Who Is Guilty?

2 1° Sentimentos.


Notas iniciais
Eu sei que demorei séculos para postar, mas tentem me entender eu estou com sérios problemas de bloqueio de criatividade e ainda estou escrevendo duas fics... e ainda tenho que estudar para passar no vestibular então espero que vocês não me abandonem!

Carol pOv’s.

“Se você for embora agora não há mais volta para nós.” Foi o aviso que ele me deu antes de eu abandoná-lo pelo meu egoísmo. Eu queria ver o mundo já! Não esperar até que ele pudesse me acompanhar, eu queria andar pelo mundo ver os lugares e ser livre, pelo menos era o que eu achava que queria. Diferente do que Sasori imagina, eu pensei muito naquela noite sobre o que eu deveria fazer. Meu espírito livre me dizia para deixar tudo para trás e realizar meu sonho de viajar por ai só com a minha bagagem e minha coragem, meu coração me pedia para sentar meu bumbum no lugar e esperar por ele. E o que foi que eu fiz? É claro que peguei minha mochila comprei minha passagem e comecei minha viajem. Eu achava que logo eu superaria qualquer paixonite que eu tivesse por Sasori, mas não foi o que aconteceu era amor e já estava enraizado bem fundo no meu coração.

Agora eu tinha de conviver com as conseqüências da minha escolha todos os dias durante dois meses. Eu estava morando na mesma casa que ele, e trabalhando no mesmo lugar e para ser sincera eu me sentia no meu inferno particular, era como ter muita sede e ver um copo de água em um lugar alto o suficiente para não ser alcançado. Era irritante, quase cruel e quem me dera poder pegar um banquinho para trapacear e pegar o copo com água, mas não havia nenhum a vista. Sim eu gosto de metáforas e analogias para explicar situações apesar da minha mãe sempre dizer que era irritante.

Quase esqueci, tenho que mandar um e-mail para ela avisando que cheguei ao Japão que estou bem e coisas assim, com essa bagunça que foi os dois primeiros dias eu esqueci completamente de mandar noticias para casa. Mandei uma mensagem de texto pelo celular avisando que já daria notícias e sai do quarto a procura do Deidara. Nós tínhamos acabado de voltar da Akatsuki e já eram quase seis da manha, mas no Brasil ainda devia ser em torno das quatro a cinco da tarde do dia anterior, interessante né! Encontrei Deidara jogado no sofá discutindo alguma coisa com Sasori.

- Deidara me empresta seu notebook? – perguntei assim que entrei na sala.

- ele está sem bateria Carol-chan, foi mal.

- ah! Tudo bem. – eu disse desanimada.

- Sasori porque você não empresta o seu? – Deidara disse levantando do sofá e indo em direção das escadas preguiçosamente.

- porque estou com preguiça de buscar. – Sasori deu uma resposta negativa como imaginei que iria dar, mas notei algo estranho na sua expressão era quase como se ele estivesse encabulado.

- Por favor, larga de ser babaca. – Deidara disse meio irritado já no andar de cima. – bom dia, eu já vou dormir.

- Bom dia! – eu respondi num tom amável. – então vai me emprestar? Juro que é rapidinho, só preciso enviar um e-mail.

- pensei que você não fosse o tipo que mantêm contato a distância. – ele disse cínico e eu podia entender o motivo afinal eu nunca tinha mandado noticias para ele.

- bom, achei que a minha mãe teria alguns privilégios. – dei de ombros.

- está lá em cima. – ele desviou o olhar, parecia um pouco chateado por não poder continuar a me azucrinar.

- ta. – disse esperando que ele se levantasse e fosse buscar, mas ele não moveu um músculo. — Sasori?

- o que? – ele me olhou confuso.

- bem. – eu fiquei um pouco sem graça. – sabe que eu não gosto de entrar no quarto de ninguém.

