While love exist.

2 Capítulo 2 - Sorry


Notas iniciais
oi, mores ♥

A cada palavra que Zelena emitia, eu sorria, estava sentada em umas cadeiras próximas ao balcão do bar da boate, eu já não sabia do paradeiro de Ruby, sumira em meio à multidão.

—Então, Emma, descobriu a boate como? -perguntou Zelena.

—A neta da dona da pensão em que estou, trouxe-me aqui. -respondi.

—Ruby! -ela falou. —Ela é rápida.

—Como assim? -perguntei.

—Digamos que ela não deixa ninguém escapar de suas garras, é uma loba. -respondeu Zelena. —Ela passa o rodo.

—Ainda não passou em mim. -falei.

—Ainda?

—Modo de dizer, não faz meu tipo de garota.

—Sei... -falou Zelena me olhando seriamente.

Dei risada de seu olhar.

—Ficará rindo da minha cara ou vai tomar alguma atitude? -ela perguntou.

Olhei-a. Aproximei-me e a beijei.

Ela interrompeu o beijo e sorriu.

—Só isso? -ela perguntou.

—O que quer que eu faça?

—Eu nunca soube como é dentro de um quarto na pensão da Granny. -Zelena respondeu.

Ela era uma mulher direta, isso explicava o ar de segurança que exalava, não ficava nas meias palavras, mas eu não poderia levá-la para o meu quarto, ele estava bagunçado, não teria uma boa impressão levar uma mulher logo na primeira noite na pensão e não tinha como explicar para Zelena sobre meu músculo a mais no corpo, deveria ter-lhe contado antes, porém naquele momento já estávamos avançadas demais para voltar a falar de mim.

—Adoraria levá-la, mas não acho que a Granny gostará disso, é minha primeira noite lá. -falei.

Zelena se desfez do seu sorriso brilhante, estava desapontada, mas não havia muito a ser feito e mesmo com toda sua beleza, eu realmente não estava no clima para sexo. O cansaço da viagem atingira até mesmo minha libido.

—Tudo bem, sei que ainda me levará lá. -ela falou.

Tomamos mais algumas bebidas, então Ruby aparecera com um copo de cerveja na mão, um sorriso maldoso e chupões no pescoço.

—Vejo que arranjou companhia. -falou Ruby.

—Sim... -falei.

—Estava atacando quem hoje, Rub? -perguntou Zelena.

—Ninguém que você deva saber, aliás, esta na hora de irmos embora.

—Sim, vamos, estou cansada e você... Você esta muito bêbada!

Ruby parecia desconfortável com a presença de Zelena, então logo me despedi e levei-a embora.

—Não acredito que estava beijando aquela cretina. -falou Ruby apoiando-se em mim.

—Por quê? O que tem? -perguntei.

—Ela é uma bruxa! -respondeu Ruby. -Daquelas bruxas verdes...

—Tipo a do Mágico de Oz.? -sugestionei rindo.

—Sim! -falou Ruby. —Ela me apelidou de loba e espalhou para todos quando estudávamos juntas, claro que a irmã dela ajudou nisso, só porque aproveito minha vida beijando várias bocas. Elas me invejam porque sou assumida.

—Loba não é um apelido feio. -falei. —Você até que é uma loba bem...

—Bem...?

—Mansinha! -respondi rindo.

Ruby sentou-se na calçada de frente para a pensão.

—Mansinha agora, não me viu em ataque. -disse ela rindo ainda mais.

—Então, honre seu apelido. -falei puxando-a e levando para dentro. —Consegue caminhar até seu quarto?

—Sim, obrigada Emma! -ela falou indo.

Subi as escadas e fui para meu quarto, tirei a roupa e deitei.

No dia seguinte, o sol invadia meu quarto, já não fazia tanto frio, olhei no relógio que marcava duas horas da tarde. Coloquei uma roupa e fui almoçar na tal lanchonete de Granny, para a minha surpresa, Ruby estava lá, trabalhando pelo o que pude notar.

