninos brincam com meninos.
Jo: Mamãe, olha o Alex dizendo que o bebê não vai brincar comigo!
Kate: Ele vai adorar brincar com vocês dois, eu tenho certeza disso!
Alex: Nós podemos levá-lo na casinha do Tiger?
NÃO! – Kate e Castle responderam em coro.
Castle: Me lembre de nunca, jamais, em hipótese alguma deixar o bebê sozinho com eles – Castle sussurrou.
Alex: Por que o bebê ainda não tem nome?
Kate: Provavelmente ele já tem, só que a Lex só vai dizer quando nascer.
Castle: Nós fizemos isso também com vocês.
Jo: Ninguém sabia que nós teríamos esse nome?
Kate: Não, só quando eu e o papai já tínhamos vocês nos braços nós dissemos.
Castle: E todo mundo adorou!
Kate: Principalmente o vovô Jim e a vovó Martha.
Jo: Porque eu tenho o nome da vovó Johanna e o Alex do papai.
Kate: Exatamente – Kate e Castle sorriram um para o outro, e nesse momento ele já colocava duas xícaras de café sobre a mesa. Kate havia preparado o leite das crianças, e a família Castle sentou-se para o café da manhã. Em meio a conversas de nomes, as horas foram passando, e às 9h, quando as crianças já haviam sido devidamente deixadas na escola, o casal chegou à delegacia.
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Espo: E aí Castle, como está sendo o último dia antes da terceira idade chegar?
Castle: Ha-ha-ha muito engraçado – Castle fez uma careta.
Ryan: O que ele quis dizer é: você já pintou os cabelos antes de tirar as fotos?
Castle: Podem rir vocês dois. Saibam que eu ainda sou extremamente bonitão.
Kate: É mesmo – Kate deu um beijo estalado na bochecha dele – E só meu. E vocês dois tratem de arrumar alguma coisa para fazer porque eu tenho certeza que trabalho não falta!
Kate puxou Castle para sua sala.
Kate: Não ligue para as piadinhas.
Castle: Eu já esperava por isso...
Kate: O importante é que você vai ignorar, não é?
Castle: Claro. Até porque existe alguém que vai se sentir muito pior do que eu – Castle lançou um olhar maligno – Meredith.
Kate: Sério? Você vai provocar sua ex?
Castle: E eu vou perder essa chance? O namorado dela tem a idade da nossa filha! – ele riu.
Kate: Idade, idade... quem liga para a idade?
Castle: Espera... você não está pensando em me trocar por um garotão também não, né?
Kate: Olha, isso realmente me passou pela cabeça...
Castle: Katherine Beckett Castle!
Kate: Você fica tão sexy falando meu nome assim bravo...
Castle: Não me provoca...
Kate: Ah eu vou te provocar sim. Eu adoro te provocar... – ela passou a língua entre os dentes.
Castle: Pois então prepare-se, Katherine Beckett. Porque essa noite eu vou te mostrar quem é que está em plena forma – ele deu um passo firme em direção a ela.
Kate: Mal posso esperar – ela sorriu excitada, e os dois teriam se agarrado ali mesmo, não fosse a sala visível para quase toda a delegacia.
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Alex: Eu acho que o príncipe é um bobo.
Jo: Ele não é bobo!
Alex: Se fosse o Capitão América tinha resolvido isso rapidinho.
Jo: O Capitão América não é lindo como o príncipe!
Kate e Castle trocaram um olhar e respiraram fundo.
Castle: Vem cá, esse sono sai pra hoje ou...?
Kate: Três livros e ainda vejo dois pares de olhos bem abertos. O que está acontecendo?
Jo: Eu não quero dormir...
Kate: Mas precisa, meu bem. Amanhã vai ser um dia cheio. Primeiro, escola. E depois o bebê da Lex, lembra?
Alex: Nós não podemos faltar da escola? Nós queremos ver o bebê nascer...
Castle: Ver é um pouco difícil – Castle riu – Nenhum de nós vai poder ver, só quando ele tiver sido tirado da barriga da Lex.
Jo: Vão cortar a Lex, tadinha...
Kate: Não precisa se preocupar, meu amor. Ela não vai sentir nada.
