Who Knows? Oori Doori 2
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Notas iniciais
Ok, Keggy, finalmente u_u Tem tempo que postei a última, né? Mas é que AnnTae é o próximo e eu ainda não terminei de escrevê-lo x_x É difícil escrever AnnTae, mas do que parece '-' mas quando termina de escrever fica uma fofura xD
Eu, infelizmente, perdi no pedra-papel-tesoura, então tive que vir ao hotel fechar as contas e buscar o resto de coisas que tinha ficado no nosso quarto. Isso tudo em plena terça-feira, de manhã cedo. Certo, nove horas da manhã não era tãão cedo, mas ainda sim eu não estava tão animada em vir pagar contas.
Para compensar, Key se dispôs a me acompanhar. Então eu peguei uma carona com ele e nem precisei pagar táxi. E, aliás, era muito mais divertido vir de carona com o Key do que com um motorista de táxi de cabelos grisalhos qualquer que não falava inglês direito.
Eu ia me virar para o banco do motorista e avisar que não demoraria, portanto ele poderia me esperar, mas Key já estava ao meu lado. Não que eu não quisesse que ele entrasse, mas talvez algumas pessoas o reconheceriam e tudo o mais, mas, pelo visto, ele não estava se importando muito com isso.
- Annyeong. – cantarolei para a moça da recepção.
- Ah, olá! – ela falou em inglês me reconhecendo. – A americana, certo? Que se hospedou com as duas amigas?
- Isso. – sorri para ela. – Vim buscar meus últimos pertences e pagar a conta.
- Oh, mas já? – ela era simpática, e por enquanto não tinha percebido quem estava ao meu lado. Por enquanto.
- Sim, nós vamos... – olhei para o Key franzindo os lábios num sorriso. – Vamos ficar na casa de uns amigos.
- Tudo bem. – ela olhou para Key e mudou a expressão lentamente. – Você pode subir e buscar suas coisas enquanto eu fecho as contas, okay?
- Certo. – sorri. – Gamsahabnida. – agradeci e fui puxada por Key.
Nós corremos e entramos no elevador vazio rindo.
- Ela quase te reconheceu! – ri deixando minha mão cair sobre seu ombro.
- Estaremos a salvo em dez... – ele olhou os números do elevador. – Nove...
- Oito... – continuei.
- Sete... – a porta se abriu e nós corremos para fora como duas crianças brincando.
- Seis... corre!
- Cinco! – eu abria a porta desesperadamente com a chave.
- Quatro... Vai Mag! – ele ria.
- Fala baixo! – murmurei rindo. – Três...! Oh my!
- Dois! – pulamos para dentro do quarto e eu fechei a porta atrás de mim.
- Um! – arfei, gargalhando com Key.
Ele suspirou, abafando os risos altos e gostosos com a mão.
- Isso foi infantil. – falei parando de rir tanto.
- Mas foi divertido. – ele sorriu.
Qualquer coisa é divertida com Key, Até mesmo fazer uma contagem regressiva para o quarto do hotel, fazendo bagunça e barulho. Ah, como eu me sentia confortável com ele. Realmente, agora que parei para pensar, nenhum cara tinha sido assim antes comigo.
Eu sou, naturalmente, louca e brincalhona, e meus ex-namorados normalmente não sabiam como se portar quando eu gargalhava alto por uma coisa boba ou fazia alguma brincadeira sem-noção. E eu me sentia tola por isso. Quero dizer, eles me olhavam como se eu estivesse bêbada ou drogada, enquanto eu só estava sendo feliz. Eram todos muito babacas mesmo.
- Mag? – Key chamou sentando-se na beira de uma das camas enquanto eu tirava as coisas dos armários colocando na malinha pequena que estava no banheiro.
- O quê?
- Você sabe que o Minho pediu a Sun em namoro?
- É claro, ela é minha melhor amiga, lembra? Ela me contou.
- É. Ele contou para nós também. E você viu que ele deu para ela um colarzinho?
- Vi... – suspirei. Onde ele queria chegar com isso? Eu já confessei que tinha ficado com um pingo de inveja da Sunie.
- E o que você achou? – ele me acompanhava com o olhar em todos os movimentos que eu fazia.
Eu estava andando de lá para cá, procurando qualquer coisa que tenhamos esquecido no quarto. Eu não queria esquecer alguma maquiagem cara da Sunie (que ela normalmente ganha de presente, e não compra) e depois ela querer arrancar meu couro para vender, ou esquecer algum documento da Ann nas gavetas. Eu estaria cremada se deixasse algo para trás. E eu não estava a fim de morrer tão cedo. Não, de jeito nenhum, não agora que eu tinha o Key de volta.
- O que eu achei sobre o pedido ou o colar? – estava muito entretida em não acabar morta no final que não raciocinava direito.
- Sobre o colar. – ele suspirou. – Na verdade, sobre ele ter pedido ela em namoro e ter dado um colar para marcar isso.
- Hum, é legal. Do jeito que Sunie contou parece que foi tão meloso, mas foi fofo da parte dele.
- E isso é bom? – ele se balançou inquieto. – Ser meloso?
- Não muito. – ergui uma sobrancelha. – Por que você está perguntando isso?
- Por quê? – ele fez uma pausa curta. – Porque eu quero te pedir em namoro também, mas não sei se é necessário dar um presente ou algo assim. Pelo menos não uma lembrancinha, eu te daria um presente melhor...
