When You Have A Killer In Your Tail
17 Quando o desespero é a lei
Notas iniciais
primeiro capitulo de 2013!
Seus comentários me ajudaram a chegar até aqui! Muito obrigada.
ALERTA; CENAS MUITO PESADAS! (não vou dizer por que!, mas não veja se nao tiver a idade indicada)
Peço desculpas pela demora.
E espero que gostem.
O terceiro dia tinha começado de uma forma um pouco melhor do que o anterior. A água caindo em pingos nas paredes escuras e mofadas de sua nova casa era o que a atris poderia chamar de o barulho mais reconfortante de toda a sua vida, pois, enquanto ela ouvia o som das gotas da chuva ela poderia ter certeza de que ninguém estaria chegando para espancar ela e seu amigo.
Por mais miserável que poderia ser ela sabia que a qualquer momento o doce som da chuva poderia ser substituído por passos. Ela deixou sua cabeça abaixar ate que seus olhos estivessem em seus joelhos. Como tudo tinha terminado ali? Ela tinha salvo seu querido Jimmy e Gabriel de uma morte iminente e estava voltando-se para a luz do sol depois de cheiro de tijolos e concreto, nunca em sua vida ela poderia imaginar que estaria prestes a ser sequestrada por capangas de uma assassina que fariam de tudo para conseguir uma resposta que ambos sabiam ser incerte. A mulher loira poderia acreditar que aquilo nada mais era do que simples terrorismo. Ruby poderia ser tudo, menos burra e ela sabia, sim Jessica tinha certeza disso, ela sabia que ninguém estava com a bendita fruta vermelha nem mesmo o homem que tinha sido seu guardião. Esse pensamento apenas fazia o estomago vazio da mulher revirar. Jimmy não estava mais com a fruta e mesmo se estivesse ela não pensaria que ele pudesse vir abertamente a dizer sua localização; era verdade que a posse de si e de Cas era um dos melhores trunfos que alguém como Ruby poderia ter contra o pintor, mas dentro de si Jessica poderia apostar que mesmo que seu protegido estivesse disposto a entregar a chave da sabedoria eterna para ela todos- isso incluía a si mesma e Castiel- preferiam morrer a ver algo tao poderoso nas mãos dela.
A doce cuidadora de cabelos dourados deixou-se suspirar profundamente. Ela de alguma forma pensou em seus anos de estudante de direito e poderia jurar que se um dia alguém tivesse chegado para ela naquele tempo e dito que sua vida se resumiria a isso ela certamente bateria naquela pessoa. Seu antigo eu jamais poderia acreditar na possibilidade de o livro do gênesis não ser uma metáfora e certamente poderia acreditar muito mais na existência da verdadeira fruta do conhecimento do que em um futuro em que ela estaria trocando fraldas de um homem adulto para conseguir dinheiro. Talvez sua vida viesse a ser muito diferente do que estava sendo agora, talvez ela se casasse com um homem rico e tivesse muitos filhos, talvez ela seria a melhor advogada dos Estados Unidos... haviam muitas possibilidades, mas apenas por lembrar dos olhos brilhantes de Jimmy, do sorriso conquistador de Gabriel e da voz de trovão de Cas a faziam esquecer completamente desses futuros. Ela não queria estar em nenhum lugar longe deles, principalmente porque, foram eles que lhe trouxeram Sam.
Sam... imaginar seus lábios nos dela trouxeram uma tristeza avassaladora.
Jessica não conseguiu conter a barragem de lagrimas.
Por um grande momento ela pensou que as únicas gotas que caiam no chão de sua cela eram as que vinham de seus olhos.
Teve o prazer de fantasiar com o que ela quisesse. Mais isso apenas fazia com que ela se lembrasse da distancia que a separava de seu amante.
Do outro lado da parede de pedra fria e mofada Castiel poderia imaginar o porque de Jessica estar chorando, e certamente poderia ser capaz de acompanha-la nisso se suas lagrimas não estivessem secas. Dentro do ser do professor de historia o homem inteligente poderia ter certeza de que seu corpo torturado não seria mais capaz de produzir nada por um longo período de tempo e tudo o que ele conseguia pensar era em seu irmão mais velho. Como Jimmy tinha passado por isso? Ele mal tinha passado um dia sob tortura de chicote e espancamento e já estava querendo morrer, seu Jimmy tinha passado dois meses sob esse regime e tinha sido extremamente forte. Um novo sentimento de adoração passou em sua mente, ele deveria voltar e fazer as pazes com seu irmão logo que sisasse dali, se ele viesse a sair dali.
Castiel encostou a testa na parede de pedra e sentiu a frieza incomum, ele queria ser forte o suficiente, ele não admitiria morrer sem ser perdoado antes. Mais do que isso, ele queria “ver” o sorriso no rosto de Jimmy mais uma vez, ele sabia que com tudo o que tinha acontecido nos últimos meses ele não tinha sido a pessoa mais feliz, por mais injusto que pudesse ser era o pintor, e somente ele, que tinha todo o peso em seus ombros. Cas- o Cas de um ano atras- nunca acreditaria se um dia alguém lhe contasse que seu irmão mais velho, o pintor, estaria ligado a uma trama que decidiria a vida e a morte do mundo como o conhecemos. O professor de historia sempre viu seu irmão deficiente mental como uma pessoa incapaz de guardar segredos, mesmo ele sabendo que James era certamente o mais forte de todos os três, ele jamais poderia ser tao enganado em toda a sua vida, jamais poderia pensar que Jimmy escondia algo tao grande deles por tantos anos.
“Ninguém realmente conhece ninguém.” o historiador pensou consigo mesmo. Ele retirou sua testa de pedra fria e resolveu mudar de posição para que pudesse ouvir melhor o que estava acontecendo no outro lado do corredor. Do lado de fora Cas poderia ouvir os passos e o movimento humano muito melhor do que sua amiga e ele estava feliz em pelo menos servir como um sentinela, mesmo que seu trabalho se restringisse a avisar que a comida ou a tortura estavam próximas.
Ele ficou satisfeito quando ouviu um dos guardas dizer que por hoje eles estariam descansando. O ouvinte se apressou a dizer a sua companheira as boas noticias.
Cas não precisava ver para saber que havia um sorriso, mesmo que pequeno, no lábios de sua amiga. Ele poderia esculta-lo em sua voz melodiosa.
Um curto período de tempo se passou enquanto os dois aproveitavam o silencio, nada era constrangedor entre os dois amigos e eles perderam-se em seus pensamentos antes de voltarem a terrível realidade.
Jessica foi a primeira a falar e Cas poderia saber que não havia mais nenhum vestígio de felicidade em seu semblante:
-Será que eles estão bem?
Aquela era uma pergunta delicada. Cas quando tinha sido trazido para esse calabouço onde estava metido tinha ouvido todo o tipo de coisa dos homens que o amarraram. Ele sabia que a cidade estava em trapos da mesma maneira que o restaurante japonês onde a dois dias estava e sabia também que aquilo não tinha sido por causa de nenhum terremoto. Ele tinha certeza que Jessica estava mais preocupada em manter a moral de todos eles do que realmente procurar respostas para aquela pergunta.
O professor suspirou e ergueu sua cabeça com os olhos azuis bem abertos como se quisesse ser olhado pela mulher. Ele exibia em seu semblante uma fé que a pouco tempo tinha pensado que havia perdido, mas que por um milagre ela ainda brilhava ali quente e forte dentro de seu coração.
