White Knight

2 Capitulo 1 – O destino está lançado!


Notas iniciais
Capitulo looongo...

Central da Liga das Nações e Humanidade, EUA.

Washington D.C

Palácio da Justiça

18 de março, 2096

18:47

A bonita repórter loira se arrumava antes de começar a sua apresentação e enquanto alisava a saia curta de seu terninho com uma das mãos e segurava com a outra o microfone era observada por garçons e serviçais que passavam de lá para cá atrás de si. Mas não era apenas para ela que eles estavam olhando ou para as câmeras e as luzes do equipamento de filmagem ao vivo da JCI, mas sim para o homem de terno que estava resmungando para a repórter e os câmeras.

- Eu acho que você já está bonita até demais e também acho que estamos atrasados até demais...! – Ele tomou mais um gole do copo de whisky que segurava e olhou para o resto da equipe. – Vocês já podem se posicionar também...

- Fique mais calmo, Sieghart... – A voz melosa da repórter saiu de maneira quase que cantante e de propósito ela errara o nome dele.

- Só vou me acalmar quando você começar a sorrir para essa câmera e falar: “Boa Noite, Jessy!” – Ele fez uma imitação bem ruim da voz da repórter o que fez um dos câmeras dar uma gargalhada baixa. – E o nome é Sieghard.

A mulher bufou, deu uma ultima arrumada no cabelo colocando uma mecha que teimava em ficar na frente do rosto para trás da orelha e se ajeitou com um sorriso na frente da câmera.

- Aleluia! – Exclamou o homem de terno para o teto iluminado.

- Ao vivo em... 3... 2... 1! – O câmera fez um sinal de positivo para a repórter e ela abriu ainda mais seu sorriso.

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“Agora vamos falar com a Catherine que está nesse momento da festa de comemoração do aniversario de 100 anos da Liga das Nações e Humanidade. E há muitas pessoas importantes por ai, não é?”

A televisão ligada no máximo no pequeno bar de esquina chamava a atenção de todos, desde os empregados aos clientes e principalmente do garçom loiro e atraente que todos conheciam como Ion. Seus brilhantes olhos azuis estavam vidrados na televisão de tela plana que mostrava agora a bonita repórter loira, Catherine Wayne, com seu terninho azul-marinho que sorria vulgarmente na televisão enquanto era cercada por uma festa de gala com pessoas importantes e garçons por toda parte.

- Olha, o cabelo dela tem a mesma cor que o do Ion-kun...! – Exclamou uma cliente.

- Você por acaso não é um Wayne, não é Ion-kun? – Brincou outra cliente.

- Não falem besteiras... – Ion ficou totalmente corado. – Eu sou um Sumeragi! Ion Sumeragi-san!

As atenções foram voltadas para a televisão quando a mulher loira começou a falar.

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“Boa Noite, Jessy! E sim, há muitas pessoas importantes aqui! Agora mesmo acabou de passar por mim o presidente da atual Liga das Nações Econômicas, Davi Bolle, e também o Ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil, José Luis Camargo. E parece que eles estavam tendo uma conversa animada!” A mulher deu uma risadinha nervosa.

Que exibicionismo inútil. Pensou Immanuel Sieghard ao se afastar da equipe de reportagens da JCI e ir em direção a uma das grandes janelas de vidro reforçado do Palácio da Justiça. Apesar de estar no comando daquela equipe a tanto tempo ainda não gravara nada que fosse realmente memorável para sua carreira e isso o deixava frustrado, pois não sabia como sua equipe reagiria se acontecesse algo realmente interessante.

Como todos os homens ele era ambicioso e extremamente fanático por poder. Um poder que não poderia conseguir se continuasse com a mesma equipe de sempre e com as mesmas noticias de sempre... E por isso eu fiz o que fiz. Ele sorriu enquanto se lembrava da ligação que fizera naquela manhã para o desconhecido que se descrevera como o terrorista que queria acabar com a Liga das Nações e Humanidade com o poder de um Deus. Aquele homem parecia um fanático! Immanuel havia passado certas informações sobre a festa daquela noite para o homem desconhecido e de quando ele poderia atacar. Agora eu sou um traidor, não é? Antes que ele pudesse soltar uma gargalhada baixa para si mesmo sentiu que lhe cutucavam o ombro e que alguém o chamava.

- Senhor Sieghard Immanuel? – Uma voz baixa, feminina e melosa fazia com que o nome daquele homem, mesmo que falado em ordem errada, fosse algo divino.

- Sim? – Immanuel se virou para trás e viu na sua frente uma linda moça ruiva com um vestido cor de jade, um corpo perfeito e um sorriso verdadeiramente atraente. – Mas meu nome é Immanuel Sieghard e não o contrario.

- Ah, Desculpe-me... – A moça mostrou mais um sorriso atraente nos lábios carmesim. – O tempo que passei em Tóquio deve ter afetado minha maneira de falar... Mas acho mais bonitinho seu nome do jeito que falei, Immanuel-sama. – Ela deu uma piscadela que o deixou corado quase que no mesmo instante.

- Ahn... – Ele tentou esconder o nervosismo perante a mulher. – Posso saber com quem estou conversando?

— Olivia Deriviere ou... – Ela abriu ainda mais o sorriso. – Deriviere Olivia! – E deu outra piscadela que veio junto ao uma risadinha.

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Central da Liga de Salvação da Humanidade

Cidade do México

18:58

— Temos pouco tempo para fazer a decolagem do Albion, senhor... – Um rapaz com um uniforme impecavelmente branco e dourado olhava para o homem alto ao seu lado.

