Who Is The Killer?
25 Capítulo 25
Notas iniciais
(Foto)
Aimê dirigia pela ilha sem se preocupar com a velocidade do carro. Ela vai até o porto e estaciona o carro de qualquer maneira.
– Daniel você precisa ter conseguido... Tom... — Ela coloca as mãos na cabeça. — Eu não posso ficar louca!
– Aimê! Hey! Algum problema? — um dos barqueiros veio correndo, parecia conhecer Aimê.
– Sr. Joel! — Aimê olha para ele. — Eu preciso de ajuda!
– Pode falar, minha querida, tem algo haver com essas mortes e explosões. — ele olha lamentavelmente para os barcos destruídos.
Os policiais logo chegariam ao local para averiguar.
– Luke! Ele fez tudo isso! Ele e Shane. — Ela olha para ele. — É uma longa historia.
– Luke, Luke Cappler, filho de Theo? Eu ouvi que Shane estava vivo, mas como? — Joel olha ela incrédulo.
– Ele é filho do Shane Joel, não do tio Theo. — Aimê suspira. — Precisa me ajudar. Alice corre perigo.
– Não acredito! Bem, eu tenho um walkie talkie, podemos contatar o xerife Hunter ou outro policial. — Joel olha ela.
– Hunter está morto, assim como todos os outros convidados do meu casamento. Luke matou todos eles.
– Eu não consigo acreditar, vem... Talvez Alexia nos ouça.
– Eu só quero acordar desse pesadelo Joel. — Aimê acompanha ele.
– Irá, vamos... — Joel indica seu carro.
Aimê entra no carro e suspira. Algumas lágrimas escorrem pelo rosto dela. "Calma Aimê, ainda não é o momento." Ela respira fundo e limpa o rosto.
– Hey. Alô! Alexia? — Joel fala no walkie talkie.
– Joel? — Alexia responde. — Tudo bem? Aconteceu algo?
– Vou passar para Aimê Delaware, ela precisava de você.
– Joel diz e entrega o walkie talkie para Aimê.
– Alexa?
– Sim Aimê?
– Você sabe onde é a casa do Luke?
– Luke o pescador?
– Sim, ele mesmo.
– Sei sim, aconteceu algo?
– Sim e preciso da sua ajuda e de uma equipe de policiais lá, Alice corre perigo.
– E o Hunter? Tudo bem com ele?
– Hunter está morto xerife.
– Ai meu Deus! Não pode ser.
– Sim xerife, ele morreu na minha frente. — Aimê suspira.
– Te encontrarei lá. — Alexa desliga o walkie talkie e vai para a casa de Luke.
– Faço questão de levar você lá. — o homem sorri e liga o carro.
– Obrigada Joel. — Aimê sorri.
Daniel continuava sua trajetória pelo mar, ele havia deixado o celular em cima do motor, estava desistindo de seu plano logo que o sinal não aparecia.
– Socorro! — ele berrava vendo apenas o mar em seu horizonte, sabia que o motor cedo ou tarde poderia parar.
– Alguém me ajuda! Não sei o que fazer! — ele berrava desesperadamente.
Ele continuou assim por longos minutos, clamando por ajuda. Depois de tanto gritar e chorar, Daniel ajoelhou-se e levantando as mãos aos céus, clamou fortemente.
– Deus, sei que está me ouvindo! Não sou perfeito, nem a melhor pessoa. Mas por favor, todos falam que é amoroso, tenha compaixão! — ele clama dolorosamente.
Parecia que neste instante só havia restado a Daniel a fé que Charlotte o ensinara. Ele fechou os olhos e manteve os braços abertos por alguns segundos, segundos silenciosos. Entretanto, algo o assustou, sons, sons de mensagem, o toque de suas mensagens tocava freneticamente.
Ele abriu os olhos e olhou para o aparelho que vibrava enquanto repetia o toque. Certamente uma quantidade excessiva de mensagens estavam chegando.
– Obrigado. — ele suspirou e olhou para os céus.
Daniel correu até o celular e sorriu animado, até deu um grito de vitória e mal ligou para as mensagens. Foi direto nos contatos e encontrou o número de seu tio Raphael, irmão de Guilhermo. Raphael era delegado e saberia o que fazer.
– Atende tio... Atende... — ele disse colocando o aparelho no ouvido.
– Alô, Dan... O que houve? E por que cancelaram o casamento? — Raphael questiona já que iria a Folk na balsa dos outros convidados. Esta havia sido cancelada.
– Tio esqueça o casamento, esqueça tudo. Só mande a policia, o FBI... Para a ilha de Folk. Tem um serial killer matando todos lá. E estou em alto mar, mande a Guarda Costeira me apanhar.
– Mas, meu sobrinho... Me explique melhor.
– Tio não temos tempo faça o que lhe disse, por favor. É sério! — ele berra desesperado.
Raphael confia.
– Tudo bem... E Dani você está sendo um herói. — Raphael se orgulha.
– Obrigado tio, mas seja rápido.
– Certo. Vou agora mesmo salvá-los. O tio te ama. — Raphael fala ao desligar.
– Eu também.
Alexa ia para a casa de Luke junto com os outros policiais.
– Vocês vão para os fundos, vocês me sigam e se separem lá dentro. — Alexia orienta a equipe e eles entram na casa.
Alice estava ajoelhada entre os corpos, o canivete estava em sua mão e o sangue em seu rosto já estava seco. Ela olhava para um ponto fixo na parede, parecia estar fora de órbita.
Um dos policiais abre a porta dos fundos e vai entrando na casa.
Ele nota que a casa parecia-se com uma prisão, janelas com proteções metálicas e grades.
