Notas iniciais
Mais um pra vocês. Mil desculpas pela demora ~le sorriso sem graça~ ~Enjoy~

O dia amanheceu, todos organizavam suas malas para irem embora não sabiam como, mas a prioridade era sair deste lugar.

Aimê estava sentada na cadeira da varanda olhando para o jardim. Ela não iria embora, mesmo que todos insistissem, ela iria ficar na ilha e iria acabar com o assassino do seu pai.

– Pronto meu amor, arrumei suas malas e certifiquei que algum empregado arrumasse a de Sheyla. — Jason fala entrando nos quarto.

– Eu não vou Jason.

– Mas é claro que vai. E nem vou discutir com você sobre isso. Vamos tomar café, vem. — ele estende a mão prá ela.

– Não. — Aimê nem olha para Jason.

– Aimê por favor. — Ele continua com a mão estendida.

– Não. — Ela continua olhando fixamente para o jardim.

– Ok, desculpe... — Jason sai do quarto e fecha a porta.

Assim que Jason sai, Aimê desaba em lágrimas. Não queria chorar na frente do noivo.

Jason desce as escadarias e vai até a cozinha, mas começa a ouvir um pequeno tumulto.

– Não! Minha Charlotte, ela não pode ter simplesmente sumido.

– Calma, Guilhermo, por favor... — Gordon insistiu.

– Não quero ficar calmo. — Ele saiu da cozinha e trombou em Jason.

– Hey! O que houve?! — Jason segurou ele.

– Sua irmã Jason... Ela desapareceu... — Guilhermo falou em meio ao choro doloroso.

– Como assim minha mãe sumiu? — Emma olha para o pai e sente os olhos se encherem de lágrimas.

– Minha filha... Eu não sei, ela não estava lá de manhã. — Guilhermo vai até a filha e a abraça.

Emma retribui ao abraço do pai e chora.

– Não, minha mãe não.

– Calma... Cadê Daniel?! Daniel! — Guilhermo berra.

– Aqui pai! — Daniel desce as escadas com uma cara péssima de sono.

– Calma pai. — Emma olha para ele.

– Vamos procurá-la, precisamos procurá-la! — Guilhermo corre em direção a porta de saída, porém é barrado por Hunter que entrava na pousada.

– Hey onde vai? — Hunter o segura.

– Pai! — Emma vai atrás dele. — Minha mãe sumiu Hunter.

– O quê?! Calma Guilhermo vou pegar a viatura e ir atrás dela. Mas gostaria que o resto do pessoal fosse embora da ilha. — Hunter diz e fecha a porta.

– Eu vou com você nas buscas.

– E irá, mas o resto... Quero que todos voltem para a cidade.

– Voltaremos. — Maya desce a escada e fuzila Hunter.

– Eu vou com vocês. — Emma vai até eles.

– Eu também vou, é minha mãe. — Daniel olha Guilhermo e Hunter.

– Que seja, não temos tempo mesmo. O restante pode ir embora.

– Eu também procurarei, é minha irmã. — Jason olha eles.

– Eu também! — Gordon e Christian falaram quase que ao mesmo tempo.

– Ou seja, vão todos... — Alice olha para eles.

– Podemos nos dividir em grupos de busca como quando fomos procurar Daniel. — Phill fala descendo as escadas com Ive.

– Ou ler esse bilhete. — Heather desce a escada com um papel em mãos e entrega para Guilhermo.

– Todos somos escravos do tempo e o tempo de Charlotte está passando. Tic-tac, tic-tac... Espero que se divirtam na busca, joguem o jogo. — Guilhermo lê em voz alta e rasga o bilhete furioso.

– Sei que vai contra tudo que penso, mas momentos como esse precisam de medidas desesperadas. Vamos nos dividir e procurar Charlotte. — Hunter fala seriamente e com um olhar frio.

– O que aconteceu? — Aimê desce a escada.

– Charlotte despareceu. — Jason fala a noiva e vê Sheyla descendo.

