Where Are You Going?
1 One-Shot.
Notas iniciais
Minha primeira fanfic GinMatsu, espero que gostem!!
Kissus )
Eu estava no escritório do Taichou, sozinha, com exceção de algumas garrafas de sakê.
Olhei pela janela sem interesse. Ainda não tinha ficado bêbada. Mas logo ficaria. Era melhor ficar assim, do que sóbria e pensar... nele.
Por que ele sempre ia embora quanto eu menos esperava?
Por que ele me deixava assim?
E o mais importante... quando iria voltar?
Eu tinha uma profunda raiva disso. Como se ele tivesse o direito de fazer isso comigo. Eu que sempre confiei nele... Sempre estive do seu lado... Mas acho que não foi bem assim... Ele esteve mais ao meu lado, do que eu do dele. Mas quando eu menos esperava... Ele sumia! Desaparecia. Eu o procurava. Sem sucesso.
Era como tentar agarrar fumaça. Em vão. Ouvi umas batidas na porta. Não liguei. Devia ser só o Taichou querendo reclamar da minha bebedeira.
A batida se tornou mais freqüente e insistente.
- Por que você mesmo não abre? — Exclamei com raiva.
Abri então a porta. Deixei a garrafa de sakê cair de minhas mãos. Não consegui falar. Quem estava em minha frente era Ichimaru Gin.
- Ah... — Franzi as sobrancelhas procurando palavras.
- Shii. Não diga nada ainda. Deixe-me entrar — Ele pediu.
Não consegui fazer absolutamente nada, a não ser dar espaço para que entrasse na sala. Ele sentou-se na cadeira do Taichou e ficou me encarando. Sentei-me no sofá, ainda muito surpresa. Balancei a cabeça e recobrei os sentidos. Culpei o sakê por isso.
- O que está fazendo aqui, Gin? — Perguntei.
- Oras, o que mais eu faria aqui? Vim ver você, Rangiku! — Ele estendeu mais ainda aquele enorme sorriso.
- Não seja cínico, Gin! Como teve coragem de fazer isso? Vir, no meio do Sereitei! Como não te pegaram? — Perguntei curiosa.
Ele deu de ombros, displicente.
- Tenho meus meios — Ele disse. — E você? Como está?
Tive que me segurar para encarar a pergunta. Ele, um assassino louco, traidor, cínico, me perguntando \"como está\"?
- Gin, isso é um sonho né ? — Perguntei.
- Só se você quiser que seja.
Como ele podia dizer uma coisa dessas? Eu estava para lhe dar uns bons tabefes.
- Você não tem medo que eu dê o alarme e chame a todos?? Você seria pego em um instante, apesar de ser um ex-Taichou — Disse provocativa.
Ele riu, para a minha raiva.
- Você não vai fazer isso — Não foi uma pergunta.
- Como pode ter tanta certeza? — Indaguei.
- Por que eu sei que você me ama — O sorriso cruel deu lugar para um sorriso... meigo?!
- Que diabos você está fazendo aqui, Gin?! Pra me ver não foi. Você nunca se preocupou verdadeiramente comigo. Foi tudo uma armação — Disse em verdadeira tristeza.
Ele chegou mais perto de mim. Minha consciência dizia para me afastar, para soar o alarme. Eu realmente queria fazê-lo. Mas meu coração não.
- Rangiku, você sabe que isso não é verdade — Ele passou a mão pelos meus cabelos. — Eu realmente me preocupo com você. Só que eu estou metido em algo que não posso sair...
- Gin... Por que você foi fazer isso?! — Perguntei sentindo as lágrimas queimarem em meus olhos.
Ele suspirou e me olhou.
- Para te proteger, Rangiku — Disse com um olhar triste.
- Não entendi — Disse sinceramente.
Um suspiro veio dele, novamente.
- O Aizen-Taichou queria matá-la — Ele me revelou.
- QUE?! Por que?
- Por você ser ligada ao Hitsugaya-taichou, ele decidiu matar todos aqueles que fossem próximos dele. Acabar com seus aliados, suas forças, assim como fez com a Hinamori-chan.
Eu fiquei estática, finalmente entendendo tudo.
- Gin... Não consigo acreditar que você fez tudo isso!!
- Rangiku, eu já disse. Foi tudo pra te proteger. Era mais fácil que toda a Seireitei se destruísse do que ver você morta.
- Não daria no mesmo? — Perguntei.
- Não. Eu sei que você sabe se cuidar muito bem — E estendeu ainda mais seu sorriso.
Para um assassino desprezível, cínico incorrigível... Ele era muito bom nisso. Que droga, isso eu tinha que admitir.
Ele me abraçou então. Com força. Eu finalmente senti como era estar envolvida em seus braços. Era a melhor sensação que eu havia experimentado. Até o segundo seguinte.
Nos encaramos por um curto tempo, e ele se aproximou ainda mais. Me beijou. Mesmo que eu ainda estivesse um pouco bêbada, acho que isso não alterou grande coisa. Estávamos envolvidos por um enlace invisível. O beijo foi longo, profundo, tão doce, mas com um sabor amargo de despedida, e durou até ouvi algumas vozes perto da sala.
Droga, tinha que admitir outra coisa... Que eu o amava.
- Rangiku, eu tenho que ir... — Ele disse com uma expressão triste.
- Quando eu o verei de novo? — Perguntei.
Ele olhou para mim, ainda muito triste. Me deu um breve beijo e saiu pela janela, mas não foi uma saída comum, ele abriu uma Garganta para o Hueco Mundo. E... sumiu. Evaporou. Sumiu de minhas vistas.
A porta se abriu.
- O que você tem, Matsumoto? Andou bebendo de novo foi? — Escutei a voz do meu Taichou.
- Ahn... Foi — Só consegui responder isso.
Sentei-me sem esperanças no sofá, olhando para a janela e me perguntando, se quando nós nos encontrássemos de novo, não seria tarde de mais para recomeçar... Recomeçar o que? Recomeçar algo que nem havia começado direito.
\"Gin... Para onde você está indo?\" — Perguntei, deixando minha cabeça pender em cima do sofá, adormecendo em seguida.
-------- FIM -----------
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