When you lose a princess

MIA

O barulho da garoa ecoava em meus ouvidos, sons de passos apressados se ouviam lá de fora.

Eu ouvi alguém bater na porta então me levantei, vesti um vestido decente, penteei meus fios, coloquei meus pequenos saltos e abri a porta.

“Senhorita Mia!” Falou Pix puxando-me pelo braço.

“O que houve Pix?” Olhei para ela.

“A senhorita está em perigo! Majestade ordenou que fujas pelo labirinto, lá é o único lugar onde não há guardas!” Gritou a pequena fada.

“Guardas? Fugir? Perigo?” Perguntei preocupada.

“Não há tempo de explicar!” Ela falava voando de um lado para o outro.

“Eles estão aqui dentro!” Falou ficando azul.

“VAMOS!” Gritou ela.

O meu quarto não era tão alto, mas mesmo assim era.

Pulei pela pequena janela junto com Pix, e fomos até o labirinto.

“Agora vá! Chegue até a estrada e vá direto para um aeroporto e não volte tão cedo!” Gritou me empurrando.

“Ma...” Fui interrompida.

“VÁ!” Falou e eu fiz que sim com a cabeça.

Meu vestido era grande e fazia-me tropeçar, meus saltos me faziam ficar cansada e meus fios prendiam nos galhos e espinhos.

“Ela não está aqui dentro!” Ouvi vozes masculinas falando.

Eu corri mais rápido, fazendo espinhos cravarem em minha sensível pele.

Quando cheguei ao final do labirinto, me encolhi para passar pela pequena portinha que havia ai.

“Vamos lá!” Sussurrei para mim mesma.

Eu passei pela portinha e...

“SAI DA FRENTE, MENINA! VOCÊ É LOUCA?!” Gritou um homem em um automóvel.

“Desculpe-me!” Saí da frente.

Fui pelo canto da rua, onde tinha jovens rindo um dos outros e gritando “Fuck You!’ Em um tom musical.

Eles não pareciam pessoas com quem eu devia me socializar, mas eles sabem mais que eu.

“Olá, hmm... Vocês poderiam-me dizer onde fica o, hmm, aeroporto?” Perguntei enquanto eles riam.

“Sabe que estamos no século XXI, certo?” Riu perguntando uma garota de cabelo raspado na lateral e o resto vermelho.

“Sim, por quê?” Falei calma.

“Hmm, nada!” Falou um garoto moreno dando uma cotovelada na garota.

“E fica duas quadras daqui, e na esquina 281.” Falou ele.

“Obrigada por sua gentileza!” Falei andando.

Meus pés doíam, então tirei meus saltos. Eu andava pelas ruas alagadas, meus pés estavam gelados, meu vestido cheio de lama, meu cabelo estava todo bagunçado, o bom era que eu tinha chegado no aeroporto. Tinha 130 dólares no meu bolso. Peguei o dinheiro e fui até a agente de viagem.

“Olá, senhorita, eu gostaria de uma passagem para, hmm, Washington!” Falei.

“80 dólares, e ele parte ás 04:30!” Falou enquanto eu entregava o dinheiro.

Eu olhei para o relógio e era 04:15. Eu entrei no banheiro feminino, limpei meu rosto e meus pés, passei água em meu vestido e penteei meus fios. Meu estômago fazia sons, eu estava com fome. Eu fui até o salão nada elegante de comida.

“Olá, senhorita, poderia me vender umas fritas, um hambúrguer, refrigerante, amendoins com chocolate e um pote de sutella?” Perguntei.

“É nutella, moça, e claro, vai dar 6 dólares!” Falou enquanto entregava a sacola.

Fiquei surpreendida com o preço. Sentei em um banco e esperei.

“VÔO WASHINGTON, 04:30 IRÁ PARTIR DAQUI 20 MINUTOS.” Gritou uma voz estranha.

Eu vi várias pessoas indo para uma fila que levava á um corredor. Eu entrei na fila e quando chegou minha vez tive que dar minha placa de reconhecimento ou como eles falam carteirinha de nascimento.