– Não. — Sheyla olha para eles. — Vamos logo. — Ela desce a escada.

– Não Sheyla... Você e Aimê precisam voltar para a cidade. — Hunter olha elas.

– Eu não vou voltar xerife. — Aimê desce a escada. — Vamos atrás da Charlotte.

– Não Hunter tem razão, precisava voltar com sua mãe... — Jason para ao lado de Hunter e fica irritado pela teimosia da noiva.

– Não vou voltar e não tentem me levar a força.

– Aimê não complica tudo prá mim. Liguei mais cedo e há um barco esperando vocês. — Hunter — Precisa ir com sua mãe, por que tenho certeza que os outros vão querer ficar.

– Eu não vou! — Aimê passa por eles e pega uma chave. — Vou atrás da Charlotte. — Ela sai da pousada indo para fora.

Jason corre atrás dela.

– Hunter deixa que eu levo Sheyla para o barco. — Gordon diz.

– Mas...

– Ela não vai sair daqui. Eu levo a Sra. Delaware. — Tudo bem, Gordon e obrigado. — Hunter olha para Sheyla — Tudo bem prá você Sheyla?

– Não. Eu também não vou. — Sheyla olha para eles. — Desculpem contraria-los, mas eu fiquei aqui com a Charlotte e eu só irei quando encontrarem ela. Sei que isso é o que o Dorian faria.

– Mas Sheyla... Você no tem psicológico o suficiente para ficar aqui. Por favor... Irá ajudar mais indo com Gordon.

– Hunter, eu não irei. Viemos todos juntos e voltaremos juntos.

– Não façam isso comigo pessoal, vocês não sabem com quem estão brincando, por favor.

– E você sabe Hunter? — Maya cruza os braços olhando para ele.

– Claro que não, mas trata-se de um psicopata. — Hunter coça o cabelo.

– Você não vai sair sozinha e pronto. — Jason diz entrando na pousada com Aimê em seu colo.

– Me solta! — Aimê dá uns tapas leves nas costas dele. — Jason!

– Então vamos enfrentar isso juntos e acabar com ele juntos Hunt. — Alice olha para ele.

– Enquanto vocês batem papo, o tempo passa. Vamos logo atrás da minha mãe! — Emma caminha para fora da pousada tentando ser forte.

– Não é bem assim... — Hunter olha Alice.

– Para Aimê! Para! Ninguém vai sair sozinha.

– Vou com minha filha. — Guilhermo sai atrás de Emma.

Daniel os segue.

– Eu vou com a família. Jason cuide do restante. — Hunter vai saindo dali.

– Não preciso de babá! — Aimê esbraveja.

– Vamos fazer o seguinte então... Eu, Gale e a Alie vamos dar uma olhada pela mata. Certo?

– Eu, Ive e a Aimê podemos ir no meu carro verificar o vilarejo. — Phill sugere.

– Certo. E o resto fiquem aqui e nos esperem. — Jason diz.

– Tudo bem. — Ive e Aimê seguem Phill.

– Vem Gale. — Alice vai com ela para fora esperando Jason.

– Ta né. — Heather dá de ombros e senta na escada.

Charlotte estava recuperando sua consciência aos poucos, ela tenta abrir os olhos e assim que consegue ela vê tudo escuro, havia uma venda sobre seus olhos. Ela tenta mexer os pés e as mãos, mas ao tentar mexer ela sente seu punho e seu calcanhar se machucarem.

– Alguém me ajuda!

– Shiu... — Charlotte ouve uma voz. O indivíduo se aproxima da cadeira onde Charlotte está amarrada e abaixando-se, passa a faca levemente pelo pescoço da mulher.

– Vai me matar? — Charlotte sussurra para o indivíduo sentindo a faca em seu pescoço.

O indivíduo continua passando a faca pelo rosto de Charlotte de maneira um tanto sensual.

– Por favor... — Ela tenta se soltar mais uma vez, mesmo sabendo ser em vão. — Fala alguma coisa.

