When You Have A Killer In Your Tail

2 Capítulo 2 Quando estranhos moram ao lado


Notas iniciais
bom, ao contraio do capitulo anterior esse não é uma introdução da historia. Os problemas de Sam e Dean começam a aparecer, a realidade (ter que se proteger da morte iminente) bate a porta...
Mas, nem tudo está perdido. Castiel e seus irmãos aparecem para ajudar. E Sam? digamos que ele vai encontrar a sua luz no fim do corredor.

Quando eles entraram na casa que seria deles por uma quantidade indeterminada de tempo todos começaram a pensar que não seria muito difícil deixar de lado as lembranças da terra natal. A cidade em que estavam era grande e tinha vários locais para serem descobertos. A nova moradia deles era um prédio de três andares em uma das ruas mais conhecidas da cidade e a acessibilidade (como as rampas de acesso a portaria e os elevadores) deixaram Dean tranquilo em relação a Danny. Certamente seu filho iria poder se movimentar melhor ali do que no velho Kansas.

Ao entrarem no apartamento 3B acompanhados pelos três detetives (Bobby tinha voltado para sua cidade prometendo voltar a ajudar o FBI no que puder) eles puderam ver que o local era melhor do que esperavam. Lisa tinha adorado a escolha de cores para as paredes e Danny estava nas nuvens quando descobriu que teria um quarto só seu. Era uma outra coisa que Dean nunca tinha pensado, os seus filhos sempre tinham dormido juntos porque a casa deles tinha apenas dois quartos mas ele nunca perguntou se eles estavam bem ou não com isso. Isso o fez se sentir um péssimo pai.

A arquitetura da casa por si só tinha deixado Sam intrigado, as paredes nem sempre tinham um desenho quadrado e a divisão da sala em duas áreas era muito bem vinda, um corredor cortava toda a casa deixando dois lados onde um (direito) era as salas, dois quartos com suíte e o lado esquerdo tinha a cozinha e três quartos sendo um perto da cozinha e os outros dois sociais, mas só o quarto do meio tinha seu próprio banheiro. Ao fim do corredor um banheiro social terminava o desenho da casa nenhum deles tinha visto a sala de acesso a escada de incêndio ainda.

O que mais impressionava o advogado eram as cores. Toda a casa tinha sido pintada de tons que alegravam o ambiente tendo a cozinha em azul, a sala e os banheiros em amarelo e nas paredes de acesso a janela da sala de leitura um tom alaranjado. Para os quartos os tons variavam: no quarto mestre a cor era verde, no quarto ao lado era branco, no quarto grande do lado esquerdo um violeta não berrante dominava as paredes mas também podia ser visto uma parede com listras que iam do rosa ao roxo. Por fim os últimos quartos> o próximo a cozinha era azul claro e o perto do banheiro era bege.

Sam jamais iria se esquecer que alem de bem pintado o apartamento estava completamente mobiliado.

Definitivamente eles iriam gostar de morar naquele lugar.

-O quarto lilas é meu!

Lisa tinha corrido para o quarto de tom violeta e jogou suas malas em cima da cama Dean revirou os olhos para as peripécias de sua filha. Ele não poderia pensar que ela realmente achava que mais alguém iria querer aquele quarto.

Outra coisa que o loiro sabia era que o seu filho ria querer o quarto grande branco, isso deixaria ele e Sam para ter de disputar na pedra, papel e tesoura quem ia ficar com o único quarto com suíte. Não era nenhuma novidade quando ele perdeu. Sam continuava dizendo que ele sempre perdia nesse jogo porque ele sempre usava a tesoura.

Quando todos estavam instalados e as crianças tinham se enfiado em seus quartos para arrumarem a sua maneira os adultos foram para a sala onde poderiam conversar sobre o elefante em cima da sala.

Sentados em cima da mesa de madeira que tinha vindo junto com o apartamento em um primeiro momento cada um deles olhava para o outro sem saber por onde começara. Gabriel, que estava mascando um chiclete olhava fixamente para as janelas, em sua cabeça todas as formas de defender o local passavam mas antes de coloca-as em pratica ele deveria entrar em um acordo com os civis em questão.

