Where the good memories are?
2 Capítulo 1 - Hipóteses
Notas iniciais
2 Hipóteses
Hipótese é uma coisa que não é, mas que a gente faz de conta que é só para ver como seria se ela fosse. — Desconhecido.
Mariana quase me deu um tapa assim que cruzei as portas da escola, ela me encarou com os olhos cor de mel e sem mais nem menos atravessou o refeitório correndo e tentou me acertar com um caderno preto de 200 folhas, do qual eu consegui desviar.
Qual o seu problema? — Gritei.
Qual o MEU problema? Você já se viu no espelho sua vaca? — Ela ainda me olhava indignada.
Serio Mah eu só pintei o cabelo qual é...
Só pintou o cabelo? E a sua amiga aqui? Onde é que ela estava nesse momento? Ah é em casa lavando roupa suja! — Comecei a rir.
Tudo isso só porque eu não te chamei? Meu Deus você. — falei ainda rindo.
Você é má Amber... Nossa última semana juntas, e você simplesmente me larga enquanto vai se divertir... — Ela começou a fazer a carinha de cachorro que caiu da mudança e quase, por um milésimo de segundo, conseguiu me deixar culpada.
Sem essa vaca, você sempre me largava quando ia nas festas da faculdade do seu irmão, isso sim é ser má. — Mah enfiou seu braço ao redor do meu e me puxou em direção a nossa sala.
Olha não é que eu nunca quisesse te chamar... O Matt não deixava...
O que o seu irmão tem haver com essa historia? — falei interrompendo.
Deixa eu explicar! Meu deus para de interromper os outros. — Ela revirou os olhos. — Ele falava que você não ia se divertir, que você não gostava de beber nem de dançar, ai quando eu tentava argumentar ele dizia que não ia mais me levar se eu falasse mais alguma coisa. Você sabe, meu irmão me ama né, então imagine o sacrifício. — Ela falou revirando os olhos de novo. — Quando a gente foi levar ele para o aeroporto só faltou o garoto dar pulinhos de animação por se livrar de nos.
É, parece que ele me ama também. — Rimos Mas você continua sendo uma vaca.
Fomos para a aula, passamos o resto do dia conversando sobre como seria a minha nova escola, se eu faria amigos e em como seria a nossa casa. Hipóteses e mais hipóteses, a tarde inteira, e até mesmo depois que voltei pra casa continuei pensando em todas as possibilidades, mas nada nunca acontece como a gente pensa que vai acontecer... Então eu já sabia basicamente o que não esperar, o que é meio engraçado.
O resto da semana foi um tédio, Mariana e eu ficamos conversando em todas as aulas e saímos para comprar mais roupas ou então para ficar de bobeira no parque. A única mudança foi a atenção que meus cabelos vermelhos chamava, foi realmente estranho...
Então Clarie, que horas o voo de vocês sai amanha? Clarie era o nome da minha mãe. Ela não suportava que Mariana a chamasse de senhora.
As quatro da tarde, o voo tem 12, e com o fuso horário devemos chegar lá pelas 8 horas da manha. estávamos sentadas na mesa da cozinha comendo frios, queijos e pão com patês e falando sobre a viagem. Amanha seria meu ultimo dia na escola. — O bom é que não teremos que desempacotar nada, já esta tudo arrumado, só teremos que desfazer as malas, e depois podemos sair um pouco para conhecer a cidade.
Isso é bom, mas o fuso horário vai acabar comigo. — Falei enquanto pegava um pedaço de queijo e punha na boca.
Ha cala a boca Amber se fosse eu, assim que desembarcasse já estaria do outro lado da cidade fazendo compras.
Vai estar um gelo Mah, e você não é muito fã de frio.
E você é uma gigante de gelo, vai fazer companhia pro Loki vai.