Ele vai até um canto da estrutura que parecia ser subterrânea e apanha uma garrafa d'água posteriormente vai até Charlotte e coloca próximo a sua boca.

Charlotte abre a boca e espera ele derramar a água em sua boca. Estava com sede e fome e esperava que fosse apenas água que ele estivesse oferecendo.

Ele virou lentamente, com uma certa gentileza, o líquido não tinha gosto, característica principal da água.

Charlotte bebeu a água e sorriu mesmo sem querer quando ele afastou a garrafa dela.

– Obrigada.

– Shiu... — Ele voltou a repetir.

– Desculpe se não posso nem te agradecer.

– Shiu... — Ele se afastou e apanhou um amolador, posteriormente foi afiando a faca.

– O que você está fazendo? — Charlotte sabia que tinha que ficar em silêncio, mas o medo e o nervosismo impediam ela disso.

Charlotte não obteve resposta, o indivíduo continuou amolando a lâmina em suas mãos.

– Porque matou o Dorian? Porque está fazendo isso? — Ela insistia em falar.

– Shiu!! — o indivíduo se irritou e foi prá perto dela novamente, colocando a faca em seus lábios dessa vez.

Charlotte sente a faca e seus batimentos se aceleram. Ela acena positivamente com a cabeça.

O indivíduo volta a amolar a faca, esta certamente seria utilizada e isso não demoraria muito. Ele fazia tudo com bastante calma, o que passava uma sensação de segurança, como se tivesse controle sobre tudo.

– Você é um babaca! Mata as pessoas a sangue frio, não tem nenhum sentimento. Eu tenho nojo de você! — Charlotte esbraveja.

O indivíduo para de amolar a faca e fica bastante silencioso. O que é bastante assustador.

Charlotte se encolhe onde está. Ela pensa em Guilhermo e nos seus filhos, como se um filme passasse em sua mente. Ela abaixa a cabeça e morde o lábio com força chegando a sentir o gosto de ferrugem em sua boca. Ela respira fundo e apenas espera o ataque do indivíduo.

O silêncio do indivíduo era mortal e a cada segundo a morte parecia cada vez mais evidente para Charlotte.

Ela ouviu os passos dele se aproximando e posteriormente sentiu um puxão em seu cabelo e a faca passando por sua bochecha. O corte ficou bem superficial, apesar de longo.

– Argh! — Ela resmunga baixo ao sentir puxão e o corte em seu rosto, estava ardendo e ela queria se defender.

Ele continuou deslizando a lâmina pelo rosto dela esperando que ela tenha entendido o recado.

Charlotte ficou em silencio, mesmo que quisesse gritar, ela tinha entendido que era um recado para ela ficar em silêncio.

O indivíduo colocou uma mordaça em Charlotte e saiu de perto dela. A última coisa que Charlotte ouviu foi um forte estrondo de uma porta de ferro se fechando.

– Aimê sei que é difícil o que está passando, mas Jason só quer ajudar você e você está repelindo ele.

– Ive para por favor, não quero falar sobre isso.

– Ive tem razão Aimê... Jason preferiu até deixar você sozinha. — Phill comenta e dirigindo, olhando ao redor para encontrar algo suspeito.

– Eu não quero demonstrar pra ele o que estou sentindo, não quero perder ele também.

– Não perderemos mais ninguém. Eu sei que Hunter vai pegar esse assassino e Karen e Terry apareceram na florestas contrariando tudo o que estão pensando. — Phill sabia que o que falou na verdade estava mais concreto de que aconteceria o oposto.

– Isso. Nós iremos embora e esqueceremos desse pesadelo que foi o dia de ontem. — Ive olha para eles.

– Vamos encontrar a Charlotte e assim vocês poderão ir embora.

– Você também irá, assim como sua mãe, que era prá estar partindo hoje. — Phill suspira longamente — São teimosas.

– Nossa vida sempre foi nessa ilha e uma parte dela foi tirada ontem. Eu não vou embora enquanto não tirar isso da família desse assassino. — Aimê fala friamente como se a vingança tivesse dominado ela, o que de fato ocorreu.

