When You Have A Killer In Your Tail
12 Quando uma cavalo branco encontra uma rainha negra
Notas iniciais
Demorou, mas chegou. Espero que todos gostem, tem de tudo nesse capitulo até mesmo uma cena fluffy no final.
Mas para chegar a isso tem muita maldade.
Era oficial. Ele precisava de uma cerveja, uma cerveja bastante gelada.
Tudo estava indo nos conformes, tudo estava bem, seu irmão mais novo estava com o namorado em uma especie de encontro a moda antiga, Sam e Jessica iriam se comer por volta das sete horas da noite (depois que voltassem do teatro, ele sabia muito bem que os dois já tinham iniciado sua vida sexual), Jimmy estava bem vendo filmes da Disney e comendo bolos e mais bolos de chocolate que ele tinha comprado. Por que isso tinha de acontecer justo agora?
Quando eles entraram no hospital e ele praticamente obrigou Jo a fazer um relatório de tudo o que ela sabia- era claro que ela não estaria discutindo com um pirralho de oito anos se ela não soubesse de nada- ele praticamente saiu gritando para os pais imbecis daquele moleque que não se deve, definitivamente e em nenhuma circunstancia, brigar com amigos de escola que não tenham as mesmas vantagens do que você (Castiel aqui tinha ressaltado que não se deve brigar com amigo nenhum) e que não se deve colocar as pessoas dentro de armários e não dizer a ninguém o que tinha feito enquanto a escola estava em chamas. O pior para o capitão suspenso foi ouvir os pais superprotetores do Dylan falarem que ele não poderia falar daquele jeito com uma criança, Gabriel simplesmente fechou os olhos, contou até dez e disse na voz mais controlada que tinha- a única que ele usava para explicar a uma pessoa que se pode falar com Jimmy como se ele fosse normal- que sim, ele poderia falar daquele jeito com uma criança porque ele era policial e porque o ato do menino foi imprudente e cruel, ele não se esqueceu de dizer a mãe do garoto de cabelos castanhos que se ele quisesse ele poderia até mesmo prender o menino de acordo com as leis de seu estado e coloca-lo em uma instituição para auxilio de menores infratores. A mulher tinha empalidecido com isso e pediu mil desculpas, Gabriel não prestou-lhe um bocadinho de atenção, ele não precisava das desculpas dela, pois já tinha as que ele queria ouvir. Dylan estava com os olhos grandes e lacrimosos de tanto chorar e ele sabia o que era uma criança arrependida quando uma está em sua frente. Isso e apenas isso foi o suficiente para que ele não chamasse a policia e mandasse seus subalternos prender um garoto de oito anos.
Pelo menos alguém tinha aprendido alguma coisa no meio dessa loucura.
O menino tinha voltado para casa assim que seu braço- queimado- foi devidamente tratado por uma enfermeira.
E ele? Ele estava mais uma vez em uma cadeira desconfortável em uma sala de hospital, Jimmy estava completamente drogado por causa de um sedativo leve que deram a ele para que ele não retirasse o respirador (aparentemente Jimmy tinha medo do aparelho) que estava bombeando o bom ar para seu corpo e por mais bizarro que possa ser Sam Winchester estava no mesmo barco que ele. O menino grande era realmente uma medrosa.
Danny era o único que estava sendo corajoso para ficar acordado e não tinha tirado os olhos de uma serie de TV, sobre zumbis, que estava passando na FOX(23). Infelizmente mais ninguém estava interessado na tela plana. Dean parecia que estava a beira de um ataque cardíaco, Lisa tinha jurado que iria bater o inferno fora de Dylan na frente de sua mãe e a mulher tinha dito que quando a identidade deles pudesse voltar ela os processaria, Jo estava completamente irritada como se tivesse descoberto algo sobre ela mesma que nunca quis saber e por ultimo e não menos importante Cas, o pobre estava rezando todo o tipo de reza para que tudo terminasse bem. Gabriel sabia que Deus não atenderia esse pedido nem tao cedo, pois a peça de xadrez que ele tinha visto nas mãos da menina estavam gritando “MORTE A VISTA”.
Ele sentia vontade de vomitar só ao lembrar disso.
A menina estava ali, na sala ao lado da de Jo e nenhum de seus pais veio para ficar com ela. Repugnante sim, mas o policial acreditava que se um dia encontrasse Rose Cook de novo ele mesmo a mataria e como ele não queria deixar nenhuma criança órfã era melhor para ele que a vadia não viesse. Até o presente momento ele não conseguia entender como seu comissario não tinha colocado um mandato de prisão em cima daquela mulher... era absurdo e ele sabia que todos na delegacia sabiam do envolvimento dela no sequestro de Jimmy e o comissario continuava inerte. Isso apenas fazia o nojo de Gabriel aumentar, ele sabia que o mundo não é dividido entre os bons e os comensais da morte(24) mas queria muito uma desculpa para tirar o homem de seu posto.
Ele realmente precisava de uma bebida.
-Bem- disse ele se levantando da cadeira desconfortável e esfregando os olhos- se alguém precisar de mim eu estarei em uma casa de luz vermelha.
Dean levantou as duas sobrancelhas e olhou para ele com uma cara muito confusa. Castiel simplesmente balançou a cabeça como se já soubesse o que ia acontecer. De fato ele tinha visto esse filme muitas vezes.
-Casa de luz vermelha?
Gabriel poderia ignorar aquilo em favor de seu irmão, ma sele tinha coisas a resolver e as cervejas não iriam ser bebidas sozinhas.
-Um puteiro seu retardado.
Dean o olhou primeiro com uma cara de desaprovação, se foi por te-lo chamado de retardado ou por deixar sua família assim do nada ele não sabia, e depois o olhou com um ar de compreensão. Definitivamente Dean sabia o que era uma pessoa em necessidades e ele poderia conviver com o fato de entrar em acordo com o seu cunhado por pelo menos duas vezes nesse mês. Cas por outro lado tinha uma expressão maligna no rosto como se estivesse gritando para ele ser mais responsável, Gabriel poderia dizer naquele momento que ele realmente tinha umas coisas a resolver mas preferiu ficar calado, ele não queria ouvir os comanditários do professor sobre as suas prostitutas favoritas.
Antes que ele pudesse deixar a sala, porem, Charles Shurley apareceu com a sua famosa cara de dor de cabeça, o homem tinha passado todo o dia cuidando de Lisa enquanto Jo foi responsável por Danny e qualquer pessoa- não precisava ter conhecimento prévio das caras e bocas do tenente, que também estava suspenso- poderia perceber que o simples trabalho de cuidar de uma criança de oito anos o tinha sugado completamente. Ele tinha entrado na sala ao lado da dita menina carregando muitos e muitos salgadinhos retirados da maquina de vendas e parecia ter mil anos de idade, Dean poderia dizer que ele não era resistente as exposições a Lisa de longo prazo e que se um dia ele a visse de péssimo humor (o que até agora ainda não tinha acontecido) certamente ele chegaria ao fim de seus dias.
Gabriel teve pena dele e logo depois que viu seu tenente colocar as coisas comestíveis em cima da mesinha do quarto ele se arrastou em sua direção e apertou o seu ombro em um gesto muito amigável. Chuck não tardou a limpar seus óculos, ele sabia que quando seu capitão estava assim ele iria pedir-lhe um favor.
O que ele ouviu sair da boca de seu superior foi:
-Ei Chuck, blá, blá blá blá... vamos a um putero?
Como se fosse magica a cor voltou ao policial estressado, ele deu uma rápida olhada para Dean para verificar que não teria problema falar esse tipo de coisa na frente de seus filhos, aparentemente os filhos de Dean aprenderam sobre as abelhas e os pássaros muito cedo e de uma forma completamente honesta, quando ele percebeu que tudo estava bem ele olhou para Lisa- ele era receoso em deixa-la e perguntou quem estaria no seu relógio. Quando seu capitão disse que era Turner um grande sorriso sarcástico apareceu nos lábios do tenente e ele simplesmente deixou seus óculos em cima de uma mesa de canto e saiu muito feliz em poder descarregar suas energias da forma como Freud sempre dizia para fazer e ter alguém que passou os últimos meses dizendo para ele que cuidar de uma menina de oito anos não era nada complexo. Agora Turner ria ver com seus próprios olhos como seria torturante.