Sam olhava para cada um daqueles policiais em sua mesa de jantar e tentava entrar na mente deles: tinha sido mais fácil do que ele imaginou, a linguagem corporal dos três denunciava suas personalidades. O tenente Chuck Shurley estava balançando os pés incontrolavelmente enquanto limpava seus óculos na camisa de malha xadrez. Ele parecia uma pessoa muito gentil e tímida, mas havia uma pitada de sabedoria em suas feições que levaram Sam a confiar nele imediatamente.

O sargento Rufus Turner, o único que ainda não tinha pronunciado nenhuma palavra, já era digno de sua confiança por ser um amigo de Bobby. Todos os parentes e amigos daquele caçador aprendem a duras penas que as pessoas que ele confia são poucas, estranhas mas completamente honestas. Honestidade era o que aquele homem transpirava, apenas por seus movimentos discretos e seu olhar férreo Sam poderia dizer que quando as coisas começam a realmente ficar ruins ele era a pessoa mais apta para ajudar seu capitão a sair das situações. Ele só não sabia o quanto estava correto.

Por ultimo e menos importante Samuel Winchester olhou para o homem de cabelos castanhos quase loiros em sua frente, seus olhos âmbar e sua expressão infantil eram uma dicotomia completa. Ao mesmo tempo que esse policial parecia ser um completo retardado que tinha adquirido o posto alto por qualquer método ilegal ele era capaz de tirar toda essa impressão apenas com seus olhos, eles tinham um que de tristeza que Sam já tinha percebido durante a reunião em Aurora. Gabriel Novak estava olhando para as janelas como se quisesse começar a falar da proteção deles por ali. A única coisa que o impedia era uma educação bem feita, era como se o homem não quisesse falar antes dos donos da casa.

Sendo assim Sam falou:

-Muito obrigado pelo bom gosto na decoração da casa e por ter nos acompanhado até aqui.

Ele podia ver seu irmão inclinando a cabeça como se estivesse de acordo com ele. Um sorriso cruzou seus lábios.

-Não há de que, eu faria questão de fazer essa casa ficar o menos parecido possível com a antiga moradora. O capitão disse com um riso brincalhão nos lábios, parecia que ele realmente tinha algo contra essa mulher.

E eles ficaram ali, mais uma vez em silencio constrangedor. Chuck chegou a desenrolar um papel com a planta do apartamento mas mesmo assim todos estavam um pouco tensos para começar a falar desse assunto, era como se uma vez que o plano fosse contado eles realmente estariam nessa vida de protegidos pela policia. Ter uma assassina em sua cauda era uma situação que ninguém queria para si e os policiais diante deles sabiam disso.

Dean foi o único a quebrar o silencio, algo em sua personalidade mandava-o a luta sempre que seus filhos estivessem ameaçados. Ele queria saber o que esse bando de sangue azuis poderia fazer para deixar seus instintos de pai seguros.

-OK, já que a conversa de queijo acabou nos poderemos partir para o que interessa.

Sam suspirou, se não fosse Dean a quebrar o silencio ninguém mais o faria.

Gabriel estendeu a planta do prédio para que todos possam ver e começou a falar:

-Bom esse prédio foi construído de uma maneira inteligente onde todas as janelas do lado direito dão para o que na época eles esperavam ser uma vista de algum jardim que não existe mais deixando a vista de agora ser para a janela do apartamento do outro lado da rua, já as janelas do lado esquerdo dão para um prédio abandonado que recentemente virou um teatro amador. Assim temos um lugar que qualquer um pode entrar com acesso rápido a nossa escada de incêndio.

Para enfatizar ele apontou a parte do planta que mostrava a escada de incêndio do lado de fora do quartinho de serviço. Pelo que constava no papel a distancia entre os dois prédios era de um metro e meio.

Dean sabia exatamente onde ele queria chegar com aquilo.

-Você está sugerindo que devemos manter as escadas de incêndio sempre fechadas?

