When You Have A Killer In Your Tail

6 Capítulo 6Quando as peças se mexem no tabuleiro


Notas iniciais
Bem, bem, esse é o capitulo mais curto que eu ja escrevi até agora. E ele demorou a ser postado porque estou doente (não porque foi difícil de escrever, na realidade eu estou escrevendo o nono capitulo já.
Espero que ele agrade.
Boa leitura.

Sua localização não era mais Chinatown e agora definitivamente não mais estava sozinho, havia um pequeno grupo de cinco mendigos o ajudando, e a cada passo que ele dava a sua procura ia se assemelhando cada vez mais a uma historia escrita por Lemony Snicket. No meio da madrugada ele apenas tinha medo de encontrar um homem com barba mas sem cabelo e a mulher com cabelo mais sem barba(11) eram quase quatro horas da madrugada e no meio de São Francisco tudo poderia acontecer.

O que ele nunca pensou que poderia viver para ver era um bando de mendigos se organizando em uma busca, indo atras de todos os seus conhecidos e juntando cada depoimento para traçar uma localização possível. Essa localização tinha tudo para ser onde James Novak se encontrava. Sam estava- para colocar em palavras- muito grato por tudo aquilo, nem mesmo a policia poderia fazer uma operação tao rápida e com tantas probabilidades de sucesso.

Todos os boatos das pessoas que viviam na rua convergiram para um ponto: o parque Golden Gate. Todos eles se amontoaram dentro do carro de Sam e foram para lá. Enquanto estavam dentro do carro nenhuma das seis pessoas se lembrou de que o parque tinha 4,12Km quadrados.

Quando eles saíram do carro cada um pegou uma direção aleatória e correu, eles pareciam crianças brincando de esconde-esconde. Quando Sam percebeu que o mendigo que tinha encontrado ainda estava ali em silencio ele ficou curioso, o garoto parecia querer dizer alguma coisa mas não parecia estar com coragem suficiente. Sabendo que ele sempre tinha sido o mais capaz para tirar segredos das pessoas ele começou a falar:

-Adam, você está bem? Sam precisou usar a sua voz mais paciente a que sempre fazia os seus clientes revelarem seus crimes e não se decepcionou, um momento muito curto depois os olhos do garoto encontraram os dele e o mendigo começou a falar enquanto colocava o quadro debaixo do outro braço.

-Eu estou bem...- ele não estava, qualquer um poderia ver isso- é só que eu gosto muito de Jimmy, todos nos (ele estava se referindo aos outros mendigos que estavam correndo pelo parque) fazemos, Jim nos ajudou e nos ajuda muito e eu não... eu não quero encontrar ele morto.

A confissão veio em uma voz embriagada e Sam não pode conter um arrepio na espinha com todo o sentimento que o menino carregava em sua voz. A possibilidade de Jimmy já estar morto enquanto eles procuram por ele eram um risco a correr e Sam tinha usado todos os seus mecanismos de defesa para se proteger desse pensamento. Ele não queria nem imaginar como Jessica e os irmãos dele estariam ao receber uma noticia dessas. Balançando a cabeça para expulsar esse pensamentos indesejáveis Sam colocou uma mão reconfortante no ombro do rapaz e fez com que ele o olhasse mais uma vez.

-Não posso prometer que vamos encontrá-lo vivo e bem- Principalmente quando Ruby quer mata-lo, mas Sam não disse essa parte- mas posso dizer que eu vou dar o meu melhor para encontra-lo. Os olhos desse homem eram determinados como uma chama e Adam não poderia ir contra eles. O mendigo sorriu e colocou seu precioso quadro dentro do carro do mais joven Winchester e correu para uma direção qualquer. Sam ainda podia ouvir sua voz quando ele desaparecia de sua vista.

-Eu também quero dar o meu melhor!

Depois disso ele não teve escolha, ele trancou a porta de seu carro e correu para dentro do parque.

Foi uma hora depois que ele encontrou Jimmy. E por mais estranho que possa parecer a primeira pessoa para quem ele ligou não tinha sido Jessica e nem Gabriel. A primeira pessoa que ele escolheu para compartilhar a boa noticia tinha sido Dean.

Ele só tinha ligado para Dean porque ele era o único que estava com Cas.

