Who am I?

3 The Sorting Hat.


Notas iniciais
Qual o palpite de vocês? Hihihi.

A mulher que antes tamborilava os dedos impacientes no corrimão agora estava com as mãos unidas à frente do corpo, em postura imponente. Ela dizia suas boas vindas numa voz rouca, seu olhar era severo.

“Bem vindos a Hogwarts. Em alguns minutos, atravessarão estas portas e se unirão aos seus colegas. Mas, antes de tomarem seus lugares, serão selecionados para as casas. Elas são: Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Enquanto estiverem aqui, sua casa será como sua família. Seus triunfos irão lhe render pontos e suas quebras de regras irão lhe tirar pontos. No final do ano, a casa que tiver mais pontos ganhará a Taça das Casas.”

“TREVOR!” Gritou um garoto gordinho, pouco atrás de Agnes, que passou por ela nada delicadamente para pegar seu sapo, que misteriosamente aparecera de frente à professora. O olhar dela, que já era gélido, parecia fuzilá-lo vivo. Alguns garotos ao lado riam, debochados, e cochichavam. “Desculpe-me.” Ele balbuciou, voltando a seu lugar com o sapo em mãos.

“A cerimônia de seleção começará em instantes.” A professora retomou o discurso, e então os deixou. Os olhos curiosos e maravilhados foram aos de Amethyst.

“Você ouviu isso? Ah, Merlin, já adorei! Já valeu a pena esperar tantos anos.” Exclamou Agnes, entusiasmada.

“Sim, eu mal posso esperar para…” E Amethyst fora interrompida pela voz de um garoto albino que dissera um nome famoso. Harry Potter. Então era verdade, o garoto estava mesmo ali. Sussurros com o nome do garoto agora ecoavam em toda a escada, entre os calouros. Ao lado do ruivo ao qual a senhora Weasley entregara o rato na estação, estava um menino franzino, de cabelos castanhos e olhos verdes, protegidos por um óculos redondo. Era o Potter! Uau. A escola prometia ainda mais, agora. Agnes ouvira estórias sobre aquele menino, sobre o assassinato brutal dos pais dele por aquele-que-não-deve-ser-nomeado. Agnes não temia nomes, mas aprendeu com sua mãe que, por respeito aos demais bruxos que temiam, não deveria pronunciar o nome de Voldemort em público.

Mal começou o desentendimento entre o albino e Potter, como também acabou. A professora retornou e cutucou o loiro com um pedaço de pergaminho enrolado, para que ele voltasse a seu lugar. Com uma careta, ele o fez. Assim, um meio sorriso se fez nos lábios finos da bruxa.

“Estamos prontos para vocês. Sigam-me.” E assim, a professora virou-se e as portas do salão principal se abriram.

O coro de “wow” entre os novatos fora audível, porque o salão era simplesmente fantástico. Enorme, e o teto bem… o teto era maravilhoso. As estrelas pareciam estar ali dentro, e velas enfeitiçadas flutuavam para iluminar o recinto, além das muitas tochas acopladas às paredes que também o faziam. Quatro mesas compridas estavam alinhadas, uma ao lado da outra, até uma espécie de altar no final do salão. Lá na frente, no patamar mais alto, um banquinho jazia com um chapéu velho sobre si. A professora que os recebera subiu ao patamar e pediu que os calouros ficassem ali embaixo. Assim, os primeiranistas se amontoaram à frente da mesma, da maneira que podiam, com a curiosidade pingando por seus poros. Agnes pôs-se na ponta dos pés para ver melhor, assim como Amethyst, que era ainda menor do que ela.

“Certo, antes de começarmos, o professor Dumbledore gostaria de dizer algumas palavras.” Só então Agnes notou a grande mesa na horizontal do grande patamar. O mais velho bruxo, que Agnes já conhecia, se levantou do assento de ouro no qual antes se assentava.

“Tenho alguns avisos iniciais do ano letivo que devo comunicar-lhes. Primeiranistas, fiquem sabendo que a Floresta Negra é terminantemente proibida a todos os alunos. E também que nosso zelador, o Sr. Filch, pediu-me para lembrá-los de que o corredor do terceiro andar do lado direito é proibido a todo aquele que não quiser ter uma morte extremamente dolorosa. Obrigado.” Assim, o professor Dumbledore se assentou, e o medo e a curiosidade se instalaram ainda mais aos alunos novos. Principalmente em Agnes e Amethyst, que se entreolharam com um sorriso nos lábios. Logo, a professora que os recebera voltou a ter a voz enquanto desenrolava o pergaminho que tinha em mãos.

“Quando eu chamar seu nome, venha para a frente. Colocarei o Chapéu Seletor em sua cabeça e vocês serão selecionados para suas casas.” Ela começou, erguendo o chapéu velho do banquinho. “Hermione Granger.” Ela começou, e a garota que antes as cumprimentara no trem subiu os degraus um tanto nervosa.

O chapéu foi depositado na cabeça da menina, e logo tomou vida.

“Ah, muito bem. Certo, muito bem. Grifinória!” Ele sentenciou, e os alunos da mesa parabenizaram a garota que saiu sorridente do banquinho, indo procurar um assento para si.

Os próximos foram Draco Malfoy, para a Sonserina; Susan Bones, para a Lufa-Lufa; Ronald Weasley para a Grifinória; Harry Potter. Ah, sim. Para o Potter, a escola toda pareceu dar ouvidos, até o professor Dumbledore se ajeitou na cadeira dourada.

“Difícil, muito difícil.” Começou o Chapéu. “Tem muita coragem, estou vendo. Uma mente nada má também. Tem talento, se tem. E uma sede de provar seu valor. Mas onde vou colocá-lo?” O menino parecia sussurrar alguma coisa, e logo o Chapéu lhes desvendou o que era. “Sonserina não? Tem certeza? Poderia ser grande, sabia? Está tudo aqui, na sua cabeça. E Sonserina iria ajudá-lo a alcançar essa grandeza. Não tenho dúvidas sobre isso. Não? Bom, se tem certeza é melhor que seja… Grifinória!” E assim, Potter deixou o banquinho contente, e a mesa de sua casa parecia radiante em recebê-lo.

Agnes estava ansiosa. Antes de si, Pansy Parkinson, Dino Thomas e Amethyst haviam sido selecionados para Sonserina, Grifinória e Corvinal, respectivamente.

“Agnes Jones.” A professora chamou, e a garota sentiu um frio na barriga. Não demorou a subir os degraus curtos. Assentou-se no banquinho e olhou para o interior do chapéu. Que coisa estranha sentiu quando ele começou a se mover sobre si!

“Hmmmm. Você é corajosa, mas sua mente é brilhante… Melhor que seja... Corvinal!”

Notas finais
Felizes? Há ravinos aí? Eu, mesma, sou sonserina! Hahaha.