Eu entrei no avião e fui para o meu banco. Peguei as fritas e saboreei elas, eram incríveis! O gosto, o sabor, o ketchup! Eu peguei o refrigerante e bebi.

Eu dormi a viagem inteira, mas quando cheguei fiquei surpreendida pelo tamanho da cidade e pela vulgaridade de alguns habitantes.

“Olá, poderia me dizer onde fica a rua Florita?” Perguntei.

“Não sei, desculpe.” Falou uma menina de saia curta.

“Obrigada mesmo assim.” Falei e saí de perto dela.

Eu perguntei então para um belo e alto rapaz.

“Fica 2 quadras daqui, na esquina da segunda direita!” Falou.

“Obrigada, eu não sei por qual razão, mas eu acho que já te vi!” Falei e reconheci o rosto do menino moreno.

“Você é a menina que perguntou onde fica o aeroporto!” Falou.

“E você é o menino moreno!” Falei.

“É bom te ver!” Falou.

“Quer uma carona até lá?” Perguntou.

“Claro.” Falei.

Entrei no carro, sentei no banco de trás, por causa do meu gigante vestido.

Ele me largou na rua e então eu o perguntei:

“Qual seu nome?”

“Evan House!” Falou piscando.

Ele falou logo dando partida por isso só escutei a palavra “Evan”, o que foi bom para quando eu me comunicar novamente com ele.

Eu parei na frente de uma grande casa branca com colunas, era gigante e linda!

Aproximei-me da porta, suspirei e toquei a campainha. A mulher que me atendeu não parecia ser a dona ou moradora da casa, seu rosto era cansado, suas oleiras eram fundas, seus lábios estavam um pouco desidratados e suas rugas tinham um tom forte.

“O-olá, poderi-ria me dizer se a senhorita Houston se localiza nesta residência?” Perguntei gaguejando.

“Ela se encontra aqui.” Falou dando uma pequena pausa. “Eu irei chamá-la.” Falou com a voz seca.

“Obrigada...” Falei com um sorriso torto.

Eu esperei alguns segundos e...

“Entre! Soube do que estava acontecendo!” Falou me puxando para dentro.

“Como soube?” Perguntei enquanto ela tomava uma xícara de chá.

“Pix! A magi... a fadinha te contou sobre isso, né?” Perguntou com a xícara

Eu gelei quando perguntou. Ela ia falar magia?

“Sobre o que?” Minhas palavras saíam secas e doentias.

“Ela não te contou... e pode ser ruim e ao mesmo tempo bom...” Falou baixo.

“Ruim? Bom? Não contou o que?” Falei preocupada.

Meus dentes estavam a tremer, meu corpo gelando. Eu tinha 16 anos, daqui alguns dias iria ser coroada, eu realmente não sabia o que fazer, pela primeira vez senti a culpa tomar meu corpo, tomar minha alma e o pior, tomar as minhas esperanças...

“Desculpe Mia... se não sabe, vai ter que descobrir sozinha. Falou, enquanto se levantava “Seu vestido... Quer... Quer trocá-lo?”Perguntou, e eu assenti “DOROTHY! Leve-a até o banheiro!”Gritou

NARRADOR

Suas pequenas asas estavam fracas de tanto voar. -O ataque acabou pelo menos aqui, onde está ela? Ela voltará? Ou melhor, ela está viva?- Seu pensamento voava pelo ar, seus gritos ecoavam pelo grande labirinto. –Ela não deve ter se escondido aqui, seria muita tolice, encontrariam ela aqui... Ela não sabe o quanto me preocupo, ainda mais com este grande perigo á solta... -.

Ela voava mais um pouco até que... Sangue! Nos galhos e espinhos, pequenos montes de cabelo. –SANGUE? E-ela morreu? Não pode ter acontecido!- Ela parou abaixo de uma árvore com folhas rosa, ela segurou seus joelhos e deixou lágrimas escorrerem pelo seu rosto, seu corpo cresceu, ela podia fazer isso, só que ás vezes:

“Um belo lugar!” Elogiou Luke.

