Notas iniciais
Espero que gostem...

— Vem, rapaz, levanta. — disse Severino o ajudando a levantar, que havia presenciado toda a briga na praça do bairro.

— Eu a perdi, Sev, pra sempre. Pra sempre! — Dinho lamentou -se — O que eu vou fazer agora? O que eu faço, hein?

— Primeiro vá pra casa, tome um banho, descanse e coma alguma coisa. — aconselhou Severino — Olha só como você está pálido. Anda, vem, vou te ajudar a ir até seu prédio.

—Eu não quero descansar e nem comer, Sev. Eu quero a Lia! — disse ele com um olhar angustiado.

— Deixa o tempo curar isso. O tempo, só o tempo vai poder te ajudar. Agora vai, entra e se cuida.

— É... Obrigado! — agradeceu.

— De nada, garoto...

Ao chegar em casa, Dinho foi direto tomar um banho... Pegou uma esponja e começou a esfregar seu corpo com força, a fim de tirar toda a sujeira que cometeu, ver se ela iria embora pelo ralo junto com toda a água, tentando lavar sua alma. Flashs vinham a sua cabeça de momentos bons com a sua marrentinha, momentos que ele não teria nunca mais, estava se odiando por tudo o que fez, por ser um estúpido, egoísta, um covarde! Logo após o banho, decidiu ir ao telhado, ali era o único lugar que conseguia se acalmar.

— Como eu fui burro... — disse deitado, olhando as estrelas — Mas eu não vou desistir de você, Lia.

Lia, ao chegar em casa se permitiu chorar... Chorou tudo que havia segurado na frente de Dinho, chorou como um bebê. Lembrou-se de momentos bons que havia vivido com Dinho, logo sendo interrompido por lembranças do momento em que assistira o vídeo de Dinho aos beijos com Valentina, sentiu o ódio a consumir... Tentou socar o travesseiro a fim de conseguir arrancar toda aquela dor e peso do seu coração.

— Porque, Dinho? Porque você fez isso comigo? — chorou, abraçando as próprias pernas a fim de se proteger. — Mas quer saber? Não vou ficar aqui chorando por você, não mesmo. — levantou-se e secou as lágrimas.

Decidiu ir até a varanda, a fim de respirar ar fresco, e automaticamente olhou para o telhado, vendo Dinho deitado olhando para as estrelas... O destino não estava mesmo colaborando com Lia. Mas decidiu ficar ali, o observando de longe.

Dinho havia se cansado de ficar deitado, e decidiu olhar para a varanda de Lia, pra ver se passava um pouco a sua angústia, e quando a viu ali, parada o olhando, não acreditou.

— Lia! — gritou com um sorriso bobo nos lábios.

Lia se assustou quando percebeu que ele havia tido a mesma ideia de observar-la. Fez menção de entrar, quando ouviu Dinho gritar novamente.

— Lia, por favor não vai. Não entra! — gritou o garoto suplicando.

Lia apenas o olhou negando com a cabeça, e por fim entrou, encostou-se na parede com o coração a mil quilômetros por hora. Droga, como se odiava por ser tão fraca.

Notas finais
Bom, foi isso, obrigado pelos comentários anteriores. Voltem sempre!