White Rose - (Rosa Branca)

15 Capítulo 15 - Pesadelo e Convite


Notas iniciais
Boa Leitura !!! Look da personagem Akyra: http://www.polyvore.com/white_rose_rosa_branca/set?id=68857906

Acordei mais cedo do que o de costume, me arrumei rápido, fiz o meu café e tomei apressada. Fui para a escola com a certeza que seria a primeira a chegar lá. E acertei, tive que esperar para abrirem os portões, entrei na sala e me sentei na carteira que havia me sentado no primeiro dia de aula, deixando o lugar ao meu lado vazio. Estava perdida nos meus pensamentos, havia semanas que eu não via aquele senhor “será que ele me deixou em paz?”, todos os alunos estavam na sala e já havia começado a aula, Português. Eu me virei para pegar o livro que estava na minha mochila quando percebi que o lugar ao meu lado estava ocupado, Marcos estava sentado nele, sua expressão era fria. Ele olhou para mim.

– Você está bem? – me perguntou sem esboçar qualquer sentimento.

– Estou, obrigada. – murmurei, e depois disso, tudo foi apenas silencio.

Pelo resto da aula, pelo resto da semana, pelo resto do mês, não pronunciávamos nenhuma palavra, apenas fazíamos as tarefas. Quando havia trabalho em dupla, não precisava de nenhuma palavra, fazíamos individualmente.

Voltava para casa, quando alguém chamou meu nome, estremeci na hora. Virei-me com cuidado, era o Dr. Fabregas, ele atravessava a rua correndo. Vestia uma roupa casual.

– Olá Akyra, você está bem? – ele mexeu no cabelo, foi um simples ato mais me deixou constrangida.

– Estou, obrigada Doutor. – falei sorrindo pateticamente.

– Ora não me chame de senhor, nem Doutor. Chame-me pelo nome, Sidney só Sidney. Está bem?

– Sim senhor... Desculpe... Sidney. – tinha certeza que ainda estava patética.

– Ótimo, gostaria de um sorvete? Por favor...

– Eu acho melhor não, tenho que ir pra casa, fica pra outro dia.

– Que pena... bem, mas pegue meu numero, me ligue quando quiser.

– Está bem. Tchau Sidney.

– Tchau Akyra.

Andei mais um pouco e olhei para trás, me surpreendi em ver que ele ainda estava lá me olhando.

Cheguei em casa, e fiz o que costumava fazer. Almocei com minha mãe e o ‘22’, ele sempre almoçava com agente, lavei a louça, e fui descansar, levantei, jantei, e voltei para o quarto. Fiz minha lição de casa. E dormi depois de conversar com Luiza e Clara simultaneamente pelo telefone. Havíamos nos tornado verdadeiras amigas, contava tudo a elas. Clara só conseguia falar em como fazer o Marcos se declarar.

O sono chegava com a força de um elefante em cima de mim.



Musica:

https://www.youtube.com/watch?v=4A4QZl8RTU0

Eu sonhava, ouvia uma musica ao fundo, no resto era tudo muito real, diferente do outro sonho que tive, eu estava segurando meu medalhão que tinha uma superfície de bronze rachado, dentro dele trazia a letra do meu nome gravado. Eu sentia o frio da noite, um lençol de neblina cobria tudo, eu vestia um longo vestido de tecido fino, era seda branca, eu estranhamente pertencia aquele cenário.


Vestido:

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Tudo o que via, era maculado pela neblina, apenas a lua cheia que se mantinha integra, eu a contemplava. Eu estava num gigantesco jardim, meus pés descalços pisavam na grama molhada, no meio do jardim havia uma enorme arvore, e nela um balanço. Eu sabia que aquele era meu lugar, caminhei em sua direção, lentamente, peguei a corda que segurava o pequeno pedaço de madeira branca, sentei e fiz um esforço para que as cordas balançassem. Enfim, estava estranhamente confortável, o que me dava uma sensação de poder, mas o balanço estava quase parando, foi quando eu sentir a força de alguém fazendo o balanço se movimentar, olhei para atrás e ele estava lá, Marcos. Ele sorria.

– Onde estava meu amor? – sussurrou ele.

– Eu não sei. – respondi vencida.

– Eu te amo minha Rosa... – ele disse e meu coração vacilou em uma batida.

– Eu também te amo... – falei olhando para frente, depois tornei a olhá-lo, mas ele não estava mais lá, atordoada olhei para frente e Sidney estava em pé diante de mim.

– Eu sei que me amas! Minha menina. – ele disse se aproximando, com um sorriso estranho na face. Meu coração estava acelerado e meus olhos arregalados, de repente vi alguém estava atrás dele, eu queria gritar mais não tinha voz. E um taco de baseball batia em sua cabeça, Sidney foi ao chão e parecia desacordado. Olhei de novo o vulto a minha frente, era ele, era aquele senhor, ele segurava o taco de baseball e andava em minha direção, ele girou o taco em uma única mão rápido. Apertei o medalhão, como se com isso pudesse ser salva. Me curvei indo em direção ao chã, enquanto ele levantava o taco em minha direção, eu imagina a dor que aquilo me causaria, antes de senti-la no entanto... Acordei.