Gabriel simplesmente viu a porta o quarto se fechar em sua frente e pensou com seus botoes que Chuck realmente precisava de sexo, talvez se ele pudesse xeretar o endereço daquela mulher que os tinha ajudado no caso do restaurante... ele tinha certeza que seu amigo tinha se interessado pela tal da Becky. Sim, era esse o nome dela.
Sem mais nenhuma palavra ele foi. Suas mãos passaram delicadamente no ombro de Cas para dizer a ele que estaria lá se ele ligasse mais que preferia que ninguém o interrompesse... o professor simplesmente rangeu os dentes e ficou esperando Jessica voltar com as coisas de Jimmy e não disse nenhuma palavra até que o outro tinha deixado. Ele não estava furioso, pois as vezes Gabriel fazia esse tipo de coisa.
Ele e Dean ficaram ali apenas de mãos dadas até que a chuva começou a bater na janela.
Ela tinha entrado, ninguém tinha percebido que seus cabelos vermelhos eram artificiais e que seu crachá não era de verdade. Aquilo poderia ser muita sorte mas ela sempre preferiu acreditar que alguém de lá de baixo estava a seu lado nesses momentos.
A única coisa que ela precisa de fazer é encontrar os lugares certos para visitar as pessoas certas.
Tudo a deixava exitada e a expectativa de finalmente matar uma pessoa em um lugar publico a estava corroendo, ela tinha um calibre pequeno com um silenciador e sabia como atirar, nada a poderia privar dessa diversão... ela entrou na sala das enfermeiras e procurou pelos quartos mais importantes. Seu sorriso se espalhou por seus olhos quando alguém a chamou de Lara, realmente as pessoas tinham desaprendido a olhar umas para as outras, Lara estava muito morta na mala de seu carro naquele momento.
Ela não seria a única a ser morta naquele dia, foi só pensar nisso que outro sorriso cruzou seus lábios carnudos. A única coisa que ela se arrependia era por deixar o homem de olhos amarelos fazer todo o trabalho, ela odiava a forma como ele matava e queria muito ter a oportunidade de colocar os dedinhos dos pês de Rose Cook em sua boca. Infelizmente ela não estaria matando ninguém a sua maneira por hoje.
Bem, tudo teria de esperar, a recompensa que estava procurando- a única que Miguel nunca contou sobre para ela- valia muito mais do que enfiar os dedinhos recém cortados de um cadáver na boca do mesmo.
Ela terminou de se preparar e começou a fazer sua primeira ronda.
A chuva batia em seus ouvidos durante todo o tempo e ela se decidiu por fazer primeiro as coisas certas que qualquer enfermeira deveria fazer antes de ir atras de suas respostas, ela sabia onde todas as pessoas que ela queria matar estavam e sabia exatamente quem seria seu prato principal, sendo assim ela começou a verificar os pacientes regulares da sala de oncologia e com u sorriso doce no rosto tinha se passado por uma excelente enfermeira.
Esse teatro tinha demorado menos de uma hora e por agora o homem de olhos amarelos já teria chegado a metade de seu trabalho. Ela sorriu pois isso a dava forças para continuar, ela queria muito ver a cara daquele comissario burro quando visse que duas pessoas envolvidas em seus planos eram nada menos que cadáveres cujas gargantas foram cortadas. Certamente ele poderia até mesmo dizer que elas estavam envolvidas em esquemas de drogas ou qualquer outra coisa que não teria nada a ver com o seu envolvimento. Ela sabia muito bem que o sequestro de Jimmy tinha servido muito bem no que dizia respeito a tirar de seu caminho as pessoas competentes da policia e que o comissario iria fazer de tudo para continuar no poder e com o prestigio que estava tendo, tinha valido a pena alertar a mídia naquele dia... ela era orgulhosa consigo mesma.
Ela saiu da sala de oncologia e se dirigiu para a outra divisão do hospital. Estava na hora de sua rainha negra entrar no campo de batalha.
Mais uma vez ela acariciou a arma que estava escondida debaixo do vestido.
Tinha demorado, mas pelo menos ela tinha se lembrado de tudo. Jessica estava voltando para o hospital- que era definitivamente o lugar que ela não queria estar, tinha passado tanta coisa e por mais que ela soubesse que o lugar tinha uma missão nobre de curar ao próximo ela jamais esqueceria de como foi difícil acordar depois de um sono de um mês tendo em vista que o homem que salvou sua vida não estava mais por lá e que o outro homem que tinha lhe ensinado a viver de novo estava desaparecido- ela balançou sua cabeça na tentativa de esquecer de tudo, não iria adiantar em nada seus devaneios, ela jamais conheceria o homem ruivo que a salvou da morte e jamais poderia deletar as memorias dos tempos em que estava no cativeiro de Jimmy, o máximo que ela poderia fazer era ficar ali por eles. Seu atual namorado, seu grande amigo e confidente- ela não tinha vergonha de admitir a alguém que contava seus segredos para um homem retardado- e a mulher que tinha virado uma boa amiga estavam todos naquele lugar e ela estaria onde seu coração a levasse. Com uma bolsa cheia de coisas que seu protegido não poderia viver sem (fraldas, roupas, escovas de dente e de cabelo, travesseiro, lençóis e seu caderno de desenho) e com as coisas que o ajudavam a melhorar em seu estado de saudê (óleo de girassol- para as escaras- gazes e todo o tipo de remédio como antibióticos e analgésicos) ela tinha levado muito tempo para abrir a porta do quarto onde ela sabia que todos estavam, quando o fez a bolsa que segurava caiu com um baque.
Diante de seus olhos estava ela, a mulher que tinha feito a paz se transformar em medo. Ruby Evans estava com os cabelos ruivos falsos e um traje de enfermeira, mas o que realmente tinha capturado a atenção da cuidadora foi a arma negra que estava sendo apontada para a cabeça de Castiel. Ela sabia que esse seria o único jeito de aquietar tanto Jimmy quanto Dean, ela ainda não tinha percebido que Jimmy estava drogado e dormindo e que Sam e as crianças não estavam ali.
Ela não tinha como saber que Sam e Danny foram colocados em um outro quarto por causa de alguma lei tosca do hospital que não permitia mais de dois paciente por quarto.
Outra coisa que ela não sabia era que a mudança tinha sido feita pela falsa enfermeira ruiva.
Ela não teve nem tempo para gritar, em um instante Ruby tinha deslocado sua arma da cabeça de Castiel para a sua e seus cabelos foram puxados para que ela fosse arrastada para ser posicionada na frente da mulher como um escudo. Ela pode perceber que com isso Jimmy tinha acordado. Ele ainda parecia muito afetado pelo sedativo, mas tinha sido a presença dela, a doce alma, como ele sempre dizia que o tinha feito acordar- e também a fim do efeito do sedativo- seus olhos tinham se fixado na sala, tinham olhado para os rostos de cada uma das pessoas e em seguida tinham se posicionado diante dos de Ruby, ele se deixou empalidecer e virar da cor de um papel oficio, seus medos e as memorias dolorosas tinham voltado à tona. Ele pediu a quem estivesse por perto, qualquer espirito amigo- de preferencia a bola laranja de energia- que o ajudasse. Durante os vinte segundos que se passaram sem que Ruby pronunciasse um único som nada aconteceu, ninguém do alem tumulo tinha se manifestado e Jimmy se viu só e com muito medo.