Ai. Meu.Deus. — Como eu não pensei nisso. — Tom Hiddlestom e Benedict Cumberbath moram lá! Meu Deus! — Gritei dando pulinhos. — E as minhas bandas preferidas vivem fazendo shows por lá! Como eu não me toquei disso?
Ha! Você acha que vai encontrar esse povo todo andando de metro é? Deixa disso Amber. — Ela falou dando de ombros.
Qual é Mah, eles não são alienígenas, eles andam por ai tá. — Falei em quanto girava os olhos.
Calma tenho certeza de que você vai encontrar algum deles por lá. Agora porque não vamos dormir? Já está tarde e amanha as duas tem aula.
Duvido que eu vá conseguir dormir hoje. — Falei olhando pra Mah.
Dito e feito. Assim que entramos pro quarto Mariana conectou o seu iphone na minha caixa de som, colocou uma musica baixinha mas animada e começou a dançar. Ela parecia uma minhoca se contorcendo e pulando em quanto eu ria.
Vem Amber! Vamos aproveitar a nossa ultima noite juntas! — Me levantei e comecei a dança com ela.
Passamos a noite inteira conversando, vendo filmes, comendo e cantando. Quando finalmente apagamos as luzes faltava apenas duas horas para que o despertador tocasse. Coloquei meus fones de ouvido e deitei na minha cama de casal ao lado da Mah escutando musica. Ela passou os braços por cima de mim e ficamos abraçadas.
Deus como eu ia sentir falta da minha melhor amiga. Das nossas conversas, das nossas danças ridículas e das festas do pijama, ela era minha única e melhor amiga. Senti um aperto no coração e apertei mais ainda os braços dela em volta de mim, pela segunda vez naquela semana fiquei com medo de como seria minha vida dali para frente. Acabei dormindo ainda sentindo o aperto no coração, e algumas lagrimas caindo do meus rosto, eu iria sentir muitas saudades de tudo aquilo.
O despertador tocou fazendo um barulho que me fez dar um pulo e quase cair da cama. Mah se remexeu e continuou dormindo, ela dormia como uma pedra, por isso ela sempre acabava perdendo a hora.
Mah. Mah, temos que acordar, hoje é meu ultimo dia lembra? — Falei enquanto tentava acorda-la. — Por deus Mariana sua vaca levanta da cama! — Gritei já ficando meio nervosa.
Ai meu deus não precisa gritar sua ingrata! — Ela resmungou enquanto puxava meu edredom preto para cima da cabeça.
Nada disso, levanta sua folgada! — Gritei de novo em quanto puxava o edredom de cima dela. — Vamos ainda temos muita coisa o que fazer, esqueceu dos trotes? É meu ultimo dia aqui!
Ah deus ok, ok já levantei. — Ela se sentou na cama e olhou pra mim dando um sorriso. — Que as brincadeiras comecem.
Tomei banho no quarto da minha mãe em quanto Mah se arrumava no meu, coloquei um shortes jeans desfiado nas pontas e uma blusa branca larga com uma cruz invertida preta, enchi meus pulsos de pulseiras e sequei o cabelo de modo que ele ficasse cacheado, fiz minha maquiagem e calcei meus vans preto. Fui para o meu quarto abrindo a porta.
Estamos atrasadas ser humano, vai logo. — Mah ainda estava fazendo a maquiagem.
Você dormiu a noite? Sabe parece que você comeu muito açúcar e agora fica andando pra la e pra ca que nem uma abelha.
Pois é, preciso de cafeína, vamos logo. — Puxei ela para a cozinha onde minha mãe havia feito panquecas com calda para gente e um chá preto pra mim.
Bom dia meus amores.Acordaram cedo. — Mamãe falou sorrindo. — Hoje vou levar vocês pra escola, tenho que fazer algumas coisas lá perto. Mah e eu nos entreolhamos, merda.
