When the Moon meets the Night

3 Capítulo - 3 A prisioneira


Notas iniciais
E estamos de volta de novo. Para aqueles que tiram um tempinho do seu dia para ler essa história, eu agradeço muito. E quero fazer um agradecimento super especial ao Tyr, que foi o primeiro a comentar e a acompanhar WTMMTN (eita nominho grande), dedico esse capítulo a você, muito obrigada. Boa leitura a todos Kiss

—---- Mais cedo naquele dia -----

Depois de ter colocado a garota misteriosa em uma das celas, a contra gosto de Soluço, este resolveu tentar entender o que era aquele objeto cilindro que Dagur tinha roubado dele e ele pegado da menina.

Agora, então, ele se encontrava na loja do Bocão com a turma para ver se ele conseguia ajudar. Bocão estava tentando “abrir” o artefato, ele mordia, sacudia, girava, e usava o gancho, que ficava no lugar da mão esquerda, mas nada funcionava.

— Você já viu algo parecido com esse Olho de Dragão? – Soluço perguntou ao Bocão, e isso chamou a atenção dos outros.

— “Olho de Dragão”? Ei, como você sabe que chama Olho de Dragão? – Cabeça Dura perguntou.

— Foi o nome que eu dei. – Soluço deu de ombros.

— Ei ei ei mas não tem que votar esse tipo de questão? – Melequento levantou o questionamento meio inútil.

— Ok. Quem foi a favor diz “Olho de Dragão”. – Soluço disse para todo mundo de forma tediosa só para acabar com o assunto.

— Olho de Dragão. – Cabeça Quente, Cabeça Dura, Astrid e o Perna de Peixe disseram levantando as mãos.

— Eu só queria garantir a votação. – Melequento deu de ombros.

Eles voltaram ao principal ao verem Bocão não conseguir abri o Olho de Dragão... de novo.

— Eu não quero ser chato. – Todo mundo olhou para o Perna de Peixe. – Mas não seria melhor ver o que aquela garota sabe? – Ele perguntou, mas pela cara do Melequento, ele não gostou muito da ideia.

— Você está louco?! Aquela garota é maluca, não da para confiar nela. – Melequento praticamente chiou aquilo, bem irritado.

— Você só esta assim porque ela conseguiu amansar o seu dragão. – Cabeça Quente debochou.

— É, ela deixou o Dente de Anzol calminho, nem aprecia a “maquina de matar Jorgenson”. – Cabeça Dura aumentou a provocação, fazendo todo mundo rir enquanto o Melequento só cruzava os braços emburrado.

— Mas o Perna de Peixe pode estar certo. – Astrid comentou.

— Não estou falando para a gente soltar ela, mas seria bom se a interrogássemos para saber o que ela sabe sobre o Olho de Dragão. Afinal, você disse que ela tinha pego do Dagur. – Agora ela falou olhando para o Soluço.

— Ela podia ter ido atrás do todo o tesouro que tinha no barco do Dagur, mas se ela queria exatamente o Olho de Dragão, quer dizer que ela sabe o que é e que deve ser algo importante. – Perna de Peixe continuo o raciocínio da loira, apontando outro fato importante.

— Mas vocês tem que lembrar que ela pode ser algum tipo de espiã do Dagur, o seu pai mesmo disse isso Soluço. – Melequento contrapôs , ainda desconfortável com a ideia de pedir ajuda a garota estranha.

O treinador do fúria da noite só ficou quieto pensando, mas antes que ele falasse algo, os gêmeos se pronunciaram.

— A gente podia ver o que ela tem na bolsa. – Cabeça Quente disse com um sorrisinho conspirador com o irmão enquanto levantava a bolsa.

— Onde você conseguiram isso? – Soluço exclamou surpreso enquanto foi em direção ao seguidores de Loki e pegou a bolsa das mãos da garota.

— Estava no seu quarto. – Cabeça Quente apontou o óbvio.

— Eu sei que estava no meu quarto, fui eu que coloquei lá.

— Então eu não sei por que você perguntou. – Cabeça Dura acusou rindo. – Quem é o burro agora? – Ele riu e bateu o capacete com o da irmã.