Mesmo assim ele não queria que Jessica sofresse por algo que ele não poderia revelar. Ele tinha prometido e ele sabia, na verdade tinha sido dito a ele, que coisas como estas poderiam acontecer para ele agora que era o novo guardião do segredo. Dean tinha se posicionado em sua frente de forma defensiva, ele tinha sorrido por cerca de um segundo para o gesto, o cara tinha realmente virado seu amigo.
Ruby não parecia surpresa. Ela tinha ouvido a pequena conversa que os dois amantes tiveram e sabia que Cas não deixaria que nada acontecesse com seu querido irmãozinho retardado e que o idiota de seu ex-cunhado não deixaria nada acontecer com Castiel. Ela um ciclo vicioso a forma como eles se amavam, sempre levava um a fazer loucuras pelo outro e ela definitivamente adorava aquilo. Aquela noite tinha tudo para ser bastante proveitosa.
Ela destravou sua arma de forma ameaçadora. A mulher cujos cabelos ela tinha agarrado suava frio.
Ela a ignorou completamente e olhou de forma penetrante nos olhos majestosamente azuis de Jimmy. Um largo sorriso de gato cruzou seus lábios pintados de rosa.
-Olá Jim- ela fez questão de usar o apelido que Gabriel utilizava para chama-lo- saudades de mim?
Se Jimmy tivesse esfincteres ele saberia que tinha molhado suas calças.
A mulher continuou andando para ele e pós sua mão longa e fina em seu rosto, ela poderia sentir prazer com a forma como o homem a olhava e como sua pele tinha se enrijecido. Era até engraçado pensar que justo Jimmy- que tinha sido tao difícil enquanto estava preso- era uma daquelas pessoas que prefere escolher a terceira das reações ao medo; dentre luta, fuga e fingir-se de morto ele executava a ultima opção de forma convincente que o fazia parecer realmente morto, apenas o brilho de medo em sua iris azul que fazia sua presença palpável. Ele ainda estava ali.
A mulher continuou acariciando seu rosto e pode ver nitidamente Dean ranger os dentes com nojo enquanto o professor apenas interpretava um cervo nos faróis. Era patético, um homem que ganhava prêmios e mais prêmios por suas descobertas acadêmicas e por seu talento na arte de lecionar era nada mais que um garotinho assustado diante de uma arma, Ruby se deliciou ao pensar que se ele fosse capaz de ver a arma apontada para seu irmão seus sentidos não mais estariam na parte consciente da vida.
-Sabe...- ela continuou com um ar de desdem como se o que ela estava fazendo ali não era digno de uma assassina em serie- eu preferia você quando estava sobre o meu domínio, esse seu corpo é bastante bonito para ficar escondido debaixo de camadas de roupa. Se ela estivesse com as mãos livre era certo que uma delas navegaria para o órgão do pintor, mas como ela mesma odiava a ideia de abusar sexualmente de alguém que nunca saberia o que fazer ela preferiu manter as mãos nos cabelos da vadia.
Dean tinha feito um movimento para retirar a mão dela de perto de seu cunhado. Infelizmente a mulher tinha sido mais rápida, ela apertou ainda mais a arma de calibre pequeno contra o templo de Jessica e tinha feito Dean congelar em suas trilhas, o homem olhava de um para o outro e não sabia a quem deveria ajudar. Seu namorado estava tremendo no sofá onde ele estava a menos de um minuto, seu cunhado tinha sido levado para a terra da tortura grátis e sua amiga estava experimentando doses cavalares de ansiedade.
Por cerca de um segundo ele pensou que Gabriel pelo menos poderia deixar uma arma com ele enquanto fugia para um puteiro. Era logico que até mesmo ele não pensaria que algo poderia acontecer depois de ter uma escola em chamas.
Como eles estavam enganados. Tocar fogo na escola tinha sido apenas o aperitivo.
A enfermeira falsa tinha chutado a bolsa que Jessica tinha trazido para Jimmy e em seguida tinha deixado a sua própria cair ao chão. Ela livrou a atriz do seu aperto doloroso e ainda com a arma apontada para seu rosto ordenou que a loira retirasse cordas e adesivos de dentro da bolsa. Jessica tinha feito como lhe foi instruída e chorou ao amarrar as mãos e pernas de Cas e Dean, ela não tinha mais lagrimas quando a outra mulher a obrigou a colocar mordaças em suas bocas e protetores de orelhas em seus ouvidos, ela tinha feito questão em não fechar o protetor contra as orelhas de Castiel e sabia que ele desejava saber- da única forma que poderia- o que iria acontecer a seu irmão mais velho.
-O que você vai fazer com eles? Disse a cuidadora com uma voz fraturada e muito baixa.
-Com eles? Nada, mas certamente vou fazer algo com você se ele continuar em silencio.
Tanto Jimmy quanto Jessica engoliram em seco com o comentário.
E foi assim, a mulher pediu para que Jess se deitasse e com muita força a tinha chutado, tinha sido terrível, Castiel, Jimmy e Dean “viam” tudo acontecer diante de seus olhos e não poderiam fazer nada. Cas e Dean eram incapazes de se mexer ou até mesmo de pronunciar gritos de raiva por estarem completamente amarrados e por mais que o engenheiro tentasse suas mãos eram impotentes contra o laço que fora devidamente apertado por Ruby. Eram nesses momentos que o homem de olhos verdes desejava que sua faca não tivesse ficado em casa. A única coisa que seu amante pensava era como deveria ser difícil para Jimmy, ele que não era capaz de ver mas que ouvia os sons abafados por debaixo do protetor de ouvidos sabia que a dor que Jessica sentia era pouco comparado a que seu gêmeo experimentou durante os dois meses que tinha sido sequestrado e era exatamente isso- a semelhança em relação as torturas usadas pela mulher- que o fariam quebrar. Ele era bastante parecido com o pintor quando se tratava de como reagir as pessoas que amavam, os dois eram extremamente verdadeiros e gostavam de demostrar seus sentimentos e o mesmo valia nos momentos difíceis, ambos preferiam estar no lugar de seus amigos quando estes sofriam algo. Mesmo sem ver ele sabia que as lagrimas cortavam as bochechas de Jimmy e isso o fazia sentir-se miul vezes pior, ele não conseguia lembrar nem mesmo imaginar uma única coisa que poderia fazer sentido em tudo o que estava acontecendo. O que diabos era a coisa que a mulher procurava? e por que ela achava que somente Jimmy poderia saber? Nada fazia sentido, Jimmy poderia guardar um segredo sim, mas que segredo era esse que despertaria o interesse de uma mulher como aquela?
Ele se sentia incapaz de responder qualquer uma das perguntas.
Enquanto isso Ruby se divertia espancando Jessica, sua arma negra ainda estava apontada para ela e a forma como o pintor se encolhia estava dizendo a ela que não seria muito difícil conseguir o que ela queria.
Ela parou de chutar a pobre mulher. Ela a puxou de volta para sua posição ereta e continuou a colocar o cano frio da arma em sua testa.
Sua voz tinha virado doce como o mel quando falou:
-Então Jimmy, você quer que eu mate sua babá ou vai me contar tudinho?
Jessica não podia acreditar em seus pensamentos, mas no momento em que ela ouviu a voz melosa da outra mulher ela simplesmente ligou todos os alertas em sua cabeça. Para que uma pessoa assim estivesse arriscando sua liberdade e fazendo reféns em um lugar publico era necessário muita vontade e pensar seriamente que conseguiria o que desejava. A loira se lembrou de que antes de tudo Ruby era namorada de Migues e que até naquele momento ela a via como uma interesseira, ela sabia que Miguel era rico mas quando Ruby o matou nenhuma quantidade de dinheiro tinha sido levada, ela sabia que o homem loiro era membro de uma antiga organização secreta formada pelos entes de sua família e poucos adeptos a religião criada... era possível que Miguel fosse como um daqueles personagens de series de ficção que dedicavam suas vidas a proteger este ou aquele segredo misterioso e era plausível que esse segredo fosse algo que conferisse muito poder.
