Who Is The Killer?
17 Capítulo 17
Notas iniciais
(Foto)
Flint e Heather começam a subir a escada para saírem do túnel.
– Que... Quem tá aí? — Liv aponta a espingarda para a escada.
– Calma Liv... Somos nós. — Flint fala no topo da comporta.
– Flint! Heather! — Liv larga a arma e ajuda eles a saírem da comporta.
– Liv... — Flint abraça ela e dá um selinho nela. Era bom sentir algo tão caloroso depois de ver o corpo de Dorothy e Guilhermo.
Heather sorri para eles e sobe para a sala.
Liv retribui ao selinho de Flint e o abraça forte.
– Onde estão os outros?
– Havia uma bifurcação, eu e Hunter seguimos a trilha de sangue e achamos Dorothy. — Flint faz que não com a cabeça dizendo que ela morreu.
– Ai meu Deus! A Dorothy não. — Liv balança a cabeça negativamente.
– Guilhermo e Heather seguiram a outra direção e encontraram Charlotte, mas Shane desacordou Heather... E... — Flint não sabia como contar que Guilhermo havia morrido.
– E? Cadê eles Flint? — Liv olha para ele. — Não me diga que eles estão...
– Mortos? Meus pais estão mortos? — Emma olha para eles. — Diz que é mentira!
– Não! Quando chegamos lá achamos Heather desacordada e não havia sinal de Shane e Charlotte, mas... — Flint não sabia o que falar a Emma.
– Fala Flint! — Emma fala desesperada. — Meus pais estão vivos?
– Emma fica calma. — Liv olha para a garota.
– Sua mãe eu não sei... Mas, Guilhermo... Guilhermo está morto. — Flint fala e fecha os olhos, era demais para ele dar tamanha notícia.
– Não! — Emma se encosta na parede e escorrega até o chão. — Não pode ser...
– Calma. — Liv abraça Flint.
– Droga! — Flint berra e aperta Liv, de todos ali, ela tinha o abraço mais confortante.
– Emma! Emma! — Daniel veio correndo em prantos, Jason o seguia — Não Emma! — Daniel berrou incrédulo na notícia que Heather contou a todos.
– Daniel! — Emma se levanta e corre em direção ao irmão. Ao se aproximar dele, ela o abraçou forte. — Diz que é mentira.
– Vamos sair daqui. — Liv olha para eles.
– Meu pai, eu vou atrás dele! — Dani tentou correr em direção do túnel, mas Jason o agarrou por trás.
– Dani, não faça isso... — Jason falou abraçando ele por trás.
– Dani, por favor. — Emma chorava chegando a soluçar. — Fica comigo.
– Mas mana, o pai, o corpo dele... NÃO! — Daniel berrou e chorava nos braços do tio.
Emma vai até o irmão e o abraça. Liv subia com Flint para a sala.
– Tio Jason e agora? — Emma sussurrava, não tinha forças nem para falar.
– Agora vamos nos unir, nos fortalecer e ir embora. Precisamos ir embora. — Jason fala abraçado as 2.
– Eu quero ir embora logo, com a minha mãe e pronto. — Emma se afasta deles. — O corpo do meu pai. Preciso dele. — Emma vai para a fornalha e começa a descer para entrar no túnel.
– Não Emma... Não é seguro. — Jason a segura — Fique aqui comigo, Em. Por favor.
– Tio Jason meu pai. — Ela olha para ele e para Daniel. — Não posso deixa-lo lá.
– Mas vai deixar... Emma, infelizmente o corpo agora não representa mais nada, ele se foi... — Jason olha nela.
Emma se solta dele e senta no chão.
– Não... — Ela chora incansavelmente.
Dani senta ao lado da irmã e passa o braço por ela, chorando de um forma dolorosa. Jason se ajoelha atrás dos sobrinhos e abraça-os, chorava também.
– Achei vocês. — Aimê e Sheyla vinham pelo corredor.
A jovem se ajoelhou ao lado do noivo e os abraçou.
