White Moon And The Little Strawberry
1 Capítulo 1
Mais uma vez ela se encontrava naquela tenebrosa floresta. Não lembrava o por que de estar sozinha ali. Enquanto pensava, um inesperado som quebrou seu raciocínio: uma voz que reconheceria em qualquer lugar. Tinha certeza que estava ouvindo Shiba Kaien pouco distânte de sua localidade.
Esse é mais um pesadelo
Já sei o que vai acontecer
Vou apenas aguardar alguém me acordar
Mas…
Será que posso transformar esse pesadelo em sonho
Será que eu desta vez conseguirei salva-lo?
Ela correu o mais rápido que podia pelo gramado em direção ao barulho. Conforme a voz ia ficando mais próxima, maior era sua esperança que ele ainda não tivesse usado sua zampakutou e pudesse lutar lado a lado com ele.
Não me interessa o orgulho dele
Só quero que ele sobreviva, pelo menos aqui
Quando avistou a clareira, usou seu shumpo ainda amador para percorrer o pequeno espaço que faltava e desceu para o gramado já empunhando sua zampakutou e com um pequeno sorriso confiante.
Consegui
Era o que ela achava. Quando olhou para frente avistou o tenente fundido ao hollow com uma cara diabólica pulando em sua direção e seu capitão tentando alcança-lo antes da shinigami.
Não quero mata-lo outra vez
Mas era tarde. Sode no Shiraiyuki já havia o transpassado no peito. O sangue não teve tempo de impregnar-se no rosto de Rukia ou na zampakutou pois a chuva que acabara de chegar já limpava as marcas do assassinato.
- Kuchiki, desculpe ter te feito sofrer. – disse Kaien envolvendo-a em um último abraço — Me desculpe, não deve ter sido fácil, Obrigado, graças a você posso…
Esse discurso
Pare
Não sou digna de seu perdão!
Sou uma inútil
Não consigo salva-lo nem em um sonho!
Aos poucos as palavras dele tornaram-se distantes e a floresta fora substítuida por seu quarto na mansão Kuchiki. Tal como a floresta desapareceu, a chuva tornou-se as lágrimas que inconscientemente derramava. Não ficou surpresa ao olhar pro lado e ver que o calendário marcava 15 de juho, aquela mesma época que tinha acabado de sonhar.
Levantou-se rápido pois tinha que encontrar seu capitão logo cedo, haviam marcado de tomar chá juntos para conversarem. Não tinha um posto elevado, mas era hábito do dele chamar seus subordinados quando ia manda-los em uma missão diferente do comum.
Correu para o esquadrão, sentia-se incomodada com seu sonho e a paisagem acinzentada e chuvosa não melhorava seu humor. Coinscidência ou não, desde a morte de Kaien-dono, julho era um mês chuvoso. Absorta em seus pensamentos, não reparou que estava em frente ao escritório de seu capitão e ele mentalmente se questionava se ela encontrava-se acordada.
- Kuchiki-san, perdoe-me se a acordei muito cedo…
- Ah! Taichou! Desculpe-me estava apenas pensando no sonho que tive – disse a pequena envergonhada por te-lo ignorado.
- Oh, certo – Ukitake fingiu não ter percebido tristeza em seu rosto – Sente-se, vamos tomar algo para clarear seu pensamentos.
O Taichou perguntou como estava sua família, relacionamentos e treinos. Parecia um parente que não a encontrava faz tempo. Mas era verdade que não se viam a um tempo devido ao cancêr que ele tinha que não o permitia ficar perambulando todos os dias por lá. Até que ficou sério e falou:
- Sem mais delongas Kuchiki, quero que você vá ajudar Kiyone em sua missão no mundo humano e está precisando de ajuda para estabilizar o número de hollows. Vá ajuda-la e aproveite para testar suas novas habilidades. Apronte-se e vá para o Dangai, Kiyone está te aguardando lá. Boa Sorte!
- Sim senhor! – A shinigami fez uma reverência e saiu da sala. Estava muito feliz, sempre quissera conhecer o Mundo Humano: queria ler os tãos famosos mangás que os outros shinigamis que passaram por lá falavam.
Ukitake notou a felicidade da subordinada e olhou para paisagem e disse:
- Fazem trinta anos – suspirou o capitão – Quem sabe ela já não renasceu no Mundo Humano?
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