Ah sabe o que é Clarie, eu e Amber combinamos de ir pra escola mais cedo hoje, eu e alguns amigos nossos combinamos de fazer tipo uma festinha de despedida pra Amber antes das aulas. — Mah mentiu sorrindo enquanto comia as panquecas rapidamente. — Uau essas panquecas estão divinas.
Ah... ok então. — Minha mãe falou meio apreensiva.
Relax mãe, é só uma festinha. — Falei em quanto dava um beijo em sua bochecha e sentava para comer as minhas panquecas. — E valeu pelo café da manha.
Terminamos de comer e saímos correndo de casa, não falamos nada até entrarmos no metro, nos duas estávamos anciosas.
E ai quanto tempo ate bater o primeiro sinal? — Mah perguntou.
Duas horas e meia, temos uma hora pra comprar o que precisamos, meia hora pra chegar até a escola e meia hora pra preparar tudo antes que o povo comece a chegar.
Isso vai ser épico, meu deus, vai ser foda.
O único problema é se alguém descobrir que fomos nos, apesar de ser meio obvio...
Dane-se, pelo menos a gente vai fazer o que todo mundo naquela droga de escola sempre quis fazer, vamos ser as pioneiras. — Ela riu.
Passamos no wallmart e em mais mil lojas até acharmos tudo do que precisava-mos: compramos tinta guache colorida, caixas de giz, bexigas, penas artificiais, barbantinhos cheirosos, penas coloridas artificiais, bombinhas e um kit de chaves de fenda.
Chegamos na escola uma hora e meia antes do primeiro sinal da escola, tínhamos uma hora para arrumar tudo antes dos outros alunos chegarem. Entramos na nossa sala e começamos a trabalhar. Desparafusei a maçaneta da parte interna da porta e a deixei encostada na parede, raspamos os giz coloridos e colocamos em cima de todos os ventiladores da nossa sala e das outras 2 salas do segundo ano. Meu coração martelava com a emoção de estar fazendo algo errado, mas eu não conseguia parar de sorrir, fiquei imaginando o que aconteceria se alguém nos visse naquele momento, mas logo dissipei a ideia tentando aproveitar o momento.
Ok Mah, eu cuido das outras salas e você cuida do banheiro da direção e do mapa da Sr. Charlotte.
Ta mas vai rápido, temos só mais meia hora.
Terminei os preparativos nas outras salas, peguei as coisas que usamos e corri para o banheiro do nosso andar onde terminei de ajudar a Mah como o resto dos preparativos, inclusive no banheiro dos meninos. Nossa sorte é que a escola não tinha câmera nas salas ou nos corredores do segundo andar.
Ficamos escondidas no banheiro até os alunos começarem a chegar e nos misturamos com a multidão que já se formava no pátio. Assim que o primeiro sinal tocou e todos subiram a gritaria começou.
Mariana e eu entramos na nossa sala correndo para não perder a cena. Cada vez que um aluno sentava em uma cadeira, as bombinhas que eu havia colocado debaixo do estofamento das cadeiras explodia, as garotas não paravam de dar gritinhos histéricos e pulinhos em quanto os outros meninos riam.
Assim que o segundo sinal havia tocado e todos os alunos entraram, a primeira professora do dia entrou na nossa sala. A Sr. Cooper colocou suas coisas em cima da mesa e pegou um giz de sua caixa verde.
Bom dia classe, vou passar um questionário na lousa para vocês e vou terminar de corrigir as provas em quanto vocês o respondem.
Ela começou a escrever na lousa azul, quando ela terminou alguns minutos depois olhei na direção de Mariana que se contorcia na cadeira tentando conter o riso.
Olhei com atenção para a nossa professora e por um momento senti que toda a sala ficou tensa. Olhei ao redor e vi que todos a encaravam em quanto se dirigia até a mesa, ela tirou de dentro da bolsa um pacote pardo com as provas e abriu o estojo tirando uma caneta vermelha e um corretivo, meu deus cada segundo parecia durar um ano.