— Eu estou falando que vocês não deveriam ter invadido o meu quarto para pegar isso. — Soluço respondeu bem irritado.

— Mas a ideia não é ruim, Soluço.- Astrid disse ao moreno.

— Eu iria olhar depois, achei que a prioridade era o saber o que é o Olho de Dragão. – Ele justificou, mas a garota já tinha pego das mãos do garoto e espalhado as coisas em cima de uma mesa. Todo mudo se aproximou para ver.

Em cima da mesa tinha umas coisas bem estranhas, havia uma sacola com umas bolinhas de papel com um fios para fora, Astrid ia pegar umas quando Soluço a impediu.

— Não toque nisso! Ela usou para distrair o Dagur, são um tipo de bombas de gás – Ele colocou a sacola de novo na mesa, longe dos gêmeos.

Tinha também umas frutas amarelas que eles não conheciam (Perna de Peixe impediu que Cabeça Quente comesse uma), algumas folhas vermelhas que eles também não sabiam o que era, um cantil de água, um pequeno jarro com o que parecia ser uma cera de árvore, outro pote com um líquido verde e ataduras.

— Eu não sei o que é nada disso. – Perna de Peixe exclamou enquanto analisava os objetos. Tudo era desconhecido, e por mais que ele tivesse um vasto conhecimento em plantas, ele não conseguia identificar nada.

— Ela parece bem preparada e inteligente. – Astrid apontou. – Não sei se alguém assim, pudesse trabalhar para um idiota como o Dagur.

— Sim, mas não quer dizer que ela não possa estrar trabalhando para alguém. – Soluço argumentou.

— Então o que a gente vai fazer? – Astrid perguntou.

Soluço olhou bem para as coisas, ele tinha que tomar cuidado com a decisão que iria fazer, não era um caso simples, ele tinha colocado em risco a ilha toda quando decidiu trazer a garota quando voltou para casa. Então ele recolheu tudo de volta da na bolsa.

— Eu vou guardar isso de novo, podemos levar para a Gothi mais tarde e ver se ela conhece alguma coisa do que esta aqui. Sobre a garota, eu mesmo vou falar com ela mais tarde. Mas agora precisamos ver o que conseguimos com o Olho de Dragão primeiro.

Assim, todos eles se voltaram para o grande viking careca e de um perna só que ainda estava lutando contra o objeto.

— Consegue abrir Bocão? – Astrid perguntou ao dentista de dragões da ilha.

— Se eu consigo abrir? – Ele riu em forma de deboche. – Eu já abri uma concha gigante de 500 anos no fundo do oceano usando apenas o meu gancho. Se eu consigo abrir. – Ele riu de novo, e depois tentou puxar com o gancho mais forte até o objeto disparar um dado tranquilizante de uma das pontas e atingir o Cabeça Dura.

— Ah? O que é aqui? Parece um.. – Cabeça Dura falou enquanto olhava o dardo preso no peito antes de se interromper por desmaiar. Cabeça Quente, como uma ótima irmã, só riu.

— Nossa! Mais que coisa! Talvez e eu... – Bocão tentou puxar mais forte ainda, mesmo com os protestos do Soluço.

— Bocão eu acho melhor você não fazer isso.

— Confie em mim. – Ele puxou algo errado que liberou um gás verde bem na direção do Cabeça Dura e da Cabeça Quente, a menina tampou a boca e o nariz, mas o garoto, que tinha acabado de recuperar a consciência, não teve tanta sorte.

— Alguma coisa me atingiu, mas agora.. – Cabeça Dura parou de falar quando respirou o gás. Ele simplesmente caiu no chão encolhido em uma bola enquanto tinha espasmos.

— Eu acho melhor chamar a Gothi. – Soluço falou quando todo mundo se aproximou para ver que a situação não era muito boa.

Mas ao invés de ir todos juntos, ele decidiu fazer outra coisa.

— Você não vem junto? — Astrid perguntou para ele quando viu que ele tinha parado de andar.

