White Lies
2 Capitulo O1: Chegada
Notas iniciais
OIASOSIOA
espero que gostem!! *___*
Eu não sei o que o deu nele e fiquei realmente muito assustado com aquele seu gesto inesperado. Sentia sua respiração quente em meu rosto e aquele hálito perfumado invadir minhas narinas. Meu corpo começava a ter sensações que eu nunca havia tido antes. Impulsos os quais eu nunca tinha pensado em ter. Ele me atentava e não era toa que eu o chamava de minha perdição.
O dia em que ele chegou não foi diferente. Na verdade parecia que ele já tinha preparado tudo para a sua caça na qual eu era a presa.
Eu acordei cedo e tomei meu café. Hyori já havia saído e apenas me deixou um bilhete lembrando-me de seu irmão. Faltava muito até a hora exata de ele chegar, então aproveitei o tempo para ver algo interessante na internet. Passei horas lá tentando me distrair quando a campainha finalmente tocou.
- Olá – abri um sorriso acolhedor. Não podia espantar o que seria minha única forma de sobrevivência naquela enorme casa.
- Oi... Você... é o JaeJoong?
Yunho me olhou de cima abaixo com uma cara muito estranha. Abaixou um pouco os óculos escuros para que pudesse me ver melhor. Eu fiquei muito sem graça, mas o convidei para entrar para ver se quebrava aquele clima tenso.
- S-Sim...
- Então você é o futuro marido da Hyori não é?! — sorriu de soslaio – Prazer sou seu irmão Jung Yunho.
Ele abriu um sorriso de tirar o fôlego. Eu até me estranhei por sentir uma falta de ar repentina. Não consegui tirar aquele sorriso da cabeça. Na verdade, nem o resto do corpo que logo, logo vocês entenderão.
Ele entrou e me perguntou onde se localizava seu quarto. Pode parecer que ele tenha sido um pouco mal educado, mas ele falou muito gentilmente. Eu o levei até seu quarto que ficava no final do corredor, ao lado do meu e de Hyori.
- Aqui é muito bem decorado – olhou em volta – Gostei do meu quarto... – sorriu novamente e eu quase não fico em pé.
- P-Pois é... – cocei a nuca, um pouco envergonhado – Está com fome?
- Hum... Acho que sim – riu – O que tem para o almoço?
- Na verdade... Não tem nada... – sorriu sem graça.
- Olha, não se preocupe gracinha. Pedirei uma pizza ok?! – piscou para mim.
Como assim “gracinha”? Que história é essa de piscar para mim? Sabe o que pareceu? Que nós estávamos em uma boate. Foi muito parecido. Era como se ele estivesse me pedindo pra dançar e depois ele ficaria comigo fácil.
Certo. O irmão da Hyori não bate muito bem da cabeça. Juro que arregalei meus olhos e quase deixei um “O QUE!?” sair mas não o fiz. Fiquei imóvel. Ele aproximou seus lábios de minha orelha.
- Gostei de você... – deu uma leve soprada. Morri e fui pro céu – Vamos deixar as coisas rolarem do meu jeito, ok?! – mordeu suavemente o lóbulo da minha orelha e deixou o quarto com um sorriso safado no rosto.
Mas o que foi aquilo?! Yunho só deve estar de brincadeira com a minha cara. Acha que eu sou qualquer um ou algo do tipo?! E outra: eu era o noivo da sua irmã. Como pode fazer esse tipo de coisa?
Bufei alto e passei a mão em meu pescoço, descansando meu braço ali mesmo. Olhei para algum ponto do quarto pensando no que havia ocorrido segundos antes. Eu achei aquilo um tremendo absurdo.
O problema é que aquilo nem foi O cúmulo assim. O pior viria depois.
Desci as escadas com um semblante calmo, tentando mostrar que eu não tinha me importado muito com aquela atitude dele em seu quarto. Passei pelo pequeno hall onde finalizei a escada, no primeiro andar e me dirigi à sala. Yunho estava sentado com as pernas cruzadas e falava ao telefone. Acho que ele estava pedindo a pizza. Respirei fundo pra ver se a raiva sumia e sentei-me no sofá oposto ao dele. O olhava um pouco nervoso.
