Who wins this game?
8 Um sentimento escondido, mas talvez nem tanto...
Notas iniciais
Boa Leitura.
OLHEM AS NOTAS FINAIS.
“Vi em seus olhos, algo que nunca quis assumir que pudesse existir em meu coração.”
–SEGUREM ESSA DOIDA TARADA, ME AJUDEM.- ele gritava em pânico, até que outras aeromoças vieram e levaram ela para se sentar, quando ele viu isso, respirou fundo aliviado.
–Essa mulher é doida, ela chegou lá falando, que uma amiga minha, já tinha contado para ela e ela já sabia que eu queria, e chegou tirando a minha blusa, tirando a sua blusa, soltando o cabelo e praticamente pulando em cima de mim.- ele disse e enquanto ele falava eu estava me segurando para não rir, quando ele terminou, ele pareceu refletir um pouco.
–Espera, uma amiga? Uma amiga minha?- ele olhou para mim com um olhar indecifrável.
–Espe ra, eu tenho o que dizer em minha defesa, a aposta disse que você tinha que ficar com varias mulheres.- digo ainda rindo.
–Atenção passageiros, voltem seus assentos para a posição vertical, porque já iremos pousar.- diz uma aeromoça pelo microfone.
Edward ainda não havia falado uma palavra, eu já estava ficando com medo do seu silêncio, mais eu estava na Itália e iria aproveitar e iria fazer ele aproveitar junto de qualquer jeito.
[...]
–Edward você vai continuar me evitando durante a viagem?- perguntei enquanto caminhávamos em direção a esteira, para pegar nossas malas, ele virou o rosto e olhou nos meus olhos e aquela palpitação no meu coração apareceu de novo e rapidamente desviei o olhar.
–Por sua culpa eu fui praticamente estrupado!ESTRUPADO! Você sabe o que é isso?- disse ele me olhando com um pouco de pavor e com os olhos arregalados, quando vi ele tendo essa reação por uma mulher querer se divertir um pouco com ele, tive que me segurar muito para não rir, como ele poderia imaginar que iria ganhar a aposta, se não conseguiu nem ficar com uma aeromoça?
–Olha, em minha defesa eu posso dizer que tudo fazia parte da aposta, você tem que fica com varias mulheres para ver que você pode ser muito mais feliz sem que esteja preso á nem um uma.- disse querendo dar o assunto do quase “estrupo” dele por encerrado.
–Tudo bem, isso realmente faz parte da aposta, mais você poderia pelo o menos ter me avisado.- disse ele suavizando seu olhar sobre mim.
–Agora que esta tudo resolvido, será que posso pegar minha mala?- pergunto quando ela passa pela sexta vez na minha frente, e quando me viro para pegar um carrinho para colocar a mala, mais quando viro de volta, o “Garanhão da Balada” já havia pegado ela e colocado em um carrinho.
–Não sabia que era um cavalheiro, mais obrigada de qualquer jeito.- disse dando de ombros.
–Já viu algum romântico que não seja cavaleiro?- disse me encarando com uma sobrancelha arqueada e um sorriso sacana nos lábios.
–Pra falar a verdade você é o primeiro romântico que eu conheço.- digo dando de ombros.-Sabe..não é muito comum se encontrar homens românticos em pleno século XVI.- digo de forma irônico e feliz por ter conseguindo que ele desse um sorriso, mesmo que fosse por poucos segundos, caminhamos até o ponto de taxi falando sobre bobagens.
–Cadê a folha com o endereço do hotel?- Edward me pergunta olhando diretamente para minha bolsa.
–Acho que esta em algum lugar aqui dentro.- digo quase enfiando o rosto dentro da bolsa para procurar.
Cinco minutos depois...
–Que estranho, não está aqui, será que eu perdi?- digo tateando minha calça.
–Que maravilhe- diz ironicamente. -E agora como vamos saber onde é? Eu não sei nem qual é a cidade que o hotel fica.-disse ele já com uma feição de raiva.
