Where Is My Mind?

5 Capítulo IV – Ações Tomadas


Notas iniciais
Olá, povo do meu coração! Quero, primeiramente, agradecer Winnew Dumbiyll, Devonxin e InYear pelos comentários e favoritismo! Espero que gostem deste capítulo! ;) J'ohn, Caçador de Marte, é apresentado para Bruce pela Diana. Que reação foi essa que Bruce teve ao se deparar com um marciano? Vejam agora, no novo capítulo "Ações Tomadas". Boa leitura!

Naquele mesmo dia...

Ao avistar o marciano na porta, Bruce saltou da cama, ficando rapidamente em pé e dizendo para aquele ser verde esquisito se afastar. Ninguém entendeu tal reação, inicialmente.

— Calma, Bruce! Esse é o J’ohn. É um amigo! – Diana esclareceu.

— Mas ele é um ET!

J’ohn acreditou que foi o medo de sua presença e aspectos marcianos que acarretou naquela situação; não podia-se culpá-lo por tal reação, pois, até aquele dia, Bruce manteve contato somente com seres “semelhantes” a ele, mesmo que estes pudessem flutuar, esmagar meteoros com as próprias mãos ou ultrapassar a velocidade da luz. Mas, à primeira vista, se passavam como seres humanos normais.

Não é todo o dia que se vê um marciano, pô!

Bruce, por sua vez, sentiu uma pressão intensificada em sua cabeça. Levou a mão à testa ainda enfaixada e, confuso, perguntou entre dentes:

— O-o que está fazendo?

— Se acalme, Bruce... Não vou machucá-lo – J’ohn iniciou uma conversa telepática. — Compreenda que quero ajudá-lo, mas para isso, preciso que confie em mim.

Algumas cenas começaram a surgir em sua mente, desconexas. Era como assistir a um filme, mas Bruce era o telespectador de sua própria história. Numa visão em primeira pessoa, ele estava revivendo tudo que passava diante de seus olhos. Era uma criança que, de repente, caíra para dentro de um poço supostamente sem fundo e logo confrontado por uma criatura animalesca das trevas que batia as suas asas enormes como se fosse um vampiro. No momento seguinte, encontrava-se mais velho e saltando por entre os telhados, até se ver sentado de frente ao painel de controle de uma aeronave. Quase no meio das pernas semi abertas, encontrava-se uma alavanca. Da janela, um vulcão estava logo adiante. Sim, convenceu-se estar numa nave que ia em direção aquele vulcão. Na cabine, avistou o botão EJETAR, na parte direita do painel. Esmurrou sem pensar duas vezes. As cenas seguintes estavam embaralhadas. Não! Ele estava girando sem controle em pleno ar. Uma forte pancada. Turn Off.

Bruce foi posto na cama. Estava desacordado e com um pequeno sangramento pelo nariz. J’ohn explicou à Diana que a intenção era trazer as lembranças mais recentes para o córtex, e que, talvez, a lesão ainda não tivesse sido curada, o que causou o desmaio e o sangramento.

— Agora, você entende que se eu buscar pelas lembranças mais remotas, ele poderia morrer? Seria informações demais para um cérebro em recuperação. É por isso que não posso intervir no processo natural.

— Tudo bem... Não quis pressioná-lo, mas se o fiz, me desculpa. – Diana foi quem mais cogitou a ideia de J’ohn manipular a mente de Bruce para que o mesmo retornasse. No momento, se sentia culpada por ter sido um tanto egoísta. — Eu só queria que ele ficasse bem...

— Diana, ele está ótimo. E ao meu ver, melhor do que antes.

Ele se referia a persona apresentada. De fato, Bruce era praticamente outra pessoa. Mais sociável, menos arrogante e até mesmo bem-humorado. Se a tragédia da morte de seus pais não tivesse ocorrido, talvez, esse seria o Bruce Wayne que todos conheceriam – da tv, revistas e jornais, consequentemente. Mas a questão que pairava na cabeça de Diana era se a amnésia seria um novo prisma para Bruce.

