Whenever, Wherever
1 Prólogo - Sinira
Notas iniciais
Alvo escrevia calmamente uma carta e esperava que ela chegasse rápido ao destinatário. Mergulhou a pena na tinta uma última vez para escrever as palavras finais, enrolou a folha e deu-a a sua fênix.
- Você sabe aonde tem que levá-la – disse Alvo. A fênix fez um barulho horrível e saiu pela janela. Alvo pegou a revista que tinha tomado das mãos de Horácio no dia anterior e entrou com ela no banheiro. Assim que ele fechou a porta um burburinho correu pela sala do atual diretor – um burburinho vindo das paredes: Os ex-diretores em seus retratos pareciam indignados.
- Santo Deus, o que ele fará com aquela revista? — perguntou um deles horrorizado.
- Acho que a questão não é o que ele fará com a revista, e sim com a varinha mágica dele. Dumbledore está muito velho para essas coisas! — exclamou Fineus.
- E como você sabe o que ele está fazendo lá? — perguntou uma mulher de nariz arrebitado – não é só por que um homem entrou em um banheiro com uma revista que ele vai se masturbar, seus estúpidos!
- Eu queria poder acreditar em você, mas você entende nada de homens – rebateu Fineus.
- Além do mais as coisas de Dumbledore nem devem funcionar mais! — exclamou Everardo.
- Você não sabe nada sobre as coisas de Dumbledore, Everardo! E se ele for um velhinho promissor?
- Eu morri mais jovem que Dumbledore e minhas coisas não funcionavam mais... — disse Dippet.
Nesse momento Alvo saiu do banheiro e ergueu seus olhos para os retratos que o observavam.
- Não é nada disso que vocês estão pensando... — começou Alvo de prontidão.
- NÃO PENSEI EM NADA!
- Para de gritar, retardado – Alvo disse sério para Fineus e voltou para sua cadeira – ah... Saudades da minha privacidade... Eu poderia dormir agora... Epa, aquilo é bolo? — perguntou Alvo localizando algo em cima da sua mesa e indo pegar um pedaço...
A porta da sala do diretor se escancarou do nada, fazendo com que Alvo largasse o pedaço de bolo no chão e desse alguns tremeliques. A professora Minerva entrou às pressas carregando uma professora Sibila dura como pedra.
- Diabo, Minerva!
- Alvo, a Sibila teve um piripaque nas escadas e começou a jogar bolas de cristais por toda Hogwarts! Algumas bolas estouraram na cabeça de alguns alunos, entre eles Harry Potter e todos tiveram que ser levados à ala hospitalar. Madame Pomfrey está uma fera!
Alvo olhou pra Sibila que estava dura nos braços de Minerva.
- Quem você pensa que é pra fazer tudo isso?
Sibila ergueu a cabeça e empurrou o rosto de Minerva levemente com os dedos. A bruxa largou-a no chão irritada e arrumou o próprio chapéu que ficara torto na cabeça com a correria. Os olhos de Sibila saltaram.
- Eu sou o olho que tudo vê... O senhor Alvo Dumbledore acredita que pode confiar em todos os seus colegas de trabalho, mas na verdade seus dias estão contados! Um pavão vaidoso aparecerá e levará a tranquilidade de Hogwarts para longe! Um período de instabilidade estará instalado enquanto os heróis brigam entre si em Azakaban acompanhados da aluna mais inteligente amordaçada pela serpente...
Alvo ergueu os olhos. Sibila encarou-o por alguns minutos, seu queixo bateu na mesa e ela caiu desacordada no chão. Minerva tirou um leque do bolso e passou a abanar a mulher à distância.
- Você não acredita nisso, né Alvo? — perguntou Minerva incrédula duvidando da sanidade da colega de trabalho. Alvo balançou a cabeça de um lado pro outro sem negar ou concordar.
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