O capitão simplesmente fez uma bola de chiclete a a estourou quando tinha terminado de considerar essa possibilidade.

-Não exatamente. Pode-se manter uma porta fechada para precaução, mas se alguém realmente quiser invadir esse prédio vindo do teatro amador eles vão estar com todo o material necessário para botar a porta abaixo.

Não tinha como negar aquilo. Segundo as informações da policia sobre Ruby ela tinha “amigos” em todos os lugares com as especialidades mais invejáveis no mundo do crime. Não seria difícil para ela entrar em um prédio por uma porta dos fundos.

O próximo a falar foi o tenente Chuck:

-A melhor saída para esse tipo de situação é colocar um de nos para trabalhar nesse prédio. Um policial que saiba atuar e que deseje passar metade de seu turno fingindo ser um aluno daqui seria bom, mas as aulas de teatro não são em tempo integral então preferimos um policial disfarçado de porteiro.

Ele falou aquilo como se estivesse desapontado. Sam apostaria todo o seu dinheiro para saber se aquele tenente gostaria ou não de fingir ser um aluno de teatro amador. Mesmo assim ele ficou calado.

-Também colocaremos um porteiro policial aqui. Mesmo que a saída de incêndio seja sempre tentadora para assassinos, pessoas como ela não perdem a oportunidade de inventar assassinatos acima de suspeite.

Quem tinha falado agora era o terceiro homem. Rufus não tinha falado nada desde o dia anterior e impressionou os irmãos com sua voz. Depois de ouvir o que ele tinha a dizer Sam permaneceu em silencio e Dean fez um som parecido com um bufo de touro mas que demonstrava toda a sua raiva. O homem estava completamente correto quando disse as palavras sobre assassinato acima de suspeita, ele poderia não se importar menos com a mulher de seu irmão mais novo mas jamais havia imaginado que ela seria capaz de matar alguém assim.

De todas as coisas o que mais assustava ao irmão mais velho era isso. Crimes acima de suspeita geralmente ocorrem do nada quando menos se espera e ele não queria voltar de um dia maravilhoso com seus filhos para no outro vê-los mortos.

Um arrepio passou por sua espinha com esse pensamento e ele teve de sacudir a cabeça para voltar sua atenção ao outros.

Meia hora havia se passado e os planos dos três policiais para a proteção de sua família agradaram Dean na medida do possível. Colocar um policial como porteiro de seu prédio, um outro como porteiro do prédio ao lado e uma mulher infiltrada na futura escola de seus filhos (para observa-los e aos outros alunos) era o mais importante para ele, mas quando começaram a falar sobre os empregos que ele e Sam não poderiam exercer se quisessem ficar fora da mídia ou quando disseram-lhe que eles deveriam mudar de sobrenome as coisas ficaram um pouco quentes.

Dean não queria trabalhar como um mecânico em uma loja de carros. Ele era um engenheiro pelo amor de Deua! Sam por outro lado tinha adorado a ideia de trabalhar como professor de inglês em um cursinho para inter cambistas, esse era Sam: sempre o menino cooperativo dos Winchester. A única coisa que nenhum deles tinha gostado era mudar seu sobrenome que tanto tinham orgulho para algo simplório como Smith.

Gabriel continuava a lembra-los que eles não tinham uma escolha.

-Bem, já que essa conversa técnica toda finalmente chegou ao fim eu, na qualidade de capitão da policia dessa cidade, digo que vou tirar a tarde de folga. Ele estava completamente descontraído quando falou isso e ninguém mais poderia dizer que ele era uma pessoa que lida com armas e morte diariamente- Shurley volte para a delegacia e mande Charlei fazer as identidades para essa família e Turner escolha dês favoritos para o serviço de proteção e coloque os nomes em minha mesa, decidirei quem ira fazer o que na segunda.

Dito isso os dois homens que pareciam muito a contada na sala onde estava disseram suas despedidas e saíram para seus respectivos trabalhos. Os únicos que restaram na casa eram a família de Dean e Gabriel que parecia estar mais a vontade do que os dois juntos.

