White Dragon: Arco Apocalipse - Fanfic Interativa
22 Apocalipse - Parte III
Notas iniciais
— Volta!!! — gritou Verônica, entre as cabanas do vilarejo que queimava em um fogo não sentimental à pessoa de capuz preto.
Logicamente era tudo uma lembrança.
— Ainda vou te achar... E vingar minha vida toda.
— Verônica!! É o nosso passeio... Vamos? — gritou Justin, já dentro do carro que os levaria para um passeio entre as estradas gloriosas que existiam ali perto. Quem dirigia era Aron, do elemento sangue. O carro era todo preto com luzes amarelas. Bem chamativo.
— Já estou indo...
Na hora que ela entrou dentro do carro, Justin a viu preocupada e perguntou, na tentativa de ajudar:
— O que aconteceu, Verônica?
— Krystal, Ronan, Esmerald, Libra e Gonion em perigo e vocês aqui... Me chamando para passear... A cidade está em perigo. Deveríamos ter ajudado, não?
Aron respirou fundo e deu uma simples resposta:
— Ronan vai dar um jeito.
— Ele é um incompetente. — disse Verônica, com um hálito de tédio.
— Estranho, Verônica. Você sempre apostou nele.
— Ele tem me decepcionado ultimamente, Justin. Agora, ande com essa lata velha antes que eu mude de idéia?
— Vamos lá, Aron. Dirija!!!
Aron pisou fundo e tão veloz foi seu carro quanto o tempo — já era noite e eles tinham se perdido, além da gasolina ter acabado.
— Merda... — Aron deu um soco no volante, que caiu bem em seu pé. — BOSTA!! DESGRAÇA!!
Verônica novamente teve um "surto" e saiu do carro com raiva, saiu correndo e Justin foi atrás — enquanto Aron chutava e socava o carro.
— Incompetentes! Todos vocês! Nem para encher a porra do tanque?
— Porque tão nervosa?
— Me desculpa... Tenho ficado assim ultimamente desde que eu comecei a lembrar do meu passado.
— O incêndio na sua antiga vila?
— Sim... É como se eu soubesse quem foi e ao mesmo tempo não...
— Esquece tudo isso? Vamos lá ajudar Aron?
— Vai você, eu vou dar uma volta. Prometo não demorar.
— Fique bem, Verônica.
— Eu sei me cuidar... Há água por todo lugar, querido.
Verônica desceu a ladeira e entrou no matagal, tirando si mesmo da vista de Justin, que logo após voltou para rir da cara de Aron quebrando a murros o carro de passeio.
Sendo atrocidade pelos gravetos que a atrapalhavam no caminho, Verônica tropeça em um tronco e vai rolando até uma cabana enorme e preta — muitos moradores que não estavam ali presentes:
— Uma cabana? Aqui?
— Quem se intrometeu aqui foi você, amor. — disse um estranho que logo depois foi reconhecido por Verônica.
— Maldição!! Você!!
— Claro. Disse que nós iríamos nos reencontrar um dia. Ou acha que o carro deu pane sozinho?
— Foi você, Luck? — o olhar de Verônica mudou, e suas mãos já estavam molhadas pela sua magia d'água.
Luck. Usa fumaça como elemento e juntamente com Luna, tinha uma rivalidade mortal contra Verônica e prometeu a si mesmo que um dia iria por as cartas na mesa. Essa seria à hora?
— Sabe quem está aqui também? Luna! Logo ela virá. Mas por enquanto vou me divertir com você.
— O que você quer comigo? Nunca soube!
— Você tem algo que me pertence devido aquele roubo. A jóia especial era minha! Nossa antiga turma de missões mágicas tinha vencido o torneio grupal, porém você pegou o que era nosso por direito e sumiu. Estou aqui, dois anos depois, pedindo ela de volta.
— Sem chance, Luck. Já usei e agora tenho a MO1.
— Pensei... Então eu vou tirar ela de você!
— Tridente de água!
— Corpo de fumaça!
NT: MO1 — Magia Obscurecida 1, magia adquirida por objetos.
Verônica com seu tridente bateu contra o corpo de Luck, mas como estava em estado de fumaça, quase que gasoso, não o danificou. Em troca, por um instante o corpo de Luck voltou ao normal e ele aproveitou o tempo para apertar com toda sua força o pescoço dela:
— Eu vou ter o que é meu!
— Me solta... Está me sufocando!
— A tendência é só piorar!
— Lembra da gente... Juntos. Vamos reconstruir nosso grupo novamente. Você, Luna e eu.
