Who Knew
9 Trouble
Notas iniciais
AUSHAUSHAUSHAUSHAUHSUAHSUAHSUAHSUHAUHSUAS *-*
Larissa dançava animadamente com umas colegas que fez na festa de Renan. William observava, sentado em uma das elegantes mesas do ambiente, tomando uma bebida forte, pra suportar ficar acordado. Era quase quatro da manhã, faziam sete horas de festa, e ele achava que não tinha mais idade para se manter são. Queria esquentar um pouco.
- Feliz dia dos namorados... — Sorriu ele, chegando por trás da irmã mais nova, que estava desconsolada olhando a rua da janela de seu quarto. Amy virou-se para ele, admirada e prestes a sorrir, tomando o embrulho em mãos, abraçando-o em seguida.
- Obrigada... mas... Will...
- Eu te amo mais que uma namorada passageira. Então você merece muito mais, não negue isso...
William sorriu, lembrando disso sem saber o por quê. Ele tinha dezessete anos naquela época, não fazia pouco tempo pra lhe vir em mente do nada. Bebeu mais um gole da tequila que havia sido oferecida. Terminou numa golada só. Chupou o limão depois, passando a língua sobre os lábios
- Detesto suas namoradas! São todas... ridículas! — Gritou ela, jogando sobre ele o urso de pelúcia que havia ganho no dia dos namorados dele, aos quatorze anos. Amy correu em seguida para seu quarto, batendo a porta com violência, e ouvindo alguém, diga-se de passagem seu irmão, batendo na mesma, abriu-a sem saber por que, vendo-o entrar no cômodo feito um furacão e agarrá-la com força, cambaleando um pouco.
- Não briga comigo sem motivos... eu ainda te amo mais... mais que todas as namoradas que tive, juntas...
O ruivo abriu alguns botões de sua camisa social cara. Larissa não estava mais por perto, nem as meninas que estavam com ela. Deu de ombros, abriu mais as pernas e se folgou sobre a cadeira, espremendo a rodela de limão recém chupada, sobre um pires. Lambeu os dedos, olhando em volta mais uma vez e viu Amy. Ela dançava com Renan, com uma bebida em mãos. Estava doidinha,pensou ele. Não conseguia parar de rir, assim como sequer de se abanar. Estava corada. Estava lhe lembrando a primeira vez que bebeu. Não parecia ela mesma, ou talvez parecia, mas aquela que poucos poderiam conhecer.
- William...
O ruivo olhou para a pessoa atrás de si ainda rindo sob efeito da conversa que tinha com os amigos em uma das mesas do salão alugado para a festa de aniversário dele.
- Fala, Jeffrey.
- Sua irmã... eu não quero dizer que olhei, mas... não teve como... ela...
- Amy? — Perguntou desmanchando o sorriso no rosto, parecendo ficar preocupado — O que aconteceu com ela?
- Ela... — Engasgou, envergonhado, apontando a mesa do bolo já vazia, com a morena em cima, dançando de lingierie. William levantou-se num pulo, embasbacado com a cena e com os descarados em volta, e chegando até ela a puxou para baixo, deixando-a cair em seu colo, completamente desnorteada.
- Não posso te dar uma repreensão assim — Disse irritado, levando-a para um lugar fechado — Que belo presente de aniversário, ein Amy — Lamentou, deixando-a sentada em um sofá, olhando-a. A morena levantou o rosto, sorrindo de uma maneira meiga mista com travessa, e alisando uma mecha de cabelo para trás da orelha, lhe falou baixinho.
- Feliz vinte aninhos de vida, William Bruce...
Ele se mexeu, incomodado com os olhares dela para cima de si. Amy havia notado onde ele estava, e durante toda a festa, isso foi o que ele mais evitou. Agora estava um pouco bêbado, o salão mais vazio, talvez não tivesse mais como fugir. Ofereceu-lhe um sorriso torto como resposta, enquanto acenava com a mão, vendo-a assentir, em seguida sussurrando algo para Renan.
- O que foi isso? — Perguntou após William beijá-la, sussurrando contra os lábios dele, parecendo administrar ainda o acontecido. O ruivo a empurrou cuidadosamente para a cama, deixando-a sentada, e ainda de pé, colocou sua testa encostada a cabeça dela, suspirando.
- Uma coisa que nunca... nunca mais vai acontecer...eu prometo...
-x-
William acordou naturalmente, ouvindo os pássaros cantando em uma árvore próxima. Estava na casa de seus pais, deitado em uma cama de barriga para cima, e apenas de fitar o teto pode perceber que aquele quarto era o de hospedes, onde esteve instalado com Larissa na última visita. Estranhou o fato, não se lembrava de como havia chego lá, e julgou-se por isso, sabendo que havia bebido demais. Suspirou sorrindo, espreguiçando-se ainda deitado, logo bocejando. Repousou as mãos sobre a própria barriga em seguida, dando-se conta de que por baixo do lençol nada mais lhe cobria, e meio que automaticamente, verificou se havia alguém ao seu lado.
Esperava qualquer pessoa.
Esperava mesmo qualquer pessoa. Até mesmo uma desconhecida ou um transexual.
Mas não. Quem estava alí ao seu lado, também nua, coberta por um lençol até a cintura, era ela, Amy
Fale com o autor