Quando os pensamentos chegaram a uma simples conclusão Jessica não se deteve e praticamente gritou, infelizmente as paredes grossas do quarto de hospital não a fariam ser ouvida:
-Não conte a ela Jimmy!
Ruby tinha achado aquilo uma tremenda falta de educação e sem um simples pingo de arrependimento deu uma coronhada na cabeça da mulher idiota, sua arma tinha ficado suja de sangue, pelo menos a ameaça tinha sido drenada. Jessica estava morta para o mundo esparramada pelo chão.
Dean se contorceu inutilmente ao ver a cena diante de seus olhos e Cas começou a hiperventilar.
Mais e mais lagrimas saiam dos olhos de Jimmy e ele chegou a pensar que sua amiga estava morta. Como ela não estaria? Havia muito sangue escorrendo por sua cabeça e ela estava ali imóvel deitada no chão. Ruby tinha repetido a pergunta mais uma vez e dessa vez obteve a resposta que queria.
Jimmy finalmente estava disposto a revelar o segredo que seu ex-namorado nunca tinha lhe contado, se ela soubesse que seria mil vezes mais pratico tirar os segredos do pintor se ela machucasse alguém que ele ama talvez ela nunca o teria sequestrado. Jessica tinha sido tudo o que ela precisava e agora ela estava recebendo o seu premio.
-O que foi Jimmy? Eu não ouvi direito.
Ela tinha de humilha-lo, era a forma mais fácil de faze-lo pagar por todo o tempo que ela tinha procurado pela sua recompensa. Felizmente tudo valia a pena e ela estaria com sua grande maça nas mãos.
Jimmy ainda era branco e tremia como uma folha. Nada o impediu de usar sua voz mais estridente no entanto:
-EU DIGO!
Pela primeira vez naqueles oitenta e cinco minutos a mulher abaixou sua arma, ela sabia que sua presença assustava muito mais a pessoa em sua frente do que qualquer outra coisa. Ela deixou-se sentar em cima da cama de hospital exatamente ao lado de seu saco de pancadas e viu com prazer como ele se afastou chegando até a outra ponta da cama.
Ela o encurralou contra a parede e apontou a arma para as mãos do pintor.
Seu sorriso aumentava com o medo que escorria por ele e quando ela fez pequenos círculos com o cano da arma em volta do braço de James ela pode sentir que ele estava muito perto de quebrar em mais um ataque de choro, ele tinha sido bastante forte durante os dois meses em que estava preso em sua fabrica de macarrão, mas agora que ele tinha sentido o gostinho da liberdade tudo parecia mais difícil e ele não teria ninguém para impedir o sangramento de sua língua se ele a mordesse.
Por um momento ela achou aquilo muito atraente e não pode se conter. Se aproximando diante da criatura passiva de olhos grandes e azuis ela o beijou lenta e profundamente, Jimmy agia como se ela estivesse o engolindo e todo o seu corpo tinha sido tensionado enquanto sua língua entrava nele, por um momento ela pensou que seu namorado não gostaria de ver a essa cena mas mesmo assim nada a fez parar de beijar. Os lábios do pintor tinham um gosto que a fazia se sentir pura e livre como ele era. Três minutos tinham se passado até que ela quebrou o beijo.
Foi muito agradável ver o semblante apavorado de Jimmy, ela sabia que ele já tinha beijado antes, mesmo assim era muito bom pega-lo de surpresa em algo que iria deixa-lo sem defesas.
-Você ainda não me disse nada, quer que eu faça dos carinhas ali o mesmo que fiz com Jessica? Sera que isso o ajudaria a lembrar o que eu quero? Mais uma vez ela usava a voz de mel e parecia muito assustador.
O pintor simplesmente olhou para onde Dean e Cas estavam, eles pareciam tao assustados quanto ele era e em menos de um minuto olhando-os o fez pensar que ele não queria que aquela mulher fizesse o mesmo que tinha feito a Jess com eles.
Ele começou a falar:
-Eu sei... sua voz parecia que tinha sido retirada dele e uma falsificação tinha preenchido seu lugar, a mulher o olhava com olhos grandes de interesse e tinha mais uma vez destravado a arma para dar enfase as consequências de qualquer deslize.
Antes que ele dissesse mais alguma coisa Ruby fez questão de para-lo. Ela não queria que mais ninguém soubesse o que ela estava procurando, a paranoia tinha começado a crescer dentro dela e se mais alguém- principalmente aquele professorzinho de historia- descobrisse o que seu premio era certamente iria querer te-lo também. Ela deveria reduzir ao máximo o numero de pessoas que soubessem de seu premio e levaria ao extremo para isso.
Jimmy ficou em silencio e viu como a mulher amarrou as mãos de Jessica e a amordaçou, ele viu sua querida babá ser colocada em posição fetal debaixo da cama de hospital- de uma forma que parecia que nunca ninguém tinha entrado naquele quarto, bastava muito mais do que um olhar atento e os cobertores estavam dispostos de uma forma a esconder qualquer vestígio de Jessica- e depois viu seu irmão meia novo e o namorado dele serem empurrados para dentro do armário de roupas, ele não conseguiria descobrir como no mundo um armario de hospital poderia ser grande o suficiente para caber dentro dele dois homens adultos, mas era exatamente isso o que tinha acontecido, ela fechou a porta e os deixou em um isolamento completo.
Nenhum dos dois tinha percebido que a bolsa de roupas que Jessica tinha trazido ainda estava jogada no canto esquerdo do quarto.
Pela primeira vez Jimmy estava com medo do que ela poderia fazer a ele.
Continuando a ver a mulher ele viu a arma ser apontada amis uma vez para a sua pessoa enquanto ela dizia para que ele fizesse silencio, ela não queria interroga-lo ali e estava indo buscar uma cadeira de rodas para ele. Não tinha demorado muito, antes mesmo que Jimmy pudesse pensar no que poderia fazer uma vez que estava sozinho Ruby tinha voltado e praticamente o jogou em cima da velha cadeira de rodas. Ela o empurrou para fora do quarto e cochichou em sua orelha de uma forma muito autoritária que ele deveria se fingir de morto, ele nunca entenderia o porque, mas fez como lhe foi instruído. Depois disso a falsa enfermeira entrou em uma conversa amigável com uma outra trabalhadora do hospital e todo o tempo mantinha uma voz chorosa e amiga, Jimmy conseguia perceber que ela estava mentindo, mas não sabia o porque nem para que disso. Seu medo continuou fazendo com que seu coração batesse cada vez mais alto e ele poderia jurar que a outra enfermeira poderia ouvi-lo mesmo a uma grande distancia.
Infelizmente para ele a outra mulher não tinha dado nenhum sinal de te-lo escutado e liberou a passagem de Ruby para o outro bloco do hospital. Jimmy poderia sentir a aura dela crescer com prazer e ele se encolheu na cadeira.
Ruby o tinha levado para o telhado do prédio e tinha trancado todas as portas de acesso. Agora era apenas ele e ela.
Ruby ficou alguns minutos em silencio e sentou-se no chão frio em frente a Jimmy, enquanto ele a observava com sua tipica cara de cachorrinho perdido ela retirava algumas coisas da bolsa que tinha trazido, não demorou muito para que ela encontrasse uma seringa com soro.
-Sabe- disse ela em uma voz monótona- eu trouxe esse soro da verdade para aplicar em você, mas não acho que você sabe mentir. Você sabe mentir Jim?
O pintor balançou a cabeça uma vez. Era logico que a mentira nunca tinha sido um conceito bem aprendido por ele.
-Bom. E ela guardou a agulha.
Os dois ficaram em silencio por um longo período de tempo, a mulher queria acalmar seu prisioneiro antes de perguntar qualquer coisa, ela queria que ele pudesse lhe dar as respostas de forma clara.