Do outro lado do pais, em um quarto de motel barato uma mulher se ocupava em agradar os interesses sexuais de seu parceiro. Ela estava completamente nua sentada em cima dele enquanto balançava seu corpo para frente e para trás em um ritmo bastante familiar. Os gemidos de prazer que ela recebia em troca de seus movimentos a faziam sorrir.

O casal parecia muito perto do clímax quando o som estridente de um telefone celular tocou.

Nenhum dos dois pareceu se importar com a intromissão, era como se eles estivessem esperando por noticias há um longo tempo. A mulher, que tinha cabelos dourados e olhos negros, pegou o aparelho sem ao menos parar de se balançar.

-Qual foi a peça que ele pegou? Ela nem ao menos se importava em cumprimentar a pessoa do outro lado da linha.

Uma voz bêbada apareceu com nenhuma surpresa. Do outro lado da linha um homem de óculos escuros andava de um lado a outro em uma praia, ele estava um pouco ansioso para saber como a mulher iria reagir a tudo:

-Torre branca.

Ao ouvir isso a mulher sorriu e saiu de cima de seu parceiro, ele não parecia se importar pois ele já tinha terminado... os dois ficaram lado a lado na cama e ele começou a beijar os seios dela em um pedido silencioso para ouvir a conversa. Ela o atendeu pondo o telefone no viva-voz.

-Interessante- disse ela sem deixar cair um sorriso dos lábios, se era por causa da excitação que sentia devido aos beijos ou a resposta de seu lacaio nem mesmo ela saberia- ao contrario de você Jimmy realmente é uma pessoa de sorte.

Do outro lado o homem se sentou na areia da praia e retirou sua bolsa de carteiro dos ombros, ele acendeu um isqueiro e ateou fogo em seu conteúdo. Ele disse:

-Tem certeza que é para ficar contente com isso? A torre branca significar fazer uma trégua... eu pensei que você estaria doida para jogar.

O companheiro da mulher loira sorriu sarcasticamente e falou pela primeira vez:

-Não mais do que você seu pequeno demônio. Eu tenho certeza que seu pau está coçando por aquele menino... ele deixou assim mesmo, quanto menos eles falassem melhor. O casal no quarto de motel ouviu uma risada macabra sair da outra extremidade e o som das ondas quebrando na areia e em seguida a voz bêbada voltou- Nah, meu pau está coçando por outro... eu queria mesmo era testar minha habilidade com o chicote.

Nem a mulher nem o homem estavam surpresos com aquilo. A mulher loira olhou para o relógio em cima da cama e resolveu apressar as coisas:

-Eu sinto muito, mas essas são as regras. Cada peça tem a sua vantagem e a sua punição, ele pegou a torre branca então está livre por agora. Ela foi interrompida por uma exclamação da outra pessoa, ao que parece ambos os homens se exitavam quando ela dizia isso. Todos eles sabiam que o plano dela era um prato que se deve comer pelas bordas e nenhum deles estavam realmente com pressa desde que seus desejos fossem alcançados.- Ficaremos em silencio por enquanto, mas ainda manteremos o contato. Você sabe o que fazer daqui em diante.

O homem observava o fogo queimar a mochila e todas as peças que estavam dentro dela e olhou para o sol, por alguma razão ele adorava ter carta branca para fazer o que desejasse. Ele apenas perdia alguns milhares de dólares e suas bebidas alcoílicas mais doces quando ele não trabalhava para ela... ele resolveu responder antes que a loira ficasse impaciente:

-Pode ficar tranquila rainha vermelha, tudo está nos conformes.

Como era de se esperar ela desligou o telefone logo depois. O homem de óculos escuros tinha uma suspeita de que ela estaria muito ocupada pelas próximas horas. Ele abriu um sorriso sacana e depois jogou seu celular no fogo e se levantou andando para uma direção qualquer.