Luck ficou mais aborrecido e apertou ainda mais o pescoço de Verônica, a deixando totalmente sem ar.
— Você não vai penetrar novamente na minha mente.
Ele a arremessou longe, que chocou contra uma árvore grande e que residiam muitos pássaros que alertaram Justin e Aron que algo estava acontecendo quando bateram asas, assustadas.
— Mesmo sendo a antiga líder do grupo, você nunca foi pálio para mim. E nem para Luna!
— Nunca me importei... Eu tinha a máxima autoridade. Tsunami!!
— Vaporização!
Então a onda enorme emitida por Verônica evaporou e seu ataque foi inútil.
— Prisão de Fumaça! — Luck jogou uma bola de fumaça nela, que se expandiu e a deixou sufocada, porém viva propositalmente. A intenção era sufocar e imobilizar Verônica.
— Essa nuvem... É muito densa. Mas eu posso sair daqui!
Devagar, ela consegue sair da nuvem porém recebe um soco bem na cara de uma segunda pessoa: Luna.
Jogada longe, Verônica se levantou, com um corte leve.
— Verônica...
— Luna...
Luck:
— Agora a coisa vai ficar boa!
— Mas vai ficar mesmo!! — de longe, Justin. Ao seu lado, Aron. Ambos se posicionaram ao lado de Verônica.
— Obrigada!
— Sabia que não devia ter deixado você sozinha. — se culpou Justin.
— A culpa não é sua... Foi uma armadilha deles!
— Então foi esses malditos que quebraram meu carro? — Aron ficou nervoso, seu olho já tinha mudado e estava pronto para qualquer luta.
— Hum... Esse aí é parecido com Libra. — comentou Luna.
Verônica se espantou:
— L-Libra? O conhece?
— Não mais que você. Afinal, foi ele quem destruiu sua vila.
— Não fala besteiras!
Verônica saiu em disparado com seu tridente de água, porém Luna se banhou em chamas negras e um braço formado pela mesma arremessou — novamente — Verônica longe.
— Sim, foi ele. Apesar de você não ter percebido a magia de metal presente naquela vila destruída semelhante à essência dele, eu sei do que estou falando.
Verônica custou a acreditar, levou um tempo.
— Faz todo sentido. — comentou Verônica.
Aron e Justin estavam imobilizados de espanto.
Luna:
— Devia ter acabado com você quando eu pude, garota. — Luna, banhada nas sombras iguais a de Esmerald.
— Por quê? Porque Libra?
Luna sorriu e suas sombras sumiram, dando lugar a um sentimento ruim, que começou a fazer mal a todos ali presente — até mesmo Luck.
— Apocal...
Luck tapou a boca de Luna, a jogando no chão.
— Para com isso? Está louca? Nunca vai suar essa magia. Ela é uma invenção da sua cabeça e não existe.
— M-Me desculpe... Onde eu estava com a cabeça?
— Não precisamos dela. Vamos fazer isso NÓS MESMOS, não eles.
Luna:
— Concordo.
E em uma distração de Luck...
— APOCALIPSE! Há! Há! Há! Há! Há!
Luck ficou desapontado e sabia que tudo estava perdido:
— Luna... O que você fez?
O céu, ficou com nuvens vermelhas.
O ar ficou com nuvens negras, o ódio do planeta.
As águas de todos os oceanos começaram a borbulhar seus seres-vivos mortos. Luna gargalhava alto e Luck fugia correndo com medo de uma futura punição divina:
— Mas que... O que está acontecendo?! — gritou assustada Verônica ao sentir um terremoto insuportável. Aron e Justin se seguravam no chão.
— Eles estão vindo!! O apocalipse chegou... Essa é a magia que eu inventei. A melhor magia deste mundo!
O terremoto estava sendo auto-explicativo, uma estátua gigante de um metal avermelhado estava se erguendo da terra: um enorme tigre de três cabeças com seu peitoral forte com acessórios grotescos e símbolos satânicos em todo o corpo.
— Conheça nosso próximo Deus: Natanael!
— N-Não pode ser!! — Justin sabia o que estava acontecendo e foi o primeiro a ser morto pela magia de Natanael, devido a um fogo roxo que saiu de um de suas bocas e perfurou a barriga dele.
— Justin!! Nãao! — Verônica caiu em lágrimas e não agüentou a tristeza e medo, caiu no chão. Estava imobilizada pelo sufoco de uma perda. — Maldita seja você, Luna! Por que faz isso?