“É... nós costumávamos cantar, correr ou brincar neste lugar...” Pix, riu. “Pena que não está aqui...” Suspirou.

“Ela vai voltar... eu sei disso.” Falou, sentando-se ao lado de Pix.

“Está tão confiante... ela o ama...” Pix falou, enquanto olhava para seu rosto.

“E-eu não... eu não a amo... ela tem que saber, não quero iludi-la, nã-não quero que ela passe a vida toda esperando um convite falso de namoro, se eu a pedisse em namoro eu esta-estaria mentindo... e eu não quero mentir.” Falou sério.

“Mas... ela passava o tempo inteiro falando, é ele sim, ele é garoto certo, eu o amo, seus lindos olhos e blábláblá, não pode quebrá-la... eu não vou deixar você quebrá-la, eu juntarei todos os caquinhos dela se a quebrar.” Pix deixou escapar uma lágrima.

“O ser que amo, é um ser que não liga para si mesmo... ela tem lindos olhos azuis esverdeados, muda de cor quando sente alguma coisa, tipo agora, ela está branca, que significa que está com medo e que está triste... ás vezes muda de tamanho, como agora, e quando muda de tamanho suas características mudam, pequena tem cabelo curto e roxo, olhos pequeninos, orelhas pontudas, e grande tem cabelo longo roxo forte, olhos grandes, e orelhas um pouco menos pontudas... esse ser é...” Seus lábios pararam de falar, seus olhos fixados em outra coisa, ele não notava mais em nada, ele só olhava para o horizonte. “Tenho... tenho que ir!” Falou enquanto levantava-se.

Pix olhava para as folhas que caíam, junto dela caiu um papel escrito:

WSHGTN, FLRTA, 201, MEGGIE.

“Meggie? Espera ai... Meggie? Vou esconder em meu quarto!” Falou mudando de tamanho.

***

MIA

Liguei o chuveiro na água morna, ela caía sobre meu corpo, meus fios rapidamente ficaram encharcados. Logo após meu banho, sequei-me e vesti um lindo vestido que Meg emprestou-me.

“Mia, mandei uma carta para Pix ou Luke acharem, enviei pela Mary-Doth.” Informou-me Meg.

“Mary-Doth?” Perguntei, enquanto ajeitava meus fios.

“Mary-Doth a pomba.” Explicou “Matriculei você em uma escola aqui em Washington, Washington zard School!” Falou, ajeitando os livros da prateleira.

“Hahahaha, tia Meg, eu vou voltar para o meu reino daqui alguns dias, eu irei ser coroada, e preciso encontrar Luke, e Pix, e claro que a minha mãe também.” Falei rindo e sorrindo.

“Claro, você chegará lá e não saberá quase nada, a educação de Lashtown é horrível! Sua mãe não pode saber que me encontrou, ela diz que sou uma “Má influência” para você!” Falou sentando-se na cadeira.

“Mamãe nunca falou assim de você...” Falei tomando um copo d’água.

“E ainda mais, Luke não te ama.” Falou Meg, sorrindo.

“Não é ele para saber disso.” Disse, olhando para ela.

Eu a vi ficando séria, e então Dorothy chegou quebrando aquele silêncio mortal:

“O jantar está pronto!” Anunciou.

Sentei-me à mesa, Meg comia seu macarrão e logo depois de duas garfadas tomava um pouco do liquido que tem em sua taça.

Logo após o jantar comemos a sobremesa e nos deitamos.

PIX

A noite caiu, e nada, o silêncio era um tanto mortal, agora estaríamos conversando ou dançando, eu me sentia horrível. Queria ter alguém aqui para conversar sobre meus sentimentos... Alguém que ligasse para mim como ela ligava...

“Hey, aqui! Abra a janela!” Gritava uma voz sussurrante.

Eu a abri e era ele, eu não podia bani-lo daqui, mas eu não queria, mas mesmo assim era ele, era...

Notas finais
Obrigada, comentem, favoritem e acompanhem, até!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.