Notas iniciais
ATENÇÃO: IMPORTANTE PARA O ENTENDIMENTO DA FANFIC! LEIAM!
Esses dias passou-me pela cabeça tal ideia: E se eu fosse uma assassina? Uma perseguidora? Um gangster ou sei la!
Pois bem, resolvi dar asas a ideia e comecei a batucar um cenário para a One-shot, decidi-me por algo que vi em um filme e comecei a escrever.
A fanfic é sobre uma mulher que está atras do alvo ao qual foi designada para achar, encontrando-o em um estande de tiro em algum lugar dos EUA.
Bom... acho que é isso e lembrem-se PLAGIO É CRIME e os plagiadores estarão sujeitos a denuncia.
Espero muito que gostem e quero comentários viu?
Bjokas e boa leitura.

A Glock 17 calibre 9mm ricocheteava a cada disparo. Um atrás do outro. As 17 balas do pente atingindo o alvo a distancia. Alguns disparos precisos, acertando pontos vitais ou duas vezes o mesmo ponto, outros acertando pontos menos destrutivos.

Observo o resultado de forma critica.

- Não está bom assim -murmuro para mim mesma. Trocando o pente e recarregando a arma.

Repito 2 ou 3 vezes minha tentativa até que sinto-me satisfeita.

Observo novamente o resultado de minha ultima tentativa. Todas as balas na cabeça e não muito distantes umas das outras. Ótimo.

- Você é ótima- comenta alguém as minhas costas. Sem virar-me para ver quem era, murmuro um “Obrigada” e imagino que a pessoa iria embora, mas com o canto do olho noto que a criatura, possivelmente um homem pela voz grossa, ainda esta lá, me observando. Bingo.

- Quer alguma coisa?- questiono, sem fazer questão de suavizar a grosseria em minha voz.

- Já tentou atirar com uma escopeta Mossberg M500? – questiona a criatura e eu reviro os olhos.

- Não. Sou especialista em pistolas- respondo, colocando os fones, recarregando o pente e disparando novamente, dessa vez mirando o coração, estraçalhando de vez o alvo em forma de pessoa.

Viro-me para trocar minha pistola por uma Beretta 93R 9mm, mas me surpreendo ao encontrar uma Mossberg M500 calibre 12 com 2 pentes de 5 balas.

- Inacreditável- murmuro. Olho ao meu redor em busca do dono da voz, mas não encontro ninguém.

Aparece-me cada criatura nessa vida. Penso, e volto a observar a escopeta, dando de ombros. Tentar uma vez não vai tirar pedaço, apesar de eu não estar aqui para isso.

Carrego a arma e a empunho, arrumando-a em meu ombro e colocando o dedo no gatilho. Um disparo foi o necessário para que eu notasse a diferença. O solavanco dela é muito maior que o de uma pistola, mas seu tiro é muito mais destrutivo.

O segundo tiro foi mais preciso, mas ainda não acertou exatamente o coração, já o terceiro acertou em cheio. Subo a mira e acerto o quarto na cabeça, assim como o quinto.

- Impressionante. Para alguém que aparentemente nunca segurou uma escopeta, você se adaptou rapidamente- comenta a mesma voz de antes. Retiro os fones calmante e os coloco no pescoço.

Apoio a arma em meu ombro e viro-me para meu querido admirador desconhecido. Um homem em seus 27 ou 28 anos me observava tranquilamente, um toque de malicia marcada em sua face bela e com traços definidos. Era alto, por volta de 1,80 de altura, tinha um corpo atlético e marcado por músculos definido. Porra, que cara gato! Por que tinha que ser logo você?

- E quem seria você queridinho?- questiono, escondendo meu verdadeiro interesse em sua pessoa.

- Pode me chamar de Clyde, e você, tem nome?- questiona-me ele, de forma sedutora.

- Então Clyde, é simples coincidência você ser chamado pelo nome de um dos maiores bandidos dos EUA e que por sinal utilizava escopetas na grande maioria de seus crimes?- questiono, arqueando uma das sobrancelhas e ignorando sua pergunta.

- Não. Bem observado. Recebi o apelido justamente pela minha fascinação em escopetas. – responde ele, abrindo um sorriso presunçoso- Mas você não respondeu minha pergunta senhorita.

