Who Is The Killer?
26 Capítulo 26
Notas iniciais
(Foto)
– Você imaginava isso Larry? — Alexa caminha pelo quarto. — Luke Cappler, filho do Shane e serial killer como o pai? Pode isso?
– Não sei, mas eu me lembro de ter saído muitos comentários na ilha sobre a gravidez de Luise. O pessoal acreditava que não era de Theo, acho que o próprio Theo sabia que não era dele. — Larry fala enquanto embala o corpo de Luke.
– Mas ainda sim ele criou o Luke como se fosse dele. — Alexa suspira. — Isso é uma loucura.
– Pelo que parece Adriel, Dianne, Dorian, Scott e aquela jovem Ive e mais esses 2, temos mais corpos espalhados por aí. — Larry comenta.
– Eles estavam na igreja, pelo menos o sino de la tocou, então acho melhor irmos para lá.
– Certo! — Larry segue ela.
Os outros policiais colocam os corpos de Flint e Luke no carro fúnebre e saem dali.
Após recolherem todos os corpos, Alexa volta com sua equipe para a delegacia.
– Bom, vamos tentar falar com o FBI.
– Não precisa! Parece que avistaram helicópteros à caminho. — Dener um dos policias fala enquanto entra na delegacia.
– Ótimo! Estão vindo tirar a gente daqui? — Aimê vai até eles.
– E a Alice? — o policial pergunta.
– Ainda dormindo, dependendo de como ela acordar vou ter que levar ela pra um hospital psiquiátrico.
– Mas isso é terrível. — o policial diz.
– Acho melhor Aimê ir embora agora, com uma parte dos corpos, incluindo de seu pai. — James olha para Alexa.
– Sim, assim que ele chegar, ele vai com a Alice e os corpos. — Alexa olha para James e depois para Aimê. — Tudo bem?
– Claro. Tudo bem. — Aimê respira fundo e bebe um pouco de água.
– É... Mas, finalmente Folk está livre de assassinos.
– Sinceramente, vocês deveriam ir embora daqui. Isso sim. — Aimê olha para eles.
– Temos nossa vida aqui.
– Que pode recomeçar na cidade Alexa.
– Pensaremos sobre isso Aimê. — Alexa sorri.
– A paz voltou a este lugar, não há como ir. — James fala a Aimê.
– Fico feliz por isso. Vocês merecem paz. — Aimê sorri.
**5 anos depois**
"E essa é a minha história. Daniel foi encontrado morto na lancha, assim como a maioria dos corpos, fizemos um funeral para todas as famílias, no qual eu não fui e Alice ainda continua aqui no Hospital Psiquiátrico de Nova York, inclusive a visitarei. Ainda me deito a noite e me lembro de Liv que foi apenas uma garota que nunca encontrou um amor, penso em Hunter e aquele amor que nunca sentirei, em Jason que eu não deixo de amar e também penso em Luke em seu amor mortal, obssessivo e repugnante, a maneira como me olhava como se eu possuísse a ele. Penso em meus pais, mas sou a memória viva deles, sou os 2 em 1 só. Estou seguindo minha vida do jeito que posso, um dia terei a paz."
– Amor? Vamos? — Raphael aparece na porta.
– Vamos sim. — Aimê salva suas ultimas palavras escritas e desliga o notebook.
– Terminou?
– Terminei meu amor.
– Ótimo! — Raphael abraça Aimê e a beija inclinando-a.
– Não deveria fazer isso comigo... — Aimê sorri lindamente.
– Devo fazer com que todos os seus dias sejam felizes, para que se lembre mais de coisas boas do que ruins.
– Eu te amo. — Aimê sorri, mas infelizmente era mais fácil para ela lembrar de Jason e Hunter sendo mortos do que o dia em que conheceu Raphael.
– Também, amo você. — Raphael segura a mão dela e vai tirando-a dali.
– E como está a paciente Grayson? — Dr. Sherman questiona ao psiquiatra que cuidava do caso de Alice.
– Alice apesar de estar menos agressiva ainda guarda todos os horrores de 5 anos atrás. Mas, creio que talvez com a visita da velha amiga isso mude. — Dr. Hallford diz.
Os dois caminham até a recepção e encontram Aimê e Raphael sentados observando o velho relógio que tem um som bastante torturante.
– Dr. Sherman, você veio. — Aimê vai até ele.
– Aimê, bom vê-la. — Sherman abraça ela e sorri.
– Este é Raphael Wellington Green, meu namorado. Amor, este é Sherman, o médico regente da ilha. — Aimê os apresenta e eles se cumprimentam.
– Creio que conhecem o Dr. Hallford. — Sherman pergunta.