O capitão se levantou e olhou para os dois irmãos, ele não parecia estar muito surpreso quando Dean perguntou se ele não ira trabalhar enata simplesmente respondeu:

-Eu não vejo a minha família desde que ouvir falar sobre Ruby. Você realmente não espera que eu volte para a delegacia depois de ter passado dois dias fora de casa não é?

Dean não tinha resposta para isso, para ele esse cara não poderia ser do tipo família. Ele nunca poderia imaginar o que iria acontecer depois disso.

O capitão Noval tinha os convidado para conhecer a sua família.

-A que vamos ser vizinhos por que não nos conhecermos? Esta passando da hora do almoço e eu conheço um restaurante que tem uma comida italiana muito suculenta e barata...

Antes que ele pudesse terminar Dean já estava pegando seus filhos e mandando-os se arrumarem. Sam revirou os olhos. Aquilo era tipico de Dean.

Como nenhum dos novos moradores do edifício sabia onde ficava o restaurante ficou decidido que eles iriam todos juntos. Gabriel fez questão de mostrar a sua casa para todos eles, ele dizia que eram uma das tradições de sua família e que nunca deveria ser esquecida: se você entra na casa de alguém essa pessoa deve conhecer a sua casa. Dean tinha achado isso tudo uma coisa muito idiota.

Olhando para a porta do apartamento 3A nada parecia estranho ou fora do lugar, era uma porta simples de carvalho velho com os números feitos de ferro pintado de azul. A ideia de que ali era uma casa de uma família completamente normal foi-se por água abaixo conforme eles entraram.

Lisa tinha sido a única que expressou esse pensamento.

A menina corria para um lado e para o outro prestando atenção a cada um dos muitos quadros na parede. Ela estava completamente impressionada e não conseguia manter isso em segredo. Gabriel e Sam a olhavam com um sorriso no rosto. Dean por sua vez simplesmente perguntou a seu filho o que diabos era tudo aquilo.

Daniel também estava olhando para os quadros mas respondeu mesmo assim:

-Esses quadros são do pintor favorito dela pai, depois de Tokidoki(3) e Leonardo da Vinci. Eles devem valer uma fortuna e certamente um capitão da policia não pode te-los.

Dean tinha dado uma olhada em volta e não conseguiu entender como aqueles quadros poderiam valer tanto. Alguns ele poderia dizer que certamente eram caros, mas os que eram simples manchas de tinta ele não compreendia. Seu filho continuava dizendo que aquilo era arte abstrata e que tinha sido pintada por James Noval um pintor que sabe tanto esse tipo de pintura quanto o hiper-realismo que Dean melhor tinha apreciado.

Uma outra coisa que ele não conseguia entender era como seu filho poderia ser tao indiscreto. Ele poderia sentir o olhar de Gabriel sobre eles e ele sabia que ia haver uma troca de pontos de vista em algum momento.

-Ei garoto- O policial disse divertido para o filho de Dean- Quanto você acha que eu ganho?

-Menos do que a metade desses quadros. Foi a resposta humilde.

O homem de olhos verdes tinha se postado em uma posição defensiva para a proteção de seu filho caso o argumento ficasse muito intenso. Ele sempre sabia que algo assim poderia acontecer tendo em vista o quanto seus filhos eram inteligentes e desbocados.

Sam e Lisa já não estavam mais a vista, provavelmente aqueles dois tinham saído pela casa para ver se tinha mais quadros.

-Está tudo bem Dean. Seu filho está correto.

Enquanto Daniel tinha dito um pequeno “eu sabia” que mal tinha sido ouvido Dean tinha ficado completamente confuso, se seu filho estava correto sobre o salario (que nunca tinha sido revelado) do capitão em sua frente como ele poderia ter esses quadros.