O céu era tao azul que parecia uma lampada LED, Sam não se lembrava qual tinha sido a ultima vez que ele olhou para o nascer do sol, quando ele morava no Kansas- o que não tinha sido há muito tempo- ele trabalhava muito e quase não tinha tempo para apreciar a natureza e a beleza das coisas, e agora? La estava ele no meio de muitas arvores há alguns metros de uma cachoeira bonita. Em sua frente ele poderia ver a pessoa que tinha feito da cidade uma loucura cheia de homens procurando por alguém parecido com ele e falhando terrivelmente, Jimmy tinha os olhos vermelhos e inchados (provavelmente de ter chorado por um longo tempo ou de ter passado a noite sem dormir) e os cabelos negros completamente desgrenhados. Fora esses aspectos e a sujeira e buracos em sua camisa xadrez e calças jeans ele parecia bem vivo.

Sam não queria assusta-lo, ele parecia estar muito cansado e consequentemente frágil para uma abordagem mais enérgica. Observando um pouco mais o homem oito anos mais velho Sam poderia perceber que ele estava nervoso. Ele franziu a testa com pensamentos muito concentrados, ele poderia imaginar por que Jimmy estava sonolento e frágil mas não a razão de seu aparente nervosismo, aquilo era definitivamente estranho e o deixou receoso por um segundo.

Sendo assim ele apenas ficou ali se certificando de que não havia nenhum perigo aparente para os dois e foi justamente nesse momento- quando ele estava fazendo uma varredura para qualquer pessoa de mal caráter próximo a eles- que ele percebeu o que tinha deixado Jimmy nervoso. Ele arregalou os olhos quando a forma estranha fez sentido em sua cabeça, ele já tinha visto algo assim e não foi há muito tempo; pouco a pouco a realização cresceu em sua mente consciente e ele não pode deixar de exclamar em horror. Dentro de uma caixinha próximo ao pintor estava uma peça de xadrez (uma torre branca, mas Sam não estava prestando atenção nisso) e um dedo polegar humano.

As memorias de Anna Miltom morta nos ladrilhos da cozinha da casa de seu irmão reapareceram em sua mente e dessa vez ele não fez o maior esforço para tirar essa imagem. Ele sabia quem tinha feito isso para seu vizinho e sabia o que aquilo significava: era um aviso.

Ele abandonou toda a abordagem sutil chegando ao lado de Jimmy em dois minutos e apertando o numero de Gabriel em seu celular. A policia tinha de saber disso.

Quando percebeu que Sam estava se aproximando dele Jimmy teve a decência de enxugar seus olhos, uma parte dele não queria que o namorado de Jessica visse-o dessa forma e outra parte estava com medo, ele sabia que tinha sido um menino mau e tinha desobedecido as ordens de sua babá e o pior de tudo era que ele sabia que tinha sido enganado pois no momento seguinte que ele abriu a caixinha e encontrou a torre branca ele tinha sentido uma energia muito, mais muito ruim de dentro da caixa e quando encontrou o dedo ele simplesmente foi dominado pelo medo. Ele queria ter voltado para Jess e dizer que ele não sabia que o carteiro era malvado, dizer que ele se perdeu mas já era escuro e ele não tinha a menor ideia de como acabou ali. Jimmy tinha passado a noite inteira andando pela cidade e seu celular tinha sido perdido em algum momento o deixando sem poder se comunicar e cada vez mais assustado.

Ao contrario de tudo o que ele pensou Sam sentou-se a seu lado, retirou o casaco que estava usando e o cobriu com ele, logo depois ele sentiu os braços de Sam puxando seu corpo para um abraço apertado e ele não teve o minimo escrúpulo quando enterrou sua cabeça na dobra do pescoço do homem ridiculamente alto. Ele era feliz demais por ter encontrado um rosto familiar.

-Desculpa. Disse ele em uma voz infantil e quebrada. A única coisa que Sam se viu fazer foi dar um leve sorriso de alivio e acariciar os cabelos negros, por alguma razão o pintor em seus braços se parecia bastante com seus sobrinhos e ele não conseguia ficar brabo com ele. Era muito obvio que quem mais sofreu durante essa noite inteira tinha sido ele.

Para aliviar os medos infantis ele se viu falando:

-Está tudo bem Jimmy, você está seguro agora.

Por toda a energia pura que emanava de Samuel Winchester Jimmy não tinha a menor duvida sobre isso. Logo logo ele estaria voltando para casa.