Ele disse em uma voz determinada que não deixava espaço para outros comentários:
-Se eles estivessem mortos esse mundo também estaria.
Jessica não tinha entendido a logica por trás das palavras dele e acreditou que jamais entenderia. Ela simplesmente agarrou a pedra fria de sua parede a única coisa que dividia os dois amigos e encostou sua testa ali. Ela era mais do que feliz de não estar sozinha nisso.
As palavras que ela sussurrou foram levadas para o tumulo de cada um deles.
As gotas da chuva forte poderiam ser ouvidos pelos dois e continuaram por muito tempo até que novos sons de passos viessem a desfazer a paz que eles tinham ganhado.
Eles ficaram em silencio até a meia noite.
Lisa estava nervosa. Ele nunca pensou que conseguiria fazer algo tao louco quanto o que ela estava fazendo. Nem em seus sonhos mais alucinantes ela poderia imaginar que estaria na frente de um museu no meio da cidade que nunca dorme prestes a fazer um ato ilícito. Se alguém poderia chamar ela de doida aquele era definitivamente o momento para isso. Ela tinha oito anos de idade pelo amor de Deus! Como ela tinha se enfiado em uma organização secreta cheia de pessoas que se diziam servos dos anjos e que agora estavam a um passo de roubar um quadro que valia aproximadamente cinquenta mil dólares.
Quando o homem ruivo tinha dito para ela que dentro de dois dias o inimigo- era uma forma estranha para chamar a mulher que um dia chamara de tia- estaria comprando passagens para a grande maça com intenções de roubar um quadro feito por Jimmy ela não tinha´pensado em muita coisa, mas quando o mesmo homem disse a ela que esse quadro era o único feito para ser um mapa que poderia mostra onde a fruta estaria ela não pensou em como aquilo acabava com as leis da física ou como sua vida tinha se transformado em um desenho animado. Lisa simplesmente olhou para os olhos de cada um dos três homens que estavam na sala junto a ele e disse em alta voz que faria tudo o que estivesse a seu alcance para impedi-la.
E foi assim que ela acabou entrando em um avião disfarçada de criança judia com uma família estranhamente grande- ela reconhecia alguns deles, eram os parentes vivos de Miguel, a única que não estava ali era a mulher que tinha dito a seu pai que queria ver Jimmy morto...- que iria apenas fazer um passeio turístico pela cidade. A menina de olhos verdes bem sabia que estaria voltando para São Francisco como uma ladra de arte muito procurada, mas ela pode sorrir ao imaginar que os agentes do FBI nunca suspeitariam de uma criança de oito anos de idade... a pior parte de tudo é que ela não estaria sendo acompanhada pelo seu irmão. Danny tinha uma outra missão só dele para ser cumprida e nem ela sabia o que era. Bom, a menina tinha duas escolhas pegar ou largar e definitivamente se sentiria a pior pessoa do mundo se largasse aquilo, seus parentes, amigos e o mundo dependiam de sua missão e ela seria brava para fazer algo que durante toda a sua vida acreditou que não deveria ser feito. Ela estaria pronta para dar uma de Robin Wood e arrancar a tela das paredes do museu antes que a mulher loira colocasse suas unhas sujas sobre ela.
Os dentes brancos da menina pequena se mostraram conforme ela passava os olhos pelo quadro em sua frente. Sim, era definitivamente uma pintura de Jimmy e era muito bonita se não estivesse sendo guardada dentro de um museu com todo o tipo de segurança moderna. Ela não sabia como poderia roubar algo, sua mente nunca tinha pensado como um bandido e ela duvidava que um dia viesse a pensar. Felizmente para ela ainda havia esperança, dos “judeus” que a acompanhavam um deles- um homem de cabelos oleosos e pintados de preto- era um especialista em segurança e ninguém seria mais capacitado do que ele para arrombar algo que ele considera um serviço mal feito. Lisa suspeitava que o homem poderia entrar até mesmo no forte Knox.
Realmente ela estava em boas mãos.
***
As doze badaladas do relógio antigo tinham batido e eram ouvidas até mesmo dentro das celas de pedra. O barulho da água tinha cessado e novos e assustadores sons de passos eram agora ouvidos. Os corações dos amigos tinham se afundado com a falta de esperança, seja por comida ou por coisa pior os dois deles não estavam muito a vontade sempre que os sons de passos se aproximavam. A comida que lhe davam era ruim e Jessica suspeitava de que tinha drogas misturadas, a água que lhe entregavam tinham sal para que a morte viesse mais rápido e para deixar seus corpos fracos para resistir. Esse era o fim do terceiro dia e por mais que eles soubessem nenhum deles era forte o suficiente para passar mais do que duas semanas ali. Pode ser que os companheiros de cela não conhecessem a sua verdadeira força ou que sua fé estivesse escorrendo de dentro de seus corações, mas eles sabiam que não tinham sido feitos para o sofrimento ou para a distancia de seus amados. Eles não se lembravam, ou não queriam se lembrar, que já passaram toda uma vida sem a presença constante da alma gemeá. E tanto o professor como a atriz se sentiam imuteis diante de tudo principalmente por ter medo do que os aguardava.
Mais para a surpresa de cada um deles o homem de pês pesados que caminhava pelos corredores sombrios e abriu-lhe as portas da sala tinha saído em menos de um minuto. Ele simplesmente jogou uma caixa de papelão, de todas as coisas, dentro da cela de cada um deles e em seguida girou em seus calcanhares e saiu sem dar uma única palavra.
-Jess, o que tem na sua caixa?
A mulher se arrastou de joelhos para perto da porta e pegou com uma das mãos a grande embalagem, ela tinha certeza que Cas já tinha aberto a dele e estava muito curioso para saber o que tinha sido para ela. Ela por sua vez não conseguia saber como um homem cego que tinha ansiedade a flor da pele poderia ser uma pessoa tao rápida e por tudo o que lhe fazia sentir um medo avassalador ela queria saber o que lhes esperava dessa vez. Sendo assim abriu a embalagem e soltou a exclamação mais improvável que já tivera capacidade de conjurar.
De todas as coisas estranhas um vestido vermelho feito de cetim em uma marca de grife não era o que ela poderia esperar encontrar.
Ela comunicou a seu amigo em uma voz incerta:
-Eu ganhei um vestido e um cartão me convidando para um banquete.
O que ela jamais esperava era que a resposta de Cas fosse a mesma que a dela. O historiador tinha ganho em sua caixa de papelão um terno e gravata e um convite muito parecido com letras em relevo convidando-o a um banquete. Se a mulher pudesse ver seu amigo através das paredes escuras cheias de lodo ela poderia ver que sua testa estava franzida em uma expressão pensativa. Era certo que Castiel sabia que aquilo tinha mais do que suas mãos poderiam ver e era claro que a historia já o tinha mostrado que um banquete seria a pior das torturas, não era de hoje que os soldados capturados pelos inimigos eram convidados a grandes jantares para que pudessem ouvir da boca de seus captores que poderiam ser libertados por um pequeno preço que quase sempre era uma informação estratégica.
