White Rose - (Rosa Branca)
17 Capítulo 17 - A Festa - 1° Parte
Notas iniciais
Era 01h da tarde, e eu esperava que aquelas compras acabassem logo, estava em frente à uma loja, a décima terceira pelas minhas contas, vi de longe uma menina de cabelo cacheado me olhando fixo, era Carla. Ela caminhava em minha direção.
– O que faz aqui? – Carla me perguntou com uma expressão, que me fez pensar realmente estar interessada.
– Estou com a Clara e Luiza, faço compras com elas. – disse me virando e entrando na loja, ela segurou meu braço.
– Vai à festa então?
– Sim sua amiga me convidou, ela não te disse.
– Falamos sobre coisas interessantes, não sobre você... – disse ela com desdém.
– Engraçado quando te vejo, imagino você falando sobre qualquer coisa, menos coisas interessantes. – Clara estava ao meu lado. – Vamos Akyra, temos muita coisa para ver, não podemos perder tempo com esse Ganso. – e me puxou para dentro, não dando tempo para Carla responder. Clara jogava alguns vestidos para a atendente, Luiza se aproximou com um vestido azul.
– Gostam? Eu amei.
– Prove e veremos como fica. – clara empurrava Luiza para o provador. Minutos depois, Luiza saiu com um sorriso gigante em seus lábios.
– Lindo... Ficou maravilhoso em você Luiza. – Clara sorria, aproximou e encarou a etiqueta. – E ainda está com um ótimo preço. – se afastou, dando espaço para a própria Luiza se desequilibrar tentando ver a etiqueta.
– Nossa... – olhou-me de boca aberta, notavelmente sem palavras. – 1.389 R$, é melhor devolve-lo.
– Não, mas de jeito algum, eu pagarei tudo. Vestidos, bolsas, sapatos, jóias... Enfim, tudo! – disse Clara despreocupadamente, jogando-me um vestido.
– Não, como assim... Esse vestido é 1.550, passarei dois anos para pagar, fora as outras coisas, o preço será um absurdo no final. – disse realmente preocupada, que loucura era aquela?
– Akyra, apenas prove, faça isso por mim, please. – olhou-me com um sorriso verdadeiro e esperançoso.
– Droga! Ok, ok. – caminhei até o provador e despir-me logo em seguida vestido-me com o vestido violeta. Não quis admitir, mas o vestido era perfeito, sai e dei de cara com Clara.
– OMG, lindo simplesmente, escolhi meu vestido também aqui está, o que acham?
– Muito bonito, por que não prova? – Luiza disse admirando seu próprio vestido.
– Ah, não precisa ele cai perfeitamente em mim, é meu numero e... – falou baixinho. – A Cristina, dona da loja o encomendou exclusivamente para mim. – sorri. Era mesmo a cara dela este tipo de coisa.
– Vamos escolher o restante das coisas. Ah e nada e reclamar dos preço, não me façam passar vergonha, sim? – e caminhou, nos deixando para trás.
****
Estávamos em frente a uma casa grande, parecia aquelas de filmes americanos, a Clara realmente era rica. Ela já havia estacionado seu carro. Me olhou e percebeu minha hesitação.
– O que houve?
– Sua mãe, ela não dirá nada? A Bianca não falou mal de mim? – perguntei cabisbaixa.
– Ahhhh, então é isso? Akyra minha mãe nunca deu valor algum ao que meu pai pensava ou a aquele espantalho, ela confia em mim, e sabe que eu gosto de você. Fique tranquila, você só vai ser bem tratada nesta casa.
Me recompus e entrei na enorme casa, a sala era gigante, Clara gritou alguma coisa a uma senhora, que lembrava bastante a mesma, ela correu e a abraçou. Clara beijou-lhe a face, enquanto a mulher sorria.
– O que fez Clara? Sempre que fica assim é por que aprontou. – sorri, elas pareciam tanto uma com a outra.
– Nada mamãe, por que sempre pensa o pior de mim. – ela continuava a abraçando e rindo. – estava apenas com saudade suas.