Antes que qualquer coisa fosse respondida um outro homem na meia idade (Dean diria que o desconhecido tinha ceca de quatro ou cinco anos mais do que ele) correu para onde eles estavam sendo seguido por Lisa, que estranhamente tinha uma cara de felicidade intensa no rosto, e abraçou Gabriel em um aperto de morte. O rosto dele era algo que Dean jamais esqueceria: olhos azuis um pouco esbranquiçados e um cabelo negro completamente despenteado. Seu semblante era uma mistura completa de pavor e diversão.

-Gabriel! Essa menina entrou do nada na nossa casa e começou a me pedir um autografo, eu acho que ela pensa que eu sou Jimmy!

Todos tinham congelado e Lisa continuava pairando perto dos dois com uma caneta- ele nunca saia de casa sem uma caneta- nas mãos. Dean pensou que se tudo não estivesse uma loucura completa até que a cena poderia ser engraçada.

Gabriel foi o único a rir.

Ele teria passado muito mais tempo rindo se o outro, o homem que estava agarrado a ele, não tivesse gritado:

-Isso não tem graça!

-Claro que tem maninho. Eu sempre te disse que um dia isso ira acontecer.

Dean estava começando a entender as coisas. Aqueles dois eram irmãos. Se se lembrasse de um momento em sua vida que tinha rido muito foi nesse dia. Certamente seus filhos iriam mata-lo por sua burrice mas ele realmente ainda não tinha entendido a historia toda.

O recém-chegado tinha se soltado do abraço de morte e tinha se virado para a direção geral de onde Lisa estava. Finalmente Dean tinha reparado que os olhos dele eram azuis quase brancos porque ele era completamente cego.

-Sinto muito garotinha, mas eu não sou Jimmy Novak. Antes que qualquer um pudesse falar mais alguma coisa ele acrescentou- E como foi que você entrou aqui?

Era a hora de Gabriel explicar algumas coisas. Ele segurou na mão do outro homem e levou-o ate onde Danny e Lisa estavam:

-Cas esse são Danny e Lisa Winchester, eles são aquelas crianças que eu disse estarem sob a minha proteção e são nossos mais novos vizinhos. Danny, Lisa, esse é Castiel Novak o mais novo de uma família de três filhos.

Os meninos apertaram delicadamente a mão que Castiel estendia. Quando ele os cumprimentou Dean pode ouvir a voz grave e incomum do outro homem. Era o som mais estranho e reconfortante que já tinha ouvido, lembrava-lhe constantemente de um sopro de vento.

Finalmente Gabriel tinha o levado a Dean. Na apresentação ele apenas disse:

-E esse é o idiota que resolve fugir da terra natal depois de uma mulher ter sido assassinada em seu apartamento.

Castiel estendeu a mão esquerda e deu um sorriso tímido:

-Dean Winchester. Ele não iria admitir o quanto a mão do outro pareceu encaixar-se a sua.

-Você poderia ter sido preso.

Dean tinha demorado uns dês segundos para raciocinar novamente e perceber que Castiel estava falando com ele. Mesmo assim suas palavras foram cortadas pelo tom de Gabriel.

-É ele quase foi preso junto com o irmão dele que não está aqui na sala. Agora eles são os nossos vizinhos.

O dono dos olhos azuis simplesmente acenou com a cabeça. Ele parecia estar a par de tudo o que está acontecendo.

-Deixa eu adivinhar- Castiel começou a falar com a cabeça inclinada na direção de seu irmão- você os convidou para almoçar em um restaurante de massas?

Gabriel simplesmente sorriu e bateu no ombro de Castiel, ele o virou de costas e começou a empurra-lo na direção da cozinha. Ele fez um sinal para que os outros três o acompanhassem.

-Você sempre me conhece bem irmãozinho.

Mesmo que seus filhos tinham entendido completamente a troca de palavras entre os anfitriões Dean não poderia dizer que tinha. Aquilo tudo para ele parecia muito louco e ele não sabia em que ponto ir cada vez mais para dentro da casa deles ia os levar ao restaurante.

Foi somente na cozinha que o loiro pode ver Sam. O homem alto estava sentado na mesa redonda da cozinha conversando com uma mulher muito bonita de cabelos loiros e parecia que eles tinham se conhecido há muito tempo atras, os dois estavam rindo de uma forma muito incomum para duas pessoas que tinham se encontrado do nada.