Foi mais difícil do que aparentemente parecia ser, mas depois do que pareceu ser uma hora ou assim a mulher de madeixas loiras conseguiu colocar-se dentro do glamouroso vestido de seda vermelha. Com o espaço limitado da cela em que estava, o que fazia do ato de se levantar impossível- uma vez que a cela tinha um teto muito baixo- ela passou muito tempo batendo a cabeça na parede e arranhando seus braços, mas quando finalmente tinha conseguido o vestido caro de seda que estava usando deu a Jessica uma sensação estranha, era quase como se tudo o que realmente estava acontecendo não passasse de sonhos e que ela iria acordar para encontrar-se a véspera de um baile ou uma nova exposição de quadros de Jimmy... bastou apenas uma batida que era na verdade o barulho de um dos capangas da sequestradora alertando-os de que o jantar estaria sendo servido e que Ruby não toleraria atrasos para a cuidadora prender sua respiração. A realidade chegou-lhe como um tapa na cara e ela tinha a certeza dentro de si que o “jantar” não seria um momento em que a assassina iria confessar seus crimes e desfazer-se de suas diferenças para enfim libera-los a suas vidas. Jessica sabia que o que poderia acontecer era mais uma chance de tortura. Ela colocou seus sapatos de salto alto por ultimo apenas com um pensamento ecoando por seus corredores cerebrais: a doce cuidadora não conseguia entender como Jimmy tinha sobrevivido a coisa pior do que o que ela estava passando. Mal tinha se terminado o terceiro dia e a mulher de cabelos loiros acreditava que poderia fazer loucuras para nunca mais entrar naquela cela apertada.
Antes de sair Jessica rezou uma ultima oração. Ela iria precisar de toda a fé que conseguia reunir para enfrentar Ruby olho-no-olho.
Quando finalmente suas pernas esticaram-se e ela conseguiu ficar em sua altura máxima Jessica percebeu que não conseguia tirar os olhos de Castiel. O professor de historia tinha um semblante misterioso de quem estava guardando suas emoções para uso posterior e que certamente tinha muito mais noção do que poderia vir a acontecer do que ela. Certamente ele tinha.
Cas estava usando um terno preto com a blusa de dentro azul-celeste e a gravata em um tom mais escuro que lembrava-lhe seus olhos. Se Jessica nunca soubesse que Ruby já tinha conhecido seus amigos muito antes de ela vir a trabalhar para a família Novak ela poderia quebrar sua cabeça se perguntando como a mulher tinha acertado o numero da roupa e a cor exata dos olhos de Castiel, infelizmente ela sabia que a mulher que hoje é uma assassina sanguinária um dia tinha sido apenas a namorada do melhor amigo de Gabriel. Esse pensamento a irritava, saber que aquela mulher não somente tinha sido intima de seu amado como também das três pessoas que salvaram sua vida era repugnante.
Os guardas de sua cela não deram a ela muito tempo para pensar em coisas como o tempo que tinha sido perdido ou para nutrir ódio e ciumes pela chefe deles. Cada um tinha uma pistola em suas mãos e deliciadamente apontavam para as costas de cada um deles deixando que a magica do metal frio fizesse seu trabalho e os prisioneiros ficarem quietos.
Eles andaram por um corredor que parecia não mais ter fim. Chegaram a uma sala grande onde os cheiros de comida bem cozinhada poderiam ser sentidos muito antes de seus pês pararem de andar. Castiel pode sentir as mãos frias de sua amiga agarrarem-lhe as suas e ele não deixou de sentir um aperto no peito por ela. A garota não deveria estar ali, ela só era uma laranja no meio dessa historia, não deveria ter sido arrastada rudemente e colocada em uma masmorra para depois ser tratada como um cachorro sardento. Castiel poderia saber que nada do que ele pensasse era suficiente para fazer com que a assassina liberasse sua amiga. Jessica era a atual mulher de Sam, cuidadora de Jimmy e, aparentemente, a única que poderia dizer mais sobre os quadros de Jimmy do que todos eles juntos. Era sempre Jessica que ficava com ele não importa o que, sempre foi ela quem trazia tinta para ele desenhar e- por tudo o que é mais sagrado- a mulher era a única que tinha paciência suficiente para ouvir as mirabolantes explicações sobre como e por que esse ou aquele quadro foi feito. Para o professor era esse detalhe que tornava a garota tao especial nos olhos da mulher, ela poderia- mesmo que Jimmy tenha dito que não tinha contado a ninguém- saber de uma ou outra informação que o pintor deixou escapar. O professor fechou seus olhos, ele sabia que não tinha nenhuma possibilidade de Jim ter deixado escapar nada de importante para sua cuidadora, Jessica ficou tao surpresa quanto ele quando tudo começou a fazer sentido e eles descobriram que o pintor era um guardião de um artefato celestial. Infelizmente Ruby não tinha como saber disso e ela iria até o fim pelo poder.
O trem de pensamentos foi interrompido quando uma voz odiosa foi pega por seus ouvidos. Ruby estava a sua direita andando com saltos altos e um vestido longo. Ela tinha um sorriso nos lábios e isso o homem poderia dizer apenas por ouvir aquela voz:
-Meus convidados, estou feliz por terem chegado na hora marcada- ela navegava com delicadeza em seus passos e olhou com olhar penetrante para seus cativos fixando os olhos negros em Jessica- Castiel- ela se virou para o homem cego como uma pessoa que tinha reencontrado um amigo de infância- você está definitivamente mais bonito do que da ultima vez que nos vimos...- ela estralou os dedos deixando claro aos seus lacaios que queria estar a sois com os convidados, segundos depois Cas pode ouvir o barulho das portas pesadas se fechando- Deixe eu fazer uma áudio discrição para você, assim você se lembrará melhor do tempo em que fomos amigos; estamos em uma sala grande com as paredes em pedra e um lustre com trinta velas em cima de nossas cabeças, mais a direita temos um sofá aveludado e algumas cadeiras onde conversaremos por longos e deliciosos minutos e a sua esquerda temos uma mesa oval onde o nosso jantar será servido.
A mulher parou com seu tom falso como se quisesse ler as mentes de seus convidados. Ela tinha uma taça de vinho na mão direita e suas unhas negras estavam enormes. A única coisa que o professor viu no entanto foi o sorriso de tubarão que ela exibia em seu rosto e voz. Cas estremeceu por alguns segundos, ele estava começando a pensar que talvez Ruby soubesse que não havia nenhuma forma de descobrir nada a partir deles. Aquilo era o pior.
-Você realmente espera que fiquemos aqui comendo na sua companhia? Nem ela poderia saber porque suas palavras tinham saído extremamente poéticas, mas ela preferiu ignorar em nome de tudo o que estava se passando. Jessica poderia até mesmo estar com medo mas não iria deixa-lo transparecer assim tao fácil. Pelo que ela poderia dizer seria muito fácil para Ruby envenenar a sua comida e depois mandar uma ou duas de suas orelhas para Sam como um aviso. A atriz não estava comprando nada disso, mesmo se ela soubesse de algo que poderia ser útil para encontrar a fruta da sabedoria ela não entregaria em hipótese nenhuma.