O pintor deixou suas ultimas lagrimas caírem enquanto ele era embalado por esse mais novo amigo e pouco a pouco o doce e merecido sono se apoderou de suas veias. Seus olhos foram ficando pesados e ele deslisou para a doce terra dos sonhos bons.

-Deixa eu ver se eu entendi. Dizia Dean com uma cara de riso, aparentemente ele estava achando tudo muito engraçada- você simplesmente ficou ali no meio da cachoeira arco-iris abraçado a outro cara e acariciando os cabelos dele enquanto era usado como um travesseiro?

Sam estava com um humor estragado, ele tinha ficado a noite inteira sem dormir, tinha sido vitima de todo o tipo de pensamento de morte, estava imensamente louco para tomar um banho e tinha ficado preso na policia por mais tempo do que ele pretendia enquanto o sargento Turner ouvia o depoimento dele e de Jimmy e tirava as digitais dele e do dedo polegar desconhecido. Com tudo isso em mente e vendo seu irmão mais velho- e supostamente maduro- fazer piada com o habito de abraçar dele ele estava indo para mostrar uma carranca em seu rosto. Há coisas que nunca mudam.

Ele se jogou no sofá. Em algum lugar da casa Danny e Lisa estavam dormindo, as pobres crianças tinham sido obrigadas a ir para a escola de qualquer maneira e só agora puderam ver a terra dos sonhos, ao lado dele Jo estava tomando uma xicara de café enquanto esperava para seu capitão voltar. Da mesma forma que Dean ela tinha um largo sorriso no rosto e parecia que todo o estresse da noite anterior tinha ido embora.

-Não sou eu que estou saindo com um homem. Sam atirou em alta voz, ele pensou por cerca de alguns segundos que isso faria Dean parar de rir da cara dele, infelizmente isso apenas colocou mais lenha na fogueira. Dean se sentou no sofá ao lado dele e o olhou com os olhos verdes mais fundos que ele poderia mostrar.

-Oh, Sammy você é tao ingenuo. Seu irmão aqui não sai com homens para perder a dignidade e nem fica andando por ai imitando as mulheres ou sentado em arco-iris. Eu sou um gay macho, eu pego caras mais não me considero uma mulher.

Se a intenção dele foi ser convincente ele conseguiu. Nem Jo ou Sam quiseram comentar que na verdade ele era bi... Dean se sentiu vitorioso, não é porque ele tem um namorado que ele iria começar a ficar sentimental pelos cantos. Alem do mais ele e Cas não tinham passado da primeira base.

Eles ficaram em um silencio respeitoso. Do outro lado do prédio Gabriel estava tentando colocar um pouco de noção em seu irmão do meio e Cas estava finalmente descansando. Nenhum deles queria ver como as coisas estavam indo por detrás da outra porta.

Para Dean tinha sido terrível entrar na delegacia para dar depoimento quando toda essa maracutaia começou e depois disso ele via as delegacias de policia sempre como um ambiente opressor. Não foi nenhuma novidade ao entrar junto a Castiel e o tenente Shurley e encontrar Jimmy completamente agitado e impossível. O oficial que tinha sido encarregado de pegar os depoimentos dele não era a pessoa mais paciente do mundo e o fato de não saber que o homem de camisa azul-xadrez em sua frente era o irmãozinho do capitão, de qualquer maneira não tinha demorado muito tempo para ele descobrir isso, fez com que Jimmy corresse desesperadamente por toda a delegacia como se o policial fosse o bicho-papão ou qualquer trol dos jogos de RPG. A situação tinha feito Dean rir por um tempo quase infinito.

Foi só depois de meia hora de procura, quando Gabriel o encontrou cochilando em um armário de vassouras, que James acabou por ser deixado aos cuidados do sargento Turner- com a supervisão de Cas e Gabe- e o oficial foi mandado para limpar as privadas as celas que ficavam nos andares de cima.

A viagem maluca para a delegacia tinha acabado há mais ou menos uma hora e meia e nenhuma noticia dos vizinhos ou do que a policia encontrou nas evidencias tinha vazado para o apertamento deles. Isso estava deixando os três adultos um pouco impacientes.