— Verá agora... Natanael, use a magia que vai nos dar o mundo: Possessão Divina!
Aron estava desmaiado, desviou do mesmo ataque que matou Justin, seu melhor amigo, porém bateu a cabeça em um tronco. Agora a luta tinha se tornado global, e ninguém podia ajudar Verônica.
Ela enxugou as lágrimas e ativou dois tridentes de água:
— Eu vou ter que dar o meu melhor... Não posso perder mais alguém. Meus amigos... Tudo que eu tenho.
— É inútil lutar agora... Está fragilizada! O mundo está fragilizado. De modo frágil, ele é todo meu. E você será punida! Que era a segunda estátua: Ariel!
Primeiro Natanael — os três tigres satânicos. Agora, Ariel — a mulher com bocas ao invés de olhos. Um pouco maior que a estátua que representava Natanael, estava um pouco ao lado e atrás do mesmo.
— Ariel, cante para o mundo inteiro ouvir. Cante nossa vitória!
Luna estava com o poder sobe a cabeça, e Verônica não conseguia se mover devido aquele som que penetrava na alma e mudava a personalidade da pessoa, para pior.
As ações no castelo da Kemiboot foram interrompidas e todos estavam agora do mesmo lado. Verônica era a única do mundo que estava com o "ódio bom" dentro do seu corpo. Era a única esperança da humanidade, e sabia disso. Tal motivo a fez liberar a magia que tinha conseguido da jóia que tinha roubado:
— Magia Obscurecida: Exército Branco!
Como disse, um exército totalmente vestido de branco surgiu pelo oxigênio. Agora, era ela e duzentos mil soldados magos contra todos as pessoas que escutaram o canto de Ariel, e que estavam se aproximando dali com bastante velocidade. Em questão de minutos, ali seria o centro da principal guerra de todos os tempos.
Verônica:
— Que a guerra comece...
Luna:
— Terceira e última estátua...
Verônica se espantou. Ainda tinha uma estátua, que pelo que sentia, era a mais poderosa e perigosa.
Luna deu um silêncio e depois citou a estátua:
— Que venha... Gabriel!
— O quê??
A terra estremeceu.
O céu agora não estava vermelho, e sim preto.
As nuvens que vagavam pelo ar, a névoa, estava roxa mais escura.
E o ódio só aumentava e alguns soldados brancos estavam mortos, só pela aparição da estátua de Gabriel: uma grande ovelha negra.
— Agora sim, Verônica, a guerra vai começar!
Luna pulou lá de cima, da estátua de Natanael e planou na frente de Verônica — imobilizada com o seu exército esperando por um comando.
— Porque está fazendo tudo isso, Luna?
— Revanche, posse, pode ser qualquer coisa. Isto se trata sobre possibilidades, Verônica. Se não tivesse nos abandonado... Muita coisa aconteceu, muita gente importante morreu devido à sua ida. E quando tivemos a certeza que não iria mais voltar, aí foi à queda fatal. A sua vila se revoltou contra mim e Luck, achando que iríamos armar alguma. Foi quando conhecemos Libra. Ele nos ajudou até o momento que eu dei a ordem de destruir a tua vila. No começo ele hesitou, mas quando eu disse sobre essa magia do Apocalipse, ele ficou com medo e me obedeceu. Agora, não sei onde ele está. E nem quero saber. O que eu quero e já tenho, é ter o mundo em mãos.
Verônica ficou calada, olhou nos fundos dos olhos de Luna e retrucou:
— Idiota... Isso não ia te dar nada de valioso. Destruir tudo e todos...
Luna interrompeu a fala de Verônica com uma gargalhada de sobreposição:
— Há! Há! Há! Há! Há! E quem disse que eu vou destruir todos? Seu amigo foi escolha das estátuas, assim como terão várias outras escolhas. E você vai ser a minha escolha. Vou acabar com você pelas próprias mãos, Verônica. Afinal, do que devo chamar você? Groxy?
Verônica juntou seus dois tridentes de água e acertou em cheio a barriga de Luna, perfurando:
— Agora o mundo é meu e não vai ser dois tridentes que vão me derrotar.
Verônica assustada girou Luna com os dois tridentes dentro dela e a arremessou longe, chocando com uma estátua.
Logo, rapidamente, Luna estava atrás de Verônica. O exército estava parado, esperando pelos inimigos que estavam cada vez mais próximos.
— Verônica... Groxy... Mariah... Tantos nomes, tantos crimes, tantos assassinatos.