–Espera, não precisa desmaiar Cinderela, já achei.- digo balançando a folha na em frente ao seu rosto, logo depois que tirar ela do meu bolso.
–Agora, vamos Senhorita Organizada.- disse ele com toda delicadeza do mundo, logo em seguida praticamente me empurrando para dentro do taxi.
Alguns km depois.
–Chega pra lá Edward, você está ocupando o banco inteiro.- disso dando um empurrão nele, e sou respondida com outro empurram.
–Eu? Serio mesmo que sou eu?-diz ele me olhando incrédulo.
–Sim, é você.- digo mostrando a língua.
–Ok, então- ele me olha com um sorriso estranho e em seguida ele me levanta, e eu sinto alguma coisa na minha na bunda, espera um pouco aqui era uma mão, era a mão dele, que safado estava apertando a minha bunda, por isso o sorriso sacana, ele me levata passa por cima dele e me coloca do outro lado do carro, enquanto o taxista olha assustado e apreensivo para a cena.
–Pronto, assim está melhor?- diz ele me olha com uma sobrancelha arqueada.
–Sim.- diso meio estranha por ter sentido ele apertar minha bunda.
Assim que terminamos nossa amigável conversa, vejo o taxista estacionando em um lugar onde havia vários carros estacionados, pelo pouco italiano que falo, posso jurar que é um lugar de aluguel de carros, olhei com uma feição confusa para o “Safado do Taxi” e ele também estava confuso.
–Eu não posso levar vocês até o hotel, por que parece que vai cair um chuva pesada, então acho melhor alugarem um carro se queserem chegar lá.- diz ele com um péssimo inglês.
–Mas como assim o Senhor não pode nós levar? Chuva pesada? Por favor o céu só esta um pouco nublado.- diz ele como se não fosse nada a condição climática, e logo em seguida um estridente trovão, seguido de um raio corta o céu.
–Tudo bem, o tempo pode até estar um pouco ruim, mais eu não sei como chegar ao hotel, não tenho idéia do caminho.- diz ele, ainda fazendo pouco caso da condição climática.
–Não tem problema, eu explico para o Senhor, não é difícil, mas com esse tempo, eu não vou correr o risco de dirigir para um lugar longe, depois não sei como pode estar o tempo para voltar.- diz ele em um inglês horrível e fiquei surpresa por ele ter conseguido dizer essa frase em inglês, e ao que me parece o “Safado do taxi” também, a cada palavra que o Senhor falava ele fazia uma careta diferente, já estava ficando divertido olhar as caretas que ele fazia. Eu não conseguia entender o motivo pelo qual essa reunião de negócios não podia ser em Roma mesmo, tinha que ser uma cidade pequena que nem o nome eu me lembro.
–Tudo bem, mas por favor me explique direto, não é meu sinônimo de diversão ficar perdido em um país desconhecido.- diz o “Safado do taxi” se dando por vencido.
O Senhor explicou tudo a ele, acho que ele havia entendido, ficar perdida dentro de um carro com ele na Itália não me parecia uma idéia nem um pouco tentadora, enquanto o Senhor explicava para o “Garanhão da Balada” como chegar ao nosso hotel, eu fui ver um carro para alugar, logo que entrei na loja do aluguel um homem de em média uns vinte anos veio me atender.
–Ciao, posso aiutarla?-disse ele.
– Sì, avete una Fiat Linea?- eu disse, até que para uma pessoa que não fala italiano me sai bem.
– Naturalmente, per quanto tempo?- disse ele.
– Dieci giorni.- disse gaguejando um pouco, e impressionada comigo mesma por te conseguido falar pelo o menos um pouco de italiano.
Logo em seguida o homem me levou ate um caixa, mostrei os documentos, tive que me cadrastar, e logo em seguida ele me entrega as chaves e os documentos do carro, quando estou saindo da loja me lembro do “ Safado do taxi” e me pergunto aonde ele pode estar, mas logo em seguindo vejo a responsta andando em minha direção.