Gabriel estava com os nervos a flor da pele. Ele tinha acabado de deixar os pedaços de um Jimmy muito deprimido nos cantos da casa para Jessica juntar, ele sabia que não tinha sido muito justo da parte dele fazer isso- ele pensou que estava agindo muito como a sua mãe e esse pensamento foi logo colocado no canto escuro de sua mente- mas alguém tinha de faze-lo! Em um único minuto Jimmy tinha se colocado em perigo por ter falado com estranhos, sumido da vista dos adultos e por pegar coisas que não eram suas. Por tudo o que ele sabia e por tudo o que ele via na profissão de policial Jimmy poderia estar morto e mutilado em alguma sacola jogada no meio do mar. Ele não queria que isso acontecesse, ele não queria nem pensar sobre a possibilidade que seu maninho escorregou e principalmente não queria ter de ser o idiota que esfregou tudo na cara dele, mas ele tinha de fazer.

O pintor tinha se trancado em seu quarto e nem mesmo Jessica tinha permissão para entrar. Ao seu lado Cas, que tinha acordado ao ouvir a gritaria, estava enviando-lhe uma energia muito sinistra de proteção e ele dava graças a Deus por seu outro irmão não poder ver, porque se ele olhasse em seus olhos azuis nesse momento ele seria muito capaz de sair e se suicidar.

Sem dizer nem uma palavra o capitão deu sete passos na direção da porta e deixou o apartamento. Castiel estava logo em seu rastro e ainda mantinha o semblante malévolo. Ambos seguiram em silencio pesado para o apartamento 3A.

Eles estavam prontos para um segundo Round de olhares indignados e chorosos.

Torre branca, foi com essa palavra que o chefe do departamento de policia daquela cidade começou o discurso torturante- ele abanava diante dos olhos de Sam e Dean uma peça de xadrez fortemente guardada dentro de um saco de evidencias. Seu olhar dizia que as coisas estariam indo para um ângulo mais denso a cada palavra.

Castiel estava bem ao lado dos irmãos enquanto ouvia tudo segurando a mão de Dean.

-Ao que parece- era a voz muito policial de Gabriel- dentro das bolsa do filho da puta que enganou Jimmy tinha todas as trinta e duas peças do jogo de xadrez e em cada uma delas estava dentro de uma caixa igual a que você e Jimmy viram- ele olhava para Sam com um pouco de pena, ninguém merecia ver um dedo humano na primeira hora do dia- com uma parte do corpo humano e um bilhete dentro.

Essa era nova para os outros.

-Bilhete? Foi Jo Harvelle que interrogou seu superior.

Gabriel tirou outro saco de evidencias de dentro de um bolso do terno e mostrou para a mulher, todos os outros se aproximaram para ver e Dean sentiu que deveria fazer com que Cas não se sentisse excluído. Sendo assim ele leu o que estava escrito em letras recortadas de revistas no pequeno pedaço de papel amassado.

Estava escrito:

Parabéns, você fez uma jogada de sorte!

Mas não conte com essa sorte por muito tempo.

Agora é a nossa vez. Qual sera a nossa jogada?

Tente descobrir.

PS- Roque pequeno 0-0

-O que porra quer dizer isso tudo? Era a voz de Dean, para ele tudo estava ficando tao inacessível que ele sentia que poderia surtar a qualquer momento, como a vida pode dar um giro do caralho como esses? O pior de tudo era que pessoas doentes (elas tinham de ser para deixar um bilhete tao confuso quanto esse) poderiam estar causando dor de cabeça para a policia e o FBI. Aquilo era simplesmente insano.

Castiel soltou a sua mao e andou para perto de Gabriel, ele tinha um olhar pensativo em seu rosto e tateou até pegar o saco com o bilhete. Ele sabia que não poderia abri-lo mas algo na sensação tátil poderia fazer a sua mente trabalhar melhor. Ele se virou para Gabriel tentando focar seus olhos cegos nele.

-Como está escrito a ultima frase?

-Corretamente, porque? Castiel suspirou, era claro que seu irmão não tinha entendido. Antes que ele pudesse explicar o que ele queria dizer Sam veio em seu socorro:

-Roque pequeno e em seguida dois zeros um ao lado do outro com um traço, ou simbolo de menos da matemática entre eles. Isso poderia ser uma especie de código? Ele completou olhando para o professor de historia, pela cara que Castiel estava fazendo definitivamente era um código, mesmo assim ele gostou de ouvir os pensamentos do homem sendo compartilhados com todos.