O vento frio cortava-lhes como navalha e bagunçava seus cabelos, a peruca vermelha que imitava os cabelos da enfermeira Lara dançava ao vento enquanto os cabelos negros de James Novak continuavam com a velha aparência de quem tinha acabado de sair da cama depois de uma noite cheia de sexo selvagem. Aquilo tinha deixado a mulher um pouco mais exitada do que ela pretendia estar, mas estupro não era seu negocio e ela tinha uma missão bastante clara para cumprir.
Antes de qualquer coisa ela tinha uma pergunta inicial a fazer:
-Me diga Jim, o que é mesmo que você guarda?
Jimmy não queria responder a isso, ele tinha prometido a Miguel que guardaria esse segredo até o dia de sua morte e agora ele não tinha nenhuma escolha, seus olhos se transformaram em cachoeiras e ele não era capaz de falar até que a onde de tristeza deixasse o seu ser. Ruby parecia um pouco impaciente em esperar que as coisas se dessem da forma natural e retirou uma velha faca de dentro de sua bolsa mostrando a lamina brilhosa para Jimmy, sim, ele sabia que faca era aquela e tinha engolido seu choro em um piscar de olhos. Foi nesse momento que ele- a bola laranja de energia, ou seja, Miguel- tinha aparecia diante dele, ele imediatamente tinha se transformado em sua antiga forma humana e tinha sussurrado no ouvido do pintor que estava tudo bem, que ele não poderia escolher entre esse segredo e seus amigos... por mais que Jimmy pedisse desculpas o antigo policial não parecia estar interessado nelas, ele incentivou o pintor a dizer o que a mulher queria e continuava dizendo que nunca um guardião poderia escolher entre o que protegia e as pessoas que amava. Estava na hora do segredo ser revelado.
Jimmy respirou fundo e disse em uma voz pequena:
-Eu guar...do... eu...- ele era hesitante em toda sua alma, tecnicamente não era nem para ele saber sobre aquilo, mas se seu amigo confiava nele e o dizia que era para dizer ele iria revelar qualquer coisa- a maça, a maça da sabedoria.
Ruby não tinha guardado sua faca. Ela estava feliz em saber que todas as suas pesquisas eram verdade e que a ultima maça da arvore proibida ainda estava entre os homens, o irônico era pensar que a maça da sabedoria, a única fruta que Deus não permitia ser consumida por seus humanos estava na posse de uma pessoa que não tinha nem metade da inteligencia humana. Quando Jimmy abaixou seu olhar em sinal de derrota ela cravou mais uma vez sua faca na coxa dele deixando o sangue escorrer livremente. Como ela tinha saudades daquilo.
Ela não mais tinha paciência para usar sua voz melodiosa, só estavam eles dois ali:
-E onde está minha maça Jim?
Com isso os olhos azuis se encheram de furria, ele não ia admitir que ela falasse da algo sagrado como se já fosse dela. O homem de trinta e cinco anos de idade tinha cuspido no olho de sua sequestradora.
-Não é sua!
Aquilo tinha sido nojento. A assassina tinha limpado seu olho esquerdo com as costas da mão e em seguida se levantou de uma maneira ameaçadora e encarou os olhos azuis determinados. Sem pronunciar uma única palavra ela ergueu seu punho e deu um murro no olho que não estava inchado, o pintor tinha caído de lado de sua cadeira com a força do impacto e tinha gritado da dor que suas costelas ainda machucadas sentiam.
Quando ele virou de lado para voltar a encarar a mulher ele teve a coragem- talvez as exposições de longa duração a Melissa o tenham feito arredio- de olhar bem nos olhos negros dela e repetir o que tinha dito, desta vez sua voz tinha um tom muito mais forte.
-Não é sua!
Ruby o chutou da mesma forma que fazia na pequena sala com paredes cobertas de carpete, ele era feliz por ver que ainda conseguia fazer um homem cuspir sangue.
Se ela visse a paisagem de baixo do prédio ela poderia saber que naquele exato momento os policiais Gabriel Novak e Chuck Shurley estavam voltando do pequeno tempo de diversões que eles tiveram com as prostitutas do cabaré da esquina. Mas como ela estava muito interessada em bater em Jimmy ela jamais olharia para a paisagem noturna.
Ela estava começando a perder sua paciência:
-AONDE ESTÁ A MAÇA JIMMY?
O pintor não respondeu de primeira, se ele pudesse ele nunca responderia mais ele não era capaz de deixar Miguel preocupado com ele da forma como estava deixando, o espirito iluminado estava como uma criança humana diante de seus olhos, estava completamente impotente diante da violência da mulher e demostrava uma imensa tristeza por ele. James sabia que não estaria bem se ele revelasse onde a maça estava, sabia que Deus tinha impedido o homem de come-la por um motivo e sabia que Miguel estava implorando para que ele revelasse porque não queria vê-lo morrer, não agora pelo menos, Jimmy tinha botado em sua cabeça que o quanto ele pudesse aguentar ele agantaria e continuou a receber os chutes mesmo que sua boca vomitava sangue.
Ruby tinha perdido a paciência. Ela já sabia qual era o ponto fraco do pintor idiota e faria as coisas da forma mais rápida. Ela parou de chutar.
-Tudo bem meu querido- mais uma vez a voz melodiosa tinha voltado e agora era muito mais assustadora- você não quer me contar onde a frutinha está? Tudo bem, mais saiba que quando eu descer essas escadas irei matar qualquer pessoa que olhar para mim.
Jimmy perdeu o ar.
Ela era bastante satisfeita com o resultado.
Jimmy olhou para Miguel, o espirito tinha mais uma vez se transformado em uma bolinha laranja e pairava sobre sua cabeça, ele tinha alguns poderes de cura, mas nunca tinha sido o melhor em fazer as pessoas se curarem e se arrependia amargamente por isso. Ele sabia que o jovem pintor era forte e que jamais quebraria um segredo mas estava na hora de tudo ser revelado, aqueles pessoas tinham de saber o que vieram fazer aqui e o destino dos Winchesters estava finalmente caminhando para a revelação final. Era a hora das pessoas- ou pelo menos de algum pequeno grupo delas- saber que as escrituras de bíblia eram fatos documentados.
Outra coisa que ele sabia era que o pintor não estaria sendo a pessoa mais fácil com isso.
-Não comigo.
A mulher parou em suas trilhas. Como diabos o homem era o guardião do segredo e não guardava a porra da maça com ele? Suas sobrancelhas se levantaram e ela encarou o imbecil com um olhar assassino. Jimmy já tinha visto muito desses olhares e não tinha se assustado o quanto ela desejava:
-Como não está com você?
Ela levantou mais uma vez a lamina em suas mãos e o desafiou a mentir. Ela sabia que ele era incapaz disso mas mesmo assim era melhor prevenir. Vendo que Jimmy não estava disposto a dizer mais nada ela cravou sua faca pela segunda vez na mesma coxa lesionada, se era difícil para ele andar depois de ser torturado por dois meses ela faria o movimento ainda mais doloroso.
O pintor mordeu sua língua.
-Onde está Jimmy?
Ele não ia dizer com quem estava seu precioso segredo, mas tinha de dizer alguma coisa, ele sabia que suas forças estavam chegando ao fim e que a mulher estava muito a vontade de sair matando as pessoas daquele hospital se não obtivesse nada de interessante para ir atras. Era fez a sua escolha:
-Chinatow.
A mulher abriu um sorriso muito mau. E depois guardou sua faca dentro da bolsa. Jimmy por um momento tinha achado que ela o deixaria em paz e que ele poderia voltar para seus amigos, mas esse pensamento não durou muito, durou até quando ele viu a arma sangrenta nas mãos dela. Em um único golpe toda a sua consciência tinha sido tomada e ele deslizou para o jardim de rosas negras.
