Whiskey In The Jar

1 Whiskey in the Jar


Notas iniciais
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Era mais uma noite de outono, era mais um grupo de jovens que estava saindo para uma comemoração, para mais uma farra.

Talvez álcool fosse o sobrenome de todos naquela noite, e ninguém, absolutamente ninguém ali se incomodava com isso. Adrenalina fosse o nome do meio de todos ali também, e com certeza todos queriam sentir a adrenalina em seus corpos aquela noite.

Partiram para o ponto de encontro de sempre, a praça que ficava no centro da cidade, cerca de cinco meninas e sete meninos, todos a esbanjar sorrisos radiantes. Aquela noite prometia, era a \"inauguração\" de mais um integrante na turma, Alice entraria para aquele grupo, e passaria pela parte mais \"agradável\" que todos já haviam passado. O dia do porre ! Talvez fosse realmente idiota aquele negócio de ficar de porre pelo menos uma vez na vida, mas a questão é, qual adolescente nunca cometera uma idiotice?

Pois bem,depois que todos se encontraram e foram para a casa da festa, onde teria piscina, e muita mais muita bebida, todos estavam empolgados, até Alice apesar de um pouco nervosa, nunca tinha bebido para ficar tão louca, mas aquela seria a primeira vez, tinha medo de suas reações, tinha medo de ter uma overdose alcoólica, era ridículo imaginar isso naquela hora, mas ela pensava como sua mãe reagiria ao saber que a filha havia morrido de tanto beber. Mas isso pelo menos naquele momento a fez rir.

A festa começou empolgante ao som do Metallica — Whiskey in the Jar, todos já com seus devidos copos apostos bebiam como se fosse a coisa mais normal perante a sociedade, saciavam-se da sede com bebida geladas, que cortavam suas gargantas com a acides e amargura, era empolgante Alice admitia.

E quando o relogio tocou as 11h00min da noite, ali era a hora do primeiro copo dela, todos a fizeram subir na mesa de madeira em meio ao jardim, e a deram um copo um tanto grande de vinho, o cheiro era atraente e a cor muito mais, e a proposta era simples, virar 350 ml de puro vinho de uma vez. E assim ela fez, tomou sem derramar um gole, e no fim deu seu grito de alegria e começo de embriagues.

A noite era longa e ainda não estava nem no começo, foram copos e copos de vinho, no começo alternados com água por conta da falta de costume, mas depois de algumas horas já \"acostumada\" foi passando para as outras bebias, foi ficando realmente alegre.

Alice vinha se soltando cada vez mais, já não era tímida, mas a ambriagues não a fez ficar chata, estava quase como se estivesse sóbria, mas a com a diferença de não ter concentração e as vezes embaraçar as pernas ao andar e as palavras saiam um tanto emboladas.

Por volta de 05h30min da manhã, Alice já não se agüentava em pé, e não tinha a mínima condição de voltar para casa, na verdade, ninguém ali estava em condições, dormiram todos espalhados pela casa e jardim, alguns até sobre as espreguiçadeiras em volta da piscina.

Começou a andar em direção ao banheiro, era fácil perceber que ela iria soltar os fígados para fora, tropeçou algumas vezes durante o percurso e seu amigo que já estava acostumado a ajudou, ele parecia ainda bem apesar de estar claramente \"alegre\". Sentada ao lado do vaso, estava quase verde por não agüentar mais nada, seus cabelos cabunçados grudavam em sua face pálida. Foi preciso que seu amigo a coloca-se em baixo do chuveiro para que ela acordasse um pouco.

Já embaixo da água, ela atordoada cantarolava uma canção que não dava para distingui qual, mas era alegre, representando corretamente como se sentia naquele momento apesar de estar imunda e agora molhada.. Seu amigo apesar de ser bem maior que ela, não conseguia segura-la direito, então ela caiu algumas vezes, rindo de si mesma, pensando que tudo era uma brincadeira espirrava água do chão nele, gritava, estava muito mais muito alterada. Ele ria da amiga, mas sabia que quando tudo aquilo passasse ela iria quer matá-lo, afinal aquele estado de embriagues total era culpa dele.

Não tinha condição, Alice simplesmente não tinha força pra se manter em pé, possivelmente se a colocassem sentada no canto ela dormiria ali mesmo, então seu amigo a levou até o jardim, chutou um dos garotos que dormia na espreguiçadeira e acomodo-a ali, ele apesar de realmente estar bem mais acostumado não estava tão forte assim, então deitou do lado dela.

O sol raiou, e todos começaram a acordar, Alice acordou antes, e percebeu que o sol já estava quente apesar de ser outono, com os braços doloridos conseguiu dar um tapa no amigo, que acordou um tanto zambeta.

- Infeliz, seu trombadinha dos infernos olha meu estado, olha o seu estado !

Ele só esboçou um sorriso satisfeito, e só conseguiu balbuciar a seguinte frase.

- Eu te vi beeeem³ louca !

E os dois que ainda não estavam em condições perfeitas, rolaram em direção a grama onde apagaram e só acordaram por volta das 3h00min da tarde.

Notas finais
Em homenagem a Leandro Martins <3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!