–O hotel não é muito longe daqui, quase não tem curvas no caminho, apenas seguir reto.- disse ele dando de ombros. –Cadê o carro que você alugou?- falou me olhando curioso.
–O Senhor, que me atendeu, está terminando de organizar os documentos e já vai entregar as chaves.- disse dando de ombros, assim que terminei de falar sinto alguém me cutucando, olho para trás e vejo o Senhor que me atendeu com as chaves do carro, pego as chaves e agradeci, que retribuiu com um sorriso.
–Vamos?- diz o “Safado do taxi” tirando as chaves da minha mão, logo em seguida ele balança as chaves perto de meu rosto, — Eu dirijo dessa vez, eu tenho amor a vida.- disse com um sorriso sacana.
Reviro os olhos,
–Para sua informação sou uma maravilhosa motorista.- digo dando o meu melhor sorriso sínico.
–Eu aposto que sim.- disse com ironia entrando no carro.Cansada da discução besta, entro no banco do carona batendo a porta com força, sento cruzos os braços e faço a minha melhor cara de emburrada, ele me analisa e começa a rir.
–Vai ficar emburrada agora é? Bom que você cala a boca e não tenho que agüentar você falando bobagens ate o hotel.- diz ele rindo, desfaço o meu bico, descruzo os braços, deixando todas as minhas feições emburradas irem embora.
–Agora só para te encher o saco vou ficar falando até o hotel.- digo com olhar perveso, viro meu rosto para ver sua reação e vejo ele revirando os olhos.
Após alguns poucos minutos de silencio ele resolve se pronunciar.
–Então, eu não me esqueci de quando você me falou que iria me falar o motivo de não acreditar no amor.- disse desviando seu olhar da estrada e olhando diretamente em meus olhos, a palpitação veio em meu peito e eu desviei o olhar na mesma hora, encarando a estrada extremamente chuvosa e com neblina a nossa frente, levantando e apoiando meu pé perto do vidro da frente, deixando o aquecedor ficar bem próximo as minhas pernas.
–Eu falei aquilo só para você parar de me perguntar, eu não gosto de falar sobre isso.-disse tentando controlar a onda de lembraças ruins que veio a minha mente.
–Queria apenas entender o motivo de você ser assim.- disse com um tom de voz que nunca havia ouvido dele, parecia até de preocupado e amável. Não queria tocar naquele assunto, mas penso que talvez ele deveria saber, já estava na hora de compartilhar aquilo com alguém, nunca imaginei que ele seria a pessoa para quem eu revelaria minhas inseguranças, mas ele foi uma das poucas a se interessar tão profundamente por elas até hoje.Respirei fundo e comecei de falar.
–Bom, tudo começou quando eu era bem pequena, morava-mos eu, minha mãe e meu pai era tão bom, eu era tão feliz.Até que quando eu tinha quatro anos, eles se separaram, era pequena e não entendi bem o que estava acontecendo, apenas acordava todas as manhãs e meu pai não estava ali, minha mãe havia me explicado, que ela não amava mais o papai e que o papai não amava mais ela e que por isso eles morariam em casa diferentes, disse também que apesar de tudo nem um dos dois nunca iria deixar de me amar.- disse tudo tentando controlar as lagrimas, e olhei para o rosto de Edward que tentava prestar atenção na estrada e enquanto prestava atenção no que eu dizia, depois de ver seu amável olhar direcionada para mim e seus olhos se cruzaram com os meus e aquela palpitação no peito veio de novo, eu não sabia o que fazer, achei melhor continuar contando e usar isso como pretexto de não ter que continuar olhando em seus olhos. –Vivemos apenas eu e minha mãe até meus cinco anos, quando uma noite pouco antes do jantar ela me disse que um amigo especial dela iria janta conosco, como era muito pequena não entendi direto o que ela queria dizer com “amigo especial”. – disse olhando ficçamente para frente, onde a chuva e neblina só aumentava, estava começando a me preocupar, e me arrisquei olhar para Edward, e quando virei o rosto ele também virou.