– Sim. — Aimê e Hallford falam juntos — Ele sempre me negava visitas a Alice, principalmente quando ela tenta... — Aimê para — Mas isso vai mudar hoje.
– Eu também estou confiante Aimê. — Hallford diz — Preparados, hora de irmos.
Aimê segura na mão de Raphael e segue Hallford, Sherman vem atrás deles.
O lugar era muito solitário e transparecia o ar de doença, de angústia. Os quartos pareciam ser uma mescla de tudo, enquanto uns haviam gritos repetitivos, outros eram um silêncio absoluto, havia batidas nas portas, corre-corre de enfermeiros e ao dobrar um corredor um paciente estava sendo levado de maca até seu quarto.
– O refeitório fica a direita, Alice nos espera lá. — Hallford indica.
– E como está o comportamento dela doutor? — Raphael interroga.
– Alice está se controlando, aceitando participar da terapia em grupo, está sendo mais fácil lidar com ela. — Dr. Sherman explica.
– Então ela está voltando ao normal? Se posso dizer assim.
– Ela se recuperando Aimê, mas os traumas sofridos e a tatuagem de vocês duas, não ajuda muito. — Dr. Sherman abre a porta para que eles entrem no refeitório e aponta para a mesa onde Alice estava.
A garota agora tinha os cabelos mais longos, estav mais magra e suas roupas brancas só deixava ela mais pálida.
– Ai meu Deus, Alie... — Aimê aperta a mão de Raphael.
– Calma amor... Ela vai ficar bem. — Raphael diz a Aimê e segura bem forte a mão dela.
– Alie. — Sherman chama ela.
Alice olha para Sherman e sorri.
– Oi. — Ela arruma seu cabelo.
– Como está? — Sherman se aproxima, Hallford também.
– Bem e você? — Alice olha para Hallford. — Oi Dr.
Aimê fica atrás dos dois com Raphael, ela segurava na mão dele e estava ansiosa, esperava que Alice não tentasse agredi-la novamente.
– Estou bem agora ouvindo isso. — Sherman sorri amistosamente.
– Alie, estamos confiantes de que poderá receber uma certa visita hoje. — Hallford olha ela animadamente.
– É? Quem está aí? — Alice olha para ele sorrindo.
Hallford sai da frente e revela uma Aimê receosa e um Raphael amistoso.
– Oi Alie. — Aimê sorri para a amiga.
– Oi. — Alice analisa Aimê e olha para Raphael. — Oi.
– Oi. — Raphael sorri e suspira torcendo para Alice não atacar Aimê novamente.
Sherman sorri animado com a calma de Alice. Hallford fica admirado sua principal paciente estava ficando bem.
– Não queria que voltasse aqui... — Alice olha para a mesa.
– Vim te ver Alie, to sentindo falta da minha melhor amiga. — Aimê tenta se aproximar dela mas Raphael a impede.
– Eu não sinto sua falta...
– Alice... Por favor, lembre-se de nossa conversa... — Hallford fala.
O sorriso de Sherman se desfaz e Raphael parecia não ter se surpreendido.
– Desculpe, mas não quero ela aqui. — Alice olha para Sherman.
– Alie, só me dê uma chance, deixa eu contar as coisas de lá de fora pra você.
Alice olha para Aimê e depois para Raphael e para os médicos.
– Tudo bem, mas não demore muito tempo. – Ela suspira.
– Amor vou me afastar, deixar vocês mais a vontade, mas grite qualquer coisa. — Raphael fala a Aimê e mantém os olhos em Alice.
Sherman e Hallford se afastam também.
– Tudo bem. — Aimê dá um selinho em Raphael e senta de frente para Alice. — Você está diferente...
– Claro, você me colocou aqui. — Alice olha nos olhos de Aimê. — Como consegue dormir todas as noites tranquila enquanto eu fico aqui trancada e dopada todos os dias?
– Alie, por favor. Acha que eu consigo dormir todas as noites? Acha que é a única que precisa de medicamentos? Há anos eu não sei o que é dormir Alice!
– Mas sabe o que é seguir a vida, ter um namorado... Como sempre você tem tudo Aimê. — Alice fala friamente.
Raphael se levanta e pensa em ir lá, mas Hallford o barra, ele queria ver mais das 2. Alice poderia melhorar.
– Você e o Luke se mereciam Alice! — Aimê olha para ela. — Ele acabou com você!
– Não fala do Luke Aimê! Você nunca se importou com ele!
– Alice pelo amor de Deus! Até morto e depois de tanto tempo ele ainda tem controle sobre você, sobre sua vida!
– Claro! Nós e nada mais... — Alice sorri passando a mão pelo pulso.
“- Como faremos isso? — Aimê senta entre Liv e Alice olhando para Luke.
– Eu pensei em fazer um pacto de sangue, conhecem? — Luke olha elas.