— Vocês vão na frente, eu vou falar com a garota. – Ele informou. Astrid não parecia ter gostado muito da ideia, de ele ir sozinho. – É melhor eu ir agora e ver o que eu descubro, porque o meu pai vai querer falar com ela também e ele nunca foi muito simpático com prisioneiros. – Ele disse quando viu a preocupação no rosto da amiga.

— Ok, mas leve o Banguela com você caso ela faça alguma coisa. E se precisar é só chamar.

Ele assentiu concordando e a loira foi com o resto do grupo para a anciã da vila. Ele se virou olhou bem para o melhor amigo, e esse sorriu para ele o incentivando, depois a dupla se dirigiu a prisão de Berk.

—------ xx --------

Assim Soluço acabou na frente da cela da prisioneira com Banguela ao seu lado.

— Como você sabe o meu nome? Você trabalha para o Dagur?

Soluço chegou logo ao ponto, ele queria respostas, não gostava da possível ameaça na ilha e tinha que admitir que estava curioso sobre a garota. Esta resolveu responder algumas perguntas, queria ver o limite do garoto, mas provocaria primeiro, não faria do jeito fácil.
Ambos colocariam o outro a prova.

— E por qual motivo eu iria responder sua perguntas senhor Soluço. — Ela tinha se apoiado na grade de novo para responder e repetindo o nome dele só para irrita-lo.

— Porque você não quer passar os restos dos seus dias em uma prisão. — Ele tentou barganhar.

— Sério? Bem.... — Ela falou animada o que fez Soluço achar que ela ira falar. — Mas pensando bem, não é um lugar tão mal, é mais luxuosa que muitas das celas que eu já fiquei em lugares piores e com interrogatórios melhores.

O moreno fechou mais ainda a cara e, impaciente, olhou para Banguela em uma ordem muda, o dragão soube o que era para fazer e abriu a boca mostrando os dentes e o famoso anil da ameaça de uma rajada de plasmas. Mas isso não afetou a morena.

— Você escova os dentes dele? Porque um dentista é sempre bom as vezes. — E para a surpresa dele e do dragão, ela apenas parecia entediada.

— Ele pode acabar com você em um disparo. — Ele tentou ameaçar, aquela garota só podia estar louco, como ela podia ser tão louca.
— Isso iria me poupar de uma conversa bem chata.
— Você podia parar com esse sarcasmo todo!
— Me desculpe, mas sarcasmo é minha melhor defesa agora. — Ela fingiu limpar o ouvido após o grito dele.

"Essa garota é impossível!"
— Você não entende a situação em que esta? Você está presa e o meu pai pensa que você é alguma infiltrada do Dagur, o cara que ele e todo mundo odeia. — Ele segurou nas barras e aproximou o rosto para gritar na cara dela.
— Você que não entende nada, garoto. — Ela fez o mesmo que ele, agarrou as barras e gritou na cara dele.

Soluço se assustou e acabou cambaleando para trás, mas banguela foi rápido em se posicionar para segurar ele com a cabeça.

— O que você sabe? Acha que eu sou perigosa? Vocês são o povo que mais se vangloriavam por matar dragões. " Berk, a ilha que iria encontrar o ninho e exterminar a ameaça dos lagartos voadores", não eram assim que eram os rumores? — Ela acusou ele porque queria entender como aquele garoto tinha um fúria da noite.

— Berk não é mais assim. Eu mudei, meu pai mudou, o povo mudou. Nós protegemos os dragões agora. — Soluço não tinha gostado das acusações, não iria tolerar que essa garota falasse assim da sua casa.

— E como fazem isso em? Tudo o que vocês sabem está em um livro que só tem imagens horríveis e formas de como mata-los. — Ela rebateu de volta.

— O Livro dos Dragões é um guia que nos ajudou em muitas situações para ajudar os dragões e permitir a convivência entre eles e nós. — Soluço tentou defender, mas o que conseguiu foi uma gargalhada da meninas.

— O mesmo livro que classifica o seu melhor amigo como " a cria diabólica do raio e da própria morte" sem que ninguém ao menos tivesse visto um para saber que são criaturas defensivas e pacíficas? — Ela falou e apontou com a cabeça para Banguela, que quieto agora, apenas olhava a discussão.

