Who Are You?
18 Capitulo 18
Kai
Depois de uma noite mal dormida, levantei com uma dor insuportável no pescoço e fui direto pra cozinha, e preparei um café forte para ser despertado por completo.
Hoje Lisa teria sessão com a analista, de modo que não poderia chegar mais cedo.
Pegando minha bebida, resolvi dar uma lida no caso do James, ia fazer isso quando estivesse com Lisa, mas provavelmente só teríamos um tempo a sós de novo semana que vem, então tentei adiantar o serviço.
Logo ao abrir o documento tinha uma breve descrição do James, seguido por membros de sua família.
Todos ali tinham sido intimados a depor, e alguns trechos das conversas, talvez os mais importantes, foram arquivados lá.
Li tudo, mas não parecia ter nada ali que comprovasse que teria sido outra pessoa a fazer o crime
Folheando mais, tinha fotos do assassinato de vários ângulos. A imagem era forte, James tinha levado vários golpes com a tesoura.
Não tinha nenhuma foto de Lisa naquela cena, mas nas páginas seguintes, tinha uma ficha dela e de seus pais, seguido por pessoas mais próximas.
Resolvi separar cada pessoa daquele caso por fotos, e breves comentários, afinal todos naquele prontuario eram suspeitos.
Ligando o computador, comecei a pesquisar um pouco mais sobre aqueles nomes que pra mim eram todos desconhecidos.
Mesmo indo fundo nas pesquisas, não achava nada que a policia não soubesse... realmente, isso seria mais difícil do que pensava.
Passei a manhã toda reunindo informações, e ao final disso, já tinha descartado algumas pessoas da lista: Os pais de Lisa, e os pais de James, pois claramente não fariam isso.
Os outros que mantive, iria pedir a ajuda de Lisa para descrever um pouco mais.
A manhã passou, e logo iria para a minha aula.
Suspirando, me levantei e fui me arrumar.
Lisa
Depois da sessão chata com a analista, me sentei no sofá e fingi ler uma revista. Ainda estava um pouco reclusa ao falar com minha mãe.
Nós duas almoçamos em silêncio, e ao final, ajudei ela arrumar a cozinha, odiava aquela situação em casa.
No horário marcado das aulas, Kai chegou, e fomos para a sala. Eu queria perguntar sobre o andamentos das coisas, e se ele tinha conseguido pegar o prontuário na sala do investigador Morris, mas minha mãe estava prostrada na sala, de modo que a gente teria mesmo que ter uma aula de gramatica.
Suspirando, tentava entender o que ele falava, quando de repente ele disse:
–Aqui, tenta fazer esses exercícios agora.
Peguei o papel da mão dele, mas ao invés de ter qualquer lição, tinha uma mensagem:
"Consegui pegar o arquivo do James, mas infelizmente só posso te mostrar semana que vem..."
Pegando um lápis, fingi que estava fazendo o que ele tinha me pedido, mas escrevi uma resposta sobre o comentário dele:
"Que bom que conseguiu... alguma pista?"
Devolvi pra ele e olhei pra minha mãe, ela estava tão focada em seu notebook que nem prestava tanta atenção em nós.
"Nada, mas estudamos melhor isso semana que vem. Hum, você tem o endereço do lugar que vocês foram?"
Olhei pra ele quando terminei de ler. Pensei por um instante, e suspirando, fiz sinal para que ele esperasse um pouco.
Me levantei e fui para o meu quarto, não lembrava do endereço de cabeça, mas tinha anotado ele na minha agenda.
Peguei o caderno encima da minha escrivaninha e rasguei a parte que continha as coordenadas e desci novamente.
Discretamente entreguei o papel pra ele, e voltamos a estudar.
Antes de ele ir embora, ele me forneceu mais um bilhete dizendo que iria lá no final de semana investigar mais algumas coisas.
Me senti apreensiva, mas queria que aquilo desce certo... se eu pudesse, iria com ele.
O levei até a porta, e depois que ele saiu, ainda fiquei um tempo lá, e pude ver que o mesmo carro preto que vi nos outros dias, tinha acabado de estacionar.
–Mãe? — Chamei por ela enquanto fechava a porta atrás de mim. — A senhora sabe de quem é esse carro preto?
–Carro preto? Nunca vi ninguém por aqui com um carro dessa cor...
–Hum... é que quase sempre ele está estacionado no mesmo lugar, achei estranho.
–Talvez seja de alguém visitando um de nosso vizinhos. — Falou ela ainda absorvida no trabalho.
–É talvez seja mesmo... — Disse mais pra mim do que pra ela.
–Falou algo?
–Não, nada... vou subir. — Falei já subindo as escadas e indo para o meu quarto.
Quem quer que fosse dono daquele carro tinha me despertado a curiosidade... Talvez minha mãe tivesse razão, talvez não fosse nada.
Caminhando em direção a sacada do meu quarto, encarei o céu a minha frente, algo me dizia que eu iria conseguir dar um fim nessa situação.
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