Quando saímos da cabine, voltamos ao nosso apart-hotel, com os mesmos paparazzis e fãs de sempre. Quando conseguimos (finalmente) entrar no apartamento, não tínhamos o que fazer e então começamos a conversar, fazer perguntas idiotas uns aos outros e então eu lembrei que ainda tinha que conversar com Niall.

- Princesa, tá tudo bem? Você mudou a sua cara de uma hora pra outra... – ele me perguntou, meio preocupado.

- Tá sim... Será que eu posso falar com você? – eu perguntei – Mas lá no meu quarto, aqui não dá.

- Claro, vamos lá. – ele respondeu e então nós fomos.

- Lembra quando eu tava no hospital depois de ter conversado com o Liam sobre "coisas nossas"? — eu perguntei, começando a contar.

- Lembro, tanto que eu fiquei muito preocupado, mas quando o liam falou "coisa nossa" deixei pra lá. — ele disse, não entendendo.

- Então, antes de eu ir parar no hospital, eu conversei com o Liam sobre você... — eu fiquei nervosa, não sabia muito bem o que dizer — E ele me contou que você gostava de mim e aí no hospital...

- Você ouviu o que eu disse, né? Sobre estar apaixonado por você e não ter coragem de contar pra você... — ele me interrompeu.

- Niall, eu acho que você é um ótimo amigo, uma ótima companhia, mas eu não to pronta pra me relacionar com alguém de novo. — eu expliquei — E eu ainda não tenho certeza do que eu sinto por você, mas eu precisava conversar com você sobre isso, tava entalado na minha garganta há muito tempo.

- Eu entendo você, não tem problema nenhum você ter essa incerteza dos seus sentimentos. — ele falou, me acalmando — Quando você tiver certeza, é só me chamar e a gente conversa de novo.

- Obrigada por me entender, de verdade. — eu agradeci e o abracei.Quando saímos do quarto, todos na sala ficaram olhando para nós como se a gente tivesse cometido um crime.

- O que foi gente? — Niall perguntou.

- Ah, sei lá, vocês saíram daqui sem dar satisfação pra ninguém... A gente ficou preocupado, só isso. — Lívia avisou.

- Não foi nada, juro. — eu falei e então os meninos decidiram ir pra casa.

Depois deles irem embora eu e as meninas ficamos conversando sobre coisas que fazia muito tempo que a gente não conversava. A gente ficava cada uma no seu mundo, com o seu namorado, com as suas decepções. Ali eu senti que a nossa amizade ressuscitou, éramos só nós três e a nossa amizade. Nada de fama. Nada de holofotes, fotos. Fizemos brigadeiro, cantamos nossas músicas favoritas, tomamos sorvete, conversamos sobre bobagens que não conversávamos há séculos, falamos da saudade dos amigos da escola, falamos mal das pessoas que a gente odiava, viu um filme e depois começamos sobre ele...

O tempo passou e finalmente, nós estávamos de FÉRIAS, mesmo com saudade dos estilos de férias do Brasil, a gente curtiu essa diferença, decidimos passar duas semanas lá. Antes de ir para o aeroporto, os meninos foram se despedir de nós no apartamento e depois foram para uma tour pela América do Norte.

- Se cuida, tá princesa? Eu não quero que o Gabriel te machuque de novo! — Niall pediu, antes de ir embora.

Chegamos 12:40 no Brasil, nossos pais estavam nos esperando no aeroporto, e então logo fomos almoçar todos juntos. O restaurante estava bem cheio e várias brasileiras nos reconheceram e vieram falar conosco. Foi estranho estar no próprio país e ser reconhecida por tanta gente.

- Como é namorar o Niall? – uma garota me perguntou.

- Eu não namoro Niall, sério, a gente é só amigo. – eu respondi, meio sem entender a pergunta.

Depois de uma chuva de perguntas, conseguimos, finalmente, sentar em nossa mesa e comer.

Quando cheguei em casa, senti que tinha algo de estranho, alguma coisa diferente. Acho que foi o tempo que eu passei fora. Quando entrei no meu quarto tive uma surpresa muito inesperada. Gabriel estava no meu quarto.

- O QUE VOCÊ TA FAZENDO NO MEU QUARTO? – eu perguntei, praticamente gritando.

- Acho que você esqueceu que eu conheço a sua casa como ninguém, querida. – ele respondeu, sínico.

- O que você quer? – eu fiquei irritada.

- Eu quero uma coisa linda, que mora nessa casa e que dorme nesse quarto. – ele disse, tentando fazer mistério.

- HAHAHA, como você é engraçado. Me erra garoto. Sai dessa casa AGORA! – eu gritei.

- Não adianta gritar queridinha, você sabe que o seu quarto tem isolamento acústico. – ele me lembrou. Meu quarto tem isolamento acústico porque eu toco guitarra, violão e piano, então não posso ficar tocando sem porta fechada. Eu tinha fechado a porta porque tinha achado que não tinha ninguém lá.

- Eu não to com medo de você garoto, eu tenho empregados que podem te tirar daqui em 5 segundos. – eu avisei.

- Então chama, vai lá. – ele ameaçou.

Abri a porta e chamei os meus empregados mais fiéis. Eles vieram bem rápido e tiraram o Gabriel da minha casa.

- Eu avisei, agora paga o preço. – eu disse e saí andando de volta pro meu quarto.

- O que tá acontecendo aqui? – meu pai veio perto de mim e me perguntou.

- O Gabriel, sempre tentando voltar comigo. Como se fosse adiantar. – eu respondi e continuei a ir pro meu quarto.