Notas iniciais
Olá gente, minha primeira fic com tema SwanQueen. Na verdade, uma songfic, mas ok. hahah
Espero que vocês gostem, a música que gerou a ideia é a que dá nome à fic, da cantora Jessie J. Link abaixo, sugiro que ouçam enquanto leem. ^-^
Essa songfic tem algumas mudanças, algo que acabei ousando em fazer. Ao invés de colocar partes da música como base para o texto, a mesma está inserida diretamente no texto. As falas das personagens são a tradução da letra, de forma original. (Com exceção, é claro, dos nomes pronunciados.)
Link do video:
http://www.youtube.com/watch?v=j2WWrupMBAE
Manaaa...obrigada pela capa da fic. Ficou linda demais! *_*
Será que eu nunca conseguiria fazer nada direito? Será que eu seria, para sempre, tachada como Evil Queen? Eu tentei de todas as formas agradar o Henry, ao mesmo tempo, tentando afetar outras pessoas, eu me destruía em minha vingança pessoal.
Até o momento em que aquela loira entrou em minha vida, confundindo tudo, mudando tudo, desafiando cada célula do meu ser. Desafiando-me a demonstrar ainda mais poder. A esconder ainda mais minhas fraquezas.E ela foi desmoronando cada uma de minhas proteções. Em seguida me vi querendo ser alguém melhor. No fundo, eu acabei sendo realmente desafiada a me deixar ser feliz.
Despertei no meio da noite e peguei-me lembrando daquele primeiro dia juntas como um casal. Em meu quarto, eu chorava desesperadamente. Sentia-me perdida, não sabia mais o que estava fazendo, eu sentia meu coração apertado, como se meu peito fosse uma mão cruel que o esmagava. E então ela apareceu.
Emma entrou em meu quarto, aproximou-se de mim e segurou meu queixo. Aquele jeito doce e aquela expressão preocupada me fizeram chorar ainda mais. Ela aninhou minha cabeça em seu ombro e me abraçou forte, perguntando o que tinha acontecido. Eu me afastei dela, caminhando em direção ao espelho pendurado na parede do quarto, encarava-o e, para mim, ele transmitia o reflexo da Rainha Má. Era como eu me enxergava por dentro. Talvez como eu sempre fosse. Eu ainda a sentia dentro de mim, não importasse o que fizesse, parecia que eu jamais conseguiria me redimir. Parecia que a qualquer nova oposição que me fizessem, eu explodiria e ela tomaria conta do meu ser.

(Regina) – Eu fico olhando para o meu reflexo no espelho. Por que estou fazendo isso comigo mesma? – Ela se aproxima e me abraça pela cintura, encarando o reflexo da mulher chorosa, deixando o queixo pousar sobre meu ombro. – Perdendo minha cabeça em um pequeno erro. Eu estava perto de deixar meu verdadeiro eu na prateleira... – A loira me interrompeu.
(Emma) – Não, não, não. – Emma fixou os olhos verdes nos meus. – Não perca quem você é no borrão das estrelas. – Ela me apontou o espelho outra vez, onde tornei a ver a imagem de Evil Queen, ela notou pelo modo como fiquei tensa. A xerife tocou o espelho como se fosse um lago e estivesse espalhando sua água para apagar o que se formava ali. – Ver é enganar, sonhar é acreditar. Tudo bem não estar tudo bem. – Ela me fez ignorar o reflexo e voltei a encarar a imensidão verde. – Às vezes é difícil seguir seu coração, mas as lágrimas não significam que você está se perdendo. Todo mundo se machuca, basta ser verdadeiro com quem você é. Quem você é? – A loira passava os dedos carinhosamente por meu rosto, secando minhas lágrimas que insistiam em escorrer.
Suspirei, eu não tinha resposta certa para aquela pergunta, não naquele momento. Eu tornei a virar o rosto para procurar a imagem no espelho e a loira tornou a me conter.
(Emma) – Não, não, não, não, não. Quem você é. – Ela disse e apontou para meu coração.