Daniel gemia de dor, não sabia como levantar dali e ir simplesmente embora, o pai não voltaria e essa realidade era dolorosa.
– Crianças. — Sheyla ajoelha na frente deles e segura na mão de Emma e Daniel.
Daniel mal conseguia olhar Sheyla sabia que todo esse alvoroço passaria, mas por enquanto a dor estava latente.
– Sei que é difícil pedir isso, mas mantenham a calma. Acharemos a Charlotte e iremos embora. Vocês tem a mim, Jason e Aimê. Não estão sozinhos.
– Sheyla tenta transmitir tranquilidade a eles.
– Sim, ouçam a Sheyla ela passou por uma situação parecida e está conseguindo superar.
– Meu pai... — Emma chora abraçada com Daniel.
Aimê abraça eles, sabia o que Emma sentia. Ja passou por isso.
– Caramba isso é terrível... Guilhermo... — Phill disse olhando para Heather.
– É, ele ajudou a soltar a Charlotte e depois eu não vi mais nada. — Heather olha para Phill e pega o saquinho de gelo e coloca na nuca. — Obrigada Ive.
– De nada Heather. — Ive sorri.
– Espero que Hunter consiga salvar a mãe daqueles garotos. — Luke diz olhando pela porta da pousada.
– É tudo que eu espero Luke. — Alice senta na escada.
– Sorte do Gordon que deve estar entrando no barco agora. — Phill comenta.
– Deveríamos ter ido com ele. — Maya comenta.
– Ou não... Não temos certeza se ele conseguiu. — Flint fala e suspira. Não gostaria de pensar assim, mas atualmente era o que poderia ter acontecido.
– Para Flint! Vira essa boca pra lá! — Maya olha para ele.
– Desculpe... — Flint suspira e pega na mão de Liv.
Liv faz carinho na mão de Flint e dá um selinho nele.
– Hey! Pessoal! Tem alguém vindo ali. — Luke disse vendo uma penumbra pelo vidro da porta.
Liv pega a espingarda e aponta para a porta. Phill se levanta e olha pela porta junto com Luke.
– Heather acenda as luzes da varanda. — Phill pede vendo a pessoa subir as escadarias.
Heather faz o que Phill pede e sobe a escada com Maya e Ive.
– Hunter! — Luke fala o reconhecendo.
Mas, Luke muda seu semblante ao ver que Luke trazia um corpo nos braços.
– NÃO! — Flint fala ao ver Charlotte, havia criado um carinho pela mulher.
– Hunter? — Emma se aproxima deles e abre a porta. — MÃE! — Ela berra ao ver o corpo da mãe.
Alice, Ive, Heather e Maya descem a escada e Liv solta a espingarda.
– Meu Deus! — Aimê coloca a mão na boca.
Sheyla segura o braço da filha e abraça ela.
– MÃE! Mãe, não... Você não... — Daniel senta no chão e fica por lá mesmo. Perdeu todas as forças.
Jason que havia com os sobrinhos fica estático e se lembra de uma conversa que teve com Charlotte depois da morte de Dorian.
“ Jason sentou na escadaria da pousada, acabaram de chegar da igreja e ele mal sabia como consolar a esposa. Dorian tinha dado um ponto final trágico ao casamento.
– Hey. Como está? — Charlotte se aproxima de Jason e senta ao lado dele.
Jason não falou nada, apenas colocou a cabeça no colo dela e deixou algumas lágrimas rolarem, desde quando era criança deitava no colo de Charlotte para desabafar com ela.
Charlotte olha para Jason e suspira. Ela faz carinho na cabeça dele e espera que ele fale. Era como um ritual dos dois.
– Acabou Char... Meu casamento acabou... — Jason olha ela, o resto dela sempre brilhava, era linda e lembrava tanto a mãe deles.
– Não acabou Jason, apenas será adiado por um tempo. Isso foi uma tragédia, mas enfrentaremos isso juntos. — Charlotte passa a mão no rosto dele fazendo carinho nele.
– Mas, Aimê, mal olha na minha cara... Ela pode estar traumatizada. — Jason suspira longamente.