Ive olha para Aimê assustada, nunca tinha ouvido a garota falar daquela maneira.

– Aimê não fale assim... Você não pode perder sua essência. Não de esse luxo ao assassino. — Phill fala e estaciona o carro perto do porto quando vê Scott solitário tentando arrumar a rede para a pesca.

– Não vou discutir com você. Você não tem ideia do que estou sentindo. — Aimê sai do carro e vai até Scott. — Scott?

– Ela está me assustando Phill. — Ive desce do carro e olha para ele.

– Ignore-a, quando ela começar a falar sobre isso, finja que não está ouvindo.

– Hey, princesa Delaware... — Scott sempre a chamou assim desde a meninice.

– Tudo bem. — Ive suspira e olha para eles.

– É... — Aimê sorri sem graça. — Como você está?

– Como você está? — Scott repete a pergunta sabendo da situação dela.

– Acabada, sem chão. — Aimê suspira.

– Fiquei assim também, vem aqui. — Ele abre os braços esperando que ela o abraçasse. Apesar de não serem tão amigos, como Aimê é de Luke, Scott sempre foi um rapaz bom, quietão, mas bom de coração.

Aimê se aproxima de Scott e o abraça.

– Não sei o que fazer, só quero vingança.

– Eu também gostaria, mas não tenho coragem de matar alguém... — Scott abraça ela e lágrimas escorrem — Como alguém consegue tirar a vida de outra.

– Essa pessoa não tem coração Scott. Não tem sentimentos, não tem nada. — Aimê chora com ele.

– Ficamos aqui? — Ive sussurra para Phill.

– Vamos vasculhar por aí. Aimê nos encontramos depois. — Phill segura na mão de Ive e vai andando pelos barcos.

Ive segue Phill e vai olhando dentro dos barcos.

– Essa ilha é linda, como podem fazer uma coisa dessa?

– Eu estou tão triste pelo Jay Jay, no barco vindo prá cá ele só fala em colocar a aliança em Aimê e ouvir o padre dizendo: Pode beijar a noiva. E agora o padre sumiu e o casamento acabou. — Phill comenta entrando num barco com Ive.

– Nem me fale amor, o problema é a Aimê nessa fase sombria dela. — Ive suspira. — Ela não está ajudando em nada.

– Não e está repudiando Jason. Que está acabado vendo que seu casamento acabou. — Phill abre a porta do barco — Charlotte?!

– Ela precisa voltar em si. — Ive entra no barco e sem resposta acende a luz da cabine. — Charlotte?

– Bem, parece que não está... E agora Charlotte desaparecida. Amor você deveria voltar. Não quero que algo aconteça contigo. — Phill olha ela.

– E te deixar? Claro que não!

– Mas amor... Eu não sei o que vai ser de mim se algo acontecer com você como aconteceu com a Char. — Phill vau saindo do barco com ela.

– E você acha que eu sei se acontecer algo com você? — Ive segura na cintura dele e coloca o braço dele sobre os ombros dela. — Não posso te perder Phill.

– Eu também... Ao acharmos Charlotte, vamos embora daqui com ou sem outros, tá bem? — Phill achou seu comentário um pouco egoísta, mas perder Ive seria algo destrutivo, talvez a maior dor que nunca sentiu.

– Tudo bem meu amor. — Ive olha para ele e dá um selinho nele.

– Desculpe parecer egoísta. — Phill vê um pescador e vai se aproximando dele para questionar sobre Charlotte.

– Infelizmente nesse momento, precisamos ser egoístas. — Ive suspira e acompanha ele.

– Hey gostaria de lhe pedir uma informação. — Phill se aproxima dele.

– Claro... — ele disse parando de enrolar uma corda em seu braço.

– Você viu por aí uma mulher mais ou menos da minha altura, cabelos longos e castanhos, magra e de olhos verdes?

– Ive pergunta ao pescador.

– Não... Vemos poucas mulheres por aqui.

