Who am I?

1 Platform 9 3/4.


Notas iniciais
Oi, oi! Sejam muito bem-vindos, espero que gostem!XOXO.

“Corre, Agnes!” Chamou Hestia, do andar debaixo, olhando para o alto da escada preocupada com o horário.

“Estou indo, mãe, é que a Lenora escapoliu da gaiola!” Era possível ouvir pios e asas a bater vindos do andar superior, o que preocupou a mais velha. Hestia deixou a bolsa sobre o sofá e subiu às pressas, encontrando, no quarto, penas beges voando por todo o quarto e uma garotinha tentando alcançar a ave. Prendeu o riso e tirou a varinha do bolso, apontando-a para a coruja.

“Petrificus Totalus!” Entoou o simples feitiço, e estrategicamente, a ave caiu nos braços de Agnes, que olhou sorrindo agradecida para a morena de olhos azuis.

“Obrigada, mãe.” Disse baixo, mordendo o lábio inferior.

“Ok, agora vamos logo, ou perderemos o trem!” Apressou-a Hestia, ajudando a mais nova a colocar a coruja paralisada na gaiola novamente. Quando conseguiram, então, a mãe colocou-se a ajeita os fios castanhos da garota, além de bater na roupa dela para tirar as penas que haviam grudado na mesma. “Perfeita. Agora vamos!” Disse, apressando novamente a filha, descendo para a sala de estar, onde usariam a rede de Flu para chegar à King’s Cross.

“Mãe, aqui no bilhete diz Plataforma Nove e Três Quartos. Não tem esse número nas placas. Os trouxas não veem mesmo?” Questionou Agnes, que vestia um vestidinho azul, de alcinhas. Nos cabelos, uma faixa da mesma cor adornava os fios escuros. A garota recebeu um olhar repreensivo da Jones mais velha.

“Shhh, Agg! Não devemos falar assim tão alto aqui.” Corrigiu a mãe. “Não, eles não veem.” Respondeu por fim, empurrando o carrinho cheio de malas da filha, com as iniciais na maior de A. J.

“Eles são tão burros.” Disse, rindo, e novamente Hestia a olhou com repreensão, embora concordasse com a falta de inteligência que competia aos trouxas. Já de frente para a mureta do portal, Hestia verificou as horas em seu relógio de pulso. 10h45min. Tudo bem.

“Quer empurrar suas malas? É aqui.” Sorriu maternal, deixando o carrinho à disposição da menina, que assentiu e se aproximou do mesmo. “Pode fechar os olhos se sentir medo.” Piscou para a menina, que negou com a cabeça.

“Quero ver tudo!” E então, ao tomar o controle do carrinho, Agnes correu contra a parede. Seu coração batia forte, e por um momento, achou que colidiria contra os tijolos, se machucando feio. Mas, diferentemente do que seu medo a fizera estremecer, a parece parecia um tecido que atravessara e, de repente, estava em uma outra estação de trem. O beco ao qual saíra era escuro, mas seus passos curiosos logo a levaram ao corredor mais iluminado e ali, o Expresso de Hogwarts já esperava seus passageiros. Caminhava maravilhada observando tudo ali. “Uau!” Sussurrou maravilhada, e sentiu as mãos de Hestia em seus ombros.

“É lindo, não é?” Perguntou a mais velha, com um sorriso nostálgico nos lábios róseos. Agnes assentiu, sorridente. Logo, Hestia guiou a mais nova ao bagageiro, onde bruxos guardavam as malas dos alunos. “Obrigada.” Disse ao que o fez com as de Agnes.

“Obrigada. E cuidado com a Lenora!” Falou a mais nova, com os olhos fixos no bagageiro enquanto se afastavam dali.

“Molly!” Exclamou baixinho a mais velha, que estendeu a mão para a filha pegar enquanto se movia em meio ao que agora era uma multidão de bruxos. Conforme abriam passagem, se aproximavam de uma senhorinha ruiva e de cabelos esvoaçantes, seguindo alguns muitos outros ruivos, que julgou serem filhos da tal mulher. “Molly!” Disse novamente sua mãe, em tom mais alto, que fez a ruiva olhar para ela. O sorriso fora recíproco, e as duas se abraçaram demoradamente. Agnes e uma outra garota também ruiva e cheia de sardas se entreolharam, como se estivessem se perguntando se já se conheciam. Assim, Agnes tomou a iniciativa.

“Ahn… oi.” Sorriu leve e estendeu a mão direita. “Sou Agnes Jones.”

A menina olhou curiosa e estendeu a mão também, sorrindo de volta. “Sou Ginny Weasley.” Respondeu. Antes que Agnes pudesse puxar assunto com a nova colega, foi abordada pela mãe, que novamente pegou seus ombros.

“... e essa é Agnes, minha filha. Agnes, cumprimente sua tia Molly.” Tia? Agnes fez uma expressão confusa, mas logo voltou os olhos para a senhorinha.

“Olá, tia Molly.” Disse, tímida.

“Olá, querida. Oh, como está grande, Hestia!” Exclamou a ruiva, trazendo Ginny para a sua frente também. “Essa é minha caçula, Gina. Gina, cumprimente a tia Hestia.” Agnes viu a nova conhecida ruborizar também e cumprimentar sua mãe como fora ordenada.

“Ela já vai para Hogwarts também, Molly?” Perguntou Hestia, e a senhora ruiva negou com a cabeça.

“Só no ano que vem, esse ano é o primeiro do meu…” E, ao sentir algo, a senhora Weasley estremeceu, e tirou das vestes um rato enorme, o que tirou de Agnes uma careta. O trem anunciou que estava saindo, e os agentes da comitiva diziam que todos deveriam estar a bordo. A senhora Weasley correu para entregar a um dos ruivos o rato, vendo-se aliviada por ter dado tempo.

“Oh, céus! Agnes, corra!” Disse, abrindo passagem para a filha no meio de tantas famílias bruxas, enfiando-a num dos vagões, com o trem já começando a se mexer. “ME ESCREVA!” Pediu a mãe, com lágrimas nos olhos, acenando para ela com um lenço branco. Adentrou o vagão e, mesmo assim, procurou um espaço na janela apenas para acenar de volta. Um aperto no coração tomou a menina, sabendo que teria de se virar sozinha por vários meses, mas ainda assim, o frio na barriga era maior. Precisava saber logo a qual casa pertenceria, e se o castelo era tudo aquilo que lhe disseram antes. Assim, ela adentrou uma cabine vazia rapidamente, olhando para a janela conforme se afastavam de Londres.



Notas finais
E então? Fiz o Rony esquecer o rato de primeira também, hahahah! Tadinho.