Who Owns My Heart?
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Oi! Acabei de escrever esse capítulo e achei que ele ficou bem interessante!
Espero que apareçam novos leitores, e que mais gente passe a acompanhar.
Aqui, a Flora aparece, portanto, se quiserem, posso postar uma foto dela.
Tomara que gostem, e boa leitura!
Beijos
Espero que apareçam novos leitores, e que mais gente passe a acompanhar.
Aqui, a Flora aparece, portanto, se quiserem, posso postar uma foto dela.
Tomara que gostem, e boa leitura!
Beijos
– Melziiiiiiinha! — Flora veio vindo em minha direção de braços abertos — Que saudades de você, minha liiiinda!
– Oi? — falei, ainda não entendendo a presença dela Esperei ela chegar mais perto, e pude retribuir o abraço sufocante que ela estava me dando.Ela se afastou um pouco e disse:– Como você está linda! Que amor! Olha esses seus cabelos então, — ela alisou minha cabeça — são perfeitos! O que você fez com eles, hein? — ela praticamente afinava a voz pra falar comigo– Flora, eu não sei se você percebeu, mas, eu não sou um bebê.– Ah, desculpa. Desculpa mesmo. — ela me soltou e foi em direção ao sofá, sentando- se — É que eu lembro que quando eu fui embora, você ainda tinha 15 aninhos. E você realmente mudou muito.– Não faz tanto tempo assim — a acompanhei, e sentei no sofá ao lado – Para você não. Mas para mim faz. Meu Deus, Mel. As coisas por aqui realmente mudaram — ela falou, olhando ao redor– É, eu sei.– E essas caixas? — ela apontou — São pra que? – Ah, é uma longa história — virei para a porta, procurando Thiago, que ainda não havia entrado– Eu tenho tempo.– Você sabe, Flora. — resolvi encurtar — Sou maior de idade, "ele" não pode me impedir de fazer mais nada. Eu não aguentava mais aquilo. Então eu resolvi sair de casa.– O QUÊ? COMO ASSIM?– Não se faça de indignada. As brigas começaram a ficar cada vez mais frequentes. Nós não conseguíamos ficar no mesmo cômodo sem uma provocação ou uma ofensa.– E tudo por causa da... — ela apertava o braço do sofá, demonstrando raiva – Não! — a interrompi — Não vamos falar sobre aquilo. Já me custa ter deixado a nossa mãe aqui sozinha, não quero lembrar do passado.– Está bem, Mel. Me desculpe.– Não tem problema. Você espera um pouquinho aqui? Vou tentar achar o Thiago.Ela fez que sim com a cabeça. Levantei, e cruzei a porta de entrada. Desci os três degraus que levavam até o chão. Encontrei Thiago apoiado em seu carro conversando com alguém pelo celular. Fiz sinal com a mão para que ele entrasse, e apontei para o meu pulso, indicando que estávamos atrasados.Ele desligou rapidamente o telefone e veio em minha direção:– Nossa, não sabia que você não conseguia ficar tanto tempo sem mim.– Vai tomar no seu cu, Thiago. Vem logo. E ah, não repara, mas a minha irmã tá em casa.– Irmã?– A Flora, você conhece ela.Entramos em casa, e Thiago a cumprimentou. Pegamos as caixas e subimos para o meu quarto.– Olha — eu falei — Eu quero levar todas as minhas roupas, então vamos nos preocupar primeiro nelas, ok?– O que você pedir, eu faço — ele ironizou– Idiota — virei os olhosOcupamos três caixas com roupas, e o restante com cosméticos, roupas de cama.Peguei duas delas, deixando Thiago com cinco.– MELINA! — ele disse– O que? — debochei — Tá pesado, sabia?Desci as escadas e fui direto para fora, deixando o que eu segurava no carro de Thiago.Voltei para dentro, para me despedir de Flora.– Afina, por que você voltou? — me dirigi a ela– Bom — ela fez uma pausa — O intercâmbio acabou bem mais cedo do que eu planejei — ela esboçou um sorriso – O que? Mas você telefonou mês passado falando que continuaria lá até o ano que vem.– Eu sei, eu sei. Foram imprevistos. Longa história também.– Olha, eu já vou indo embora — olhei para o relógio, e em seguida para Thiago, que estava encostado no batente da porta de entrada — Depois você me conta direitinho o que aconteceu.– Ok — ela se levantou, e nós nos abraçamos durante um longo tempo. Flora ameaçou chorar — Você não tem noção em como fico feliz em te ver de novo, Mel.Sorri, e dei um beijo na bochecha dela — Amanhã a mamãe vai me visitar. Vai com ela, ok?– Pode deixar.Fui até a porta, acenei para ela, e saí.Entrei no carro junto de Thiago, ficamos em silêncio durante algum tempo.– Você não curte muito a sua irmã, né? — ele disse, dando partida no carro– Não é que eu não goste dela — aquela pergunta me pegou de surpresa — Mas, não posso dizer que eu a amo.– E tem algum motivo especial?– Pra mim, sim. Mas não sei se você entenderia. E também não sei se eu gostaria de contar.– Tudo bem, sem problemas — ele começou a dirigirChegamos rápido na casa de Cindy. Logo quando entrei, a encontrei sentada vendo TV.– Oi Mel! — ela disse, indo um pouco para o lado, indicando para eu sentar ao lado dela– Oi — me sentei, e tirei meu tênis– Nossa, que cara de janta é essa?– Cara de janta?! — comecei a rir– É, ué — ela também riu– Ah, nada. Só que aconteceu uma coisa que eu não esperava acontecer tão cedo.– Você transou com o Thiago? — ela levou a mão a boca– NÃO! — dei um "tapa" nela– O que então?– Minha menstruação veio.– SUA RIDÍCULA — ela ria– Não, mas agora é sério. A Flora chegou de viagem.– A Flora? Mas você tinha me falado que ela ficaria por lá durante mais um ano.– Eu sei, eu também não entendi. Ela falou que foi porque o intercâmbio acabou mais cedo.– Intercâmbios não acabam assim. Eles têm data marcada.
– Sim, eu achei muito estranho. Ela ficou completamente tensa quando eu toquei no assunto com ela.– Nossa, Mel. Que esquisito. Tomara que não seja nada demais.– É, tomara.– Vou fazer a janta, você vem me ajudar? — ela disse, se levantando– Vou sim. Só deixa eu ajudar ele — apontei para o Thiago, que nesse momento acabara de entrar em casa — porque se não ele fica irritadinho.Cindy riu, e eu levei as caixas para cima, junto dele.Coloquei-as no chão, ao lado do meu colchão, e me virei para Thiago:– Obrigada, Thi. De verdade. Não sei se eu consegueria ter pegado tudo sozinha.– Magina, Mel.Sorri para ele, e fui indo em direção a porta, até que ele me puxa pelo braço.Nossos rostos ficaram extremamente perto um do outro, e nesse momento ele me segurava pela cintura. Pude sentir seus braços fortes me envolvendo.Minha respiração agora acelerada, combinava com os meus batimentos cardíacos. Eu não entendia aonde ele estava querendo chegar.Ele colocou uma mexa de cabelo para trás da minha orelha, aproximando cada vez mais sua boca da minha. Descobri, então, que a única coisa que eu poderia fazer era me deixar levar.__________________________________________________________________________________
Fale com o autor