Ruby estava terminando sua taça de vinho como se aquilo fosse uma pergunta como qualquer outra. Ela poderia ver nos olhos da outra mulher que nada do que tinha se passado no hospital tinha sido esquecido. “Assim está melhor” pensou ela, seria muito mais fácil para todos se tivesse alguém que poderia ser facilmente vencido por suas emoções. Manipular uma pessoa em sua ira era uma das coisas que a anfitriã mais gostava de fazer
Ela encarou mais uma vez a outra e depois deixou seu sorriso mais falso transparecer;
-O que mais vocês tem para fazer? Essa será a única oportunidade de comer verdadeira comida que vocês terão- ela bateu palmas e deixou umas serviçais aparecerem com os pratos de comida- alem do mais... não é come se vocês tem muitos outros lugares para ir não é mesmo? Ela estralou mais uma vez os dedos e deixou que um dos seus capangas entrasse na sala, o homem destravou sua arma apenas para fazer um ponto e Jessica não consegui deter o ato de engolir em seco. Ela estava aterrorizada, nem mesmo morando na casa do capitão de policia da cidade ela tinha visto tantas armas.
Antes que ela fizesse algo dominada pelo medo Castiel apertou sua mão. Era incrível como ele estava sendo o único calmo nessa situação considerando o fato de que ele é o único que tem síndrome do panico. De uma certa forma a jovem mulher nunca tinha esperado menos de seu amigo, ele era um homem da historia acima de tudo e quem mais entendia sobre estrategias era ele, Jessica ainda não sabia como isso poderia ser uma explicação para o fato de ele estar calmo e gélido, mas ela agradecia a Deus por pelo menos alguém estar com a cabeça no lugar. Eles ia precisar de todo o seu sangue e paciência para se verem livres desse cativeiro.
Sem ter mais escolha sobre o que fazer e como proceder ela guiou seu amigo para a mesa colocando uma de suas mãos em cima da cadeira de estofado marrom no processo. Eles estariam brincando de teatro por um longo tempo.
Ruby entregou sua taça de vinho para uma das copeiras e sentou-se na mesa. O jantar estava sendo servido e ela não poderia perder a oportunidade para olhar seus convidados, a jovem mulher ainda tinha no olhar uma advertência, como se ela fosse capaz de colocar veneno em sua comida. Bom, certamente ela faria isso sem nem ao menos sentir, mas naquele momento ela era muito importante para seus planos assim como seus velho amigo Castiel. Os dois ainda estariam sobre os seus cuidados por um bom tempo e ela se divertiria com tudo o que tinha para fazer com eles começando por essa noite.
-Cherry- ela gesticulou para uma das serviçais e a jovem mulher se aproximou- como um pouco de cada coisa do prato dessa jovem por favor, assim ela vai saber que eu não a estou envenenando. Lucy faça o mesmo com a comida dele.
As duas mulheres fizeram como lhes foi indicado e comeram um pedaço do pato, das verduras e do arroz que tinha no prato de cada um. Por um momento Jessica pensou que veria as duas jovens copeiras morrerem diante de seus olhos no pior cenário possível, mas isso não aconteceu.
O coração dela ficou um pouco mais leve.
-Bom, agora que você vé que não envenenei a comida por favor comam. Não é bom me deixar esperando.
Cas tinha certeza que sua amiga tinha tanta vontade de comer na companhia da assassina quanto ele, mesmo assim ele ouviu o barulho dos talheres e da porcelana e percebeu que Jessica poderia estar mais assustada do que ele. Nunca tinha chegado o dia em que a mulher aceita uma ordem de forma tao submissa.
O historiador ficou com um pouco de medo. Ele queria ver como era a cara da mulher, o que ela estava fazendo para assustar sua amiga que era invisível a seus sentidos.
Castiel decidiu por comer seja lá o que era-lhe designado. Ele queria sair dali o mais rápido possível ou pelo menos chegar a um ponto em que a falsidade daquela mulher desse lugar ao que ela realmente estava procurando. Mesmo que a tortura viesse, esse silencio e a tensão no ar era pior do que tudo o que ele poderia imaginar, ele ficava uma e outra vez mais pensando nas marcas que seu irmão gêmeo ganhou na sua estadia em cativeiro e não pode deixar de tremer interiormente. Ele tinha medo que o mesmo acontecesse a Jessica, ele tinha medo de não ser forte o suficiente e deixar algo escapar... ele tinha medo de acabar fazendo algo que poderia levar Jimmy e Dean a um estado pior do que eles já estavam, não era segredo que aquela mulher estava também atras dos filhos de seu namorado, não era segredo que ela tinha uma vingança bem planejada para eles. Castiel não queria que isso chegasse a esse ponto, mas não queria que a fruta da sabedoria caísse nas mãos dela, não seria justo com o mundo se ele deixasse tudo ser destruído por causa de seu medo. Os olhos azuis leitosos se fecharam enquanto ele comia devagar algo que ele infelizmente considerava uma das melhores comidas que já tinha experimentado. Ele não tinha muitas escolhas em mãos, era comer o pato ao molho de laranja ou ser morto por uma bala antes mesmo de poder ser útil para aqueles quem ama.
Estava decidido. Ele iria até o fim.
O resto do jantar transcorreu no mais tenebroso silencio.
Gabriel acordou como se tivesse sido jogado de um penhasco. Todo o seu corpo tremia e ele percebeu que tinha caído de sua própria cama machucando suas costas, aquilo nunca tinha acontecido. Infelizmente o policial não teve muito tempo para ficar pensando qual foi o raio de sonho que o tinha feito cair de sua cama, antes que qualquer outro pensamento racional chegasse a ele seus sentidos mais esquecidos entraram em alerta máximo. Algo muito forte e desconhecido gritava em suas orelhas para ele ir atras de Jimmy.
Foi o que ele fez.
Quando ele finalmente encontrou seu eterno cargo, depois de revistar a casa inteira com o coração na mão, o chefe do departamento de homicídios não conseguiu conter suas lagrimas. Toda a cena era muito parecida com uma que tinha acontecido há muitos anos atras, Jim estava pendurado perigosamente na escada de incêndio com lagrimas nos olhos e um semblante cansado. Gabriel não queria acreditar que ele estaria passando por aquilo de novo, mesmo sabendo que dessa vez seu irmão mais novo realmente tinha motivos para querer dar um fim a sua vida. Todo o seu corpo tremia, ele começou a voltar para os tempos em que Jimmy não estava satisfeito com sua vida por se achar um peso para todos... ele soube exatamente o que dizer naquele dia, mas agora, agora que as coisas estavam indo de mal a pior, agora que ele revelou ser um protetor de um artigo celestial que por sinal estava sendo caçado a modo extremo por uma mulher odiosa ele perdera suas palavras. Agora o pensamento de suicídio, por mais insano que pudesse ser para alguém tao católico como ele, era uma dadiva. Talvez tudo que o pobre pintor queria era dar um fim a sua miséria, ele não tinha conseguido fazer seu trabalho direito afinal...
A mesma voz que tinha mandado-o para as escadas de incêndio agora estava gritando dentro de sua cabeça. Dizendo que seus pensamentos não eram verdade e implorando-lhe para não trazer o tópico de dar fim a sua vida agora. Gabriel nunca teve nenhuma experiencia desse tipo, nunca pensou que um dia iria ouvir vozes dentro de sua cabeça, mas se havia algo que ele aprendeu nos trinta e cinco anos que conhecia James era que ele deveria prestar atenção a esses momentos. Ele ficou calad esperando por um sinal de que tudo aquilo não era o que ele estava imaginando ser.
Não demorou muito. James Novak tinha se virado para ele no momento em que sentiu sua presença, seus olhos se alinharam e ele deixou todo o seu estresse e medo transparecerem de uma vez só. Sua postura estava curvada, seus olhos caídos e havia sacos negros embaixo deles. Parecia que ele não tinha dormido há muito tempo e Gabriel sentiu-se um idiota. Sempre que não conseguia dormir seu irmão ia para as escadas de incêndio a procura de ar, alivio inundou o ser do policial e ele deixou-se descansar uma mão protetora sob o ombro de seu irmão mais novo.