Acho que havia gritado porque minha mãe estava tentando me tranquilizar, olhei rapidamente o relógio e eram 7: 40 da manha.

– Droga! Vou chegar atrasada. – me levantei, procurando algo pra vesti no guarda-roupa.

– Filha o seu pesadelo...

– Foi só um pesadelo mãe, só um pesadelo, só um pesadelo. – repetia, para acalmar não só a minha mãe, mas a mim mesma.


Look da personagem Akyra:

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Eu sabia que se tivesse sorte, chegaria na hora da aula de Química, exatamente quando o professor Francisco Fernandes estivesse explicando alguma atividade. Tentei ignorar esses pensamentos estressantes, mas então o sonho na noite passada aflorava em minha mente. Eu não podia deixar de pensar naquilo, nunca acreditei que um sonho fosse alguma mensagem, ou algo do gênero. Mas não podia ignorar aquele sonho. Não! Não um era sonho, era um pesadelo. Mas era só isso, apenas isso, um pesadelo horrível. Eu poderia falar sobre isso com qualquer psicólogo, eu havia sofrido um trauma, eu ainda estava sofrendo, e o pesadelo foi resultado disso. Pronto, minha cabeça estava no lugar, respirei fundo, mas continuei ofegante, havia corrido o caminho todo. Estava agora em frente a minha sala, bati na porta constrangida, respirei fundo de novo. O professor Francisco abriu a porta, colocou a cabeça para fora, olhou para mim e disse:

– Do ponto de vista histórico, quando foi o primeiro importante passo para o esclarecimento da estrutura geométrica das moléculas orgânicas? – eu era fascinada por seu conhecimento, amava as suas aulas.

– Hãm... Em 1858, por... Acho que... Kekulé. – ele gostava de mim também.

– Bom dia Akyra, por que se atrasou?

– Bom dia, desculpe.

– Entre baixinha.

– Obrigada. – meu dilema agora era onde iria sentar?! Bom a Luiza sentaria comigo se a Clara não estivesse ocupando seu lugar, o Marcos com certeza iria está com toda aquela marra que na verdade eu já estava acostumada. Entrei olhando o fundo da sala havia dois lugares desocupados. Um ao lado de Marcos, nele havia apenas uma mochila, a mochila dele, e eu sabia o que isso queria dizer, “preciso de espaço”, “cai fora”. E o outro era atrás dele, um garoto estava sentado ao lado, não o conhecia, mas sabia que ele não era grosso como Marcos, então me dirigir olhando a carteira que me sentaria. Mas antes que eu me aproximasse da carteira do Marcos, ele olhou para mim, seus olhos eram lindos, eu parei por reflexo, ele sorriu e tirou sua mochila do lugar onde ela estava.

– Bom dia. Pensei que você não viria mais. – eu fiquei paralisada. – Não vai sentar?

– Claro. – sentei. – Posso fazer uma pergunta?

– Já fez. – ele riu.

– Já discutimos isto. Porque essa isso agora?

– Você não vai querer sentar do lado desse cara, acredite! – Ele riu divertido. – Falando serio agora, apenas quis sair da rotina um pouco, fiz mal? – ele parecia realmente interessado.

– Não. Estou feliz por você não ser um idiota.

– Idiota? Sei, não vai se acostumando não. – ele se divertia.

– Tá. – sussurrei sorrindo.

O professor conduziu sua excelente aula de Química, no fim da aula ele deu um anuncio.

– Bom, a diretoria pediu que os comunicasse que o grêmio estar precisando de um Presidente, alguém se manifesta?

– Eu. – Marcos levantou a mão.

– Muito bem, senhor Coimbra e obrigado pela iniciativa... Mas alguém?

Luiza me olhou com esperança.

– Vai... – ela sussurrou. O Marcos ouviu.

– Eu adoraria, ganhar de você. – ele sussurrou em meu ouvido.

– Eu também professor. – gritei, a idéia de disputar com Marcos era sensacional. Mesmo a presidência do Grêmio Estudantil. Marcos me olhou e disse:

– Vai ser legal disputar com você.

– Vai sonhando... – respondi sorrindo, eu não era popular na escola como ele, mais sabia que era mais legal que ele, ele só ganharia se comprasse votos. Ele não tinha a menor chance.

A Bianca se ofereceu para ser sua vice, a Luiza seria a minha, a gente combinava tudo, enquanto a Bianca me olhava com os olhos ardendo em fúria, ela estava recostada na porta. Eu conversava com a Luiza e a Clara, enquanto o Marcos rabiscava alguma coisa em seu caderno.

Luiza: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=136315782&.locale=pt-br

Clara: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=136316059&.locale=pt-br

Clara se encostou à minha carteira, de frente para Luiza que sentava ao nosso lado.

– Uau, Luiza esse vestido é lindo... Combina tanto com você... – falei entusiasmada pelas risadas que dávamos há pouco tempo atrás.

