White Rose - (Rosa Branca)
16 Capítulo 16 - Encontro e Visita Surpresa
Notas iniciais
Estava sem tempo para nada esses últimos dias, o trabalhando me robou todo o tempo , quando tive uma folga do tarabalho tive que viajar, bateu a ' Akyra ' aqui e estou me mudando de cidade, estava escolhendo a casa. (kkkkkk) O dia que tive espaço para postar foi hoje, espero que vocês ainda estejam aí.. rsrs
OMG que recomendação linda foi essa? Surpresa total, e que surpresa maravilhosa foi essa... estava em uma loja quando vi pelo celular a recomendação da minha querida Silmara F. e comecei a gritar na loja... (kkkkkkkkkkkkk) louca? Nem um pouco(kkkkk) Esse Cap. é em sua homenagem Silmara.
Boa Leitura Amados...
Beijo, Beijo Lady Jersyka
– Esse professor é louco, fala sério... Onde vamos encontrar as respostas dessas perguntas? – disse Luiza ainda com o caderno aberto nas mãos, andávamos pelo corredor em direção a saída.
– Não sei, mas vou trabalhar nisso a noite toda, acho que até amanhã, tinha planos, mas acho que não vai dar... – eu respondi.
– Serio que você não vai à festa da Bianca? – Luiza me perguntou.
– Não... Tenho muita coisa para fazer, e mesmo se desse, não sei se seria uma boa ideia.
– Akyra tem razão, o mais longe possível dessa lambisgoia só se pode melhorar. – Clara disse com uma expressão vazia, e o olhar distante.
– Tem razão Clara, mas... O que foi aquilo? – Luiza se referia ao acontecimento recente, na sala, onde protetoramente Clara se pôs a minha frente, impedindo assim da Bianca se aproximar.
– Nada. – respondeu seca.
– Não, não é possível que ela tenha feito isso, de novo? – Luiza se aproximou de Clara e a abraçou.
– O que aconteceu? – perguntei notando uma lágrima descendo pelo rosto de Clara, me aproximei logo em seguida mexendo em seu cabelo.
– Eu... A Bianca sempre faz isso, ela falou mal de você para o meu pai, disse que era inadmissível uma “Lins” andar com uma ‘cigana’ como você. Eu fiz um escândalo e me tranquei no quarto, depois de um tempo achando que ela já se havia ido, desci e vi que ela falava com aquele guiné que atende pelo nome de Carla. Ela falou que convidaria você para a festa, e que... Você tornaria a festa mais ‘divertida’. – fiquei em silencio, tentando digerir o que ela disse.
– Meninas, vocês foram convidadas pela Bianca? – o Caio chegou do nada querendo saber.
– Akyra foi. – Luiza respondeu triste também pelo que acabou de ouvir.
– Nossa, Akyra você sabe como é difícil ter a atenção dessa garota por alguns instantes. E você chega e logo é chamada para a festinha dela. Você vai? – ele perguntou colocando seu braço em volta de meu pescoço.
– Ah eu não sei... – respondi, desejando que ele a tirasse dali, acho que a Luiza também desejava isto. Clara me olhou nos olhos. – Quer saber, eu vou. – Clara parecia que ia falar mais se calou com a chegada de Pedro.
– Estava a fugir de mim gatinha. – ele disse depositando um beijo em seu rosto, ela o olhou triste. – Aconteceu algo?
– Estou cansada, quero apenas chegar em casa e deitar-me. – ela rapidamente se despediu com um abraço de Luiza, deitou seus braços em volta a meu corpo, e me beijou a face sussurrando em meu ouvido. – Tens certeza? – afirmei, com um nó na garganta. – Ligo-te mais tarde Farinha de trigo, sorri em resposta. Eles se afastaram e em pouco já se haviam ido.
– Bom por incrível que pareça, eu fui convidado também, e... Eu queria ir com você.
– É... Desculpa Caio, mas eu estava pensando em ir com as meninas. – eu senti o alivio de Luiza.
– Além disso, ela esta me devendo uma dança. – disse o Marcos, aparecendo do nada. Em seguida ele fez uma coisa estranha. Passou o braço pelo pescoço de Luiza. – E você senhorita Andrade, o que acha de dançar comigo também, eu adoraria.
– Bom... acho que vai ser legal. – ela falou surpresa, Caio pareceu surpreso também.
– Ótimo, então espero as duas na festa. – ele disse sorridente.
– Gente preciso correr, ainda tem esse trabalho e... – eu disse num tom um pouco triste, não terminei a frase, pois Luiza me interrompeu.
– Eu acho que você não vai pra casa agora. – Luiza disse olhando fixamente a sua frente.