Jimmy respondeu ao gesto se jogando em cima do outro homem aclamando um abraço de consolo. A chuva torrencial de lagrimas salgadas começou a cair mais uma vez e tudo o que o policial pode fazer era afagar os cabelos negros cacheados e esperar que ele se acalmasse. Era muito mais fácil abraçar uma pessoa que não tem mais uma cinta em volta de sua coluna.
Eles ficaram ali parados por um bom tempo, mas Gabriel ainda sentia-se guiado por seja la quem for e não conseguiu ficar em silencio por muito tempo;
-O que você vê Jim?
A resposta não veio nem num primeiro nem em um segundo momento. As lagrimas tomaram seu lugar. Gabriel esperou pacientemente com o coração afundando a cada segundo, ele pensava nas mil possibilidades, nas mil coisas que Jimmy poderia estar vendo e quantas dessas seriam muito mais do que o pintor poderia levar, quanto tortura ele precisaria ver? Quando o outro retirou-se do abraço o policial percebeu que prendera sua respiração. Jim estava com um dos olhares mais tristes que ele já tinha visto e parecia que tinha envelhecido dez anos em um único segundo apenas com a frieza desse olhar. Tinha sido ele o primeiro a quebrar o encanto dirigindo suas orbitas para o chão e depois falando em uma voz pálida:
-Nada, não vejo nada.
Por um momento o coração do capitão parou de bater. Seus olhos cor de âmbar arregalaram-se como no dia em que ele viu Natasha pela primeira vez. Ele não estava impressionado, aquilo era o minimo do que ele estava sentindo, seu querido irmãozinho, o único que tinha passado avida inteira se conectando espiritualmente com certas pessoas, ajudando-o clandestinamente em alguns casos de policia e ultimamente muito ligado a essa historia toda com Ruby não estava vendo nada! Essa era a pior coisa que poderia acontecer para ele, ficar sem ter uma pista de como ajudar ao mesmo tempo em que duas pessoas de suma importância para si estavam perdidas nas garras daquela mulher não era nada bom, nada mesmo. Gabriel deixou seus olhos se fecharem para não transparecer seu medo e respirou fundo, Jim apenas não poderia ver aquilo que era muito alem de sua capacidade o que- infelizmente incluía- os piores tipos de coisas que um ser humano poderia fazer ao outro... ele não queria nem pensar nisso, não queria pensar que nesse momento Jessica e Cas estavam sendo sujeitados a torturas piores do que física, apenas o pensamento o dava ansiá de vomito.
Ele embrulhou o mais novo em um abraço apertado mais uma vez e disse em palavras sussurradas:
-Nos vamos encontra-los,
Aquilo era uma promessa.
No meio de sua dor nem mesmo Jimmy tinha percebido que uma luz laranja tinha embrulhado-os em seu brilho. O amigo querido tinha ficado na presença deles até que seu escolhido sucumbiu ao sono nos braços de seu antigo parceiro. Ele afagou os cabelos cacheados e sussurrou para Gabriel algo que ele jamais iria esquecer. Era um pedido de obrigado.
Sua missão nesse mundo estava quase chegando ao fim. Ele tinha que alertar as duas crianças, pois, logo logo eles estariam mostrando seu valor.
Sua luz laranja desapareceu da mesma forma que surgiu e ele não olhou para trás. Jimmy estaria bem agora. Ele tinha dado muito mais informações do que pensava e ele sabia muito bem o que um policial poderia fazer com esse simples discurso.
Miguel sorriu ao pensar que nenhum dos dois sabia que por causa dessa conversa quatro corações não seriam partidos. Bom, era sempre bom ajudar velhos amigos.
O coração do policial estava muito mais leve agora, mesmo assim ele não consegui pregar o olho. A segurança e conforto de seu querido pintor era mais importante do que seus travesseiros, alem do mais Jimmy tinha dado a ele muito o que pensar.
Ela não acreditava que estava fazendo isso. Ela não poderia imaginar qual a importância do que estava fazendo para a procura da fruta da sabedoria e não poderia nem chegar a imaginar o que a mulher pediria dela depois.
Jessica estava sentada no sofá ao lado de Castiel enquanto eles ouviam uma musica romântica tocar por uma vitrola velha que estava escondida em algum lugar daquela sala, o pior de tudo era se lembrar de como tudo aquilo tinha começado; depois de interrogatório que acabou por se revelar infrutífero- Jessica sabia que quandro a mulher estava falando, sabia que ele estava em um museu em NY e sabia que ele tinha sido feito em um pano e não na tela, mas ele não sabia mais nada sobre ele e praticamente deu um gritinho quando descobriu que aquilo era um mapa para a localização da maça- eles tiveram que se sentar nos sofá, que eram tudo menos aconchegante, e tiveram que prender a respiração para não rir. O primeiro pedido de Ruby foi que eles se abraçassem. Aquilo parecia a coisa mais ingenua no principio, mas pelo semblante de Cas Jessica sabia que não seria apenas isso, ela começou a ter medo antes mesmo que os pedidos da mulher se transformassem em coisas mais intimas.
No momento em que estava agora Jessica já tinha beijado seu amigo e tinha sido retribuída por ele graças a pressão de uma arma em seu templo. Ruby tinha uma outra taça de vinho na mão e exibia um sorriso triunfal em seus lábios cor de cereja. Ela agora queria que os dois desenvolvessem o beijo e passassem a dar amossos. Para a jovem atriz aquilo poderia ser menos complexo do que realmente era, aquila não era a primeira vez que ela fazia algo intimo com uma pessoa que não era Sam e nem seria a ultima que ela iria fazer esse tipo de performance pelo bem da arte, infelizmente aquilo era um pouco mais complicado; esse não era um de seus papeis, esse não era um ensaio para uma peça, aquilo não passava de uma tortura perversa saida de uma mente insana e o pior de tudo era que ela estava SIM traindo o seu amado e traindo também a confiança que Gabriel e Dean tinham nela, pois em uma única cajadada ela estava praticamente sendo convidada a estuprar seu amigo gay que em seus trinta e cinco anos de vida não teve muitas oportunidades de se relacionar intimamente com muitas pessoas- oh, sim, ela sabia disso- e agora que tinha finalmente encontrado seu verdadeiro amor teria seu corpo impuro para ele quando voltassem. Se é que eles iam voltar.
A mulher parou seus pensamentos. Aquilo não era sobre Castiel, não tudo. O pensamento de ter seu corpo impuro para seu verdadeiro amor não era por ele era por ela. Por um momento ela se surpreendeu por estar sendo puritana... mas aquilo era devastador. A cuidadora nunca tinha se encontrado em tamanho impasse, ela traira a confiança de Sam, de Dean e dos outros e como se não bastasse ela tinha quebrado a promessa que fez no momento em que compartilhou momentos íntimos com Sam, ela estava dando seu corpo a outra pessoa! Talvez se ela estivesse pensando sem a onda de medo que a consumia ela pudesse ver que ela não estava traindo ninguém, mas esse pensamento foi devorado pelo sentimento de sujeira, não por que ela estava fazendo isso com Cas, mas porque ela era covarde demais a dizer não e perder sua vida. Ela não era tao fiel quanto pensou.