Ruby o colocou de volta na cadeira e desceu as escadas indo em direção ao necrotério. Ela fez questão de mandar uma das enfermeiras escrever o atestado de óbito para Jimmy Novak e agora saberia em que cama deveria coloca-lo. Ela queria muito ver a cara dos outros quando descobrissem que Jimmy tinha “morrido” mas não tinha tempo para perder com sua pequena vingança pessoal. A maça deveria ser achada e mesmo que o idiota do pintor não tenha lhe ajudado muito, saber que ela realmente existia e que os anos de pesquisa de sua mãe não tinham sido em vão já era um premio a seus olhos. Ela encontraria a fruta mesmo que tivesse que rasgar todo o bairro chines para isso.
Ela bem sabia que não precisava rasgar todo o bairro, ela já tinha uma boa ideia de onde a fruta deveria estar. Mais uma vez ela acariciou a arma negra que tinha voltado para a liga debaixo de sua saia.
Sem que ela percebesse Gabriel Novak e Chuck Shurley estavam passando por ela em direções opostas, ela saia do hospital e os dois policiais entravam no polo de enfermagem, o capitão conservava uma cara muito irritada e se ela soubesse que era ele ali certamente teria esperado para ver o desenvolver da situação.
Ela chegou ao carro no mesmo momento que a enfermeira do balção de recepção finalmente olhou para eles.
Gabriel realmente, realmente não queria sair tao cedo do bordel em que estava, sua prostituta favorita cujo nome era Castidade era realmente uma otina ouvinte e ele adorava contar suas historias para ela mesmo que em nenhum momento ele envolvesse o ato sexual. Infelizmente para ele a televisão estava ligada na sala onde eles estavam, era uma boa estrategia para abafar o barulho de prazer dos outros clientes, e o que passou na tela tinha feito todo o sangue de seu corpo congelar para o zero absoluto.
A matéria diante de seus olhos era a morte de Rose Cook com um corte em sua garganta, pelo que a repórter dizia a mulher devia dinheiro a alguma pessoa pertencente a mafia e tinha sido morta por causa disso. Era verdade, o policial pensou uma vez ou outra que aquilo poderia ser um ato justo uma vez que a mulher tinha sido cúmplice no sequestro de Jimmy e ninguém a tinha prendido, mas ele começou a se lembrar da pequena menina de cabelos negros que estava tentando se matar na escola em chamas e começou a se sentir péssimo. Ele deveria dizer a ela ou ajudar a comunicar aos outros parentes e encaminha-la para eles... foi exatamente no momento em que ele pensava sobre isso que a outra matéria invadiu a tela e mostrou a jovem loira chamada Beck- Rebeka- Rosen morta exatamente com o mesmo MO. Sim, ele sabia que a jovem não tinha feito nada, absolutamente nada de errado que poderia justificar sua morte a sangue frio e pensou que aquilo somente poderia significar que o jogo tinha voltado de seu período de trégua. Ele definitivamente queria bater a cabeça na parede e teve de deixar Castidade com o próximo cliente, logo que chegou na porta do outro quarto ele nem ao menos precisou bater, seu tenente já estava vestido e pronto para voltar ao hospital.
Gabriel não se pronunciou ao olhar para seu amigo e ver os olhos dele completamente vermelhos, ele sabia que ele tinha saído umas quatro ou cinco vezes com a menina e que eles estavam em um quase namoro mas não se achou no direito de falar nada, ele mesmo durante o tempo em que seu irmão estava em cativeiro não aguentava ouvir a voz de pena das outras pessoas e preferiu manter uma postura silenciosa até que Chuck decidisse falar por si mesmo.
Os dois silenciosamente fizeram seu caminho para o hospital.
O capitão poderia dizer que já estava muito enjoado do cheiro de amônia e do uniforma rosa das enfermeiras. Ao mesmo tempo que ele percebia isso ele se lembrou de que não conseguiria achar o numero do quarto em que os outros estavam, ele sabia que o numero do quarto de Harvelle era o 428 e como ele era distante dos outros quartos ele tinha se esquecido completamente sua localização. Com o maior ar de desgosto ele se dirigiu para o polo de enfermagem.
Para piorar tudo a enfermeira tinha uma intercorrência para resolver- por telefone- e não estava prestando-lhe um bocadinho de atenção. Ele pensou em pedir a mulher de cabelos vermelhos, mas a pobre coitada estava saindo com tanta pressa que ele pensou que era errado abordar uma enfermeira depois de seu turno de vinte e quatro horas, sendo assim ele deixou-a sair e voltou a prestar atenção a mulher do telefone.
Demorou uns bons dois minutos para que ele fosse atendido e o tempo todo seus dedos tamborilavam a mesa de madeira.
Quando ela finalmente olhou para ele e desligou o telefone o máximo que ele conseguiu fazer foi dar um meio sorriso a ela e dizer com uma voz policial o que ele queria. O que ele jamais esperava era que ela dissesse a resposta que saia da sua boca:
-Oh, eu sinto muito. James Mathew Novak morreu há uma hora atras. Ela tinha um olhar de pena no rosto mais Gabriel mal conseguiu processar o que ela estava dizendo, por um pequeno período de tempo sua visão começou a escurecer e ele achou que estava prestes a desmaiar, mas tudo não tinha durado mais do que segundos e a raiva superou o choque inicial e o medo.
Chuck olhava para seu parceiro e superior e não conseguia entender nada, para ele não tinha como Jimmy ter morrido nas quatro horas que eles deixaram o hospital, ele estava apenas desmaiado pelo efeito da droga e com os pulmões cheios de gás carbônico. Como ele poderia ter morrido?
Gabriel pensava a mesma coisa, ele bateu forte com o punho na mesa de madeira em que ela estava assustando as outras duas enfermeiras que trabalhavam ali e disse em uma voz venenosa:
-O que porra você está me dizendo?
Se a mulher não fosse acostumada a lidar com esse tipo de gente ela estaria muito assustada. Sem usar seu tom agressivo ela repetiu exatamente o que tinha dito cerca de dois minutos atras.
Os dois homens na sua frente pareciam incrédulos e um deles- o que tinha baixa estatura e olhar de âmbar liquido- praticamente tinha esfregado um belo destinativo de policial em seu rosto, ele gritava o tempo todo e ela apenas conseguiu entender que ele era o capitão da cidade e que exigia ver seu irmão, ela sabia que não era permitido deixar ninguém entrar no necrotério sem a presença de um medico mas ela poderia prever um escândalo maior vindo. As pessoas estavam paradas e escandalizadas com a cena que o homem estava fazendo e com a voz altíssima dele, isso tinha a deixado sem opções e ela acabou por sair de trás de sua mesa e guiar os dois homens para o necrotério ela mesma. Interiormente ela rezava para que não levasse um tiro quando o homem estressado visse o corpo morto de seu irmão.
Gabriel se perguntava o tempo todo como aquilo tinha acontecido, como ninguém tinha ligado para ele para dizer que Jimmy estava morto, ele pensou que Castiel deveria estar arrasado e certamente não tinha a coragem de ver o corpo, mas ele queria vê-lo, queria saber como ele estava e queria saber como tinha acontecido. A enfermeira tinha o dito que Jimmy morreu por causa de uma reação ao sedativo mas tudo ainda aprecia estranho, seu pintor não era sensível a medicamentos... seu peito e seu estomago começaram a doer ao mesmo tempo e ele não sabia se seria capaz de continuar. Sendo assim ele deu meia volta deixando a enfermeira confusa, Chuk por outro lado tinha praticamente previsto sua reação, ele sabia que seu amigo precisava ver se Cas ainda estava bem e preferia ver o cadáver de Jimmy junto a ele.
Foi o tenente quem tinha perguntado o numero do quarto onde Jimmy Novak estivera.
Não tinha demorado muito tempo para que eles voltassem a subir as escadas e se dirigissem para a outra ala do hospital, o tempo todo a mulher ainda estava em suas caudas.
Ele finalmente viu que o numero do quarto era o 409.
Gabriel apertou a maçaneta antes de gira-la e respirou fundo com a antecipação de ver os rostos de Cas, Dean e Jessica pálidos e assustados. Ele nunca esperaria que o quarto estivesse estéril.