– Mas, não viu nada estranho pelo porto, nada que achasse suspeito. — Phill continua.

– Vocês por caso são da polícia? Nunca os vi aqui. — ele coça a barba e os encara.

– É que essa amiga nossa deve ter se perdido e estamos procurando por ela. — Ive sorri amigável ao pescador.

– Bem... Essa garota realmente eu não vi, mas ontem de madrugada vim dar uma olhada no meu barco e vi alguém, alguém todo de preto... Sei lá, fazendo algo bastante suspeito próximo aos barcos.

– Próximo da onde?

– No momento que eu vi, naquele lá. — o homem aponta um barco que ficava ao lado da passarela de madeira que ia até uns 15 metros mar a dentro.

– Vamos até lá. Obrigada. — Ive sorri e caminha em direção ao barco.

– De nada... — o homem volta a fazer o que estava fazendo.

– Que estranho, será que o assassino trouxe Char para um dos barcos.

– Tomara, assim podemos ir embora.

Phill se aproxima e abre a porta do barco.

– Charlotte?! Char? — ele questiona olhando para dentro do barco.

– Charlotte! — Ive pula dentro do barco e vai até a cabine.

– Nada! — Phill fala olhando ao redor, mas que coisa... O que será que pode ter acontecido aqui? — Phill olha ela.

– Não sei, pensei em uma armadilha, mas aparentemente, não tem nada. — Ive sai do barco e suspira. — Ele está jogando com nosso psicológico e sabe como fazer isso.

– Sim, ele afetou Aimê, como já afetou Alie e Hunter um dia. Só espero que Guilhermo e os filhos não sejam afetados. — Phill segue ela.

– Todos estão afetados amor. — Ive volta para a praia com Phill.

– Não amor... Não seremos afetados, não podemos.

– Não vamos, pelo menos nós dois precisamos ficar calmos pra ajudar os outros.

– Sim... Acho melhor levarmos nossa doidinha daqui. Aimê! Vamos! — Phill berra, vendo que já estava quase na hora do almoço.

– Doidinha é pouco. — Ive sorri e vai para o carro.

– Você vai ficar bem? Quer ir conosco? — Aimê olha para Scott.

– Vou ficar... Luke vai chegar... Ele tem o dom de me acalmar. Relaxa, princesa. — ele força um sorriso.

– Tem certeza? Eu fico se quiser.

– Relaxe. Precisa ficar com sua mãe. Dê meus sentimentos a Sra. Delaware. — Scott sorri.

– Darei. Fica bem. — Aimê dá um beijo no rosto dele e vai para o carro.

– Ficarei. — Scott sorri e volta a arrumar a rede.

– Tudo bem? — Phil pergunta quando ela entra no carro.

– Ele está desolado. Didi também foi morta.

– Oh meu Deus... Isso é terrível. Espero que ele se recupere e não fique depressivo. — Phill comenta e liga a partida do carro.

– Luke não deixaria isso acontecer.

– Esse Luke deve ser um grande amigo. — Phill continua dirigindo.

– Ele é. Como um irmão pra mim e louco pela Alie. — Aimê sorri. — Porque isso tinha que acontecer? Logo agora? — Ela suspira.

– Isso tudo é tão confuso, mas eu não consigo tirar da cabeça que a morte de seu pai foi planejada, assim como depois o sequestro de Char e tem a morte dessa garota Didi. O sumiço do padre. Tudo parece estar ligado. — Phill fica pensativo.

– E ainda tem o sumiço da Karen e do Terry e o Ryan. — Aimê olha para eles.

– O assassino estava agindo na nossa frente e não percebemos.

– Mas Ryan foi embora... A não... Emma disse que tinha um bilhete. O bilhete! — Phill exclama.

– Ai amor. Que susto! — Ive olha para ele.

– O bilhete! Como não pensamos nisso?! — Aimê exclama e olha para Phill um pouco confusa. — Mas o que tem o bilhete?