- Sim, não respondi. Mas se esse é o caso, pode me chamar do que quiser.

- Do que eu quiser?- questiona surpreso, mas tão rápida quanto a malicia deixou seu rosto para ser substituída pela surpresa, ela retornou- Que tal Bonnie?

Dou de ombros e recarrego a escopeta, dando as costas ao meu novo “amigo” e recolocando os fones.

Atiro uma primeira vez, mas a arma me escapa e meu ombro recebe todo o impacto do solavanco.

-Droga- sussurro, tirando os fones e colocando a arma no chão. Acho que desloquei.

- Você esta bem?- questiono Clyde, e eu o olho irritada.

- Estou. Nada que eu não esteja acostumada.

- Não. Não esta. Você deslocou o ombro- retruca ele, tentando se aproximar, mas eu desvio e me coloco contra a parede.

- Eu sei. Posso resolver sozinha- devolvo, e viro-mede frente para a parede, jogando-me contra ela com força. Uma. Duas. Três vezes, até que o ombro volte para o lugar. Isso vai ficar roxo.

A dor me atinge como um soco. Odeio isso. Odeio a dor. Mas ao mesmo tempo a amo.

- Você é loca- fala ele, me olhando espantado.

- Não sou loca, só aprendi a conviver com a dor, e não é a primeira vez que isso acontece- devolvo, pegando a arma no chão e recolocando no outro ombro, já que o machucado não tem mais condições de apoiar uma arma.

- Está segurando errado. Deixe-me ajudá-la pelo menos- pede ele, temeroso.

- Claro, Romeu, ajude-me.- devolvo acida, e diferente do que eu imagine, ele realmente se aproximou, passando os braços sobre mim e reposicionando a arma.

Um frio atravessa minha espinha e sei que isso é má idéia. Ele esta te observando.

A arma dispara, as balas acertam o alvo com precisão, uma após a outra, todas no mesmo lugar.

- Viu, é assim que você segura uma escopeta- sussurra ele em meu pescoço e eu me seguro para não soltar um gemido.

Sorrio maliciosa e viro-me para ele, o imprensando contra a divisória de cabines do estande de tiros e aproximando nossos rostos.

- Você é realmente muito habilidoso- sussurro, provocando-o e ele arregala os olhos, mas sorri.

- Jura?

-Uhum- devolvo, e roço meus lábios nos seus.

Sedução é realmente um jogo frio. Afasto-me e retiro meu equipamento. Solto o cabelo e pego minha bolsa, dando-lhe as costas e seguindo para meu carro.

- Espere!- chama-me ele, segurando meu pulso assim que abro a porta do honda civic 2013 prateado.

- Claro- devolvo sorrindo maligna.

Viro-me e acerto-lhe um soco na mandíbula, e como um boneco, ele cai para trás desacordado.

Pego meu celular e disco o ultimo numero de chamada.

- Pode vir buscá-lo, o alvo caiu como um fantoche- falo, e escuto uma risada do outro lado da linha.

-Muito bem, pode voltar. Deixe- o ai, uma van está na esquina à espera, assim que você sair eles o pegarão- levanto a cabeça e confirmo a informação que me é passada, e como dito, lá esta uma van preta parada e com os vidros fechados- As imagens de segurança já foram cortadas. Bom trabalho.

Finalizo a ligação e observo meu alvo mais uma vez.

-Nunca toque em mim- sussurro, pisando em sua mão com força e sentindo-a quebrar sobre os saltos da minha bota.

Retiro uma rosa branca de meu casaco e largo sobre seu corpo. Um sinal pessoal de trabalho concluído.

Embarco no carro e saio do local com um sentimento cruel, mas ao mesmo tampo tão glorioso.

Belas flores também podem ser mortais.

Mulheres bonitas também podem ser perigosas.

E eu sou a ultima mulher com que alguém deve se meter.

Notas finais
Bom é isso.
Se gostaram: comentem, favoritem e recomendem (principalmente recomendem) e se não gostaram: comentem, favoritem e recomendem mesmo assim.
Bjokas e obrigada por lerem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!