Alexa segue pelo corredor e ao ver uma porta aberta ela entra no quarto.
– Meu Deus! — Ela grita ao ver a cena. — Alice?
A loira continua da mesma forma, intacta.
– Achou ela Alexia? — um dos policiais dizem vindo logo atrás. — e se espanta com a cena.
– Sim. — Alexa olha para o policial. — Alice?
– Eles chegaram! — Aimê desce do carro assim que Joel estaciona e corre para a casa. — Me deixem entrar! — Ela empurra os policiais e entra na casa. -Alexa?
– No quarto Aimê!
Aimê corre para o quarto e para na porta ao ver a amiga.
– Alie? — Ela se aproxima.
Alice vira o rosto e encara Aimê.
– Ele morreu...
– Sim, ele morreu Alie.
– Eu fiz isso... — Alice sorri de lado. — Eu...
– Alice você está em choque. Vamos embora daqui.
– Ele disse que semlre vai te amar, assim como vai amar a Liv e a mim...
– Alice ele era doente.
– Vocês sempre estiveram no meu caminho. Liv com aquele jeito de moleca dela, você sempre tendo tudo o que quis e eu? A única coisa que eu pensei que era só minha, o amor dele que era pra ser só meu, vocês duas tiveram também! — Alice se levanta com o canivete em mãos.
Alexa olha para Alice e se prepara para impedir ela caso ela atacasse Aimê.
– Alice pelo amor de Deus! Acha que eu queria o amor do Luke?
– Não sei... Você sempre teve o amor do meu irmão, depois veio o George e logo depois o Jason... Você sempre teve tudo Aimê! Tudo! — Alice passa a mão pelo rosto.
– Vou ligar para o legista. — o policial sai do quarto e apanha seu walkie talkie.
Joel entra na casa e se surpreende com a prisão que ela transparecia, ele vê a cadeira e as cordas e coloca a mão na boca.
– Hey, acalmem-se. — Joel diz se aproximando delas.
– Joel é melhor ficar lá fora. — um policial fala.
– Como vou me acalmar se eu não tenho mais ninguém? — Alice olha para eles.
– Você tem a mim Alie. — Aimê olha para ela.
– Não tenho ninguém...
– Você tem a Aimê, são amigas desde bebês. — o policial diz a elas.
– Não... Eu não tenho mais ninguém... — Alice olha para o canivete e depois para eles. — Vão embora.
– Alice me dá isso... — o policial se aproxima dela.
– Não chega perto de mim! — Ela grita e se afasta.
– Alice por favor! — Alexa olha séria para ela. — Pensa no Hunter!
– Cala a boca! Não fala do meu irmão!
Aimê corre para fora do quarto.
– Joel, o centro médico. É longe daqui?
– Não, Aimê. — Joel diz.
– Alice, me entrega esse canivete, agora. — o policial se aproxima mais.
– Me leve até lá o mais rápido possível. — Aimê sai pra fora da casa.
– Fica longe! — Alice corta a mão dele.
– Já chega! — o policial se irrita e imobiliza Alice.
– Me solta! — Alice grita. — Alexa!
– Desculpa Alice, mas ele está certo. — Alexa se aproxima e algema Alice. — Hunter faria o mesmo...
– Não fala do meu irmão! — Alice grita e se debate para se soltar.
– Cala a boca! Seu irmão se assustaria com isso. — o policial fala vendo o sangue em sua mão.
Alice olha para ele.
– Quem você acha que é pra falar do meu irmão? Ele fez muito por essa ilha, diferente de vocês! — Alice já não falava coisa com coisa.
– Chega Alice! — Alexa grita. — Você está fora de si!
– Acho melhor levá-la daqui. — o policial sugere a Alexia.
– Não! Eu não vou sair daqui! — Alice pisa no pé dele e corre dali.
– Alice! — Alexa corre atrás dela.
– Alie! — Aimê segura a amiga e aplica uma dose de tranquilizante no braço dela, fazendo a amiga desmaiar. — Ainda bem que o Dr. Sherman tinha essa dose no centro médico.
– Pobre Alie... Eu não sei o que faria se estivesse na pele dela. — Joel olha ela.
– Ela surtou. O que vou fazer agora? — Aimê suspira.
– Vamos embora daqui. — Alexa olha para ele e indica o corpo de Alice para que um dos guardas peguem ele.
Um dos policiais apanham o corpo de Alice enquanto o legista sai de seu carro e indo até a cena do crime.
– Larry venha comigo. — Alexa acompanha o Legista. — James, leve eles para a delegacia. Encontraremos vocês lá.
– Certo! — James segue com o carro para a delegacia.
A lancha continuava cruzando o oceano, Daniel estava ficando com fome e sede, havia bebido água pela última vez no centro médico e isso já fazia pelo menos umas 2 horas.
– Por favor! Alguém?! — Daniel gritava sem sucesso.
De repente um pequeno salto da lancha, fez Daniel vir ao chão, parecia que o motor estava falhando. Acontecem mais 3 saltitos e posteriormente a lancha para de funcionar.
– Não! Isso não pode ser verdade. — ele fica desesperado e se levanta.
Ele olha para o horizonte e enxerga simplesmente a imensidão azul do mar.
– Socorro! Socorro! — ele berra.
O motor faz um barulho estranho, isto chama a atenção de Daniel que vai se aproximando lentamente. Daniel para fronte a caixa do motor e respirando fortemente a levanta, ele consegue ouvir um barulho metálico como se a tampa da caixa estivesse ligada a algo.
Um tiro faz o garoto voar e cair na lancha. A tampa estava ligada ao gatilho de uma espingarda. Daniel morreu instantaneamente.
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