Outra vez me desvencilhei dela, era demais para mim todas aquelas emoções conflituosas dentro da minha cabeça. Por um instante eu vesti minha máscara de Evil Queen, aquela que os moradores de StoryBrooke tanto odiavam e que Emma Swan já reconhecia muito bem. Respirei fundo, contendo as lágrimas teimosas que quisessem tornar a aparecer e me dirigi à penteadeira de meu quarto. Havia outro espelho ali, eu o encarava, mas não via nada além da minha própria insegurança. Ajeitei o terninho, como se nada estivesse acontecendo, peguei a escova e comecei a pentear os cabelos. Suspirei outra vez.
(Regina) – Escovando meu cabelo, pareço perfeita? Esqueci o que fazer para me encaixar no molde, Miss Swan. Quanto mais eu tento, menos isso funciona, porque tudo dentro de mim grita. – Eu me virei para ela com o sorriso mais falsamente poderoso e cínico que consegui transmitir. Ela já estava me interrompendo de novo, enquanto se aproximava.
(Emma) – Não, não, não. – Ela segurou em meu rosto com ambas as mãos, como se quisesse me trazer de volta de um transe. Procurou dentro dos meus olhos castanhos a Regina que estava diante dela segundos atrás. – Não perca quem você é no borrão das estrelas. Ver é enganar, sonhar é acreditar. Tudo bem não estar tudo bem. – Ela suspirou quando notou que eu havia desfiado meu olhar e então me soltou, mantendo-se próxima. – Às vezes é difícil seguir seu coração, mas as lágrimas não significam que você está se perdendo, Regina. – Ela buscou meu olhar outra vez. – Todo mundo se machuca, não há nada de errado com quem você é.
Não aguentei ao ouvir aquilo, minha pose de rainha, toda minha determinação em me manter firme e forte em minha posição, se espedaçaram. Me virei para o rosto que sorria diante de mim e a abracei, envolvendo seu pescoço com os braços. Senti suas mãos apertarem minha cintura e seu corpo colar junto ao meu de um jeito carinhoso. Nos afastamos por um segundo e a loira acariciou meu rosto, já banhado em lágrimas outra vez. Acabei soltando um sorriso, agora verdadeiramente feliz, emocionado, fazendo com que a mesma compartilhasse da minha emoção e eu pudesse ver as orbes verdes iluminadas pelas lágrimas que se juntavam ali. Nos beijamos.
E então despertei de minhas lembranças. Levantei-me, atordoada. Talvez eu fosse eternamente perseguida pelas coisas que fiz no passado. Se não pelos outros, seria por mim mesma. Eu teria que fazer o que Emma sempre me aconselhava, livrar-me de todo traço maligno que ainda me restava. Eu não precisaria mudar quem era, apenas esquecer quem já fui. Suspirei ao olhar para o lado e ver, em minha cama, o corpo adormecido da loira. Aproximei-me daquele mesmo espelho na parede.
(Regina) – Sim, não, egos. Falsos se mostram como uma explosão. – O fogo que apareceu no espelho, refletindo a imagem de Evil Queen fez com que eu me alterasse. Não queria ser, outra vez, comparada a ela. Eu queria ser apenas Regina. – Apenas vá e me deixe sozinha! – Senti uma energia enorme sair de meu corpo, me tornando incrivelmente mais leve. Sorri ao notar que a única imagem que o espelho agora refletia era a minha.
(Emma) – Discussão real, vida real, boa sorte. – Emma disse e então se levantou. Encarei o relógio, ainda era madrugada e eu a havia acordado. – Boa noite. – Ela me deu um beijo e tornou a se deitar, puxando-me pela mão para junto de si. – Com um sorriso. – Ela acariciou meus lábios com o dedão.
(Regina) – Essa é minha casa. Yeah. Essa é minha casa. – Sorri, suspirando, enquanto deitava-me novamente na cama ao lado da minha xerife.
Notas finais
Espero que tenham gostado. E que não tenha ficado confuso. :S
Mereço reviews? *_*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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