A assassina os estava obrigando a ir cada vez mais fundo e nenhum deles queria isso. Castiel se soltou dos beijos e foi para o outro lado do sofá, seus olhos quase podiam ver os olhos brilhosos da mulher com a taça de vinho e ele tinha todo o seu rancor dirigido a ela.
-Você não pode nos forçar a fazer isso! Sua voz era áspera.
A mulher riu. De todas as coisas odiosas que ela poderia fazer essa era definitivamente a pior. Sua risada lembrava de uma bruxa feita nas historias dos irmãos Grimm e não iria sair da cabeça de nenhum deles por muitos anos.
Ela terminou sua taça de vinho branco.
-Não? Bom, eu vou tentar de uma outra maneira... que tal se eu disser que se não ela chupar seu pau seu numero de buracos irá aumentar?
Ambos os pares de olhos dos cativos ficaram grandes como pires. Aquilo estava muito pior do que simplesmente amassos. Eles não queriam compartilhar nada dessa magnitude com ela e muito menos sob o cano de uma pistola. Jessica não tinha mais forças, ela olhou para a arma pequena e brilhante nas mãos de Ruby e toda a sua vida passou diante de seus olhos, ela não queria morrer, não agora que tudo estava finalmente dando certo mais uma vez mais principalmente ela não queria que nada acontecesse a Castiel, ele era um de seus amigos mais importantes acima de tudo e era uma pessoa maravilhosa que não merecia nem metade do que estava acontecendo. Ela não pode encontrar sua voz, ela queria ser rude com aquela mulher, queria ser forte e aguentar a própria morte, mas era incapaz, ela não conseguiu abrir a boca nem mesmo para pensar em uma objeção.
O que a surpreendeu foi que sua objeção não era necessária, a voz de trovão de Cas pode ser ouvida em seu timbre máximo, ele não parecia estar assustado com as consequências ou tinha desenvolvido uma capacidade brilhante de engolir seu medo. O professor tinha agarrado o braço do estofado com muita força e disse em uma única sentença:
-Vá pro inferno.
Ruby não esperava menos dele. Desde antes quando ela um dia tinha sido uma civil e que não fazia mal as pessoas ela poderia dizer que aquele homem que tinha olhos cegos era mais duro do que uma casca de tartaruga. Seu sorriso se alargou com a raiva súbita que saia de sua voz e ela ficou feliz com a possibilidade de quebrar toda a confiança que tinha nele.
Ela ignorou o que ele disse com muito prazer e depois falou como se nada tivesse saído da boca do homem. Ela sabia que estaria indo para o inferno se seu plano não desse certo, mas ela não contava com essa possibilidade.
-Deixa eu tentar de uma outra forma...- ela brincou um pouco com sua arma prateada- se você não tirar essas calças agora eu coloco uma bala na cabeça dela.
Toda a bravura que um dia entrou na mente de Castiel tinha escorrido como queijo suíço. Ele não seria capaz de deixar sua amiga pagar por algo que era entre ele e a mulher, ele não deixaria Sam sem a possibilidade de uma família feliz e não conseguiria ver o sofrimento de seu amado depois que o seu irmão bebe, o único que ele mesmo criou e que ele daria de tudo para ver feliz, voltasse para ele destroçado pela perda de seu único e grande amor. Aquilo mataria a eles todos.
O professor sentiu-se de repente cansado, como se tivesse vivido mil anos e ainda não estava apronto para a sua felicidade, para ele sua própria pessoa e orgulho poderia ficar de lado quando seus entes queridos estavam em causa e ele não hesitaria em deixar que toda a dor e humilhação viessem para ele se isso fosse o suficiente para que sua família permanecesse feliz. E mesmo sem ter muita certeza do que aconteceria depois ele resolveu desistir de toda a sua força e declarar o jogo perdido, a única forma de eles saírem de lá e não passarem por essa tortura seria se a policia estivesse atras das paredes de pedra esperando o momento perfeito para invadir e salva-los. Castiel sabia que eles não estariam sendo salvos, não com a única pessoa que poderia acha-los afastado de seu trabalho.
Ele tirou suas calças e rezou para que Deus não permitisse Jimmy ver o que iria acontecer a seguir. Todo o tempo ele era ciente do olhar que Ruby estava lhe dando, ele poderia sentir que ela estava com ares de triunfo.
A mulher bateu palmas. Aquilo ia ser muito interessante.
As lagrimas escorriam-lhe pelo rosto em uma tentativa de cegar a si mesma de tudo o que estava acontecendo. Durante todo o tempo miserável em que ela tinha sido obrigada a estuprar seu amigo para o entretenimento ela não conseguia pensar em outra coisa a não ser que ela definitivamente estaria comprando uma passagem só de ida ao inferno. Castiel não se importava em perder a vida, mas claramente não estava disposto a entregar a dela assim fácil. Ele realmente preferia que sua grande amiga o chupasse até ele gozar pois pelo menos assim ela estaria viva, a cuidadora poderia achar o que ele tinha decidido- não demorou nem sequer meio minuto para Cas tirar suas calças- um ato heroico de amizade se ela pelo menos conseguisse fazer o que estava fazendo sem pensar que tinha traído a confiança de Sam, de Dean e de Gabriel. Todo o momento que sua boca massageava com os dentes a pele de seu amigo ela pensava em Jimmy, em todos os cinco anos que ela o viu nu e na semelhança absurda que ele tinha para com o homem que ela estava estuprando. Era por isso que suas lagrimas não deixavam de cair, sua mente distorcida acabava por fazer tudo infinitamente pior, ao se lembrar de Jimmy ela se via como uma vila no meio da coisa toda, como se ela fosse a única que realmente estivesse fazendo algo ruim mesmo que ela soubesse que aquele não era seu pintor e que ela não estava fazendo aquilo por vontade própria, era ou isso ou perder sua vida.
Nenhum deles nunca teve uma escolha.
O pior de tudo era ver a cara daquela mulher fitando-a como se quisesse que ela atuasse ou se divertisse com o que estava fazendo. Jessica sabe que o sexo pode existir sem amor, ela é uma atriz apesar de tudo e já tinha feito cenas picantes para umas peças na sua vida, mais aquilo não era uma possibilidade para ela, primeiro porque eles não estavam usando tapa-sexo e nem decorando um texto para impressionar uma plateia de pessoas de bem e segundo porque Castiel era incrivelmente parecido com o irmão do meio. Como ela poderia voltar a olhar para Jimmy depois disso/ como ela iria recuperar suas atividades de cuidadora pensando que um dia tinha colocado em sua boca um aparelho igual ao dele? Se fosse verdade uma lenda que um dia ela escultou de sua avó gêmeos sentem um o que o outro sente, veem o que o outro vê... ela tinha vivido para descobrir que existe a vida após a morte e que existem coisas que podem conferir a uma pessoa a eterna sabedoria e poder, ela não queria imaginar que esse antigo mito fosse mentira, não com o pintor que consegue prever o futuro.
Alem de tudo isso ela se sentia impura. Era como se ela tivesse invadindo um lugar pessoal que certamente seria ocupado por um Dean Winchester em algum momento no futuro... ela continuava a chorar para que por fim ela ficasse cega e o ardor de seus olhos substituísse a dor em seu coração.
