Whisper
4 The last Willian Schuster’s breath
Notas iniciais
Eahe voces tem alguma ideia de quem é Jones??
Deixem nos comentarios as suas opnioes :)
Os dias passavam arrastando-se.
A ideia era deixar Shelby Berry tão desesperada que pagaria qualquer coisa para ter a sua preciosa Rachel de volta, estava indo de vento em polpa, mas mesmo assim, os quatro estavam ficando desconfortáveis com a menina.
Ela saía do quarto como e quando queria, mesmo com a porta estando trancada. Eles chegaram ao ponto de lacrar a porta com uma trava de metal que só podia ser erguida do lado de fora e nisso, ela parou de aparecer do nada.
Já não adiantava usar a máscara para dar a comida a ela, já que a garota já havia visto o rosto de todos eles.
Um dia, Willian era o responsável por alimentá-la e quando entrou no quarto, percebeu que ela estava ajoelhada no chão e desenhando nas paredes com um giz de cera.
“O que é você esta fazen...?”. Começou a perguntar, mas congelou no mesmo instante.
Era ele.
E Quinn.
E Puck.
E Santana.
Rachel os tinha desenhado nas paredes.
Willian estava deitado no tapete verde da sala, de olhos fechados e não parecia estar muito bem.
Puck parecia estar atrás de algum tipo de espelho, pois tinha as mãos estendidas e pareciam tocar uma superfície invisível.
Santana estava também caída no chão, com uma mão na barriga e estava um pouco ensanguentada.
Quinn era pior.
Estava cercada de lobos e eles pareciam mordê-la.
Willian estava boquiaberto.
“Como desenhou isso?”. Perguntou a ela.
“Com a mão, ora bolas!”. Respondeu Rachel.
“Não seja malcriada, pirralha! Estou te perguntando onde aprendeu a desenhar assim. Parece tão... real”. Ele estava realmente impressionado e assustado com os detalhes que o desenho continha.
“Sério?”. Perguntou ela, com um sorrisinho. “Que bom! Isso quer dizer que sou uma artista nata! Sabe, é o meu sonho, que bom que gostou das gravuras”.
E logo ele ouviu de novo o sussurro estranho em seu ouvido.
Seu coração irá parar em breve. Disse a voz, estranhamente parecida com a voz da prisioneira.
Ele olhou para ela de esguelha e e saiu do quarto.
Deixou-a trancada e foi até a sala.
“Pessoal faltam apenas algumas horas para eu falar com Jones”. Avisou ele.
“Certo”. Disseram todos.
Uma hora depois daquele ocorrido, Puck se desesperou e começou a brigar com todos.
“Puck, o que está havendo?”.
“A minha... a minha insulina acabou! Eu vou...”.
“Fica calmo! Fica calmo!”. Quinn tentou acalma-lo.
Temendo que ele tivesse um treco por ser diabético, Willian ordenou que Quinn fosse à cidade com ele até a farmácia.
“Mas e o carro? Você tem que falar com Jones! Por que a gente só trouxe um?”.
“É mais fácil e menos suspeito. Agora vão!”.
Os dois aceleraram o carro e foram até a cidade.
Depois da farmácia, pararam para lanchar em uma lanchonete, sem saber que quando chegassem. iriam ter uma surpresa muito, mas muito desagradável.
...
Rachel estava sentada na cama, balançando as pernas de maneira infantil e pegando o giz para o próximo desenho.
Willian entrou no quarto dela, querendo respostas para todas as suas perguntas.
“E então?”.
“Então o quê?”. Rachel falou sem olha-lo.
“Pirralha, me responda de uma vez! O que está acontecendo?”.
“Ah, nada demais”. Ela disse, com displicência.
“Estou ouvindo vozes, você esta agindo estranho e está nevando como nunca por aqui! Essa cidade não neva há tempos! E ouço a sua voz sussurrando ameaças a mim. Me fale nesse instante, o que está acontecendo?”.
Mas em vez de responder, ela deu a ele um sorriso debochado.
“Pobre Willian”.
Will se irritou e curvou-se, para que os seus olhos ficassem na mesma altura que a da criança.
“Sabe, Berryzinha, houve uma vez em que sequestrei uma menina da sua idade. Meu parceiro e eu nos irritamos com ela. Ele acabou atirando na criança em um momento de raiva. A coitadinha morreu. Quer que eu imite o meu parceiro? Faria isso com o maior prazer”.
“Bem, Willian... Eu responderia essa pergunta. Mas não posso”. Deu de ombros.
Ele se ergueu e cruzou os braços, com a expressão impassível.
“Por que não?”. Desafiou.
“Por que ela está cheia de furos”. Olhou dentro dos seus olhos.
“Como assim furos?”.