– Podemos comparar as letras, com o bilhete que Heather entregou a Guilhermo mais cedo. Caramba e se for... Coitada da Emma... — Phill solta o ar, seria a prova perfeita para as suspeitas de todos, Ryan morreu.

– Mas o Guilhermo rasgou o bilhete. — Ive olha para eles.

– Meu Deus, se ele morreu mesmo... A Emma não vai aguentar... — Aimê respira fundo.

– Caramba, ele rasgou... Droga! — Phill bate no volante e continua dirigindo.

Hunter estaciona a viatura fronte a uma estrutura cercada por árvores algumas estavam impregnadas na parede.

– Bem-vindos ao antigo centro médico de Folk Island. — Hunter sai da viatura — É um prédio abandonado, um bom local para verificar.

– Esse lugar me dá arrepios. — Emma desce do carro.

– Não só em você... — Daniel desce logo atrás.

– Emma, Daniel... Fiquem no carro, é perigoso entrarem lá. — o pai pede.

– Não pai. Vocês não vão entrar sozinhos.

– Emma, fique. — Hunter olha ela e remove a lanterna de seu coldre e uma arma também.

– Mas... — Emma olha para eles. — Tudo bem, tomem cuidado.

– A gente entra escondido... — Daniel cochicha a Emma quando os 2 vão indo em direção da porta de entrada — Precisamos ficar de olho no Hunter, não confio nele.

– Porque não? — Emma olha para Daniel sem entender.

– Só acredite no que eu digo. — Daniel diz e vai indo em direção do local.

– O que está me escondendo? — Emma segue ele.

– Eu desconfio dele, então eu e a May estamos investigando ele. Você sabia que já houve um assassino a 3 anos atrás? — Dani comenta com ela e abre a porta lentamente.

– Porque desconfiam dele? Daniel isso é loucura!

– Por que há 3 anos ele matou friamente esse assassino, alegando ser legítima defesa. Ele é denso Em, você deve ter percebido isso, ele esconde coisas. — Daniel olha ao redor e vê que o lugar é um pouco escuro.

– Ai Daniel, me poupe! Esses filmes de terror que você gosta te deixaram com um parafuso a menos. — Emma pega uma lanterna em seu bolso. — Peguei emprestado na viatura. — Ela sorri e liga a lanterna.

– Fala baixo... — Ele exige — Fala isso por que não foi na casa dele e naquele escritório... Que mais parece um covil de um psicótico. — Daniel segue ela e olha ao redor.

– Você não deveria ter invadido a casa dele. É crime!

– Esquece isso... Precisamos focar na mamãe... — ao pensar em Charlotte, os olhos de Daniel ficam molhados.

– Ela vai ficar bem, vamos encontrá-la. — Emma abraça o irmão e caminha com ele pelo galpão.

– To saindo. — Maya pega sua bolsa e vai para fora da pousada.

– Como assim? — Flint e Gordon tentam barrá-la.

– Não ouviu o que o xerife disse? — Christian olha para ela.

– Vou no Lenery me despedir da Liv. – Maya caminha até o carro.

– Que desculpinha terrível. — Christian cochicha a Heather e ri.

Os 2 ainda continuam na frente.

– É perigoso Maya. — Gordon diz.

– Me deixem sair! — Maya empurra eles. — Volto logo.

– Eu vou com ela. — Christian se levanta — Aí ela não vai só. — Christian ri.

– Pode ser... — Gordon assente.

Flint fica um tanto relutante, mas acaba concordando, ele gostaria de ir e se despedir de Liv também, mas precisa proteger Sheyla, Dorothy e Heather.

– Não! Não vai não. — Maya olha para Christian.

– Ou eu vou, ou você não vai. Decida-se. — Christian encara ela.

– Que merda Christian. — Maya vai até o carro.

– Cuida dela, man. — Flint bate no ombro dele.

– Eu mando um beijo seu prá Liv, pode deixar. — Christian ri e vai saindo.

– Obrigado. — Flint se surpreende, mas ri.

– Anda logo! — Maya buzina para ele.