Entretanto, Soluço percebeu algo.

— Você fala como se soubesse muito sobre os dragões e como se tivesse visto um fúria da noite antes. — Ele tinha chegado à conclusão e estava curioso e torcendo para ela responder dessa vez.

— Ah senhor Perneta — Ele fez uma careta com o apelido. — Esse é o seu erro, você acha que está no controle de tudo, mas o mundo é muito maior do que suas preciosas ilhas vikings. Há um oceano inteiro de lugares e espécies que você nunca ouviu falar. — Isso o deixou curioso com certeza.

— Se você falar o que sabe, eu poso te ajudar, te tirar daí e você pod-

Ele foi interrompido por pelo pancada que ela deu nas grades, mas ao invés de gritar, ela abaixou a voz para falar de forma firme, mas de modo que ele sentisse a frieza na sua voz.

— Você acha que é um tipo de herói! Voa por ai achando que é dono do mundo porque tem um dragão raro, mas não sabe de nada. Sempre teve uma vida boa em uma das ilhas mais famosas do arquipélago, e por mais que você me diga que sofreu bullying de seus amiguinhos por ter sido magrelo quando criança, você não sabe nada do mundo! Então não vai achando que essa pose de durão, uma cela pequena e ameaças insignificantes vão me assustar!

Ela tinha falado tudo sem parar para respirar e depois olhou bem nos olhos do garoto, que estava bem surpreso.

— Você só vai conseguir algo de mim se passarem a me respeitar. — Ela estava bem séria agora e por isso Soluço percebeu que teria que usar uma abordagem diferente.

O treinador pegou as chaves da cela e se aproximou da porta antes de abrir a grade e e dar um paço para o lado indicando para ela sair. Ela olhou de forma interrogativa para ele.

— Você esta certa. — E isso a surpreendeu. — Eu sei que você não tem nada com o Dagur, porque você não trataria do Dente de Anzol daquele jeito lá fora. Porém, eu não posso confiar em você porque não sei nada sobre você. Eu vou deixar você sair, mas eu estou pedindo, e não ameaçando, para você falar comigo e me ajudar.

Ela olhou para ele de forma desconfiada. A garota não iria confiar nele, mas não gostava de ficar presa, então deu paços curtos até sair do cubículo, sem abaixar sua guarda e ficando de olho no fúria da noite que rosna para ela em uma clara forma de mostrar que também estava de olho nela.

— Eu passei a maior parte da minha vida sozinha, e eu só tive os dragões como companhias, e eles são mil vezes melhores que vocês, vikings. Mas tenho que dizer que fiquei surpresa agora. — Ela comentou enquanto cruzava os braços e Soluço tinha ficado meio ofendido no início, mas feliz com o final. — Então eu vou retribuir, o que você realmente quer saber? E não o que o seu pai quer saber.

Soluço ficou confuso e surpreso com a pergunta, era verdade que tinha ido lá para conseguir respostas para o pai, mas agora que tinha conseguido um progresso, decidiu apostar.

— Eu quero saber o que é o Olho de Dragão — Ele estava sério, mas quando viu a confusão no olhar da garota, ele levantou o cilindro que estava na sua mão.

— "Olho de Dragão"? Belo nome, nunca tinha pensado em batizar o objeto. — Ela riu levemente, mas não de forma sarcástica como antes e isso agradou o garoto, que relaxou os ombros antes encolhidos com a tensão. — Eu posso te dizer que não é algo que você possa ser descuidado. Isso era uma arma contra dragões, contém informações que você nem imagina.

Ela respondeu e o moreno segurou mais forte o cilindro.

— Olha, eu sei que Isso não é um brinquedo e eu preciso saber como funcionava para poder impedir que Dagur possa usar para ferir os dragões.