Luna se regenerou de todos os danos e ferimentos, e recebeu um soco na barriga seguido de uma joelhada no nariz. O sangue escorreu e voltou para seu corpo — regeneração pura.
— Merda... Eu não consigo te ferir.
— É efeito da estátua de Ariel: regenerar quem a invocou.
— Então... Grande Dragão de Água!!
Luna por um instante se espantou ao ver que Verônica foi capaz de invocar um dragão feito completamente de água, quase do tamanho da estátua de Natanael.
— Você evoluiu bastante...
— Você não viu nada! — Verônica entrou dentro do Dragão de Água, ela o chamada de Bloodragon. Estava o controlando totalmente e levitava pelas correntes dentro dele. Uma sensação muito boa e também regenerativa.
— Projetar sopro d'água!
Um grande projétil de água, um jato praticamente, acertou com tudo na estátua de Ariel, mas não a derrubando.
— Novamente dragão!
Luna ficou apavorada e entrou na frente do projétil, se segurando para não cair. Tanto dano que recebia era o dano que a estátua regenerava. Servia perfeitamente como um escudo.
Verônica percebeu isso e fez Bloodragon dar uma patada em Luna, que voou longe e saiu capotando no chão, até chocar com o pé da estátua de Gabriel. Novamente como previsto, se regenerou.
— Verônica, você está me dando trabalho... Enfim, eles chegaram.
Pelo azar de Verônica e seu exército, chegaram milhares de magos. Entre eles, Krystal, Gonion, Esmerald, Libra, Ronan, Ozonio, Element e muitos outros.
Luna também devia ter seu momento de azar: se esqueceu que Saints não são afetados pelos efeitos de Ariel. Logo, Ronan, Libra e Esmerald voltaram em sã consciência e quando sacaram a situação ficaram do lado de Verônica, ou melhor, Bloodragon com Verônica em seu interior.
— O que está acontecendo aqui, afinal? — perguntou Libra.
Quando Verônica percebeu que Libra é quem estava ali, logo fez eu dragão lançar uma bola de água, o prendendo:
— Já sei que foi você, Libra. Vai ficar preso aí até tudo isso acabar. E quando isso acontecer, vai ser eu quem vai te matar!
— O que ele fez, Judite? — brincou Ronan em uma hora desnecessária.
— Cala a boca, Ronan! Não está vendo que estamos em meio de uma guerra? — analisou Esmerald.
— É... Tem muitos magos que eu conheço ali, então logo eles estão do nosso lado. Não é?
Verônica sentiu em responder:
— Não. São só eu, você, Esmerald e meu exército contra Luna, a maga que está perto daquela estátua de uma ovelha negra, e todos os magos que estão atrás dele. Exército branco, ataque!!
Então, o "formigueiro" se formou, comum de toda guerra. Magias jogavam magos longe, e não podia se afirmar quem estava em vantagem.
— Esmerald e Ronan! Destruam as estátuas!
— Ok! — disseram juntos Esmerald e Ronan.
— E eu fico com a Luna!
A guerra estava planejada.
Esmerald e Ronan corriam em direção à estátua de Ariel, porém alguém sobre pôs em batalha, os impedindo:
— Mãe? — se perguntou Ronan.
— Filho... Quanto tempo! Você está grande! — respondeu Noisia.
Ronan se ajoelhou diante aquele tumulto, e começou a chorar. Esmerald estava perplexa pois achava — assim como todo mundo — que Ronan era órfão, pelo menos de mãe.
— Você não me contou que tinha uma mãe... Viva!?
— Ela em abandonou. Nunca tive a certeza de que ela estava morta.
— E como a reconheceu?
— Sou filho do Dragão Branco, um que utiliza bastante o poder interno, os sentimentos, os pressentimentos, a intuição. E a tatuagem que ela possui no braço, é igual a da mulher que eu sonho quase todas as noites. É ela.
Noisia, mãe de Ronan. Usuária de uma magia antiga e extinta, criação de objetos de metal e fogo. Usava um vestido preto e longo sem mangas nos braços. Seu cabelo era preto e chegava à cintura, porém estava preso e suas mechas brancas eram lindas. Aparentava ser jovem apesar da maternidade.
— Me desculpa... Eu tive que te abandonar quando todos descobriram sobre seu pai.
— Meu pai... O Dragão Branco... Onde ele está?
— Dragão Branco? Do que está falando? Você não é filho de um dragão!!
Notas finais
Sem perguntas hoje, portanto não esqueçam dos seus valiosos reviews.
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