28 de Março

Antes de voltar para Terra e viver como o repórter Clark Kent do Planeta Diário, Superman visitou Bruce em seu quarto. Avistou seu amigo de pé, observando da janela o satélite natural.

— Vejo que se sente melhor... – Clark anunciou.

— Nunca pensei que pudesse vê-la tão de perto. – Repousou sua mão direita no vidro que o separava da lua. Parecia querer tocá-la. Aquela cena fez com que Clark achasse estranha e inusitadamente engraçada a nova faceta, pois seu amigo sempre sério, naquele momento, parecia mais uma criança entusiasmada com a novidade. — É só um pedaço de rocha que circunda nosso planeta, mas é incrível como consegue ser tão fascinante mesmo assim... – Voltou a olhar para Clark, enquanto apontava para o vidro. Contudo, deu-se conta com quem conversava e que, provavelmente, já vira mais vezes do que pudesse contar. — É claro... Deve estar enjoado de ver.

— Não, acredite. – Olhava também para o satélite próximo a Torre. — Não dá para enjoar dela. – Sorriu.

— E Diana?

— Como? – Clark não compreendeu a questão e aguardou uma explicação.

— Bom, é que não a tenho visto já faz alguns dias, pensei que você soubesse o motivo...

— Ah... Talvez, não teve tempo de vir aqui, Bruce – respondeu sem saber do assunto. No entanto, percebeu a ausência dela na Torre. Procuraria saber o motivo depois.

— Hm... E a que devo a visita?

— Informá-lo que em breve você voltará para Gotham. As notícias do desaparecimento de Bruce Wayne se espalharam rapidamente. Alfred tratou disso por um certo tempo, mas parece que a mídia quer saber se você está bem e o que está fazendo... Ou mesmo se está vivo—

— Está querendo escrever uma matéria?

Por um momento, Clark acreditou que o velho carrancudo Bruce havia voltado, já que parecia ter algo em mente. Todavia, a diferença era a expressão. Bruce parecia mais curioso do que incomodado com o super-amigo.

— Na verdade, queria saber se você tem alguma ideia ou desculpa brilhante para calmar as feras. – Ajeitou os óculos no rosto e cruzou os braços.

— Uma matéria. Alfred me situou em alguns pontos... Sou uma pessoa pública e bilionária, certo? – O outro acenou em concordância. — E pra justificar o meu sumiço, Alfred informou que fui ao Caribe. – Novamente, Clark acenou em positivo. — Onde o vulcão entrou em erupção ameaçando a vida dos habitantes. Do jeito que estão curiosas, as pessoas vão aceitar que Bruce Wayne se encontra na Torre de Vigilância, se recuperando de um acidente ao tentar ajudar a retirar as pessoas da ilha.

— Tem certeza?

— Sim. Afinal, a WayneTech financia tudo isso. – Gesticulou amplamente com o braço ileso. — Nada seria mais egocêntrico do que usufruir das instalações que providencio aos heróis que salvam nossas vidas. Como filantropo, iniciarei um projeto que visa melhorar os hospitais de todo o país usando o mesmo modelo usado na Torre de Vigilância. Isso pode desviar a atenção da mídia. Obviamente, é necessário ocultar o fato que eu perdi a memória e o herói, Batman, precisa estar presente durante minha chegada à Terra. Para evitar qualquer dor de cabeça, sim?

— Certamente. – Clark sorria enquanto segurava seu bloco de nota.

— Então, pode começar informando que sua presença foi especialmente solicitada por mim. E que o cara de verde que usa um anel é extremante inseguro na presença do Batman e...

E assim, a matéria fora escrita e encaminhada por Clark Kent ao Planeta Diário para a impressão da tarde. Perry estava contente, sabia que isso lhe renderia bastante.

Notas finais
Lembram do "mente aberta" nas notas anteriores? Então, leve isso em consideração! O Bruce que criei é diferente daquele que estamos acostumados a "ler" nas hqs. Belê? Uma matéria foi escrita, e Bruce parece que, logo logo, voltará para Gotham... Agora, é só aguardar mesmo, povo! Espero que tenham gostado do novo capítulo! Comentem! Façam uma escritora amadora feliz! :D Até mais.