"Eles está desesperado". Esse era o pensamento da morena, podia praticamente ouvir isso na voz do garoto, ele estava impaciente, apesar de ter tentado ser mais gentil. Esse era o plano dele, conseguir a confiança dela para ela falar o que sabe. Contudo, o que ele não tinha percebido é que ela só estava enrolando ele e ela sabia que tinha conseguido quando ouviu uma explosão e gritaria do lado de fora.
Desorientado e extremamente confuso, Soluço não conseguiu reagir quando foi jogado para trás quando recebeu um chute bem no seu peito, isso fez ele largar o Olho de Dragão. Banguela foi rapidamente ver se seu amigo estava bem e quando Soluço foi capaz de levantar a cabeça, ele só viu a garota pegar o cilindro e passar correndo pela porta.

— Droga! — Ele exclamou enquanto levanta e suia pelo caminho que a menina tinha ido.

Quando o treinador passou pela porta, o que ele viu podia ser descrito como desastre. Já era bem tarde, e céu já estava escuro, o povo corria de um lado para o outro e os dragões pareciam bem irritado, a torre do centro da vila estava em chamas, e o mesmo com a torre norte.
O chefe em treinamento não sabia o que estva acontecendo até avistar a amiga e correr até ela.

— Astrid! O que está acontecendo? — Ele perguntou a garota que já estava em cima de Tempestade.

— Soluço! Ainda bem que você apareceu, você não vai acreditar.

— Acreditar no quê?

Antes que ele recebesse uma resposta, ele ouviu um barulho que só tinha escutado uma vez, há 4 anos, o som do ataque de um...

— Fúria da Noite! — Ele ouviu alguém gritar, o que prova que ele não estava imaginando coisas. Ele viu o roxo familiar do disparo do dragão que só ele conhecia tão bem, era igual ao Banguela, um pouco menor, provavelmente fêmea.

Soluço ficou tão distraído que só se mexeu quando sentiu Banguela empurrar o seu braço e Astrid chamar seu nome pela quinta vez.

— Onde ela está? Onde está a garota Soluço? — Astrid gritou para ele. Soluço olhou para ela e depois para os bolsos, estava sem o Olho de Dragão.

— Chame os outros, tentem espantar o fúria da noite. Levem ela para longe da vila. — Soluço ordenou enquanto subia na cela do Banguela, eles voaram suficiente para ter uma visão melhor.

— Onde ela está? Onde ela está? — Ele murmurava para si, olhava para todos os lados. Quando olhou para frente, teve que puxar Banguela para o lado para desviar da rajada de fogo que vinha na sua direção.

— Desculpe amigão. — Ele falou com Banguela e depois virou para ver o que era, e percebeu que não estavam lidando só com um dragão, mas sim dois, um pesadelo monstruoso azul em chamas azuis voava pela vila. " Sério? Quantos deles ainda tem? "

— Eu não entendo, não temos um ataque de dragão à vila desde o Grito da Morte. — Soluço murmurava para si, tentando entender a situação e foi ai que ele viu a garota correndo em direção aos dois dragões desconhecidos.

A garota corria entre os vikings, eles estavam tão preocupados em apagar o fogo que não prestavam atenção nela, o fogo continuava, sabia que Luna e Amarok não machucariam os dragões ou as pessoas, apenas estavam criando distrações, foi o que ela tinha instruído a eles com os gestos de mãos mais cedo no dias: seguir, esperar, e distrair. Agora ela tinha o Olho de Dragão (era realmente um bom nome) e só precisava dos dois amigos para irem embora. Ela avistou Luna, pegou o apito que tinha escondido e soprou, ela viu que a amiga tinha respondido ao som e virado para ela. Ela levantou os braços para ser pega, mas o que ela tinha esquecido era que aquele apito era específico para fúrias da noite, e Luna não era a única naquela ilha. Quando Luna estava praticamente na sua frente, ela sentiu um rajada de vento pro trás e o Olho de Dragão arrancado das suas mãos.

— Droga Soluço! — Ela exclamou com raiva ao ver o sorriso de vitória no rosto do moreno. A encapuzada se virou para Luna, que tinha aterrissado do seu lado. — Vamos lá garota.

