Notas iniciais
Parte do passado de Verônica e Libra.

Subtítulo: Ainda Vou Te Achar

Passos sobre a água. Duas pessoas andando sobre o oceano, uma delas os permitindo.

— Legal essa magia que eu criei, não?

— Claro, Verônica! Você é muito inteligente e deve saber bastante coisa. Se meu elemento não fosse o metal e sim água, seríamos uma dupla quase perfeita!

Libra deixou Verônica confusa. Os dois tendo 13 anos de idade, somente, sabiam muito bem o que sentiam um pelo outro: amor.

— Porque "quase perfeito", Libra?

— Temos que... Namorar.

Verônica fechou os olhos e estalou os dedos, deixando Libra sem base sobre a água e afundando.

Libra, boiando, não aceitou a atitude dela:

— Nos conhecemos desde quando éramos pequenos. Sentimos amor um pelo outro. Porque fez isso? Não gosta de mim?

Verônica, vermelha, respondeu:

— C-Claro que sim. É que, você foi muito direto. E eu não gosto de compromissos.

Libra afundou completamente o corpo, dramatizando.

— Sai daí, vai. Já criei a base na água. Sem drama.

Ele subiu novamente e cambaleou um pouco, mas conseguiu se estabilizar:

— Deixa quieto. Eu vou indo.

— IDIOTA!! Não te dei um fora.

— Não to afim mais.

— Cala a boca, imbecíl. Como pode mudar de idéia tão facilmente?

Libra parou, se ajoelhou.

— Vai se declarar a mim? Que romant....

Ela ficou quieta quando viu ele caindo na água. Alguém tinha o atingido com uma adaga, a distancia.

— LIBRA!?
De longe, Verônica sem entender nada, viu alguém com uma capa toda vermelha e a sombra não a permitia ver seu rosto.

— Quem é você? — diz ela, ao mesmo tempo com sua magia de água pegando Libra do fundo do mar e colocando do lado dela, deitado.

— Merda!! Falhou! Recuar!!

A pessoa desapareceu numa nuvem preta, se desmaterializando rapidamente.

Verônica entendeu tudo aquilo como um assalto sem sucesso, atentado rival ou algo parecido. Tudo, entretanto dando atenção à Libra:

— Você vai ficar bem... Minha água vai te curar.

— Não precisa chorar. Não fui pego em um ponto letal, graças a... AI!!

— Desculpa, minha água, minha magia, é tampouco quanto dolorida, mas você vai ficar bem. Seja forte.

Libra fechou seus olhos e Verônica se aliviou, viu que ele ficaria bem.

Dias depois, após o atentado contra Libra, Verônica o convidou para um jantar em família, mas ele recusou. Momentos depois, o convidou novamente e ele, como anteriormente, recusou. Com dúvidas, marcou um encontro com ele — na Floresta Mágica de Madeon.

Era noite e as árvores se mexiam via a força do vento e o clima escuro da madrugada. Entre uma árvore e outra existia pura neblina negra, e alguns vaga-lumes deixava tudo na bera da arte que era tudo aquilo, como um todo. Não o suficiente para quebrar a briga de Verônica e Libra.

— Como assim não pode mais me ver e nem falar comigo?

— Eu sinto muito. Espero um dia poder explicar.

Verônica caiu no pranto e Libra tentava engolir o choro:

— Vá e proteja sua família... Antes que seja tarde.

— Como assim???! Por que isso comigo?

Respirando fundo, Libra deu as costas a ela:

— A pessoa que me deu aquele golpe um tempo atrás. Ele é líder de uma facção, rival a sua família. A Kemiboot. Entretanto, ele vai atacar o seu vilarejo esta noite. Tentaram me atingir porque achavam que eu poderia defender sua família.

— Como??

— Tua família, seu sobrenome. É uma ameaça a eles. Você, guardiã de um segredo que pode mudar tudo em sua volta. Uma ameaça mais além de tudo o que pode ser ameaçador neste mundo.

— Aquele segredo... Como sabe? Quem contou a eles?

— Então. No hospital, em um momento de fraqueza da minha parte, a mesma pessoa que me atingiu foi lá e me obrigou contar tudo: uma magia de mente, com certeza. Eu não tive culpa.

Verônica pensou e decidiu:

— Não importa!

Libra se impressiona, arregalando os olhos:

— Não? Como pode?

— Vamos enfrentar tudo isso juntos.

— Eu não vou com você. Se eu for, minha família vai ser a próxima. Sei que você mais seus parentes darão conta. Ainda mais sendo apenas um mago que irá deter todos eles.

— Como sabe de tudo isso?

Gaguejando e inseguro, ele respondeu forçadamente:

— Ele me contou.

Libra começa a correr, querendo ir embora como se tivesse um compromisso:

— Apenas me fala o nome dele!

Ele se vira e responde:

— Alan!! — ele mentiu.

Verônica já não podia mais o vê-lo, e com um ar de fúria voltou para sua vila, que já estava toda em chamas. A cada metro quadrado, um parente morto com pedaços de ferro no corpo e no centro da praça principal, o homem que tinha atingido Libra:

— Prisão de Água!

Como era jovem e não tinha muito poder mágico, Gonion, a magia dela não foi suficiente para deter o estranho, que escapou facilmente da prisão de água.

— Quem é você?

Calado, o estranho pegou um pergaminho e jogou no alto, abrindo. Deste, várias granadas saíram e automaticamente iam a certo ponto da vila, explodindo e matando mais gente. Verônica assistia tudo e atordoada, perdida, não sabia o que fazer.

— Se não parar, eu vou!! Para de acabar com minha família! Eles são tudo o que eu tenho!

O estranho ficou parado, somente se mexendo quando vinha algum guarda dali — ele os matava com barras de metal que havia no chão — mutilando todos.

— Minha magia mais forte!! Invocação: Besta Marinha!

Ela abriu sua boca e dali saiu muita água, tomando forma de uma cobra grande com rosto de cavalo e várias pernas de caranguejo. Verônica não agüentou, perdeu toda sua magia e desmaiou. Apostou tudo na magia.

O estranho emitiu várias lâminas no alto, e com efeito parábola, caíram sobre as patas no bicho, prendendo-o. Por fim, uma espada que tinha no chão o deu a idéia: decepou o animal e suas pernas — a água que era a base do corpo dele se desfez, caindo sobre Verônica, desmaiada.

Ao seu redor, tudo destruído. Verônica desmaiada. O estranho que tirou seu capuz, viu que tinha ganhado a guerra. Só havia ela ali, viva.

Tudo aquilo deu o desejo de vingança dela, sempre tendo aquele motivo repentino: "Um dia vou te achar... Custe o que custar".

E mal sabia ela que o perigo morava ao lado. Não sabia que quem desfez sua felicidade estava muito próximo, e distante ao mesmo tempo.

Após terminar a guerra, o estranho jogou seu manto fora — por erro, contendo seu diário. Preto e pequeno com uma pena cinza, na capa estampado em letras de metal chamuscado seu nome.

Libra.

Notas finais
Próximo Subtítulo: O Pirata Vencedor

O próximo capítulo volta ao normal a história, no labirinto. Quem será que encontrou Brian?!?!

Espero que tenham gostado e como é um capítulo filler, não tenho perguntas - porém DEIXEM SEU REVIEW.

Obs.: Há algumas vezes que vou voltar no tempo na história, tipo agora. Não vou dar muitos detalhes das ações e vai ser tudo um pouco rápido. Não em todos os Capítulos Fillers, mas já aviso!