Estava chovendo, as lagrimas celestes faziam barulho no telhado de sua humilde casa e ele quase não ouviu a batida suave em sua porta. Felizmente ele sabia que deveria esperar por uma visita naquela noite e se dirigiu para a sala abrindo a porta para o jovem mendigo de olhos brilhantes.
Adam estava encharcado como um pequeno pássaro depois de seu primeiro voo em um dia de chuva e parecia muito preocupado. Ele carregava uma bolsa que parecia ser muito velha mas a carregava com orgulho. A única coisa que o medico ruivo notou foi que o quadro, o objeto que o menino jamais largava, não estava debaixo do seu braço.
Ele o deixou entrar e imediatamente perguntou pelo quadro das tulipas amarelas. O menino lhe respondeu que Jimmy tinha voltado ao hospital- ele contou toda a saga da escola em chamas- e que mais uma vez tinha entregado o quadro a família dele. Gabriel tinha colocado o quadro em cima da mesa do quarto onde eles estavam.
O medico ficou impressionado com as atitudes de Ruby, ele jamais esperava que fosse ela quem ateasse fogo na escola. Outra coisa que ele não poderia acreditar era em como o jovem mendigo poderia saber disso, mesmo assim ele não perguntou. Ele sabia que muitas boas respostas racionais poderiam ser dadas a isso. A criança ainda não sabia quem era.
Ele fez com que o menino se sentisse a vontade em sua casa e começou a fazer o jantar. Adam Milligan seria o primeiro mendigo a chegar a ele mas não o único, logo logo a tropa de amigos estaria toda ali.
Essa seria uma longa noite de chuva.
Ele sabia o que deveria fazer, mandando o menino para tomar um banho, e aproveitando que seus amigos ainda não tinham chegado- ele bem sabia que não poderia concluir seu serviço se os outros estivesse em sua casa- ele arrumou os quartos de hospedes e colocou a escassa quantidade de pertences de Adam em cima de uma das camas, ele se demorou um pouco ao olhar para a bolsa e sabendo que deveria terminar aquilo logo ele a abriu retirando um dos objetos de dentro dela e o substituindo por outro exatamente igual. Ele guardou o verdadeiro objeto em uma de suas gavetas e enrolou-o em um pano de seda azul.
O medico ruivo sabia que a substituição não adiantaria por muito tempo, mas que serviria para que as coisas acontecessem conforme tinha sido escrito.
Durante todo o processo ele se arrependeu em roubar o objeto da posse do menino.
A chuva continuava caindo em seu telhado.
Gabriel não conseguia acreditar. O quarto estava vazio.
Ele mal tinha aberto a porta e não tinha sido reconhecido por rostos amigos, não tinha ouvido o som do choro ou sentido o peso da tristeza, o quarto simplesmente estava da mesma forma como tinha sido antes que eles se instalassem ali. O velho quadro das tulipas amarelas ainda estava em cima da mesa exatamente onde ele tinha deixado e tudo parecia desprovido de vida. Onde estavam Castiel, Dean e Jessica?
Os alertas entraram em curto circuito dentro de sua cabeça, até mesmo a própria enfermeira tinha parado em suas trilhas e declarado que aquilo era estranho. Os parentes do morto deveriam estar ali esperando para Lara voltar com o medico legista. O que diabos tinha feito a outra enfermeira demorar tanto?
Chuck andava de um lado para o outro, ele estava começando a ter as suas dores de cabeça. De um minuto para o outro sua vida tinha virado de cabeça para baixo, ele tinha sido suspenso da policia por duas semanas e estava orgulhosos pela primeira vez em desobedecer as ordens dadas. Mas agora... agora ele se via em um poço de lama, o amigo querido que ele tinha ajudado a salvar, o único que tinha feito ele e Gabriel virarem amigos cerca de seis anos atras, tinha sido dado como morto e ele ainda não conseguia acreditar em nada do que lhe era dito. Se Jimmy realmente estava morto os outros deveriam estar ali naquele quarto esperando por eles para chegarem, na verdade eles deveriam ter ligado para eles para dizer o que tinha ocorrido e fazer eles voltarem para o hospital. Ninguém cujo irmão tinha acabado de morrer deixaria o outro irmão num puteiro transando enquanto resolvia todos os problemas. Ele limpava seus óculos enquanto andava de um lado para o outro da sala e foi exatamente nesse momento que ele tropeçou na bolsa grande e azul que Jessica tinha enchido com as coisas de Jimmy.
No começo ele simplesmente pensou que alguém deveria ter deixado aquilo ali e se esqueceu de buscar, mas quando ele percebeu que aquela era a bolsa que estava em um dos quadros de James ele praticamente estourou em euforia.
-Gabe, venha ver isso!
Ele nem ao menos tinha parado para registrar que usou o apelido para chamar a atenção de seu capitão. Muitos pensamentos passavam por sua cabeça.
Gabriel reconheceu a bolsa imediatamente. Jimmy adorava aquele pedaço de lixo que tinha sido comprada em um vendedor de rua a preço de banana, era inacreditável como a coisa durava tanto, por mais que ele tentasse convencer seu irmão a trocar de bolsa, ele realmente não queria sair com um treco como aquele toda vez que eles viajavam ou que Jimmy precisava de uma reposição de roupas para ir ao algum lugar- o que era sempre- ele sempre recebia um olhar choroso de volta. No quarto de hospital vazio a vista da bolsa azul com desenhos de dinossauros não parecia ser a pior coisa do mundo.
Uma ideia tinha passado na velocidade da luz para a mente de Gabriel e ele pediu para que a enfermeira o ajudasse a procurar os outros amigos que ainda estavam por ali, mas antes que ele pudesse explicar que o que tinha acontecido não era o que a mulher insistia em dizer (ele tinha começado a acreditar que tinha havido um mal entendido e que na verdade Jimmy estava na sala onde Sam ou Jo estavam dormindo junto a Dean Cas e Jessica que certamente não faziam a minima ideia de que Jimmy tinha sido dado como morto pois ele não tinha morrido. Essa ideia não era satisfatória a todas as coisas que tinham acontecido e aos detalhes que a enfermeira insistia em dizer mais era a única explicação que a mente derrotada de Gabriel poderia dar para seus instinto de que na verdade Jimmy não estava morto, mesmo que essa ideia não fosse nem um pouco coerente com a realidade) uma batida forte se fez ouvir. A batida vinha de dentro do armário.
Ele não teve tempo nem ao menos para congelar como o tenente ea enfermeira tinham feito, simplesmente esperançoso ele foi para o armário e o abriu revelando Dean e Castiel amarrados e amordaçados dentro dele. Seu coração tinha dado um pulo muito grande com a visão do medo nos rostos de cada um deles e quando ele percebeu que Jimmy não estava lá dentro sua estomago caiu.
Ele ajudou os dois namorados a saírem do armário e os libertou de suas amarras.
Ele viu com orgulho como seu irmão mais novo tinha beijado Dean, ele sabia que Cas deveria ter ficado com muito medo de perder seu amante para a pouca quantidade de ar. Dean parecia sentir o mesmo e os dois se entregaram ao beijo de forma verdadeira, pena que eles não tinham folego para aguentarem muito tempo.
Cas o abraçou assim que largou Dean.
-Gabe, temos que encontrar Jimmy e Jessica.
Ele parecia muito mais velho, como se o que quer que ele tenha visto o mudou e Gabriel não se sentia no direito de contrariar uma ordem vinda dele. Mais tarde ele perguntaria o que tinha acontecido ali, por agora ele só queria encontrar Jimmy e Jessica vivos.
Mais uma vez Chuck tinha sido o único a reparar nas coisas deixadas pela sala. Ele tinha encontrado o rastro de sangue se espalhando pelo chão de ladrilhos. Não demorou muito para que eles retirassem Jessica de baixo da cama.