Escutei os gritos vindo de alguma outra sala, Mah já não agüentava segurar a risada e abaixou a cabeça na carteira os cabelos cobrindo o rosto.
Mas o que está acontecendo hoje? — Ela perguntou indo para a porta aberta, ela olhou no corredor e não viu nada então voltou para perto da mesa, abri um sorriso de gato assim que ela se aproximou mais, ate que senti uma mão no meu braço.
Olhei para o lado e encarei o garoto do meu lado que estava sorrindo também, ele levantou uma sobrancelha e olhou para a mesa da professora, e imediatamente entendi a pergunta, balancei os ombros como se não soubesse a resposta e apontei para a minha cadeira e movi a cabeça em direção a professora como se dizendose as nossas estouraram, a dela também vai né, ele assentiu sorrindo.
Olhei ao redor e todos tinham os olhos grudados na professora a cada passo que ela dava para mais perto da mesa. A Sr. Cooper agarrou o encosto da cadeira e se virou para sentar, o silencio era tão ensurdecedor que achei que poderia ouvir as assas de uma mosca, e então ela se sentou.
As bombinhas estouraram no mesmo instante, a professora deu um pulo em quanto gritava e a sala inteira começou a gargalhar, olhei para Mariana que segurava a barriga de tanto rir. Ela olhou pra mim e nos duas concordamos com a cabeça. Esse seria o melhor dia das nossas vidas.
Mas que palhaçada é essa? — A Sr. Cooper gritou, o rosto vermelho de raiva, ou susto. A sala riu mais ainda. — Quem foi que fez isso? Se eu não obter um nome a sala inteira vai para detenção! — Ela bateu com a mão na mesa. Ok ela realmente estava vermelha de raiva.
Todos ficaram em silencio tentando conter o riso. Ela olhou para cada um de nos como se estivesse escrito em nossas testas quem fora o culpado, e por um momento quando seus olhos se demoraram em mim eu achei que fosse esse o caso, mas eles passaram e continuaram a observar outros alunos.
Pra mim já chega! Cansei de todos vocês, eu não recebo o suficiente para ser desrespeitada desse jeito. Quero todo mundo fora da sala de aula agora menos Caroline, Victor, Mariana e Summers. — Os nerds. Queridinhos da professora de química.
Mas professora, a senhora não pode tirar a sala inteira. — Mariana falou rindo.
Eu posso fazer o que eu quiser nesta sala de aula, e você está fora também! Agora todos de pé e para fora! — Ela deu um grito e apontou para a porta.
Mariana se levantou e então todos os outros alunos se levantaram e a acompanharam para fora da sala, inclusive eu.
Assim que saímos da sala fomos para o banheiro, algumas alunas nos seguiram e entraram nos box, gritando logo em seguida por causa das bombinhase quando olharam para os espelhosque estavam sujos de chocolate derretido, mas que parecia outra coisa... Eu e Mah caímos na gargalhada.
O dia se passou com gritos pelo andar inteiro, inclusive na diretoria, a maioria dos professores levavam tudo na brincadeira, alguns até elogiaram nas outras salas, eu e Mariana nos sentíamos radiantes. Os barbantinhos cheirosos foram acesos em todas as aulas e as pessoas saiam correndo para o corredor por causa do mal cheiro.
O sinal do intervalo tocou eu e Mah nos sentamos no corredor e observamos os alunos descerem a escada em quanto comíamos nossos lanches. Algumas garotas estavam com as roupas manchadas de pó de giz colorido assim como alguns meninos, nos duas começamos a rir.
O sinal tocou e todos retornaram para as salas de aula, a essa altura todos os alunos da escola já sabiam o que estava ocorrendo no segundo ano mas ninguém sabia quem havia feito os trotes.
Era aula de historia com um dos meus professores preferidos Okumura, ele devia ter em torno de 30 anos e sempre estava de bom humor.