– Foi a Clara que me deu, ela mandou eu usar hoje, achei um pouco demais para se usar na escola, mas foi ela que deu, não queria ser mal-agradecida...

–Não, você está perfeita nele... – disse sinceramente.

– É verdade Cachos dourados, você está linda, apenas me lembre de na próxima vez lhe comprar um sapato, sinceramente, quem usa um vestido tão lindo e caro... com um tênis? Só você Luiza, Só você... – falou desabafando nossa amiga em pé, rimos da cara triste que ela fez. – Hum, e parece que um certo gato loiro também gostou... – olhamos em direção do Caio que sentava do outro lado da sala, Luiza não tinha coragem de fazer o mesmo, ele praticamente babava por ela, até perceber que olhávamos para ele, se endireitou na carteira e olhou para mim sorrindo, acenei em resposta. – E... Akyra estragou tudo... – Luiza entristeceu no mesmo instante.

– Eu sinto muito, juro que não foi minha intenção... – Clara sorriu e me abraçou.

– Tudo bem Akyra, sei que a culpa não é sua... Você é a arrasadora! – disse aultima frase em voz baixa.

– Vocês não sabem quem vi ontem...

– Quem? – Clara soltou um gritinho.

– Dr. Sidney. – sussurrei.

– O.M.G. ele te beijou de novo? – Clara perguntou histérica.

– Nunca houve beijo, Clara. – disse de zangada, ouvi um suspiro atrás de Clara, ela pareceu ter escutado também.

– No entanto, não digo que irá demorar, até pelo primeiro nome já o chama. – disse ela, mas pro Marcos que para mim.

– O que ele fez dessa vez Akyra? – Luiza parecia entrar na brincadeira de Clara.

– Nada meninas, ele só me chamou para tomar um sorvete, qualquer dia desses. – disse despreocupadamente.

– Akyra tenho certeza que ele ta louquinho por você. – ela falou alto o bastante para o Marcos ouvir.

– Fala serio Luiza ele é um homem já. Onde é que já se viu?

– Quando você faz 18? – Clara quis saber.

– Depois de amanha.

– Então, depois de amanha vocês vão poder ficar juntos, e você vai ter seu medico particular. – ela cantarolava feito louca, o Marcos parou de rabiscar.

– Você está... Namorando o Dr. Sidney? – ele se pronunciou, me fazendo virar para encara-lo.

– Não. É que ele...

– É que ele ta interessado nela. – interrompeu Luiza. Os olhos de Marcos ficaram vazios.

– E você? – ele se virou pra mim.

– Eu o quê? – disse sabendo exatamente sobre o que ele falava

– Você ta interessada, nele? – ele perguntou sem mostrar interesse.

– Não, eu não gosto dele. – seus olhos encontraram os meus. A Bianca se aproximou, e a Clara se pôs a minha frente.

– Sai da minha frente Clara...

– Ou o quê Bianca? Vai mudar esse uniforme ridiculo em forma de protesto?

– Ah qual é?! Eu não vou fazer nada contra sua amiguinha aí.

– E eu devo acreditar em você, por quê? – perguntou irônica.

– Por que sou sua irmã...

– Shhhh... cala-te agora...

– Ahhh, você não quer que ninguém saiba que somos irmãs? Se não sair, apesar de também ter vergonha desse fato, irei gritar a todos. – Clara bufou e saiu da sua frente, me deixando.

– Akyra querida, eu queria te convidar para a minha festa, vai ser amanha quarta-feira à noite. Por favor, diga que vai. – falou ela fingindo que realmente queria que eu fosse.

– É... Eu não sei Bianca, obrigada pelo convite, mas eu tenho uma coisa importante pra fazer. – ela me olhou com incredulidade.

– O que poderia ser mais importante que minha festa? Oh Akyra, querida, você é nova aqui e não sabe que qualquer um daria um braço para estar lá.

– Bom, eu não daria, afinal depois da festa eu ia precisar dele. – Marcos soltou uma gargalhada seguido de perto por Clara. – Mais se der tempo, eu faço um esforçinho.

– Esforçinho? Ok... – ela saiu com a cara amarrada. Marcos me olhou com um sorriso extraordinariamente lindo.

– Esforçinho? Isso não foi legal ‘careta’. Ela todo ano faz uma festa dessas, eu sempre vou mesmo não achando um pingo de graça, mas penso que esse ano vai ser legal, se você for é claro.

– Eu não sei. – ele se aproximou do meu ouvido.

– Eu quero dançar com você.

– Eu não sei. – falei sem ar, e com certeza vermelha.

Notas finais
Mereço reviews ?? Diz que sim por favor... Até o próximo !! Beijo, Beijo Jersyka Morganna –------------------------------------------------------------------------------------ Dei Cara aos personagens, então se estiverem a fim de verem como Akyra, Caio, Marcos, aquele senhor estranho, entre outros são.... Copiem e colem este link numa nova Guia : http://jersykamorganna-official.blogspot.com.br/