When everything started
1 Prólogo
Bom , tudo começou quando me mudei para o Alabama. Meus pais haviam acabado de se divorciar e minha mãe queria ficar o mais longe que fosse possível dele. Ela queria recomeçar , então teve a "incrível" ideia de retornar a sua cidade natal, Greenville. Pelo o que o meu pai havia me contado, a cidade era pequena, aconchegante e tranquila.
Como esse era o meu ultimo ano do colegial quase cogitei a possibilidade de morar com o meu pai , mas pela a minha sorte minha mãe deixou bem claro que isso não iria acontecer, ela sabia que não iria dar certo , e no fundo eu também sabia.
Anya Brown teve que suportar uma traição, passar pelo divórcio, cuidar de uma filha com anorexia e se preocupar com a outra que estava viajando com a sua banda de rock , e ela ainda teve que arranjar tempo para bancar seu próprio restaurante.
Quando eu fui diagnosticada, minha mãe quase enlouqueceu, ficou dias sem dormir e eu acho que naquele momento ela nem ligou para o fato de o meu pai ter traído ela, ela se preocupou comigo, só comigo. Depois de tudo o que ela passou ela merece um recomeço, ela merece uma nova chance . E eu não vou negar!
A minha doença começou quando eu tinha 13 anos , eu cometia alguns deslizes, pulava algumas refeições pensando que eu não iria me prejudicar mas isso se tornou uma coisa séria , começou a ser um hábito. No meu aniversário de 17 anos eu precisei ser internada e só ai eu descobri a que ponto eu havia chegado. O médico me disse:
– Emma, você tem disturbio alimentar chamado Anorexia, parece que ele se desenvolveu quando você era pequena através de algumas ações que você pensava que não causariam danos futuros , como exemplo : pular algumas refeições e esconder a comida que você não comia. Parece que o seu disturbio é hereditário , o que significa que algum dos seus antepassados teve, e no caso foi a sua avó materna, Marlee. O nivel do seu disturbio não é tão grave como o dela era, você não vai precisar ficar internada com frequência como ela ficava, você só vai precisar de alguns medicamentos, de uma reeducação alimentar e do acompanhamento de algum psiquiatra. Mas ainda assim há 15% de chance do seu disturbio piorar, então vamos fazer o possível para que isso não aconteça.
(A propósito sou Emma Brown, tenho 17 anos , a partir do ano que vem serei uma universitária e em breve vou para a NYU cursar Inglês , Literatura e Filosofia. Pretendo fazer algo bom com a minha vida e aproveita-la o máximo, mesmo que tenha que ir para Greenville vou fazer o possível para dar uma chance ao recomeço.)
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