Who Knew

16 Phone Ringing


Notas iniciais
Ae ae, vocês adivinharam *---*
minhas espertas ♥
Thahh Bongiovi: Eu uso o PhotoFiltre para fazer as capas, mas uso o photoscape para dar uns efeitos *-*

Após passar a tarde ajudando a mãe arrumar a casa, Amy foi tomar um banho. Sentia-se um pouco melhor do que o dia anterior e concluiu que trabalhar com o que fosse se não encontrava em sua área, lhe faria muito bem. Pensou nisso durante toda sua higiene, desceu as escadas ainda pensando, mas mudou totalmente o rumo de seus devaneios quando avistou o telefone na mesinha ao lado dos sofás. Lembrou-se que queria ligar para William e isso a fez desanimar um pouco. Nunca pensou que lembrar-se do mais velho seria motivo de tristeza um dia.

- Amyzinha! — Cantarolou sua mãe descendo as escadas, bem vestida e com um batom vermelho nos lábios — Vou passar na casa da Ana um pouquinho, ela teve bebê faz dois meses e eu nem pensei em visitá-la ainda — Dizia mexendo em sua bolsa pendurada em seu ombro, enquanto a filha lhe olhava um pouco distante — Bem, então tudo bem — Beijou-lhe a bochecha, caminhando até a porta de entrada ainda mexendo na bolsa — Comporte-se! — Disse rindo, fazendo Amy segui-la calmamente, soltando um risinho também.

- Pode deixar mamãe, não vou brincar no fogão.

- Muito bem — Continuou Sharon com a brincadeira, encontrando finalmente o que queria dentro da bolsa, a chave do carro — Qualquer coisa pede para o Will cuidar por mim, tudo bem? — Perguntou num tom doce, fazendo Amy a olhar confusa — Amy! — Disse divertida, estalando os dedos — Sua bobinha, eu estou continuando a brincadeira! Era assim que eu falava pra você quando era pequena, lembra?

- É mesmo — Riu sem graça — Eu tinha me esquecido — Sharon deu um risinho, abrindo a porta e colocando os óculos escuros do topo da cabeça para seu rosto — Divirta-se — Desejou encostando-se ao batente.

- Você também... liga pra uma amiga, a hora passa rapidinho.

- Pode deixar comigo — sorriu ternamente — Tchau.

Assim que fechou a porta, a morena mirou o telefone preto sobre a mesinha novamente. Engoliu em seco sem saber bem o por quê. Estava se irritando com tamanho nervosismo pra falar com uma pessoa a qual conviveu perfeitamente bem por toda sua vida. Aproximou-se, sentou-se confortavelmente no sofá e discou o número dele. Esperou. Alguém atendeu.

- Alô, quem fala?

- Rubiane, gostaria de falar com o William?

Amy sentiu sem sangue subir de novo. Não conhecia nenhuma Rubiane.

- Isso, ele está em casa?

- Está sim! Irei chamá-lo pra você, ah, quem gostaria?

- Diga apenas que é uma amiga... — Pediu num tom um pouco irritado, ouvindo a moça deixar o telefone descansar sobre algum móvel e chamá-lo em seguida. Alguns risinhos, barulhos não reconhecíveis, e ele atendeu.

- Alô! -Tinha um tom alegreem sua voz.

- Oi! Pode por na viva-voz?

- Viva-voz?- Mais alguns risos — Pera aí, quem é que fala?

Ela contou até dez. Já estava se segurando para tolerar uma desconhecida atendendo ao telefone, e ele ainda lhe vinha mais uma vez não reconhecendo seu timbre.

- Põe na viva voz.

- Okay- Concordou com aquele tom animado. Amy estava a ponto de explodir -Pronto, está na viva-voz!

- Muito bem, então. Você encheu a cara? — Perguntou num tom repreensivo e ameaçador ao mesmo tempo.

- Não!- Negou como se estivesse completo de razão — É você, mamãe?!

A mulher que estava com ele riu, fazendo sabe-se lá o que com ele para a morena ouvir estalos e ofegos. Foi o bastante, sentiu seu rosto pegar fogo enquanto tentava controlar seu tom.

- É a Larissa. Quero que tire essa vagabunda da nossa casa, seu idiota, imprestável, galinha, estúpido! — Ela já estava eufórica.

- Tá maluca?!- Perguntou rindo — Nós já terminamos, lembra? Eu não te devo mais nada!

- Como? — Perguntou pasma — Terminaram?

- Terminamos- Respondeu rindo — Ou melhor, você terminou comigo, né? Você tá maluca?

Amy não disse mais nada. Levou o aparelho lentamente até a base, desligando o telefone. Ficou parada, sentada, com os olhos arregalados fitando o nada, parecendo procurar por onde começar o quebra-cabeça. Não conseguiu sequer pegar uma peça na mão.

Ela passou uma tarde indesejável. Chorou tudo o que podia e a cada soluço perguntava-se por que era tão idiota.

- E eu ainda me preocupo em entender ele! — Gritou batendo as mãos contra as pernas, sentada no chão da sala, com elas esticadas sobre o tapete marrom — Por que sou tão idiota? — Xingou-se mais uma vez, soltando suspiros longos, cansada. Ouviu o barulho do carro de sua mãe em frente a casa. Pôs-se de pé rapidamente e correu para o quarto. Arrumou a cama o mais rápido que podia e deitou-se nela, virando o corpo de costas para a porta, e abaixando a cabeça. Alguns minutos depois a mais velha foi vê-la. Pode ouvi-la dando um risinho, e fechar a porta calmamente em seguida. Amy sentou-se na cama e retirou o lençol de cima de si. Foi lavar o rosto no banheiro da suíte — Não vou mais pedir desculpas por ter dito que odeio ele... Eu não odeio, claro que não, mas não vou... Está me machucando muito, ultimamente... — Desabafou consigo mesma, olhando sua imagem no espelho — Estou péssima... e quem diria que isso é por causa da droga do meu irmão! — Disse eufórica, mas não gritando para não chamar atenção de sua mãe — Eu queria morrer... — Disse voltando ao quarto, sentando-se na cama com as pernas para fora dela — Ele sempre me disse que me ama mais que qualquer pessoa... sempre fomos confidentes... sempre fomos como corpo e alma... o que está acontecendo? Ele está acabando comigo... primeiro diz que vai ficar longe, depois mente que está com Larissa ainda, e agora me faz isso... fica com qualquer uma na casa dele...

A morena jogou o corpo para trás na cama, suspirando com os olhos transbordando lágrimas, novamente. Pensar nele fazendo coisascom outra mulher, uma qualquer dizendo que amava a si, era imperdoável.

- Estou cada vez mais encurralada — Sussurrou com os olhos presos no teto — Cada vez mais perdida...

Notas finais
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