Eu me virei lentamente para ele, ainda sentado numa das camas. Minha cara não deveria ter nenhuma expressão no rosto, porque ele sacudiu os ombros.
- Que foi?
- Espera. – eu coloquei minhas mãos na cintura. – Você quer o quê?
- Te pedir em namoro. – ele repetiu, simplesmente. – Mas eu estava pensando, talvez não haja presente melhor do que eu mesmo. – ele mostrou a língua sensualmente e riu.
- Você é tão metido. – ainda estava em transe.
- Você é tão parecida comigo. – ele fez beicinho se levantando e vindo até mim. – Negue que você me acha um presentão. – ele mordeu o lábio para não rir escandalosamente.
- Fique você sabendo que a única pessoa petulante que eu suporto é a Sunie.
- Huuh, eu sou petulante, é? – ele se aproximava de mim, lindo de mais para eu recuar.
- Você é terrível. – mordi o lábio sorrindo.
Key tirou o que eu segurava – nessa altura do campeonato não me lembrava mais o que era – das minhas mãos colocando de lado e voltando-se para mim com seus olhos escuros.
Agora ele estava realmente perto de mim, com uma mão apoiada na parede acima da minha cabeça e seus dedos, que pareciam agulhinhas formigando minha pele, deslizando pelo meu rosto.
- Eu preciso mesmo fazer essa pergunta? – sua voz murmurando, seu hálito soprando suavemente no meu nariz.
- Claro que precisa. – murmurei de volta olhando atentamente o desenho dos seus lábios e o modo de como se moviam.
- Então, você quer namorar comigo? – sua mão que estava na parede escorregou até minha cintura e parou ali.
- Eu quero. – senti o canto dos meus lábios se curvarem de alegria, meu coração acelerado no peito.
- Você vai ser minha agora?
- O que é isso? – mordi o lábio sorrindo mais. – Você consegue ser melhor que o Minho, Key, não estrague tudo.
- Muito melhor? – seus lábios estavam cada vez mais próximos dos meus.
- Cem por cento melhor. – me aproximei dele por fim e mordisquei seu lábio inferior.
- Hmm. – fez ele.
Key me puxou para cima pela cintura (mesmo eu tendo quase a mesma altura que ele) e me beijou fervorosamente. Era delicioso sentir o sabor dos seus lábios nos meus, da sua língua dançante e brincalhona me fazendo ansiar por ela cada vez mais.
Minhas mãos dançavam pelo seu cabelo macio e desciam para os ombros da sua jaqueta, fazendo-a deslizar para baixo, caindo no chão. Ele fez o mesmo com a minha jaqueta de couro branco. E eu não me importei com o frio, estava mesmo esquentando ali.
- Se demorarmos – falei entre um beijo e outro. – podem arrombar a porta e nos encontrarmos.
- Esqueça, – ele sorriu beijando meu queixo. – eles não vão invadir a nossa privacidade.
Key me puxou pela mão para a cama que ele estava sentado alguns minutos atrás. Não, tudo bem, eu tinha tudo sobre controle, nada de mais ia acontecer – nada do que você deve estar pensando, pelo menos – e eu tinha tudo, absolutamente tudo sob con-... Oh meu Deus, meu corpo todo formigou quando suas mãos dançaram nas minhas costas.
Ele estava por cima de mim, meus dedos seguravam como que por instinto seu quadril – não, não a bunda dele, mas, bem, mãos bobeando da sua cintura para suas coxas e... por aí.
●
Eu estava deitada no seu colo. Estávamos agora sentados no pé da cama – na verdade, ele sentado, e eu deitada com a cabeça em suas pernas. Seus dedos acariciavam meu rosto, brincando com a ponta dos meus cabelos, tirando a franja do olho. E nós não passamos dos amassos, se é o que você quer saber.
- Essa é a hora de dizer aquilo? – ele olhava para mim.
- Dizer o quê?
- As palavrinhas mágicas. – ele sorriu, perfeito de mais para eu agüentar. Pelo menos já estava deitada no chão, dali eu não passava.
- Quais são elas? – mordi o lábio.
- Eu te amo. Saranghae. Te quiero. Je t’aime.
- Awh! – soltei. – Key!
- O que foi? Eu não sei mais línguas...
- Não é isso! É que... awwh, diga de novo em francês. – sorri.
- Je t’aime? – ele mordeu a língua, colocando uma pontinha para fora.
- Awwh. – fiz eu novamente. – É lindo!
Ele sorriu e curvou a cabeça para cima, exibindo para mim, daqui de baixo, seu maxilar.
- Key? – chamei.
- Hum? – ele não se mexeu.
- É isso mesmo?
- Isso mesmo o que?
- Você realmente sente isso? Sinceramente?
Ele olhou para mim de novo. Estava sério e seus olhos negros sugavam toda a minha energia. Ele era para mim como um misterioso galã de ficção que você não descobre tão fácil se é mocinho ou vilão, que tem um olhar puro, mas igualmente sedutor.
- Eu não mentiria para você. – ele acariciou meu rosto.
Eu ficaria o tempo que fosse possível ali. O tempo parava quando eu olhava em seus olhos e seu cheiro me extasiava. Sua pele era como o mais suave veludo, seus olhos como o breu de uma noite escura, mas com o mesmo brilho da lua. Seu sorriso fazia meu cérebro parar de trabalhar e seus braços me amoleciam facilmente.
- Key. – chamei novamente, sussurrando e aguardei seus olhos encontrarem os meus. – Eu te amo.
Notas finais
Chu~ ♥
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