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Olhei no mesmo instante, e era o Dr. Sidney ele caminhava em nossa direção, me encarando. Quando ele chegou perto o suficiente do nosso grupo, ele pareceu reconhecer o Marcos, e não gostar nada disso. Também pareceu não apreciar o fato do braço do Caio estar onde estava, parecia que se ele tivesse a oportunidade de arrancar o braço do garoto ao meu lado, ele o faria.
– Sidney o que faz aqui? – perguntei surpresa.
– Bom eu estava passando, e reconheci você, então eu vim ver se você esta bem. – ele disse, ignorando todos que estavam a nossa volta.
– Muito gentil da sua parte, eu estou ótima. Obrigada.
– Aqui perto tem uma lanchonete, e você está me devendo um sorvete lembra?! Eu vim cobrar.
– Eu sei e desta vez não posso recusar, não é? – disse tentando parecer simpática, acho que inutilmente.
– É... Você não pode, você está intimada. – ele sorriu e retribui.
– Então vamos. – o Caio tirou o seu braço do meu pescoço. E eu me despedi deles. Entramos numa lanchonete que estava um pouco movimentada, sentamos em uma mesa que ficava ao canto perto de uma grande janela, todos os olhares se voltaram em nossa direção. Uma garçonete se aproximou.
– O que vão querer? – ela disse.
– Dois Sorvetes. – Sidney disse.
– Sinto muito está em falta. Vão querer outra coisa? – Sidney se virou pra mim.
– O que você quer amor? – ele quis saber.
– É... Talvez um sanduíche natural. – respondi sem graça.
– Dois sanduíches então. – ele respondeu rápido.
– Pra beber? – Ela parecia um pouco desconcertada com a atitude do médico a minha frente. Atitude essa que também me deixava constrangida.
– Dois sucos de acerola, tudo bem? – fiz que sim com a cabeça e a garçonete saiu com tudo anotado.
– Você não me ligou... – ele disse olhando serio em meus olhos.
– Sinto muito, não foi minha intenção, apenas... – não pude terminar a frase, não encontrei palavras para isso.
– Não se preocupe, estou feliz em te ver assim, você parece muito bem.
– Obrigada. – disse sinceramente.
– Akyra estou muito feliz por ter aceito meu convite.
– Não poderia recusar, você foi muito gentil. Mais uma vez obrigada, por todo seu cuidado.
Ele pegou minha mão que estava sobre a mesa. Eu sentir meu rosto queimando e ficando vermelho.
– Perto de você me torno um adolescente, mal sei como agir. Akyra eu não consigo parar de pensar em você. – ele confessou, fiquei sem palavras.
– Eu não sei o que dizer. – eu tirei minha mão de debaixo da dele.
– É alguém?
– Não.
– Desculpe por colocá-la nesta situação, mas não suportaria mais segurar .
– Não se preocupe. – desci meus olhos à altura da mesa, e lá permaneci os olhos fixos.
– Eu vou ao banheiro, volto logo. – ele saiu.
Meus pensamentos começaram a disparar. “Meu Deus, o que está acontecendo aqui?”, “O que eu estou fazendo aqui?”. A garçonete chegou com os dois pratos. Eu estava com tanta fome que não agüentei esperar. Ainda mastigava, quando pelo acaso olhei pela janela e vi um homem.
Era aquele senhor, eu tinha certeza, ele voltou a aparecer, não pude conter o sorriso largo. Ele me olhou e logo em seguida caminhou em direção a uma arvore, vi ele colocar algo no tronco, logo em seguida desaparecendo. Foi tudo tão rápido, quando dei por mim já estava ao lado da arvore em questão, havia o pedaço de papel que pareceu um bilhete colado na arvore, o tirei, abrindo e lendo em seguida.
Akyra...
Você parece bem, fico feliz por isso...
Estava com saudade rosa.
Levei comigo o bilhete, sentei ainda o examinando, não entendi, na verdade pouco entendia a respeito dele, quem ele era? E o que quer de mim? Nem sei se um dia terei a resposta.
– Já começou a lanchar? – Sidney perguntou me tirando dos meus devaneios.
– Eu estou morrendo de fome. – disse dando outra mordida.
– Parece nervosa.
– Não, estou bem. Estou apenas cansada, acho melhor ir. – disse me levantando.
– Eu a levo. – levantou também.
– Não precisa, nem tocou no seu sanduíche ainda. Já te atrapalhei demais.
– Sou seu medico, lembra? Apenas me obedeça.
Ele me levou até minha rua. Eu estava nervosa, parecia que a qualquer momento ele iria me beijar.
– Pronto, pode me deixar aqui Sidney. Obrigada.
– Bom, não foi nada. – ele se inclinou e me deu um beijo no rosto.
– Tchau Sidney. – falei rápido, e me virando tonta.
– Tchau.