– Ela está, acabou de perder o pai, mas ela tem você que vai ajudá-la a enfrentar isso. E você tem a mim todo momento que você quiser. — Charlotte sorri.
– Mas, Char ela está bloqueando... Eu não sei.
– Dê tempo a ela Jason, Aimê está agindo como eu agi com Guilhermo quando nossos pais se foram. Não deixe o amor que você sente por ela ser esquecido por causa dessa tragédia.
– Tem certeza Char, sabe que sempre confio no que diz. — Jason abre um sorriso e olha a irmã.
– Eu te amo Jason. — Charlotte abraça ele.
– Eu te amo, minha irmã. — Jason abraça ela, saindo de seu colo.”
– Mãe! — Emma abraça o corpo de Charlotte. — Não...
Hunter segurava o corpo e olhava para ela muito gélido, seu coração estava bagunçado e sua mente remoia a cena da morte de Charlotte.
– Hunt? — Alice segura no braço dele assim que Jason tira Charlotte do colo dele.
– Alie, precisamos conversar... Preciso te contar tudo... — Hunter falou com dificuldade.
– Não agora. — Alice abraça ele.
– Sim... — Hunter suspira — Alie promete que vai tentar ao máximo me entender?
– Prometo Hunt. — Alice caminha pra dentro da pousada com ele.
– Charlotte... — Jason chorava ter o corpo inativo da irmã nos braços, era algo terrível de mais e ver a sobrinha tentando abraçar o corpo ou até mesmo o sobrinho jogado no chão molhado de lágrimas, Jason estava quebrado.
Aimê estava ao lado de Jason, e assim que ele se ajoelhou no chão, ela se abaixou com ele.
– Jason... — Ela abraça ele por trás.
Sheyla estava com Daniel, não tinha palavras para conforta-lo, apenas o abraçou e deixou que ele chorasse.
Jason segurou na mão de Emma e chorava com a sobrinha com a cabeça sobre o corpo da irmã.
Phill abraçou Ive, Flint abraçou Liv. Luke se aproximou de Heather e suspirou.
– O que quer falar Hunt? — Alice fecha a porta da biblioteca.
– Sobre tudo... — Hunter senta numa cadeira.
Alice vai até Hunter e senta de frente para ele, olhando para ele esperando que ele comece a falar.
– Há 3 anos me tornei o xerife de Folk. No início tudo foi fácil, pacífico, apenas algumas brigas no Lennery, nas quais geralmente Liv e sua espingarda davam um jeito. — Hunter começa.
Alice olha nos olhos de Hunter, não queria analisá-lo, mas não conseguia evitar.
– Mas, ai Larry, o legista me chamou para uma conversa séria. Ele me provou que Shane havia sobrevivido ao incêndio... As provas Maya acabou encontrando em minha casa. — Hunter continua.
– Porque... Desculpe, continue.
– Eu fiquei extremamente furioso com ele por ter escondido de todos, mas... Aceitei a causa. — Hunter suspira.
– Mas você escondeu de todos também Hunter. Porque?
– Sabe Alie, antes de decidir isso, eu precisei de um tempo, dei uma volta pela ilha... Sabe o que vi? — Hunter olha ela.
– O que? — Ela olha para ele curiosa.
– Sabe vi cada família que havia sofrido no primeiro massacre de Shane, retomando sua vida, reinventando, sabe... Voltando a sorrir... Liv, Luke estavam sorridentes em mais uma missa com o Padre Adriel. Eu não deixaria Shane mais uma vez roubar essa alegria, eles mereciam serem felizes. Todos viveriam em paz e Shane seria somente uma marca do passado, ninguém se tornaria o que eu tornei... Eu abracei todo esse tormento somente para mim e não importava ver Liv, Luke ou qualquer que seja sorrindo por aí, fazia tudo valer a pena. — Hunter começou a chorar e não cessou.
Alice olha para Hunter e o abraça.
– Eu te entendo Hunt. Você guardou pra si.mesmo para não fazer os outros sofrer, mas quem acabou sofrendo foi você. Deveria pelo menos ter me contado, eu te ajudaria de algum jeito.