Christian pula para dentro do carro usando a janela e pisca para a loira.

– Rápido o bastante? -Christian ri.

– Intrometido. — Maya dirigia impaciente, não tinha conseguido dormir a noite passada, o conteúdo daquela gaveta deixava ela curiosa e ela iria descobrir o que havia lá.

Christian fica em silêncio durante o início da viagem, olhava-a pelo espelhinho. Mas, sabia que não era Liv que ela iria ver e pelas expressões dela e a velocidade que dirigia havia algo a mais.

– Me conte o que esconde.

– Na hora certa vai saber. — Maya vira o carro e acelera um pouco mais. Ao chegar na casa de Hunter ela estaciona o carro. — Fica aí e me dá um sinal se alguém aparecer. — Ela puxa o freio de mão e sai do carro indo para a estrada.

– Quem mora aqui? Você vai invadir a casa?! — Christian questiona de dentro do carro.

– O Hunter. — Maya pega o grampo no cabelo e abre a porta. — Ja volto. — Ela entra na casa e vai para o escritório dele.

Christian fica no carro por longos minutos batucando algo no volante. "Vamos, sua louca, apareça... Vamos, Maya!"

Maya chega no escritório e vai até a gaveta, ao tentar abri-la agradece por ela estar aberta como ela e Daniel deixaram.

– Mas o que é isso?! — Ela olha surpresa para dentro da gaveta.

Havia um atestado de óbito inicialmente. E embaixo uma declaração assinada por Larry Devine, o legista. Maya pega os papéis e começa a ler.

Os dados constavam a morte de Morgan Grayson, por asfixia de fumaça e posteriormente carbonização. Já a declaração constavam algo que Maya precisou se segurar. Só foi encontrado o corpo de Morgan no incêndio, não havia sinal do corpo de Shane Kingston no local, mesmo após quase um dia de buscas.

– Não! — Segurando os papeis Maya sai de lá correndo e entra no carro.

– Hey o que houve? — Christian olha ela.

– O Hunter... Não é o assassino. — Maya estava pálida.

– Ham?! Claro que não! Ele é o xerife! — Christian olha ela sem entender.

– Eu e o Daniel, a gente pensava que ele era o assassino, mas não, ele não é.

– E quem é? — Christian olha ela surpreso com as afirmações dela.

– Shane Kingston. — Maya olha para ele.

Alguém vestido de preto abre a porta do carro e puxa Maya para fora do carro. Era um homem, seu rosto deformado, com inúmeras cicatrizes de queimado.

– Maya! — Christian grita ao ver ela caindo no chão.

– Christian! Corre! — Ela grita e se levanta.

O homem segura uma faca e vai prá cima dela. Christian sai do carro e se lembrando de sua vida de futebol, avança em cima do homem antes que ele esfaqueasse Maya.

– Corre, Maya. Pega o carro! Chama ajuda! — Christian fala em cima do homem que tentava se soltar.

– Não Chris! — Maya tenta segurar os braços do homem.

Christian empurra Maya.

– Vá... Salve-se.

Nesse instante o indivíduo apanha sua faca que havia caído e apunhala o peito de Christian. O rapaz agoniza por alguns segundos e cai morto no chão.

– Christian! — Maya berra o ver ele morrendo e sai correndo para a pousada. — Socorro!

O indivíduo de rosto queimado corre atrás dela, velozmente, não podia deixar que o que ela disse chegasse aos ouvidos dos outros.

– Socorro! — Maya berra correndo. — Assassino!

O assassino continua correndo atrás da garota e Maya entra no carro e liga ele.

O indivíduo estoura o vidro com o punho e tenta pegar no rosto de Maya.

– Sai! — Ela liga o carro e acelera ele saindo dali.

O indivíduo cai ao chão e soca o mesmo vendo ela ir.

Maya estaciona o carro de qualquer jeito, pega os papeis e entra correndo na pousada.

– Socorro!

Notas finais
O que será da Charlotte? R.I.P Christian! Será que o assassino é só o Shane? Até o próximo =D