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13 Capítulo 13 - Assumimos nosso namoro


No dia seguinte, o sol começava a iluminar os campos de Hogwarts. Uma jovem estava sentada em sua cama olhando fixamente para o horizonte.
"será que eu conseguirei fazer isso", ela pensava freneticamente.

Enquanto isso no quarto ao lado, um loiro dormia tranquilamente, pensando em como esse dia seria divertido.

Às sete horas os dois desceram as escadas rumo ao Salão Principal, quando chegaram à porta todos os olhares estavam neles, inclusive o de um moreno que estava na mesa da Grifinória comendo uma torrada, mais quando ele olhou para o braço que estava na cintura de sua prima, ela imediatamente caiu no prato.
- O QUE SIGNIFICA ISSO ROSE JANE WEASLEY?
Scorpius segurou uma risada, e Rose o olhou pelo canto dos olhos.
Lilian e Lucio, que estavam na mesa da Grifinória, como sempre, não se aguentavam de tanto rir.
- Acho que isso vai ser bem divertido. Lilian falou.
- Cadê a pipoca numa hora dessas. De repente apareceu um balde de pipocas. — É por isso que eu adoro esse lugar. Ele pegou o balde e já começou a comer, compartilhando com Lilian que não tirava os olhos do irmão, que estava mais vermelho do que os panos que enfeitam o castelo no natal. Hugo Weasley, que estava sentado junto da namorada na mesa da Lufa-Lufa, estava no mesmo tom de vermelho.
Scorpius e Rose foram para a mesa da Grifinória, onde Julia tentava acalmar Alvo que estava prestes a voar em cima de Scorpius.
- Alvo, nós queremos, err. Conversar com você. Começou Rose.
- Conversar, ai meu MERLIN. Só quero ver quando o tio Rony souber. Você pode ir comprando seu caixão Malfoy.

- Al, não seja tão dramático ok. A vida é da Rose, e se ela quiser namorar o Scorpius ou a Lula Gigante o problema é dela. Falou Lily dando por encerrado a briguinha, por enquanto.
Scorpius e eu fomos nos sentar na mesa da Sonserina sob os olhares de toda a escola. Até os professores estavam nos fitando.
- Tem certeza de que eu posso me sentar aqui? Perguntei a ele quando uma garota loira me olhava com desdém.
- Claro que sim, o Lu sempre se senta na mesa da Grifinória, por que você não poderia se sentar aqui? Ele falou.
- Ok me passa o pão de queijo.

Tomamos café e descemos para as masmorras onde teríamos aula de poções. Arrg como eu odeio esse lugar. É tão frio e sombrio.

A aula foi chata como sempre, mais o professor Snape conseguiu se superar nessa. Ele sempre tenta infernizar a minha vida e a do Alvo, e isso não é uma boa coisa, principalmente hoje que o Alvinho esta estressadinho.
- Então Sr. Potter, cite para nós os ingredientes da porção *Polissuco. O professor perguntou.
- Sabe, não estou muito afim de falar não.
- Você não sabe Sr. Potter?
- Eu sei, só não quero ficar enrolando e ter que olhar para essa sua cara de coruja empalhada com cabelo de chapinha oleoso.
- Detenção durante todo o mês.
- O Senhor tem certeza de que quer me aturar durante todo esse tempo professor? Perguntou Alvo fazendo o professor ficar vermelho. Nós descobrimos um segredo dele há uns anos e sempre usamos para nos safar de detenções.
- Conversaremos mais tarde. Continuando a aula quero que vocês façam a Porção Polissuco, formem duplas e quero a porção pronta em 30 minutos ok.

Me sentei com Alvo antes que ele ajudasse a Grifinória a perder alguns pontos, terminamos a porção e saímos da sala. Andamos em silêncio até o Lago, onde jogamos nossos livros no chão e nos sentamos esperando chegar a hora de ir pras estufas onde teríamos dois tempos de Herbologia com o Tio Neville. Ficamos um bom tempo calados até que Alvo quebrou o silêncio.
- A quanto tempo vocês estão juntos? E não minta pra mim Rose, eu quero saber a verdade.
Engoli em seco, sempre fiquei imaginando como seria essa cena, mais nunca pensei seriamente em como eu diria a verdade a ele, com certeza ele esta furioso, nunca escondemos nada um do outro, e isso era uma coisa que Alvo Severus Potter dava valor, sinceridade.
- Desde o 5 ano, quando eu entrei para o time de quadribol.
- Mas porque você nunca me contou nada Rose? Eu nunca, nunca escondi nada de você, pensei que você confiava em mim.
- E eu confio Al, é que vocês dois nunca se deram bem e... Ele caiu na risada. — Do que você está rindo?
- Vocês também não são o que se pode dizer amigos de infância não é Rose, você se lembra daquela vez no primeiro ano...
- Ta, eu sei, mais isso foi antes. Eu tentei esconder, e ele também, mais...foi mais forte do que eu. Você sabe o que é amor Al? Ele corou.
- Eu..entendo Rose. É uma escolha sua. Mais, você me promete que NUNCA mais vai esconder NADA de mim?
- Prometo, Al. Obrigada. Nesse momento eu o abracei. Era tão bom contar isso para alguém, e saber que esse alguém dá valor ao que você diz.

- Hurum. Ouvimos alguém pigarrear atrás da gente, nos viramos e Scorpius estava lá em pé.
- Senta amor, ainda faltam alguns minutos para a outra aula. Falei. Ele imediatamente olhou para o Alvo. — Eu já conversei com ele.
- É, pode sentar ai. Eu vou ver se encontro a Julia. Tchau. Falou Alvo se levantando e indo procurar a Ju.
- E.. ele entendeu.? Perguntou Scorpius enquanto colocava a cabeça no meu colo.
- Sim, pelo menos foi o que ele falou.
- Ai que bom, pelo menos temos algum tempo antes de eu ir falar com a sua família.
Engasguei, parecia que alguém tinha jogado uma noz na minha garganta e ela ficou agarrada lá. — o que foi amor.
- Nada, é só que, bom eu não esperava que você fizesse isso logo nas férias.
- Mas é a única data onde TODOS da sua família ficam juntos, ai eu aproveito e vou lá para oficializar nosso namoro.
- OK. Mas vou logo avisando, meu pai não vai aceitar isso facilmente.
- Oh, e você deixaria ele matar o seu amado namorado. Ele fez cara de susto. E eu ri.
- Não, mas eu não me responsabilizo.

- Mas te falo uma coisa, meus pais também não vão ficar nada contentes.

- Ah, eu já esperava por isso.

- Vamos deixar de conversa fiada. Ergui uma sobrancelha. — Hey, eu só quero um beijinho antes da aula. Nós rimos e eu o beijei.