–Vou estacionar um pouco aqui, está com muita neblina e não vai dar para continuar o caminho assim.- disse ele fazendo a manobra levando o carro para o gramado que tinha na lateral da rodovia.
–Continue a contar.-disse ele retirando as mãos do volante e relaxando um pouco na poltrona do carro, mantendo a chave a ignição para o aquecerdor cintinuar ligado.
–Até que alguns minutos antes do jantar, a campanhainha tocou e eu vi o primeiro de muitos que fizeram minha mãe sofrer, jantamos normalmente.Ele ficava o tempo inteiro lá em casa, mas depois de alguns meses, eu cheguei da escola e encontrei minha mãe chorando no sofá, e perguntei o que tinha acontecido, ela apenas disse que estava triste e que precisava de carinho, deitei do lado dela e ficamos ali por um bom tempo.E com o tempo eu me acostumei com essa cena, sempre que um amigo especial dela ia jantar na nossa casa, alguns meses ou semanas depois eu encontrava ela deitada chorando no sofá e sempre que eu perguntava ela dizia a mesma coisa que estava triste e precisava de carinho.A medida que fui ficando mais velha eu entendi o que estava acontecendo, sempre via ela sofrente por homens que não mereciam que ela sofresse daquele jeito, quando eu fiquei adolescente e chegou aquela fase que todas as amigas ficam afins de algum garoto e eu via elas sofrendo quando eles diziam que não queria nada serio.Vi minha mãe sofrente quase toda vida por homens que não mereciam ela, minhas amigas chorando e eu me toquei que amor não existia, esse tipo amor não existia.As mulheres pensavam que existia mas não existia elas só usavam ele como desculpa para suprir suas carências.Eu via todas sofrendo tanto a minha volta e tinha tanto medo daquilo acontecer comigo que criei uma barreira em volta de mim e nunca deixei ninguem penetrar nela, nunca deixei ninguem ver o que eu sentia e pensava.A barreira foi ficando mais forte com o tempo e vi que era melhor assim, eu não sofria e apenas vivia minha vida, nunca fiquei afim de ninguem, então isso me ajudou.Você pode estar pensando que isso é bem idiota, mas no fundo sou uma pessoa assustado e com medo que se esconde de todo mundo. – digo chorando, eu não entendia o motivo de ter dito tudo isso para ele, por que para ele? Tantas amiga já tinham me perguntando e pedido para explicar o motivo de ser tão cética em relação ao amor e eu nunca tinha contado nada disso para nem uma delas e por que eu contei para ele? Eu não conseguia entender o que acabara de fazer.Olhei para ele e ele me olhava com pena? Eu não entendia nada, nem o que estava comigo o que eu tinha acabado de fazer, minha vontade era sair correndo daqui mas apenas me mantive imóvel no poltrona do carro.
-Eu te entendo, não são todos os relacionamente que dão certo mas você não pode ser tão cética quanto ao amor, talvez você encontre alguém especial.- disse olhando nos meus olhos.Eu olhava em seus olhos e alguma coisa me atraia para ele e quando eu me toquei eu já estava prestes a beija-lo, nossa testas estavam colodas e nos olhavos fixamente para os olhos um do outro, viu nos seus olhos, algo que nunca havia visto, algo novo para mim.
-Acho melhor a gente parar por aaqui.- digo olhando fixamente para os meus pés.
-Se é assim que você quer.- disse ele com raiva e em seguinda dando partida no carro.
Deu para perceber nitidamente a raiva em sua voz, mas achei melhor não fazer nada por enquanto.
Notas finais
Eu vou tentar fazer postagens mais regulares, mas tem hora que fico sem inspiração para escrever, mesmo sabendo o que vai acontecer nos próximos capítulos.
Beijos,
Ana.
p.s:o que vocês acham que deveria acontecer, eu já tenho tudo planejado, mas queria saber o que vocês esperam ou acham da fic, comentem idéias.
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