Abri a porta de casa, fui direto a escada, queria ir para meu quarto, sabia que a minha mãe ia reclamar pelo horário. Eu iria dizer que parei com uns amigos na lanchonete em frente à escola, e que havia lanchado por lá, não estava com fome, também queria olhar de novo o bilhete que aquele senhor havia deixado para mim. Mas a minha mãe chamou meu nome e eu fui à cozinha onde ela estava. Ainda estava com minha mochila quando a soltei no chão, surpresa.
– Tia Mirela. – gritei, correndo para abraçá-la.
– Oi meu amor, tudo bem? – e ela me abraçou.
– Estou ótima, e você titia?
– Estou bem também querida, apenas morrendo de saudade de minha linda sobrinha e minha irmã maluca. – ela ria, na cozinha estava minha mãe, ‘22’, tia Mirela e eu, todos riram.
– Que surpresa foi essa, a senhora sabia mãe? – perguntei.
– Não, a campainha tocou e foi uma ótima surpresa quando abri a porta e dei de cara com ela. – minha mãe abraçava tia Mirela agora.
– E eu vim pra ficar. – ela anunciou.
– Que bom titia. – eu disse.
– É uma ótima noticia, mas como eu não sabia eu não arrumei o quarto de hospede, vou arrumar depois, então você dorme hoje com Akyra e amanha você vai ter seu quarto. – disse minha mãe.
– Não tem problema. Vai ser uma farra, não é Akyra?
– Vai... – lembrei do bilhete que eu havia guardado no caderno. – Eu vou pro meu quarto.
– Não vai almoçar filha? – minha mãe perguntou.
– Não mãe, eu comi numa lanchonete perto da escola com uns amigos. – lembrei do grupo que estava comigo, a expressão apavorada deles, enquanto Sidney se aproximava. – Bom eu vou subir, tenho um trabalho gigantesco para entregar na próxima terça-feira. – me virei e subi, ao entrar peguei meu caderno e procurei o bilhete daquele senhor, o peguei e examinei. “Como ele sabia que eu estaria ali? Como?”. Provavelmente ele estaria me vigiando o tempo todo, ou provavelmente eu estaria ficando louca agora.
– Estou ficando paranoica. – falei me jogando na cama. O resto da tarde foi normal, Clara me ligou, disse que se eu estivesse disposta a ir a festa de Bianca, passaríamos a tarde toda no shopping. Óbvio que a idéia não me agradou, mas saber que ela não parecia estar mais abala me deixou contente, então aceitei, alias a Luiza, acho que não seria tão terrível. À noite, antes de dormi conversei um pouco com minha tia.
– Você ainda tem esse medalhão Akyra? – perguntou minha tia.
– Claro, eu não o tiro pra nada. – respondi
– Sabe que eu era muito nova quando você nasceu. Tinha só 7 anos, mas lembro do amor do seu pai e sua mãe por você. Ele colocou o medalhão em você, e tirou uma foto, e depois disse: “quando ela entender o significado que este medalhão tem pra mim, o darei a ela”.
– Ele não chegou a me dar, faleceu antes, minha mãe me deu no dia do seu enterro.
– Eu sinto tanto querida.
– E eu sinto tanto a falta dele. – peguei no medalhão e uma lagrima escorreu do meu olho. Ela me envolveu em seus braços e dormimos juntas.
No outro dia de manhã, fui à escola e enfrentei o turbilhão de perguntas da Luiza.
– O que aconteceu? Ele se declarou? Ele te beijou?
– Não, não aconteceu nada. – Marcos não tirava os olhos de cima da gente, mas se manteve em silencio por todas as aulas.
No final das aulas Clara veio me encontrar.
– Oi...
– Você não deveria está assim, não teve culpa.
– Eu sei, só não consigo evitar. Mas vai ficar tudo bem, quando chegarmos no shopping.
– Certo, então vamos. – Luiza disse entediada. – Detesto compras.
– Lembre-se que não perguntei, até parece que vocês tem vontade própria. – ela disse rindo. – Ah e mais uma coisa, ao sairmos do shopping vamos direto para minha casa.
– Não liguei pra minha mãe, ela vai ficar preocupada. – eu disse.
– ligue para ela, e faça rápido, chegaremos atrasadas e não temos tempo para atrasos. – Clara parecia ansiosa. Distanciei-me e disquei o numero de casa.
– Alô, mãe eu estou ligando pra avisar que vou ao shopping com a Clara e a Luiza, faremos compras para a festa que te falei ontem, lembra?
– Lembro sim filha, mas não chega muito tarde dessa festa não, ta?!
– Ta, beijo mãe, tchau.
– Beijo filha, tchau.
Notas finais
Ah lembrem também que estou aberta a sugestões, a Fic é de vocês.
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