Who am I?
5 The First Year.
Notas iniciais
Prometi à mamãe que eu faria um anuário pra ela a cada ano – óbvio - meu em Hogwarts. Então, vou tentar fazer o primeiro!
Os primeiros meses foram bastante engraçados. Sempre tinha alguém da nossa classe — e por vezes esse alguém era eu — perdido nos corredores do castelo à procura das salas, se confundindo com os portais e andares. Na nossa primeira aula de Feitiços, um garoto chamado Seamus Finnigan explodiu — sim, explodiu — a pena que o professor cedera. Eu me divirto olhando para os grifanos, especialmente os amigos de Harry Potter. Oh, sim! Não comentei que ele estuda lá. Pois é, é primeiranista como eu. Conversei com ele brevemente em algumas aulas, me parece legal. Só que todo mundo conhece o Harry, afinal, ele é o menino que sobreviveu. Minha mãe diz que eram tempos muito sombrios, e que Harry ter sobrevivido era algo transcendental no nosso mundo. E, sendo famoso como é, ele quase não tem tempo pra fazer tantas amizades assim. A começar porque ele foi selecionado como o apanhador mais novo da escola por seu talento natural para o Quadribol. Bem, minha mãe conheceu os pais dele. Tenho uma foto com eles, de quando era bem bebezinha. James e Lily. Arrepio só de pensar em uma vida como a que dizem que ele tem: vivendo com os tios trouxas, o primo chato e dormindo num armário debaixo da escada. Credo. Na verdade, não me vejo muito sem a minha mãe. Bem, voltemos.
Depois de finalmente acostumarmos com as salas e as escadas, o desenvolvimento das aulas melhorou também. Até mesmo a aula do professor Snape. Bem, a minha matéria preferida é Transfiguração. E Feitiços! E DCAT! Ah, ok, não vale colocar todas… Em todo o caso, Herbologia é a que menos me chamou a atenção. Mesmo assim, recebi um Ótimo ao final do ano. Em todas as outras? Excede Expectativas.
Ah, é mesmo! Vou contar do barraco. No final do ano, eu acho, Harry Potter e seus dois melhores amigos — Ronald Weasley e Hermione Granger — descobriram que Voldemort estava querendo voltar ao poder — sim, já imaginou isso? Merlin nos livre — e usava um professor pra isso. O gago, que andava com turbante… Quirrell. Estranho, né? Porém esperto. Parece que tinha uma pedra preciosa na escola, escondida pelo prof. Dumbledore, que podia trazer pessoas de volta a vida. Não, não era isso, exatamente, mas ah! Tanto faz. O que importa é que Harry pareceu conseguir detê-lo. Quando a notícia foi dada, só consegui me lembrar das palavras do Chapéu Seletor a ele… “você seria grande na Sonserina”. Talvez, Harry tivesse mesmo o potencial pra ser grande em qualquer casa, mas de fato estar na Grifinória pareceu desenvolver nele a sua coragem, e tornar assim possível que mais uma vez, ele derrotasse o bruxo mais temido das nossas vidas.
No último dia de aula, já com todas as malas prontas, fomos encaminhados para Hogsmeade, onde pegaríamos o Expresso de Hogwarts para voltar à King’s Cross. No momento em que coloquei meus pés fora do castelo, pensei nas palavras que mamãe me disse: “Nunca vou me esquecer da primeira vez em que adentrei aquele castelo”. Eu a entendi imediatamente. Sair dali era como deixar uma grande parte de mim para trás, o que me causava um certo sufoco. Acho que ninguém quer, de fato, deixar Hogwarts.
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