“Primeiro, Tina Cohen-Chang tinha nove anos”. Ela disse, o deixando chocado.
“Como você pode sab...”. Ele tentou falar, mas ela o interrompeu.
“Segundo, você não poderia imitar o seu parceiro, já que foi você e não Marcos, que por acaso, era seu irmão mais novo, que atirou na menina”.
O coração de Willian acelerou e começou a doer, enquanto Rachel dava mais um sorriso sarcástico.
“E terceiro, você também matou o seu irmão. Coitadinho do Marcos, ele te admirava tanto... Só queria ser como você”. Soltou um suspiro, fingindo tristeza.
Willian pôs a mão sobre o peito e saiu correndo do quarto, abriu os armários da cozinha e procurou o seu remédio para o coração, não os encontrando.
“Procurando isso aqui, Willian?”. Ele ouviu a voz da menina atrás de si.
Ele se virou, vendo Rachel ao lado da pia com o único frasco do remédio que restou.
Deu um passo em direção a ela, mas estacou quando ela abaixou o frasco ao lado da pia, em uma ameaça muda de jogar os comprimidos ralo abaixo.
“Interessante não é Willian? Agora a pouco você ameaçou me dar um tiro. Se achava o todo poderoso com uma arma, mas com um frasquinho de plástico, eu tenho poder sobre você agora”.
“Rachel me desculpa! Por favor!”.
“Se ajoelhe!”. Ordenou ela.
Ele a obedeceu, sem alternativas.
O seu coração não iria aguentar por muito tempo.
“Será que Marcos gostou de levar um tiro seu?”. Perguntou ela, jogando um comprimido pelo ralo. “Será que ele o perdoou?” Os olhos de Willian seguiram o outro comprimido, que seguiu o mesmo caminho que o anterior. “E Tina? Ela já o perdoou?”.
Mais um comprimido se foi e Willian se desesperou.
“Está preste a ter um infarto, não é?”. Perguntou ela, pegando um dos comprimidos e jogando todo o resto do frasco na pia. “E isso é a única coisa que pode impedir que isso aconteça, não é?. Voltou a perguntar, analisando o comprimido.
“Por favor! Eu imploro!”.
“Implora pelo o que?”. Voltou a encara-lo.
“Pela minha vida! Por favor!”. Ele parecia prestes a chorar.
“E a minha vida? Você acha que eu não sei o que você faria comigo depois que recebesse o dinheiro de Jones, Willian? Acha que eu sou burra o suficiente para pensar que você não daria um fim em mim quando isso tudo terminasse, já que eu vi a sua cara?”.
“Eu jamais...”.
“Admita! E cuidado com o que diz, o seu próximo suspiro pode ser o último!”. Levantou uma sobrancelha ameaçadoramente.
“Certo! Eu admito! Mas, por favor, me dê o comprimido!”. Implorou com os olhos marejados.
“Claro!”. Com um pequeno sorriso, ela estendeu o comprimido para Willian, mas no instante me que ele ia tocá-lo, Rachel o lançou na pia.
“Não!”. Gritou com lagrimas nos olhos.
Ele saiu correndo da cozinha, tentando achar o telefone.
Podia chamar o médico.
Foi correndo, tropeçando no tapete.
Puxou o telefone pelo fio e começou a digitar o número do hospital, mas antes que conseguisse falar algo, o seu corpo desabou no chão.
Nesse exato momento, Santana entrou na sala e se desesperou com o que viu.
Uma voz do outro lado da linha disse "Pois não?".
Quando ela iria pegar o telefone para tentar ajudar Willian, se deparou com o olhar de Rachel.
“Tem certeza, Santana? Se os médicos vierem aqui, vão descobrir sobre mim e vocês vão para a cadeia. Quer isso mesmo?”.
“Pois não?”. Insistiu a voz.
Se ela optasse por chamar uma ambulância, iriam descobrir o cativeiro de Rachel e, portanto, o bando todo seria preso.
Sem saber o que fazer, ela pegou o telefone e murmurou "É um engano, me desculpe", desligou o telefone e levantou a cabeça de Willian.
Ele ainda estava vivo, mas estava desesperado.
A voz voltou a sussurrar no ouvido de Willian.
Você vai morrer de forma tão medíocre! Em cima de um tapete vagabundo, sem nem poder pedir ajuda? Dá vontade de rir de você!
Ele arregalou os olhos pela última vez, aterrorizado.
E então, seus olhos se fecharam.
“Willian! Willian!”. Gritou Santana, enquanto Puck e Quinn entravam na casa e pararam diante da cena.
Olharam para Rachel, que chorava, parecendo desesperada.
“Meu Deus! Ele... Ele morreu! Foi horrível!”. Rachel murmurou, colocando as mãos no rosto parecendo chorar, mas na verdade, ela estava escondendo o seu sorriso.
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