Infelizmente não tinha passado nem um minuto quando ela percebeu que já tinha chorado todas as suas lagrimas. Ela pelo menos era capaz de agradecer pelo fato de que a única pessoa fazendo gemidos na sala era a própria Ruby, Castiel morderia a língua antes de mostrar algum sinal, mesmo que biológico e instintual, de prazer na frente dela.
Isso ela poderia admirar nele, mas ainda era melhor perder sua vida a ser caçada por imagens de Sam com olhar desapontado na sua direção. Ela bem sabia que se as coisas fossem invertidas e que se ela tivesse de escolher entre deixar-se ser estuprada por seu amigo ou vê-lo morrer ela faria o mesmo, seria burrice tentar sobreviver sem naquela cela apertada de paredes úmidas de pedra crua a companhia da voz de Cas, seria pior ainda voltar para casa sem ele.
E foi com esse pensamento que ela continuou fazendo que tinha aprendido desde os seus dezesseis anos até que ele estivesse satisfeito.
E por fim o momento chegou. Cas afastou-a de seu pênis para impedir que ela engolisse seu esperma. Os dois pareciam brutalmente exausto quando finalmente tudo acabou, cada um sentou-se em um lado oposto do sofá e ficaram ali, com seus corações batendo a mil por hora sem saber o que mais a mulher poderia querer deles.
Por sua vez, Ruby não parecia nem um pouco uma pessoa apressada, ela poderia ficar ali assistindo a qualquer cena pornográfica protagonizada por eles dois tanto por conta do ódio e da dor- ódio que ela sentia e da dor que ela provocava- quanto pelo seu próprio fetiche sexual. Ela nunca tinha pensado, mais tinha em sim um que de voyeurismo. Sorrindo interiormente ela pensou consigo mesma que poderia até fazer isso mais vezes com as suas próprias vitimas, ela poderia inventar tantos tipos de tortura que seria delicioso, e quem sabe poderia até mesmo conseguir ver todas as posições do Kama sutra... infelizmente aquilo eram planos futuros que não poderiam ser adiantados. As primeiras coisas primeiro. E foi com esse pensamento que ela voltou para onde estava, o homem cego tinha uma pergunta em sua língua e ela sabia o melhor jeito de responder a ela.
Ele tinha perguntado se ela já estava satisfeita.
O sorriso de tubarão da mulher loira triplicou de tamanho. Não, ela ainda não estava satisfeita e não estaria até que a fruta vermelha estivesse em suas mãos.
-Entao o que você quer de nos, é obvio que Jessica não sabe de nada sobre os quadros de Jimmy eu sei que você sabe disso tao bem quanto eu. Ela poderia dizer isso, Cas realmente estava sendo bravo, para um homem que ela tinha conhecido pela primeira vez em um hospital depois de uma crise histérica ele estava fazendo o impossível para se manter fio diante dela. Ruby iria adorar ver por quanto tempo ele iria resistir.
Ela cruzou suas pernas mostrando o sapato de grife.
-Ou pode ser que isso é mais um plano seu para que eu acredite no que você quer. Sua voz era venenosa e ela tinha um ar de arrogância em seus gestos, algo que indicou aos dois “convidados” que ela não estava de brincadeira. Jessica engoliu em seco mais uma vez e teve a impressão de que estaria fazendo isso muitas vezes no decorrer da noite.- O que você sabe sobre o quadro “O sonho de Alice”?
Tanto a atriz quanto o professor franziram a testa com a pergunta. O que aquele quadro tinha a ver com alguma coisa? Era um dos piores quadros que Jimmy já tinha feito- o que a critica dizia- e marcava a passagem de sua faze de pintor abstrato para hiper-realista. Nenhum deles poderia dizer mais do que isso.
Ruby colocou a mão em seu queixo como a estatua do pensador* ela tinha certeza que tudo o que lhe diziam era verdade. Aquilo era bom, eles sabiam menos que ela e, portanto, estavam a um passo atras de seus planos. Agora tudo o que ela tinha de fazer era continuar mantendo os dois em cativeiro para que a atenção não caísse sobre o quadro quando ele fosse roubado por ela.
-Isso é tudo o que sabem?
Os dois assentiram com a cabeça, eles estavam tao submissos a ela que dava uma certa pena. Era hora do segundo tempo começar:
-Muito bem- ela se levantou- terei de sair para resolver assuntos mais importantes amanha e não poderia ficar dando a devida atenção a vocês, mas antes de partir eu gostaria que fizessem mais uma coisinha para mim. Ela viu os dois amigos segurarem as mãos apertadas e poderia jurar que a força de Castiel estava definhando, ela esperava um pouco mais dele.
Foi assim como ela pensou, o professor não tinham mais forças nem para falar, ela tinha certeza de que ele já tinha previsto o que seria esse favor. Mais uma vez a assassina sentiu-se orgulhosa de si mesma, se Cas não voltasse de seu cativeiro com grandes traumas ela não seria Ruby. Sua calcinha tinha se molhado de novo apenas com a antecipação.
Jessica foi a única a falar. A mulher ainda tinha um brilho nos olhos convidando-a a ser derrotada:
-E qual seria esse? Era incrível como ela poderia deixar sua voz tao melodiosa, Ruby sentiu uma pontada de inveja, era claro que se ela tivesse essa habilidade ela poderia conseguir mais coisas para si em menos tempo. Bom, ela queria ver como essa voz encantador aficaria depois de ser quebrada em mil pedaços.
-Eu quero agora ver uma transa comum. Castiel enfiando o pau no seu buraco.
A pele do professor caiu para um tom de lesma. Ele começou a tremer e de seus lábios saiam pedidos de misericórdia. Claro que ele não queria fazer isso, uma coisa era se deixar estuprar outra era praticar a ação citada. O diabo loiro sorriu mais uma vez para si mesma e se aproximou de seu velho amigo afagando-lhe os cabelos negros. Ela ainda tinha mais uma cartada na mão.
-A escolha é sua Castiel, você pode fazer isso, ou pode deixar que meu amigo aqui... Louis Wallance faça, tenho certeza que ele vai ser mais gentil com Jess do que com as outras putas que ele matou durante o sexo.
Castiel poderia se lembrar das noticias sobre aquele homem. Era um assassino de prostitutas que ao contrario da maioria preferia mata-las com o próprio oficio que elas escolheram para sua vida. Os médicos da policia diziam a seu irmão que ele enfiava tao profundamente que as mulheres morriam com o aperto, com seus movimentos fortes e com os espancamentos que ele sempre gostava de fazer durante o ato. Outra coisa que ele sabia era que esse assassino miserável não iria parar nem depois que a mulher estiver morta. Ele também tinha estuprado cadaveroso dos aprestes da prostitutas que matava.
O coração dele tinha congelado para o zero absoluto. Ele tinha certeza que já estava morto. Entre tomar uma decisão dessas e ver o que aconteceria de Jessica ele realmente preferia morrer ali mesmo. Dean iria mata-lo, Sam também. Gabriel iria ter aquela voz de decepção de quando ele sabe que tem uma outra alternativa e a pessoa em questão não conseguiu ve-la a tempo. Ele sentiu seus olhos arderem com as lagrimas cristalinas.
Sua vida não era justa.
Ele abaixou a cabeça para o chão. O sentimento de nojo lhe corroía.
-Essa é sua resposta final Cassy? Ruby fazia questao de provoca-lo. Ela viu a outra mulher olhar para trás para ter certeza de que o homem que ela falava era legitimo e não deixou de sorrir ao vê-la tremer como uma folha.