– Já ouvi falar. É aquele que...
– A gente se fura e mistura o sangue de todos certo?! — Liv interrompe Alice.
– Eu não queria falar mesmo. — Alice faz careta.
– Isso mesmo! — Luke sorri animado o sótão da mansão Delaware era o lugar secreto deles.
– Isso é tão legal! — Aimê fala animada.
– Bom, como faremos? Furamos o dedo Luke? — Alice olha pra ele.
– Dã! É né! – Liv zoa a amiga.
– Obrigada Luke. — Alice empurra Liv e ri.
– Certo, adivinham de quem é isso. — Luke mostra o canivete de Dorian e sorri de maneira diabólica.
– Meu Deus! Se papai descobre que você pegou isso ele enfarta! — Aimê ri.
– Já peguei tantas coisas dessa casa. — Luke sorri de lado a ela — Brincadeira.
– Eu sei. — Aimê ri.
– Vamos logo? — Alice olha para eles.
– Sim. — Luke pega o canivete e passa no dedo indicador, o corte se forma e começa a sangrar.
Ele entrega para Liv que certamente não demoraria em se cortar.
Liv corta seu dedo e entrega o canivete para Alice.
– Ai. — Alice resmunga ao se cortar e entrega o canivete a Aimê.
– Molen... Ai caramba! — Aimê faz careta ao cortar o dedo.
– Alguma frase pra marcar esse momento? — Liv olha para Luke.
– Nós... — Luke começa.
– E... — Liv sorri.
– Nada... — Aimê olha para Alice.
– Mais. — Alice sorri e coloca seu dedo na frente para que as amigas e Luke apertassem e o pacto fosse feito.
Luke velozmente segura e sorri a Alice, Liv posteriormente e depois Aimê.
– Ainda vou fazer valer esse pacto, ainda não sei como, mas sinto. — Luke sorri animadamente.
– Faremos isso. — Alice sorri.
– Nós e nada mais! — Os quatro falam ao mesmo tempo e sorriem um para o outro.”
**1 ano depois**
"Hoje acabei de cobrir o lema ‘Nós e nada mais’ com uma nova tatuagem. No entanto essa frase continua tatuada em minha essência. Não sei de que forma esquecer isso. Não sei como fazer Alice se salvar de tantos demônios que Luke e seu amor macabro, implantaram nela. Como também não sei como esquecer de todas as mortes que foram causadas, famílias inteiras foram perdidas. Outra coisa que sobrevoa minha mente vez ou outra são imagens de futuros alternativos, ontem mesmo sonhei comigo e Jason indo no casamento de Liv e Flint. Será que minha vida será baseado em pensamentos com pessoas mortas? Se é que posso chamar isso de vida. Eu sei... Pareço uma idiota. Sobrevivi e deveria estar festejando por isso, eu sei... Mas, às vezes sinto como se grande parte de mim tivesse morrido lá. E morreu. Hoje me despedirei desse diário, como me despedirei daquele passado. Hoje é o meu funeral. Sim! Hoje, vou dizer adeus àquela Aimê que se casaria em Folk's Island, que tinha um pacto tatuado em seu braço, que conversava de psicologia com Maya e ajudava Emma a ser uma mulher, que achava o cabelo de Terry um máximo ou que defendia o amor de Ive. Adeus Aimê que se deixava levar pelas piadas idiotas de Christian e que fofocava com Karen sobre as barbaridades familiares, a Aimê que nunca falou com Ryan e que fumava escondido com Gordon e Flint. Aquela Aimê que amava a risada de Phill e que achava a bunda de Guilhermo sexy. A Aimê que queria uma Charlotte como irmã e que já deu um selinho em Liv. Que amava Jason e sonhava com Hunter. Que tinha seus pais e tinha a fidelidade de Alice. Adeus Aimê, adeus.Vou sentir sua falta! Descanse em paz.”
**14 anos depois**
“Olá, sou Aimê Delaware Green, faz 4 anos que me casei e já se fazem 10 desde que escrevi em você pela última vez. Desculpe, mas prometi a mim mesma que só escreveria novamente quando eu nascesse novamente e bem acho que isso aconteceu. A vida me deu uma nova chance e essa chance se chama Lauren Delaware Green, sim, minha filha. Se ainda me lembro de tudo? Claro que lembro, mas isso não me afeta mais. Se tornou uma ferida cicatrizada que simplesmente está ali. Simplesmente. Alice? Alice está melhor, apesar de seu quadro ter piorado. Ela agora entende que Liv está morta e que eu sou Aimê. E que Luke nunca mereceu seu amor. Bem, logo a enfermeira vai trazer Lauren da maternidade para me visitar em meu quarto, é melhor eu me despedir... Até logo."
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