—Oi, Emma! -ela falou chamando-me até o balcão. —Esta com fome?

—Muita! -respondi.

—Pode se sentar, lhe trarei comida, por conta da casa. -ela falou saindo.

Fiquei algum tempo esperando-a, até que voltou trazendo um prato, colocou em cima do balcão e eu comecei a comer. Meu estômago estava estufado, sentia-me tonta por ter comido com tanta pressa.

Ruby olhou-me e sorriu.

—Vovó pediu para que eu fosse até o mercado, quer ir comigo?

—Sim, assim já conheço um pouco daqui. -respondi levantando.

Ruby tirou o avental que estava amarrado em sua cintura e saiu de trás do balcão, eu a segui até o mercado.

—Como tirou os chupões? -perguntei.

—Base! -ela respondeu rindo.

Entramos no mercado que era até que grande, talvez fosse o único da cidade, enquanto Ruby foi fazer a compra que Granny pedira, fique a andar pelos corredores, procurando a sessão dos doces, até que me esbarrei com alguém.

Os olhos dela eram castanhos, cabelos pretos cortados simetricamente até os ombros, lábios grossos. Ela mantinha uma postura ereta e séria, não sorriu mesmo após eu pedir incansavelmente várias desculpas.

—Olhe por onde anda! -ela falou.

—Me desculpe! -falei mais uma vez.

—Da próxima, olhe para frente. -ela disse saindo andando e eu fiquei paralisada, observando-a caminhar.

—O que há Ems? -falou uma voz familiar logo atrás de mim, virei e era Ruby.

—Esbarrei com ela moça, além das patadas que me deu, destruiu meu coração... Acho que minha cueca esta molhada e não é xixi. -falei.

Ruby riu.

—O seu tipo de mulher deve ser aquelas que gostam de destruir a vida alheia né?

—Mais ou menos isso. -respondi.

—Aquela é Regina Mills e se eu fosse você, não ficaria encantada por ela.

—Por quê? -perguntei olhando-a curiosa.

—Ela é irmã da Zelena.

—A mãe delas esta de parabéns. -falei rindo. —Quero até conhecê-la para aplaudi-la.

—Garanto que não irá gostar da Cora. -falou Ruby andando, a segui até um caixa, ela passou as comprar e pediu que entregassem na pensão, então fomos embora.

—Porque não gostaria de conhecer a Cora? Nome estranho...

—Em Storybrooke pode até ter uma boate gay, mas ela existe por puro afrontamento. -falou Ruby. —O nosso prefeito é pastor da única igreja que existe aqui, o George, foi eleito após fazer lavagem cerebral nos seus fiéis.

—E aonde Cora entra nisso? -perguntei.

—Ela o apoiou desde o inicio. É uma seguidora fiel e devota dele, muitos acreditam que eles tenham um caso, outros que a Cora é a verdadeira mandante. -contou Ruby. —Só não acabaram com a boate porque isso trás dinheiro a eles, digo, para Cora e George. O prefeito cobra o imposto extra para o dono de lá.

—Ainda bem que meus pais me abandonaram em um internato, isso diminui minha magoa com eles. -falei.

—Falando nisso, você sabe por ode começar para achar seus pais? -perguntou Ruby.

—Tenho uma foto da minha mãe quando ela era criança, recebi quando ainda estava no internato e era de um anônimo. -contei. —Junto à foto, dizia para que quando saísse de lá, procurasse por Charming e que ele poderia me ajudar nessa busca.

—Mas você tinha dito que não tinha nada deles...

—Bom, não confiava em você. -confessei. —Não ia lhe contar tudo logo de primeira.

—E agora confia?

—Sim! É como se te conhecesse por anos...

—Esse é um sentimento recíproco.

Deixei Ruby na lanchonete e voltei a caminhar para a pensão, ela conheci o tal Charming e me levaria até ele, mas deixamos isso para o dia seguinte que seria sua folga.