Foi tudo tranqüilo até o final da aula quando um dos meninos se levantou e perguntou se podia ligar o ventilador porque a sala estava abafada. Lógico que o garoto já sabia o que ia acontecer pois ele estava segurando a risada assim como algumas pessoas na sala. Assim que ele girou o botão e o ventilador começou a funcionar e a espalhar o pó de giz colorido as pessoas começaram a gritar e rir. Hoje seria o dia das risadas.
Okumura de virou para a turma e começou a sorrir. As garotas sempre frescas eram que davam os gritos em quanto os meninos riam tentando pegar mais pó de giz e jogando um nos outros.
E lá vamos nos de novo. — Escutei o professor falando.
Um segundo depois senti o pó entrando na minha boca e manchando a minha cara. Olhei para a direção em que eu achava que o ataque havia ocorrido. Mariana estava com um saco de pó de giz colorido na mão, então percebi que toda a turma tinha um.
Sua vaca! — Comecei a rir. — Olha o que você fez!
Agora é guerra Amber! — Ela gritou pra mim em quanto jogava mais pó colorido na minha cara.
Olhei debaixo da minha cadeira e encontrei um saquinho preso com fita adesiva debaixo do meu acento. Arranquei o saquinho da cadeira e enchi a mão com pó em seguida tacando em Mariana.
Escutei a porta da sala batendo e vi o garoto que havia sorrido pra mim na primeira aula com as duas maçanetas na mão. Ele havia trancado todo mundo na sala. A guerrilha continuou até que o sinal tocasse, mas ninguém deu a mínima já que estávamos presos. O Professor que antes tentava conter a turma se jogou na cadeira e mais uma bombinha estourou o assustando.
Olhei em volta, a sala toda agora estava rindo, até as meninas, e todo mundo participava jogando o pó. Era uma verdadeira bagunça. Mah se aproximou de mim e me abraçou. A felicidade inundou meu corpo e por um momento não conseguia mais parar de rir.
Mah olhou pra mim e começou a rir comigo, nos apoiamos na parede e nos sentando no chão em quanto riamos e olhávamos o caos na sala. Aquele com certeza seria o melhor dia da minha vida. Eu nunca havia me divertido tanto na minha vida, nem em todas as possibilidades em que pensei consegui ver um dia tão divertido.
Feliz festa de despedida. — Mah sorriu.
Pois é, feliz festa de despedida. — falei em quanto apoiava a cabeça em seu ombro.
Quando conseguiram achar as maçanetas e coloca-las de volta na porta, já estávamos na ultima aula. Hora do Hound 2. Peguei o celular antigo do irmão da Mah e digitei. uma mensagem para o grupo dos alunos do segundo ano no whats up : Atenção, hora do Hound 2, tem 3 baldes de lixo na ultima fileira ao lado das janelas, eles estão cheio de bexigas com tinta, e sacos com penas. Hora de nos divertir. e enviei.
Um minuto depois vi 5 meninos do meu lado se levantarem de vagar e irem ate o final das fileiras, sempre os meninos, um deles pegou uma bexiga e deu um sorriso olhando para frente na direção da lousa. Ele esticou a mão para trás e arremessou a bexiga na lousa, a tinta vermelha escorreu pela lousa azul.
E de repente havia bexigas estourando para todos os lados e penas voando para lá e para cá. Nunca me senti tão vitoriosa na minha vida.
E novamente os gritinhos e risadas. E o caos. E a felicidade. Tudo em uma única tarde que seria inesquecível para todos da escola.
E novamente as hipóteses e possibilidades apareceram na minha vida, nada daquilo nunca teria acontecido de não fosse pela minha viagem. E eu me recusava a perder uma chance daquelas, não iria mudar de um país e simplesmente continuar com a minha vida tediosa.
E está certo de que algumas vezes é mais engraçado planejar do que realizar, mas aquilo realmente foi o auge da mina vida, pelo menos por em quanto.
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