Notas iniciais
Sem palavras... Sério, to sem ideia '-'

Acordei de madrugada com um barulho do lado de fora. Abri a porta e fui ver o que é, porém uma mão me puxou para dentro do quarto do rapaz.

–Fique quieta. – Ele sussurrou em meus ouvidos. – Ela me encontrou...

–Ela? – Indaguei.

–Sim... Uma bruxa que tive o azar de conhecer anos atrás. – Ele olhou para a porta. – Depois eu explico.

–Já pode me soltar. – Eu disse me lembrando que ainda estava sendo segurada em seus braços.

–E se eu disser não? – Ele me apertou ainda mais forte.

–Se você disser não eu grito e a bruxa te acha.

–Tudo bem, não precisava ser tão fria. – Disse ele com um tom decepcionado. – É meio estranho, até hoje nenhuma garota recusou algum pedido meu.

–Sim, agora me solte.

–Ah sim. Desculpe.

Ouvi os passos se aproximarem e dei sinal para que ele chegasse para trás.

–Eu não tenho só meu cabelo de especial. – Eu disse para ele, abrindo a porta.

–Quem és tu? Estais em meu caminho, rapariga. – Disse a bruxa.

–Majestade para você. – Disse provocando-a.

–Rapariga, onde ele está?

–Já lhe disse, me chame de majestade.

–Não estou brincando! Diga onde ele está ou eu lhe mato aqui e agora!

–Hmm... – Eu disse e logo tirei o capuz que tampava meu cabelo. Ela pareceu surpresa e um pouco assustada. – Quer tentar?

–Você... Você é o pior dos demônios!

–Não sou eu que estou perseguindo um rapaz no meio da floresta.

–Você pede guerra!

–Exato. Você me acordou no meio da noite, não deixarei isto barato!

Ela iria me atacar com o cetro, porém eu fui mais rápida e segurei-o com as mãos.

–Lenta. – Eu disse impulsionando o cetro e jogando-a longe. – Você só tem isso? Pensei que fostes mais forte.

–Oh, grande natureza que me cercas, emprestai-me teu poder e... – Antes de terminar de falar foi interrompida pelo rapaz. – Elliot?

–Já basta, Morgana. Eu vou com você. Deixe-a em paz! – Disse Elliot.

Eles sairiam pela porta, eu pude ver o olhar de tristeza de Elliot. Chamei seu consciente para uma sala em branco.

–Qual és teu desejo, mortal? – Indaguei.

–Quero... Ser livre.

–Entendo. – Eu disse encostando a mão em seu peito e minha face ficou próxima à dele, tão próxima que podíamos ouvir a respiração um do outro. – Se assim desejas.

Uma luz roxa invadiu a sala.

–Agora é com você. Mude seu destino você mesmo. Só se é vivo quando se quer viver. – Eu disse, dando um amuleto a ele. Era em forma de uma gota de água. – Se ainda quiser me ver, pegue-o.

Ele pegou e segurou-o nas mãos. Senti-me feliz, era a primeira vez que eu tinha alguém ao quão confiar minha vida.

–O que irás fazer com a bruxa, quem decide é você. – Eu disse me levantando. – Você pode matá-la, aprisioná-la. Depende de você. Eu sei que fará a escolha correta.

Voltamos para a casa, o tempo voltou ao normal. Era como antes. Ele estava saindo com a bruxa pela porta. Porém na sua mão estava o amuleto.

Ele saiu, se passaram 4 meses, ainda não sei dele... Ele poderia... Ter morrido?!