– Eu queria gritar prá todos Alie! Mas só eu que deveria ficar noites sem dormir, acreditando ter o visto na varanda ou na janela, só eu deveria criar a paranoia, viver preocupado e caçando qualquer vestígio. Não Alie, mas cada noite mau dormida valeu a pena... Crianças nasceram e cresceram e continuam vivas sem medo, correndo por aí Alie, como nós corríamos. Eu, você, Aimê, Luke e a Liv.
– Não Hunt. — Alice se afasta dele. — Não valeu a pena pra você! Olha em que ponto você chegou! Ele brincou de gato e sapato contigo! Você merecia uma vida normal, não uma vida atormentada por esse cara!
– Mas Alice... — Hunter gemia de dor, talvez ele merecesse.
– Ele conseguiu o que queria Hunter! — Alice coloca a mão no rosto. — Estamos brigando por causa dele!
– Eu mereço esse sofrimento... — Hunter concluiu e ficou paralisado.
– Não merece não Hunt!
– Eu matei aquele suposto assassino! Eu sou um assassino. — Hunter suspira — Foi legítima defesa, mas gostei de matá-lo... Até perceber que por ser muito novo não era Shane.
Alice se levanta e se afasta de Hunter.
– Gostou?
– Sim... Como se tivesse vingado nossos pais, Theo pai do Luke ou a mãe da Liv... E todas as outras percas... Não sou uma boa pessoa, talvez merecesse toda a dor e sofrimento que suportei por esses anos.
– Mas depois que viu que não era o Shane você sofreu.
– Sim... Mas esse sofrimento ainda é pouco pro que fiz... Eu matei Charlotte, Alice... Fui eu! — as lágrimas escorriam incanssalvemente e pingavam na calça.
– Você o que?! — Alice olha para ele sem acreditar.
– Quando vi Shane, converti todo o meu ódio dele num simples tiro, mas esse tiro acertou Charlotte. Eu sou um assassino. — Hunter escondeu seu rosto, não queria que Alice olhasse para ele sentisse vergonha, nojo, raiva...
Alice se ajoelha na frente de Hunter e faz com que ele olhe para ela.
– Você não é um assassino. A culpa é dele.
– Eu sou... — Hunter caiu de joelhos ao chão e gemia de dor e agonia. Shane havia destruído sua vida.
– Não, você não é! — Alice olha para ele e se levanta. — Eu ja volto. — Ela sai da biblioteca e pega uma das espingardas. Ela sai pelos fundos e correndo até a casa de Shane.
– Hunter? — Emma entra na biblioteca e ao vê-lo daquela maneira ela corre até ele. — Hunter...
Hunter não conseguiu ir atrás de Alice. Ele estava um caco, seu sofrimento se comprimia e saia em seus olhos.
– Em... Eu não mereço sua preocupação. — Hunter disse quando Emma entrou pela porta.
– Não fala isso. — Ela olha para ele. — Porque está assim?
– Eu não sou uma boa pessoa. Tento ser, mas não sou... — Hunter limpou as lágrimas.
– Claro que é Hunter. — Emma segura nas mãos dele.
– Se soubesse o que fiz, não acharia... — Jason suspira de novo.
– Se soubesse o que fiz, não acharia... — Hunter suspira de novo.
– Duvido. Vamos embora dessa ilha conosco.
– Não posso, alguém tem que proteger os civis e acaba com Shane de uma vez. — Hunter se levanta.
– Vamos todos embora, deixar essa ilha vazia.
– Não Em... Você, o pessoal, Sheyla... Vocês vão e quero que leve minha irmã e Liv. Eu ficarei. — Hunter olha ela firme.
– Não vou sem você. — Emma olha nos olhos dele.
– Vai sim... Daniel precisa mais de você do que imagina... — Hunter sorri a ela.
– E eu de você.
Hunter mantém os olhos nela.
– Por que? — ele fica sem entender a princípio.