- Então porque não começam logo com essa droga? – Respondeu o homem de aparência desleixada e que mais parecia um mendigo do que o responsável por uma operação contra-terrorista.

“O afobado come cru!” Falou uma voz animada que vinha do telão em frente ao homem.

- O Albion já está pronto para decolar?! – Exclamou o rapaz de uniforme branco com alegria para a imagem de uma menina de cabelos castanhos que aparecia na tela.

“Desde 18:30! Vocês é que são lerdos! Já estou pronta desde que sua mãe nasceu...”

- E porque você já não sumiu da minha frente, então? – O homem mais velho lançou um olhar enviesado para a tela que fez o rapaz ao seu lado tremer.

“O.K!” A garota fez um sinal positivo com uma das mãos e pareceu se ajeitar dentro da enorme unidade humanóide móvel armada. “Albion Marilous. Carregando Inicialização.”

Uma nova ‘janela’ se abriu na enorme tela mostrando um 15% que subia a uma velocidade anormal até chegar aos 89% onde estacou e começou a subir mais vagarosamente. Mas em poucos segundos já havia chegado nos 100% e a janela havia sumido do telão.

“Albion Marilous. Checando combustível-mãe. Anti-matéria. Combustível-mãe checado sem maiores problemas. Checando combustível-filho. Hidrogênio liquido. Iniciação completa. Albion aguarda a liberação pela regra RAT-097. Albion aguarda liberação para a abertura de escotilha. Albion aguarda liberação de documento contendo a definição da missão 001 da 1ª tenente Himeri Hikaru. Albion aguarda liberação para que eu pare de falar que o Albion aguarda liberação.”

- Nada de brincadeiras! – Rosnou o mais velho.

- Onegai, Himeri-chan... – Clamava o rapaz para a moça da tela. – Hoje não...

“Entendido.” Ela abriu um sorriso sem graça.

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A 1ª tenente da Liga de Salvação da Humanidade, Himeri Hikaru, aguardava ansiosa que a forte porta de aço se abrisse e que ela pudesse ir em direção a sua primeira missão como a incrível anti-terrorista desconhecida, White Knight. Aquele nome seria entregue mais tarde para a imprensa pelo então presidente da Liga das Nações e Humanidade em uma entrevista exclusiva que já estava sendo preparada com antecedência. E ela esperava ansiosa que o objetivo certo de sua missão, além da frase inicial que aparecia como sinal de boa sorte antes da unidade humanóide móvel Albion Marilous decolar, aparecessem.

“Liberação para a abertura de escotilha confirmada. O objetivo da missão é destruir todo e qualquer humanóide móvel desconhecido que esteja causando caos dentro do limite onde você está. Entendido?”

- Albion avistou a abertura de escotilha. – Ela deu uma pausa antes de continuar com a voz mais animada. – Himeri Hikarualreadyunderstandthemissionobjective.

“Será que não dá para falar em japonês claro pelo menos uma vez na vida?!” Reclamou o rapaz. “Não consigo entender quase nada o que você fala!”

- Desculpe. – Himeri passou a mão pelos cabelos e sorriu de uma forma gentil. – Eu estudei nos EUA por um bom tempo e acabei saindo assim...! – E agora vou voltar para lá.

“Eu entendo. Mas tente não falar muito inglês, ta?” Ela apenas aquiesceu e ficou observando quando a frase apareceu na telinha pequena do Albion.

“A sorte está lançada.”

TheLuck? No, it is the destiny.

“O destino está lançado.”

“Confirmação para a partida da unidade humanóide móvel armada Albion Marilous. Piloto: 1ª tenente Himeri Hikaru. Albion já pode partir.”

Segurando os controles do imponente Móbile Knight branco, Himeri sentiu um poder indescritível em suas mãos enquanto a ‘arma’ avançava do corredor mal iluminado de aço com impulsionador de unidade móvel para o céu escuro do México e em direção a Washington.

- O destino está lançado! – Gritou a garota com a maior energia que conseguiu catalisar para sua própria força de vontade.

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- Olhem! – Gritou alguém entre os convidados do Palácio da Justiça enquanto apontavam na direção da janela aonde Sieghard conversava com Olivia. – O que diabo é aquilo?

Do lado de fora do palácio da Justiça de Washington, a mais ou menos 10 km e se aproximando perigosamente, um grupo de unidades móveis armadas empunhavam armas e grandiosos canhões apontados diretamente para aquela sala.

- OH, Meu Deus! – Gritou histericamente uma senhora gorduchinha perto da equipe de reportagem. – São terroristas!

Sieghard olhou para a janela e abriu um sorriso perverso. Finalmente, meu amigo... Eu já estava ficando entediado. Ele olhou para a atraente mulher ruiva com quem estivera conversando e que tinha se encolhido em si mesma ao ver as unidades moveis e mostrava um pouco mais o seu decote. Bem, nem tanto...

- Ei! – Exclamou Immanuel para Catherine, a repórter loira e sonsa que trabalhava para ele. – Comecem a filmar isso e mandem um helicóptero para fazer cobertura aérea também! – O sorriso no rosto dele era imenso e deixava transparecer para todos que ele tinha sido o único a tirar proveito da estranha situação.

Enquanto isso, Olivia Deriviere não largava do braço do homem loiro, alto e vagamente atraente que ela conhecera poucos minutos antes e olhava aterrorizada para a cena do outro lado da janela. Mas aquilo era apenas encenação para descobrir se aquele homem estava realmente envolvido com o ataque terrorista surpresa que acontecia naquela noite. E pelo que dava a parecer: Immanuel Sieghard era culpado.

Notas finais
Se o inglês estiver errado me falem, tá?