A mulher estava histérica, provavelmente tinha uma concussão muito feia que a impedia de prestar atenção no que estava dizendo, seu juízo tinha sido visivelmente alterado e ela falou por um longo período de tempo tudo o que tinha acontecido, ela contou como Ruby a tinha tratado, como ela amordaçou e amarrou os namorados dentro do armário e como a tinha colocado debaixo da cama. Depois disso ela falou sobre as suas teorias que poderiam explicar o que ela estava procurando e que Ruby tinha feito Jimmy dizer a ela o que ela queria mas que a hitoria toda não deveria ser revelada na presença deles... ela parou de falar por um grande periodo de tempo e seus olhos se arregalaram quando finalmente percebeu que Jimmy ainda poderia estar com ela.
A ultima coisa que ela disse antes de desmaiar foi:
-Meu Deus. Jimmy!
Os dois irmaos se sentiam exatamente da mesma maneira e a enfermeira não poderia estar mais arrependida por tudo o que tinha feito. Ela não só tinha sido cúmplice de uma assassina como não tinha percebido que o corpo que a mesma carregava em uma cadeira de rodas não estava morto. Ela pensava que ainda era plausível a morte de Jimmy mas nada a faria dizer na frente de um capitão de policia e de um homem que estava falando todos os palavrões como aquele de olhos verdes.
Ela decidiu levar todos eles- menos a mulher que tinha acabado de desmaiar- para o necrotério. Se tinha uma coisa que ela queria descobrir era como essa historia terminaria, mais tarde ela faira questão em reportar os acontecimentos da noite para o diretor do hospital e eles poderiam usar a ajuda da policia para saber onde a verdadeira Lara estava.
Ela não ia gostar de saber que naquele momento Lara estava em uma mala de um carro que tinha sido abandonado perto de um bairro pobre da cidade. A mulher já tinha putrefado.
***
Castiel quase não tinha acreditado que três dias tinham de passado. Para ele foi ontem que ele tocou o rosto de Jimmy e sentiu sangue por toda a sua cabeça, tinha sido bastante difícil cuidar dele uma vez que ele também tinha uma concussão, eles tinham passado a primeira noite inteira acordando-o para fazer todo o tipo de pergunta e se certificar que nada de ruim tinha acontecido a seu cérebro (as perguntas eram mais ou menos coisas que eles sabiam que somente Jimmy poderia responder como por exemplo: o nome completo de cada um deles- Castiel David Novak e Gabriel Paul Novak, qual o nome da fazenda em que eles nasceram- Holly farm, quantos anos eles tinham de diferença de Gabriel- onze anos a menos claro, qual era o nome da menina que Gabriel tinha trazido para casa pela primeira vez- Natasha, quem o tinha ensinado a andar de bicicleta- Castiel mas ele nunca tinha aprendido direito, qual era a comida favorita de Jessica- macarrão instantâneo sabor frango...) e foi realmente gratificante para todos eles verem que nada de ruim tinha acontecido a sua memoria. Eles ainda tiveram que pisar mais uma vez dentro das salas apertadas de interrogatório da policia e aturaram com toda a paciência que pudiam falsificar a presença do comissario Alder enquanto ele fazia as suas pergunta intrusivas a Jimmy, Gabriel tinha explodido completamente diante de seu superior quando este tinha gritado com o pintor que tinha recusado totalmente revelar o que Ruby procurava e eles tiveram de passar a segunda noite na cadeia. A chuva que tinha começado a cair ainda era forte naquele dia mais eles estavam seguros um na presença do outro uma vez que chegaram em casa, Jimmy tinha ficado retraído e calado boa parte do dia e não tinha dito nada quando eles foram para o outro apartamento e assistiram a apresentação improvisada que Lisa tinha feito apenas para ele. Seu silencio tinha começado a assustar as crianças e os adultos, Gabriel não aguentou e começou a sondar a sua maneira sue irmão pintor nada do que ele fazia obteve sucesso e eles acabaram por desistir de perguntar. Jimmy estava bastante deprimido em ter revelado seu segredo para a mulher ruim e não queria falar disso com mais ninguém, o que restava a eles era respeitar seu estado e esperar para que ele sentisse necessidade de contar tudo o que tinha acontecido. Por mais que Castiel se sentisse impotente com o silencio o a tristeza de Jimmy ele sabia que o melhor era esperar, ele sabia na pele o que era o sentimento depressivo e sabia que a melhor alternativa para sana-lo era a que desse um longo período de tempo e bons amigos para ajudar.
Quando eles finalmente voltaram para casa jimmy já estava disposto a contar-lhes tudo. Tinha sido muito mais rápido do que qualquer um poderia esperar, mas eles eram felizes em poder ajuda-lo em tudo. O pintor foi soltando a verdade aos poucos, primeiramente ele disse apenas que antes da morte de Miguel o policial amigo tinha lhe dito um segredo... antes que ele contasse a historia completa ele tinha dado uns sete bocejos e isso tinha sido suficiente para fazer os outros dois perderem o interesse na historia, eles estavam muito sobrecarregados com a preocupação e não queriam mais nada para acontecer com o irmão do meio. Sendo assim eles pediram para que ele terminasse seu relato no outro dia e o levaram para seu quarto, Jimmy por sua vez não era nem um pouco interessado em dormir sozinho por aquela noite e se arrastou sonolentamente ao quarto de Gabriel. O simples movimento tinha feito os outros dois terem uma ideia maravilhosa e em menos de dois minutos eles já estavam todos instalados na cama de casal do capitão de policia de São Francisco. Travesseiros e mais travesseiros foram colocados perto do corpo- que estava muito longe de se curar- do pintor famoso e em menos de um minuto ele tinha se aninhado perto de Castiel e colocou seus braços em torno da cintura dele, como o professor dormia quase sempre de barriga para cima ele se acomodou em uma posição que permitia Jimmy o usar como um travesseiro. Os dois dormiram instantaneamente.
Gabriel sabia que ainda tinha mais duas semanas para ficar fazendo absolutamente nada mas não conseguia parar de pensar em seu trabalho, a nova luz que Jimmy tinha para lhe mostrar poderia ser importante, não, ele sabia que era importante. E nada o tinha feito relaxar depois de ver uma possibilidade concreta de encontrar a mulher que lhe tinha trazido tanto sofrimento, ele chegou a acreditar que as coisas poderiam ser mais fáceis daquele dia em diante, era tudo o que ele queria, mesmo sabendo que não poderia consertar todo o mundo a sua maneira ele queria ajudar no que pudesse a fazer uma pequena limpeza nele, ele queria ser útil para as pessoas e livra-las do sofrimento e da angustia que é viver em um mundo perigoso.
Agora mais que nunca ele tinha medo por Jimmy, ele não queria que seu pintor favorito se transformasse na mulher vendedora de flores que tinha estresse pós traumático. Mais uma vez ele rezou para seu amigo morto e pediu que ele protegesse Jim.
Ele nunca conseguiria ver Miguel sorrindo para ele enquanto mandava feixes de luz para todos eles, mas pode sentir uma calma invadir seu corpo e em menos de um minuto ele tinha se aconchegado de bruços com um braço dobrado em cima da cabeça e o outro bem estendido e protetor em cima de Jimmy, se ele esticasse a mão poderia saber que também alcançava Castiel. Ele dormiu quase que instantaneamente.
Foi uma hora depois que uma figura carregando uma maquina fotográfica tinha entrado no quarto nas pontas dos pês e tinha os coberto com um edredom grosso. Ele tinha parado por um instante para ver se nenhum dos três estava acordado e em seguida se posicionou a uma distancia segura para tirar sua foto. Nenhum dos três tinha reagido ao barulho da camará fotográfica e ele deixou o quarto com um sorriso no rosto.
Se Jessica pensava que era a única que gostava de registrar os momentos felizes ela estava muitíssimo enganada. Ninguém tiraria fotos melhores que ele, Dean Winchester.
Ele voltou para seu apartamento na calada da noite sem nem ao menos notar a figura laranja que o seguia.
A chuva tinha finalmente acabado.
Notas finais
Mandy
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