Ela não esperou por muito tempo. Logo bateu palmas e viu seu contratado aparecer cada vez mais perto de Jessica. Ela sabia que Cas poderia ouvir cada passo muito melhor que ela e pensava o quanto isso poderia o assustar.
A outra mulher tinha os olhos em tamanho de pires.
-ELE VAI FAZER! O grito dela fez com que todos parassem em suas trilhas. O desespero era algo adorável, definitivamente.
-Perdão senhorita Moore, o que quer dizer com isso? Suas palavras eram poéticas, mas seu tom imperativo. Ela queria ver alguém comendo Jessica logo. Era uma parte muito importante de seu plano e não poderia faltar.
-Eu faço com Cas, quer ele queria ou não. Eu tive de fazer a porra oral antes, agora é a vez dele. Ruby poderia parabeniza-la pela bravura, pelo menos ela não parecia um passarinho assustado quando isse isso. Ela parecia um verme mesmo. Um verme que queria continuar vivendo, assim como todos os vermes, eles dizem qualquer coisa para manter-se em seus pês.
Ela voltou-se ase sentar na poltrona de verniz e cruzou suas pernas longas olhando para Jessica. Ela queria ver como a garota iria fazer um gay assumido parecer sexy.
Jessica respirou fundo. Ela tinha certeza que isso iria doer mais em Cass do que nela, ela também poderia saber que ele estava aliviado, claro que era melhor ele fazer o trabalho do que deixar aquele assassino asqueroso tocar nela. Mesmo assim ela poderia dizer, com a ajuda de sua intuição feminina, que ele estava no fim de suas forças. Toda a bravura que ele conseguiu juntar para enfrentar Ruby tinha se ido depois que ela parou com o negocio oral. Seu amigo tinha muitas chances de não ser mais o mesmo, infelizmente eles tinham de arriscar. Aquele era um jogo muito alto para que eles desistissem, ninguém estava desistindo. Jimmy tinha passado meses em cativeiro, Gabriel tinha perdido muito, Dean tinha de ser forte para não acabar deixando o medo transparecer, o cara tinha quase perdido os filhos muitas vezes e não queria largar tudo e sumir na verdade ninguém queria. A atriz pensava em seu amado, em como ele era capaz de apostar alto para conseguir o que queria, em seu coração bondoso... a mulher queria que ele conseguisse sobreviver mesmo que ela não conseguisse. Sam merecia mais do que ela, ele merecia ter paz.
A cuidadora andou para perto de seu amigo e sussurrou-lhe palavras de conforto em sua orelha, em seguida ela pegou ele pela mao e os dois se levantaram. Se eles tinham que fazer isso, pelo menos fariam desde o começo.
Jessica começou a beijar Cass despertando-lhe seus desejos. Ela sabia o que ele gostava e quais eram seus pontos fracos apenas por conversas, foram cinco anos de amizade e eles estavam em um nível onde não tinham segredos. Ela sabia que botoes pressionar eiria mostra isso a Ruby, por mais nojo que ela tivesse ela pode perceber que a assassina estava se exitando com o que eles faziam.
Cas entendia o seu sacrifício. Ele estava feliz que pelo menos, e assim como ele, Jess não iria demonstrar nenhum outro sinal de prazer.
Quando eles chegaram ao clímax e o homem cego puxou sua amiga para que ela ficasse de costas para ele os dois foram interrompidos.
-O que vocês pensam que estão fazendo?
-Transando. Não é o que quer de nos? A resposta ríspida de Jessica foi mais rapida do que seu próprio pensamento.
Ela levou um murro na cara por causa da resposta. Obviamente Ruby não queria que eles tranassem como dois cachorros.
-Cuidado com a lingua docinho, a chefinha não gosta de gente mal-criada.
Esse tinha sido o único acríssimo a conversa que o homem asqueroso iria dar. Na verdade nem mesmo Ruby sabia o por que de ele estar ali.
O diabo loiro voltou a encarar a atriz com olhar penteante. Ela tinha detectado um pingo de medo, mas não poderia saber o por que dele...
-E verdade que eu quero que vocês fodam. Mas não como dois cachorros, o que eu quero ver aqui é o famoso mamãe e papai.
Ela tinha visto o brilho de medo mais uma vez. A cuidadora tinha ficado pálida em um segundo. As coisas estavam ficando interessantes, na cabeça de Ruby existiria dois motivos possíveis para o medo da garota e ela tinha certeza de que um deles não era o verdadeiro. Por mais santinha que seja a cara da mulher em sua frente Ruby poderia ver que de virgem ela não tinha nada, não havia um a mulher que pudesse resistir aos encantos de Sam Winchester por muito tempo. Não, Jessica Moore não era uma mulher virgem. Então tinha de ser a segunda coisa.
O sorriso de Ruby ficou cada vez melhor quando ela enfim descobriu o motivo do medo. Aquilo ia ficar muito interessante. Ela apontou sua arma para o templo de Castiel e destravou-a deixando bem claro que ela poderia mata-lo em questão de segundos.
-Será que a nossa donzela está arrependida?
Castiel poderia sentir a tençao que emanava do corpo de sua amiga, mas ele estava sem nenhuma pista do que poderia estar acontecendo. Ele apenas sabia que era ruim, muito ruim.
Ela estava fodida muito antes de a coisa toda começar.
Mesmo assim ela não deixaria que seu amigo morresse. Aconteça o que acontecer ela iria arcar com as consequências, o futuro de Castiel estava em suas mãos e ela não ia deixar ele para trás nem que a sanidade dele e o futuro amoroso dela estivessem na reta.
Ela sentiu Cas apertar a sua mão em um gesto gentil, ele não tinha a minima ideia do que poderia dar de errado, ele não sabia sobre seu ciclo menstrual...
-Jess?
Ouvir a voz de trovao dele a fez voltar para a vida. Eles estavam em uma guerra, eles estavam lutando para que esse mundo não se acabe e estavam fazendo isso para que as crianças da cidade não precisassem mais andar sobre horários de recolher, para que Danny e Lisa não fossem os próximos da lista, para que Gabriel resolvesse esse mistério e para que Jimmy voltasse a ser o guardião da sabedoria. Ela não queria mais ver Dean com a cara de quem poderia morrer a qualquer momento, ela não queria mais sofrimento. Sendo assim, se ela perdesse todo o seu futuro amoroso em troca da liberdade desse mundo: Que assim seja.
Ela ergueu a cabeça e tirou seu vestido.
-Sim, nos vamos fazer isso.
Sua voz não parecia de alguém que se importasse com as pessoas que estariam vendo-a, ela estava determinada a acabar com isso de uma vez por todas.
Jessica olhou de Castiel para a arma de Ruby, da arma de Ruby para os olhos malignos dela e por ultimo para o homem gordo e asqueroso que por alguma razão ainda estava na sala com eles. Ela tinha muitas chances de ficar gravida de um de seus melhores amigos a partir de uma reação que ela nunca quis ter no meio de uma guerra. O que mais poderia lhe acontecer?
Certamente ela não queria descobri, pois essa seria a ultima coisa que iria acontecer.
Ela continuou dizendo isso para si mesma como um mantra ao mesmo tempo em que se deitava no sofá recebendo Castiel dentro de si.
Nenhum deles tinha reparado na câmera que estava escondida perto do colo da mulher.
Notas finais
Estamos na reta final!
Comentário por favor!
Mandy
Fale com o autor