Who Knew
19 The One That Got Away
Notas iniciais
quem quiser ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=fDTouU0iABA&feature=fvst
AAAAAh, eu queria pedir para vocês lerem e comentarem se puderem na minha nova fic: http://www.fanfiction.com.br/historia/173980/Night_Of_The_Hunter
Os tempos foram passando tranqüilos para a morena. Estava trabalhando em uma loja de roupas já que não havia conseguido emprego em sua área e estava muito contente com isso. Entregava currículos em seu tempo livre ainda, aguardando sua chance para agir como uma boa psicóloga, mas não esperava mais parada. Era uma boa vendedora, e quase sempre as clientes pegavam amizade com ela.
Quanto sua relação com William, estava boa também. Não se falavam mais por telefone, não tinham algum tipo de contato, mas como tinham conversado da última vez, estariam em harmonia um com o outro. Amy sentia vontade de falar com ele, matar as saudades, mas não fazia pelo mesmo. Se ele não agia, era porque possivelmente achava que a distância resolveria alguma coisa. A moça estava mais do que certa que não. Deixou quieto, para poupar discussões.
Renan não foi mais visto desde á última vez que sairam como bons amigos. Ele tinha lhe dito diversas vezes durante o passeio, que a amizade iria prevalecer, que estava tudo bem, mas não parecia bem isso atualmente. Amy temia que ele estivesse tentando esquecê-la ainda, então não pensava muito. Só esperava confiante, que um dia ele fosse visitá-la, aparentando estar perfeitamente bem.
Dois meses. Dois meses e alguns dias haviam se passado, e ela nem percebeu.
- Oras, sinal de que seu trabalho está te fazendo bem — Sorriu Bruna, enquanto almoçava com a morena em um restaurante próximo a loja onde trabalhavam.
- É... me sinto estranha... eu normalmente não sei viver sem... ah... você sabe quem... — E bebeu um pouco de suco de laranja, um pouco envergonhada.
Amy havia contado para Bruna que tinha problemas amorosos com seu irmão. Bruna era uma moça de cabelos negros, liso e curto, muito bem humorada e companheira. A morena logo viu que poderia confiar na mesma.
- É amiga... relacionamento com familiares dá sempre errado... Eu mesma já namorei com um primo meu, e até fiz aquelas coisascom ele...
- É mesmo? E seus pais, os pais dele ficaram sabendo disso?
- Ficaram — Ela olhou para Amy aborrecida com suas lembranças — Foi a pior coisa que aconteceu na minha vida... ficaram olhando torto pra gente, e meu tio nunca mais me tratou da mesma forma...
- Uau — Comentou em um tom bastante triste, largando cuidadosamente o garfo no prato.
- Hey, não quero que desanime por isso não, viu? — Disse-lhe a amiga, tomando todo o resto do suco de maracujá que comprou — As familias são diferentes umas das outras, e você sabe bem disso...
- Ah... claro... — Suspirou, voltando a comer lentamente — O problema é que eu conheço bem a minha... meus pais iam ficar aterrorizados... e a minha mãe... a reação dela seria péssima... ou melhor, pior do que péssima, se é que existe algo assim...
- Não seja pessimista — A morena parou de comer e levou uma mão ao ombro de Amy — Pensa positivo, ninguém sabe, e se vocês continuarem se gostando, podem manter isso em segredo...
- Você é bem desajuizada mesmo — Brincou a morena — Como eu manteria isso as escondidas?
- Ué, nenhum pai e nenhuma mãe desconfia que os filhos sentem algo um pelo o outro, assim do nada... você e ele poderiam ficar mais um pouquinho morando com seus pais, se pegando as escondidas, e depois de um tempo, poderiam arranjar a desculpa de morarem juntos por não encontrarem alguém que os completassem... eles jamais achariam que vocês iam transar o tempo todo! Iam pensar que vocês fariam isso, até encontrarem alguém especial... ele não mora numa casa sozinho, um pouco longe daqui? É a chance de vocês! Ele só precisa agora perceber que a distância não vai ajudá-los em nada.
No fim a morena riu, finalizando seu prato junto da outra em silêncio, já que o tempo para o almoço estava se encurtando.
- Sabe o que eu acho? Que você deve ligar pra ele e colocá-lo contra a parede! — Sugeriu Bruna, decidida, levantando-se com um guardanapo em mãos e a bolsa no ombro — Ou melhor, por que não vai até a casa dele? Onde fica mesmo?
- Centro — Amy respondeu enquanto seguiam até o caixa.
- Então, nem é tão longe. Num fim de semana vai e volta no mesmo dia.
- Não sei não...
- Para com isso! Nem parece a Amy que conheço! — Falou indignada — Pense bem no que eu falei, ouviu mocinha?! Disso depende seu futuro amoroso!
- Ui! Okay, estou ficando com medo desse seu tom repreendedor — E ambas riram.
Na saída do trabalho às 18:30Hrs, Amy dirigiu-se ao médico. Havia marcado uma consulta para aquele dia com sua ginecologista às 19:15Hrs. Bebeu um pouco de água, folheou algumas revistas que falavam sobre moda, e foi chamada pontualmente. Levantou-se acomodando a bolsa no ombro, e cumprimentou a doutora na porta.
- Sente-se — Pediu a médica após fechar a porta, dando a volta na mesa e colocando-se em seu lugar — E então, Amy, por que veio me visitar hoje? — Perguntou sorrindo, após a moça estar devidamente acomodada na cadeira.
- Bem, é que minha menstruação está atrasada a três meses já... e eu tendo vinte e sete anos já, achei meio estranho...
- Entendo — A doutora que parecia oriental pegou um bloco e começou a escrever — Me diga, Amy, você tinha vida sexual ativa há esses três meses atrás?
- Ah... sim...
- Hum... — A médica sorriu, deixando a caneta sobre o bloco e entrelaçando os dedos das próprias mãos sobre a mesa — Teve sintomas típicos de uma gravidez nessas últimas semanas, como enjoos ou cansaço?
- Bem... eu ando vomitando ultimamente sim, mas não muito... o meu normal nem é vomitar, sabe? Isso não acontece com frequência... e cansaço me vem dando nessa última semana, eu ando com um pouco de sono o tempo todo...
Ela voltou a anotar algumas coisas no bloco e parou, encarando a moça com um sorriso gentil.
- Bem Amy, então eu pedirei que faça um exame de sangue para verificar se é algum probleminha mesmo, ou se é uma possível gravidez. Espero que esteja preparada para ser mamãe, caso seja essa a resposta do exame.
Amy mordeu o lábio sem palavras. Sabia que sua expressão não era muito boa, mas não conseguia mudá-la. Esperar um bebê era um problema, mas o que mais lhe assustava era outra coisa. Ser filho de William. Isso não podia acontecer, arruinaria sua vida.
E o que a doutora disse ficou martelando dentro de sua cabeça. Ela não desejou que ela ficasse preparada para uma doença, apenas para a chegada de um bebê. Concluiu que ela queria os exames só por ordens médicas. Por que se dependesse da opinião da mesma, Amy poderia marcar uma próxima consulta para acompanhar a gravidez já.
Estava exausta. Quando as coisas pareciam melhorar, voltavam ainda piores.
Notas finais
♥
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