– Sei, Também estava minha Atiara, apenas um dia parece uma eternidade longe da minha bela filha. – ela olhou para nossas mãos, onde se encontravam diversas bolsas de compras. – Bianca? Sério Clara? A festa da Bianca? Não lhe disse para ficar longe dessa garota? Desde pequena ela só lhe faz o mal.
– Sei disso mamãe, mas não vou deixá-la ferir minha amigas e sair impunemente, não a deixarei fazer nada a mim, me confie, por favor.
– Certo, deixarei você. Só peço que se ela fizer qualquer coisa a vós... – olhou para todas nós – ... me liguem ao mesmo instante. – olhou de volta para Clara – Sabe bem que não temo nem a seu pai nem a mulher dele.
Clara a abraçou mais um minuto e depois nos direcionamos ao seu quarto.
Ela jogou as bolsas em cima da cama, mandou que Luiza entrasse no chuveiro para que começássemos a nos arrumar. Me joguei em sua cama, derrubando algumas sacolas no chão, Clara não pareceu se importar, correu ao som e o ligou em uma musica alta.
Música:
https://www.youtube.com/watch?v=O-zpOMYRi0w
Ri com sua escolha, Clara era absurdamente imprevisível. Entrei em seu closet e vi um cômodo enorme.
– Quantas roupas, tenho a certeza que você tem aqui coisa que nunca usou.
– Não seja dramática minha amiga. – olhou e viu que Luiza já havia saído do banheiro – Venha, vamos olhar esse seu cabelo. E você Akyra se encaminhe para o banheiro. – A obedeci rapidamente, entrei no banheiro onde constatei que também era requintado, vi vários tipos de Shampoos e condicionador em uma prateleira, em outra havia cremes faciais, e perfumes também. Escolhi uma sem prestar muito atenção, e entrei no chuveiro, dentro do Box sabonetes líquidos, vários. Fiz o mesmo, e pequei um.
– Para quê tudo isso Clara, parece um para cada dia do mês... – resmunguei baixinho, ouvi pequenos cochichos e algumas risadas.
****
– Sabe não tenho certeza se será interessante usar salto alto. – disse imaginando qual seria o resultado desta maldita ideia da Clara. – Não quero facilitar para Bianca.
– Você não vai facilitar, presta atenção... – caminhou, sem dificuldade alguma — ... Apenas faça como eu. – insistiu que me levantasse da cama e a seguisse, ao meu ver aquele salto era assustadoramente alto. Levantei-me com cuidado.
– Será fácil, a clara me ensinou a andar de salto a algum tempo, ela é uma ótima professora. – Luiza sorriu-me.
– Ok, vamos lá! – joguei meu pé trêmulo para frente, parecia difícil equilibrar-me.
– Calma, respire, imagine está sem salto. – repetia Clara.
– É difícil demais imaginar-me sem salto, quando tenho um arranha-céu embaixo dos pés! – quase lhe gritei.
– Não seja exagerada Akyra, vamos apenas tente, respire e imagine que sempre andou.
– Vou passar vexame desta forma. – disse parando.
– Não, não vai, não deixarei, se consegui ensinar Luiza a andar consigo lhe ensinar também, venha, me dê sua mão. – Clara segurou minha mão e foi me guiando, aconselhou a não olhar o chão para não desequilibrar. Passei 1:00 hora, tentando andar sem cair, até que consegui andar sem ajuda de Clara.
– Até que foi rápido por demais, achei que demoraria mais. – Clara batia palmas, entusiasmada. Estávamos todas prontas, Clara nos havia maquiado e penteado.
Akyra: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=136787211&.locale=pt-br
Clara: http://www.polyvore.com/white_rose_rosa_branca_cap%C3%ADtulo/set?id=136785543
Luiza: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=136789090&.locale=pt-br
Entramos no carro de Clara, e em pouco tempo chegamos à casa da Bianca, com uma fachada moderna, uma bela casa para falar a verdade. De lá saia luzes coloridas, revirei os olhos. Clara estacionou e saímos do carro, ficando em frente à porta de entrada.
– O som já grita em meus ouvidos do lado de fora, imaginem ao lado de dentro. – disse cruzando os braços a frente do corpo.
– Ah deixe disso, e ande logo. – Luiza disse me puxando pelo braço, enquanto Clara estava a nossa frente, vigiando tudo.
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