- então voltamos à fase de não sermos mais que estranhos. Interessante, antigamente você não tinha problemas em entrar no meu quarto. – ele disse com aquele sorriso perfeito e malicioso que só ele tinha.

- bom voltei a ter. – eu disse evitando seu olhar era um pouco constrangedor.

- vamos subir então. – ele levantou do sofá e seus movimentos me lembraram os de um felino, como sempre ele ainda era sensual.

Segui atrás dele as escadas e o corredor até seu quarto, eu sei que não devia, mas era simplesmente impossível não olhar aquele traseiro redondo e perfeito que ele possuía ou então as costas largas e musculosas que eram notáveis mesmo ele estando de camisa. Ele entrou no quarto e eu fiquei esperando na porta, demorei um pouco para me dar conta de que Sasori não traria o notebook para mim, por quê? Eu bem que gostaria de saber.

- então Sasori, eu estou esperando. – tentei, mas o conhecia o suficiente para saber que ele não iria ceder independente do que fosse que ele queria com aquilo. Companhia talvez?

-entra, até parece que eu vou te morder ou algo assim. – ele disse malicioso e fiquei irritada por lembrar-me de momentos que eu não queria.

Entrei no quarto dele vendo o notebook em cima da cama, ele se sentou em uma poltrona no canto do quarto e ficou me observando e isso me deixou um pouco apreensiva ainda não tinha entendido o que ele queria com isso. Sentei na cama com o aparelho sobre as pernas e o liguei logo comecei a escrever o e-mail para minha mãe com notícias minhas e falei sobre Sakura e Ino estarem casadas e todas as outras novidades que pude me lembrar. Por um momento até esqueci que Sasori estava me observando, chequei meus e-mails e então desliguei o notebook.

Eu estava tentada a ser direta e perguntar o que ele queria, mas quando o vi andando em direção a cama com o olhar sobre mim fiquei surpresa demais para dizer qualquer coisa. Ele parecia estar em um grande dilema que eu realmente não conseguia compreender. Ele parou assim que alcançou a cama e ficou me encarando e aquilo foi extremante estranho pelo menos para mim.

- Sasori o que... – não terminei de dizer por que ele saiu imediatamente do quarto me deixando extremamente confusa.

. . .

Sasori pOv’s.

Eu tinha perdido a sanidade, era a única explicação para a forma que eu estava agindo. Que loucura tinha sido aquela? Por um momento tudo o que eu tinha pensado em fazer era subir naquela cama e beijá-la e só Deus sabe o que mais. Quando percebi já estava na sala, esperava que aquela louca não viesse atrás de mim procurando explicações porque eu com certeza não as tinha.

Joguei-me no sofá e encarei o topo da escada, mas ela não apareceu e de certa forma fiquei um pouco frustrado com isso, mas não ia voltar para o quarto agora já que não sabia se ela ainda estava lá. Liguei a TV e procurei algum canal que estivesse passando algum jogo ou filme tanto fazia eu não conseguia prestar muita atenção em nada por agora.

A verdade era que eu estava cansado já era de manhã e eu ainda não tinha nem cochilado sendo que eu nem tinha dormido na noite anterior também. Olhei para TV esperando ouvir algum barulho que me indicasse que Carol estivesse saindo do meu quarto, mas não ouvi nada durante um bom tempo e quando percebi já estava quase dormindo no sofá.

Desliguei a TV pelo controle remoto e o joguei na mesa de centro da sala. Levantei do sofá antes que acabasse dormindo lá e subi as escadas devagar, ela já devia ter ido dormir afinal já fazia muito tempo que eu saíra do quarto. Abri a porta do quarto surpreso com o que vi, Carol estava dormindo em minha cama abraçada ao meu travesseiro como se estivesse cheirando-o antes de dormir. Escorei-me no batente da porta e fiquei olhando admirado e não pude resistir a esboçar um sorriso enquanto observava a expressão serena no rosto dela.

Notas finais
Eu sei ficou curto, mas ainda assim espero que gostem.