- Meia hora então, não é?! Ok! Estarei esperando.
Meu futuro cunhado recolocou o telefone no gancho e olhou pra mim com aquele mesmo sorriso malicioso no rosto. Eu me assustei e desviei o olhar, mas sempre o voltava para ele e logo desviava rapidamente. Como ele trajava um terno simples e já estava sem seu blazer, ele afrouxou sua gravata e desabotoou os primeiros botões de sua camisa. E detalhe: sempre olhando para mim com AQUELE sorriso.
Eu engoli seco e comecei a brincar com as minhas mãos. Eu não podia mentir que não estava me importando com aquilo. Tinha que dar um basta, mas ele se levantou e começou a chegar mais perto de mim. Eu fui me deitando no encosto do sofá e quando ele já estava com o rosto colado no meu, colocou suas mãos dos dois lados da minha cabeça e olhava fixamente em meus olhos.
Apesar de ter passado segundos, parecia que havia passado horas naquela posição. Meu coração acelerou e não conseguia olhar para outro lugar a não ser para seus olhos. Eles pareciam prender qualquer coisa que os olhasse.
Eu pigarreei e lancei-lhe um olhar sério, mas logo o afastei com um sorriso tímido e me dirigi para a cozinha sem falar nada. Tentava me recuperar do momento anterior.
Dia incrivelmente bizarro.
Abri a geladeira e procurei por alguma coisa refrescante. O calor estava bem mais forte agora ainda mais com um cara desses dando em cima de mim. Sim, eu não sou burro. Estava MUITO na cara que ele queria me pegar. Como ele conseguiu sentir atração tão rápido por mim eu não sei. Ainda mais por que ele nem chegou direito em casa e já estava daquela forma comigo então eu não queria nem pensar o que aconteceria depois.
A pizza não demorou a chegar. Arrumamos a mesa e almoçamos sem dizer uma palavra ao outro. Eu não queria que essa situação ficasse dessa forma. Queria mostrar a ele que eu não queria aquilo então conversei normalmente.
- Então Yunho... – comecei, mas ele insistiu em teimar.
- Me chame de Yun... – sorriu. Eu apenas afirmei que sim com a cabeça.
- Yun... Como era nos EUA? – evitava olhar para ele.
- Bem, um pouco chato – riu – Lá é bem diferente daqui, principalmente as pessoas. Mas o que tem de putinha lá não é brincadeira! – mordeu o lábio – Meus dias lá foram...Como posso dizer? Deliciosos...
Eu coloquei os talheres sobre a mesa e me levantei um pouco nervoso. Então quer dizer que ele realmente me achava como uma dessazinhas americanas que ele pegava? Claro, pelo jeito que ele respondeu a minha pergunta era óbvia a personalidade que Yunho tinha. Incrível como ele não estava nem aí para o que as pessoas sentiam.
Ele olhou pra mim confuso enquanto eu saía da cozinha. Segui para o meu quarto e peguei algumas roupas no cesto de roupa suja. Eu nem sabia direito o que eu estava fazendo eu só queria arranjar alguma desculpa para sair do mesmo cômodo que Yunho. Desci novamente, carregando uma pilha de roupas em meus braços e voltei para a cozinha e fui direto para a área de serviço da casa. Joguei as roupas na máquina de lavar e apertei alguns botões para que começasse a funcionar. Respirei fundo novamente. Que dia estava sendo aquele e olha que nem havia começado direito.
Apoiei minha mão sobre a lavadeira e várias coisas invadiram meus pensamentos. Passei alguns minutos assim e senti alguém me abraçar por traz e roçar os lábios suavemente em minha nuca. Automaticamente fechei os olhos e suspirei pesadamente. Aqueles braços fortes envolviam a minha cintura, passando por debaixo de minhas roupas. Sentia aquela pele quente em contato com a minha enquanto minhas mãos deslizavam em seus braços, alcançando suas mãos.
Sensações muito estranhas se misturavam em meu corpo e eu não conseguia identificar quais eram. Só sei que o Yunho mexeu comigo e COMO mexeu.
Notas finais
obrigada pelos reviews! li todos, só nao tenho tempo de responder um por um , gomen ne T_______T
S2
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