Alex: Deve ser legal ser médico e olhar dentro das pessoas, não é?
Castle: Esse garoto me assusta às vezes...
Kate: Toda profissão tem seus prós e contras.
Jo: O que são prós e contras?
Castle: Essa pergunta não pode ficar para amanhã?
Jo: “Nunca se deixa o conhecimento para depois”.
Kate: Onde foi que você aprendeu isso? – Kate olhou surpresa para a filha.
Jo: Com o papai – Jo apontou.
Castle: Eis que eu tomo do meu próprio veneno.
Kate: Bem, prós são coisas favoráveis, legais. Contras são coisas contrárias, que não são legais. Toda profissão tem seu lado bom e seu lado ruim.
Alex: O lado bom da sua profissão é prender os bandidos!
Jo: E o lado ruim?
Kate: Ficar longe de vocês às vezes, tomar tiro...
Castle: Facada...
Kate olhou para Castle. Ele realmente estava impaciente, mas ela entendia. Os dois estavam há 2h45minutos tentando fazer as crianças dormirem.
Alex: Mamãe tomou uma facada? – o garoto arregalou os olhos, e Castle lembrou-se que na ocasião haviam inventado uma desculpa para não entrarem em detalhes.
Kate: Não.... o papai quis dizer “cair da sacada”
Castle lançou um olhar de “isso foi péssimo”, e as crianças ficaram desconfiadas.
Kate: Mas o que importa é que a mamãe está bem, não é mesmo? E vocês dois vão dormir agora – Kate puxou as cobertas, ajeitando as duas crianças na cama de casal. Eles não retrucaram, quando mamãe decidia, estava decidido. Beijos dados, as luzes foram apagadas e o casal se retirou.
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Castle: Quanta disposição!
Kate: Isso tem outro nome, Rick.
Castle: Você acha que é ansiedade?
Kate: Claro. Eles sabem que o bebê vem amanhã, e todos estamos ansiosos com isso.
Castle: Você acha que eles sentirão ciúme?
Kate: Não, claro que não. Eles vão se empolgar com uma nova criança.
Castle: É, eu também acho – Castle respirou fundo – Meu Deus, minha bebê vai ter um bebê...
Kate: Vai ficar emotivo agora, vovô Castle?
Castle: Você está PROIBIDA de me chamar assim, principalmente aqui.
Kate riu mas ele estava sério.
Kate: Que homem bravo!
Castle: Isso não é engraçado – ele bufou.
Kate: Sabe o que não é engraçado? Você ficar bravo quando podia estar me jogando ali naquela cama e...
Antes de terminar de falar, Kate foi empurrada contra a cama.
Castle: E...?
Kate não respondeu. As bocas se grudaram avidamente, mas se soltaram com o toque insistente do celular.
Castle: Você prometeu que não ia atender telefonemas da delegacia quando a gente estivesse...
Kate: Acontece que não é da delegacia – Kate fez um sinal com a mão para que ele parasse de falar. Respondeu rapidamente que sim, estavam indo.
Castle: Onde nós estamos indo?
Kate: Para o hospital. Seu netinho está nascendo, vovô Castle.
Dessa vez, Castle não ficou bravo. Sentiu seu coração bater devagar. Sorriu e começou a se vestir rapidamente. Os dois saíram pela sala quando...
Castle: O que ela disse?
Kate: Que a bolsa rompeu e que já a estavam levando.
Castle: Eu estou nervoso! Você dirige.
Kate: É claro que eu dirijo!
Kate trancou a porta e parou. Os dois se olharam no corredor.
Kate: Eu sinto que estou esquecendo algo.
Castle: Está tudo aqui: carteira, chaves do carro e da casa.
Kate: As crianças, Rick!
Os dois se olharam assustados. Kate abriu a porta correndo, e eles adentraram apressadamente.
Kate: Vai acordando os dois, eu vou lá em cima pegar as roupas e casacos.
Castle: Nós devemos conversar sobre o fato de termos esquecido nossos filhos?
Kate apenas lançou um olhar para Castle. Não, não deveriam falar. Aquilo era normal num momento tenso e de emoção. Era. Não era?
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