Pov On

Eu puxei Luna para cima para irmos atrás do Soluço e do Banguela, mas nós não tivemos nem chance porque uma rajada de espinhos de nadder foi lançada na nossa direção. Eu puxei Luna para a direito desviando dos espinhos, e quando eu tive equilíbrio de novo, pude ver que Astrid não estava sozinha, todos os outros cavaleiros estavam com ela. Os gêmeos vieram para cima de nós com um grito de guerra bizarro, uma das cabeças do ziperarrepiante soltou o gás, mas antes que a outra cabeça soltasse a faísca, uma ventania forte empurrou o gás de volta para os gêmeos que por descuido, explodiu neles mesmo. Eu olhei para trás e vi Amarok, ele jogou o Osso Voador para mim, o meu bumerangue girante que tinha deixado no barco para ele encontrar (nota da autora: quem já viu Inuyasha, vai saber como é a arma, caso queiram entender melhor, coloquem " Osso Voador Sango" no google, que vai aparecer.) eu peguei bem a tempo de usar ele como escudo contra um ataque do Banguela.

— Desista! Você não vai conseguir nada assim. — Soluço gritou para mim e eu sabia que ele tinha razão, a vila inteira já estava concentrada em nós e eu não iria deixar Luna e Amarok serem presos em algumas cela, então tive que bolar um plano de fulga.

Eu conduzi Luna para que ela fosse para a costa e Amarok estava me acompanhando, mas também estavam o grupo de Berk, quando estávamos a uma distância segura eu parei e fiz Luna girar 180 graus para olhar para os berkianos.

— Amarok, Luna, Foices de Plasma! — Eu gritei e Luna atirou três vezes seguidas para o grupo, eu vi que Soluço iria replicar o ataque para anular o golpe, mas Amarok abriu as asas enormes e mandou uma rajada de vento forte para as esferas de plasma que se partiram e formaram 6 tiros no formato de lâminas de foice. Eu não esperei para ver como eles iriam se defender, peguei três bombas de Limélia da bolsa junto a cela de Luna, puxei com a boca os fios que são o gatilho e joguei em direção do Soluço e seus amigos causando a explosão roxa.

— Amarok! — Eu achei ele antes de levar Luna para a água e sairmos de lá sem o Olho de Dragão.

Eu tinha falhado.

Pov off

Soluço se surpreendido bastante ao longo do dia, primeiro a garota, depois outro fúria da noite e agora com um ataque combinado que ele nunca tinha visto, que ele tinha achado brilhante, acertava o rochedo acima deles no penhasco levando a pedras se desprenderem e começarem a cair neles, fazendo com que ele e os outros pilotos tivessem que se preocupar em desviar. Quando tinha conseguido evitar o desmoronamento, ele olhou para onde a menina misteriosa tinha ido, mas a fumaça roxa na frente dele impediu que ele enxergasse nada.

— Estão todos bem? — Soluço perguntou para os outros e recebeu exclamações de sim.

— Soluço, você viu para onde ela foi? — Astrid perguntou para ele, porque a cortina roxa de antes tinha impedido a visão de todos eles.

— Não... Nós a perdemos.

Notas finais
Hey! Esse capítulo foi meio tenso, finalmente sabemos que tipo de Dragão que a Luna é, mesmo que eu pense que muito de vocês já imaginavam qual seria. Eu sei que é meio clichê ela ser um fúria da noite, mas a minha paixão por essa espécie de dragão é enorme demais. Ainda não tem muitas cenas da série, porque, lembrando, eu disse que iria colocar cenas extras para deixar tudo mais completo e melhor para entender, como a personagem é completamente nova e como eu decidi fazer com ela não sendo de Berk primeiramente, eu tive que montar todo um contexto para dar certo. Espero que vocês tenham gostado, e como eu , estejam ansiosos pelo próximo capítulo, porque vai ser quando os laços de relacionamentos vão começar a se formar. Bem, o próximo capítulo já está pronto, mas eu vou postar só semana que vem, vai ser mais ou menos uma vez por semana para eu ter tempo de planejar os capítulos bem e não prometer postar mais de um capítulo e acabar não conseguindo no final. Eu vou tentar manter isso, mesmo quando começar as minha aulas, mas eu vou explicar melhor isso mais para frente. Nos vemos semana que vem. Ps: nomes não vistos antes como "Limélia" foi inventada por mim, não existe uma planta de verdade. Kiss