-Definitivamente.- aqui ele entregou o saco de evidencias para Gabriel- Eu penso que uma vez que Ruby está fazendo de nossas vidas um jogo de xadrez cada uma das peças que Jimmy poderia ter pego tinha uma consequência. Ele estremeceu um pouco com isso-e ao que parece essa foi a melhor peça que ele poderia ter pego... agora... sobre a ultima frase eu acredito que seja a formula matemática para se anotar um roque.

Sam estava começando a compreender e seu rosto se iluminou com a ideia, do outro lado da sala os outros adultos pareciam estar completamente perdidos.

-Sim, é o movimento de proteção do rei que só acontece quando as casas não estão sob ataque. Os dois zeros significam as duas casas que o rei anda em direção a torre.

-Nerd. Foi todo o comentário de Dean.

Castiel estava sorrindo amplamente agora e tinha agarrado Dean e se aninhado a ele.

-Eu penso assim. De qualquer forma a vida de Jimmy foi poupada por causa dessa pedra e da tremenda sorte que ele tem- ele suspirou de alivio enquanto se deixava ser afagado por Dean, todo o estresse estava finalmente se dissolvendo- mas não podemos nos esquecer que esse pesadelo ainda não terminou. Os zeros podem dar alguma informação sobre quando será a próxima jogada.

-Informação que tem uma grande probabilidade de ser descoberta muito depois de eles terem jogado. Gabriel guardou as evidencias em seu terno, ele estava com um péssimo humor e com uma vontade tremenda de pedir desculpas a Jimmy... ele sabia que não devia fazer isso muito cedo porque de alguma forma ele tinha a ideia de que ele não estaria fazendo nenhum bem a si mesmo com isso. Seu irmão tinha de aprender a entender seus erros... Gabriel tinha mandado um oficial que estava prestes a se tornar detetive para limpar privadas por causa dele e estava tentando puni-lo por isso ao mesmo tempo que ele queria manter Jimmy dentro de casa até que ele (Gabe) pudesse dar um fim ao medo que tinha se instalado dentro de sua mente- Simplesmente maravilhoso.

Sem a minima cerimonia o capitão se sentou pesadamente no sofá da sala e colocou os pês calçados na mesa de centro enquanto tirava uma barra de chocolate do bolso. Ele tinha aberto a embalagem com uma pratica e começou a comer sem nem ao menos oferecer a nenhuma das outras pessoas, depois de um tempo ele voltou a falar:

-É, parece que eu vou ter de voltar a trabalhar por agora,, ainda tem treze processos na minha mesa e dois casos abertos. Ele se levantou, jogou a embalagem do chocolate na lata de lixo da cozinha e segurou a maçaneta da porta, mas antes de abrir ele se virou para os outros- Harvelle, volte para casa, mandarei Craven cobrir seu turno. Enquanto vocês... tentem dormir o máximo possível depois de todo esse estresse alguém tem de dormir. E ele não disse mais nada simplesmente deixou o apartamento de forma silenciosa como um gato.

Sua primeira prioridade era quebrar esse código, ele não ia deixar que algo como isso acontecesse mais uma vez e por mais que ele estava grato pela sorte que seguia Jimmy como sua sombra ele não podia arriscar. Se tinha uma coisa que ele concordava com quem quer que tenha escrito o bilhete era a segunda linha, Gabriel sabia que a sorte nunca sorria por muito tempo.

Uma demostração breve desse saber era que ele teria de levar Jimmy mais uma vez a delegacia para fazer um retrato falado do tal carteiro. Ele rangeu os dentes, levar Jimmy mais uma vez para a delegacia não ia ser nada interessante.

Colocando seus óculos escuros ele deixou o prédio e seguiu em direção a seu carro.

Aquela musica de Bob Marley estava tocando mais uma vez só que nesse momento Gabriel não sentia como se seus problemas fossem se resolver até o final do dia.

Quando ele chegasse em casa ele dormiria até o fim dos tempo.

Notas finais
Se gostarem mande-me comentários
XD
PS- Como andam as referencias? tá difícil de descobrir?
Mandy