– Não sei Hunter, mas sinto que não posso mais ficar longe de você, mesmo sabendo que você ama a Aimê, eu não consigo evitar o que eu sinto.
– Como... — Hunter olha ela e vê seus olhos brilharem de sinceridade — Por favor Emma, não torne tudo mais difícil... — Hunter havia matado sua mãe e se sentia mais culpado agora por isso.
– Desculpa Hunter.
– Tudo bem... Obrigado por ter enxergado algo bom em mim. — ele sorriu, apesar de culpado.
– Impossível não enxergar. Eu vou embora, mas antes... — Emma se aproxima dele e o beija.
Hunter não sabe o que fazer, mas talvez o beijo desse um sentimento novo a ela, que poderia talvez camuflar a dor da perda dos pais.
Emma se afasta de Hunter e olha nos olhos dele.
– Seja feliz Hunter.
– Obri... Obrigado, Em... — Hunter gostou do beijo há muito tempo não sentia algo tão bom e se Emma havia achado algo de bom nele, talvez não fosse um assassino.
– Não precisa agradecer. — Ela sorri.
– Vem, vamos fazer um funeral a sua mãe. — Hunter se levanta motivado a fazer que os ajude a aliviar a dor das perdas.
– Vamos enterrá-la na cidade, junto com meu pai. — Emma olha para ele.
– Então, chame a todos e fale para eles irem à sala de estar... — Hunter corre dali.
– Tudo bem. — Emma vê ele sair e vai até a sala.
– SHANE! — Alice berra na frente da casa. — Saia daí!
– Alice Grayson. — Shane disse ao sair da cabana e olhá-la.
– Shane Kingston. — Alice trinca os dentes ao olhar para ele.
– A que devo a honra da visita? — ele já vê a espingarda na mão dela e sorri.
– Hora de acertarmos nossas contas.
– Sabe Alice... De todos você sempre me surpreendendo. — Shane andava pela frente da cabana.
– E você nunca mudou Shane!
– Vindo me desafiar pessoalmente, bem o contrário dos outros. Uma atitude digna. — Shane fica atento as movimentos de mãos dela, não seria bom levar um tiro, teve sorte de ter usado Charlotte a seu favor.
– Porque não foi embora? Porque fez tudo isso conosco de novo?
– É divertido. Seu irmão sabe o quão pode ser bom matar alguém. — ele gargalha psicótico.
– Então acho que vou descobrir isso também! — Alice puxa o gatilho da espingarda e erra o tiro. — Você acabou com a minha vida, com a vida daquelas pessoas, a morte é muito pouco pra você!
– Seu descontrole emocional atrapalha sua pontaria. Morgan não lhe ensinou a atirar, não? — Shane disse frio, mas se aliviou por ela ter errado.
– Cala a boca! Não fala do meu pai!
Shane usava o descontrole dela a seu favor.
– E a doce Diana... Pobre Diana, ainda mantenho os gritos dela em minha mente. Sabe o que ela priorizava em dizer, para eu poupar sua vida e de Hunter.
– CALA A BOCA! — Lágrimas de raiva escorriam pelo rosto dela.
Shane se aproximou e segurou na arma.
– Mas vou atender o pedido de Diana. Vá! E seja forte para se salvar e seus amigos. — Shane fala a ela.
– Vai embora, já fez demais Shane. Provou que é melhor que todos.
– Precisa saber que o que estou fazendo agora vai além de mim... E se veio aqui para pelejar por sua vida ou a de seus amigos, sinto muito. Mas você perdeu o seu tempo. — Shane apanhou a arma da mão dela e apontou para Alice — Agora vá! Corra!
Alice olha uma ultima vez para Shane e corre de volta para a pensão.
Shane observa ela ir, não sabia o porque tinha poupado, mas gostou dela ser como a mãe, atrevida e repleta de coragem.
Alice corre o mais rápido que consegue e assim que chega na entrada da pousada, ela se ajoelha e pega fôlego. Doía ouvir Shane falar de seus pais, doía ainda mais pensar que a qualquer momento, mais alguém poderia morrer.
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