Quando viu seu irmão e seus sobrinhos vindo para a mesa (Gabriel estava praticamente empurrando todos eles em uma cadeira menos Danny que tinha a sua própria) ele se levantou e deu um sorriso tímido.

-Dean, você lembra de Jess?

Por tudo que era mais sagrado ele não poderia se lembrar. Dean não era como Sam que sempre se lembrava de cada mulher com quem tinha dormido. A única coisa que ele pode fazer foi dar um sorriso simpático antes de ser empurrado para uma das cadeiras.

Sam não precisava saber que a resposta era não. Ele via isso nos olhos e no sorriso simpático demais e muito incomum para Dean.

Ele continuou falando mesmo assim:

-Ela fez toda a faculdade de direito comigo mas depois sumiu completamente do mapa.

A moça parecia mais bonita quando ela olhava envergonhada. Dean pode ter certeza de ouvir seu filho e Gabriel falando algo como isso antes de responder:

-Ahhh, eu me lembro. Você não parava de falar dela por pelo menos um mês!

Se Sam pudesse ele colocaria a cabeça no freezer. Ele apenas olhou para Dean com seu olhar que dizia “Esse comentário foi realmente desnecessário.”

A mulher tinha corado e, para a sorte geral da mesa, tinha resolvido falar:

-Eu não estava sumida. Eu tive que me mudar para cuidar da minha vó, mas depois que ela morreu eu não quis mais deixar essa cidade.

-Se ela tivesse voltado nos não a teríamos para nos, ela seria uma advogada brilhante e nunca teria nos conhecido.

A voz que tinha falado era a de Castiel. Seu tom grave era completamente transparente quando falava de Jéssica e Dean começou a perceber que ele não tinha motivo nenhum para discordar. Ele havia se lembrado dela e pelo que tinha recolhido de suas memorias ela era a melhor aluna de toda a classe.

A curiosidade que ele teve foi expressada pelos seus filhos que perguntaram em unissonismo:

-A senhora não é advogada?

-Vocês podem me chamar de Jéssica. Ela falava com um tom muito delicada mostrando simpatia e graça, Dean poderia ver porque Sam ainda mantinha uma foto dela na carteira- Não não mais, depois que minha avó morreu eu vim trabalhar para essa família um pouco louca e nunca mais quis voltar aos livros de direito.

As crianças pareciam satisfeitas com isso mas Sam e Dean ainda estavam mais curioso. O que ela fazia ali? Por que jogar fora um futuro tao promissor para estar na mesa da cozinha de um capitão da policia?

Mais uma vez o trem de pensamentos tinha sido cortado por um dos filhos de Dean. Lisa parecia estar completamente eufórica agora e Danny revirou seus olhos em antecipação. Ele já sabia o que ela iria perguntar.

Ela levantou da mesa e sacou sua caneta indo para o lado de Jéssica e a observando com grandes olhos verdes.

-Você conhece Jimmy Novak?

Jessica simplesmente sorriu para a garotinha e falou em um tom completamente conspiratório:

-Se você quer vê-lo vá para a segunda porta a direita mas não bata, apenas abra e entre.

A menina saiu saltitando.

-Essa eu não perco!

Danny estava empurrando as rodas de sua cadeira para acompanhar a sua irma mais velha quando Castiel voltou a falar:

-Diga a ele que eu estou fazendo o almoço!

Um polegar para cima foi a única coisa que recebeu. Gabriel tinha dito a ele o que o menino tinha feito e Cas simplesmente acenou com a cabeça, ele era acostumado a perder toda a comunicação gestual das pessoas a seu redor. Em menos de dois segundos o garoto tinha rolado sua cadeira de rodas para o quarto indicado.

Mais uma vez o silencio dominou o lugar. Era como se os adultos precisassem das crianças para se sociabilizar. Dean tamborilava os dedos pela mesa de vidro e certo tempo depois não consegui aguentar o silencio que tinha se instalado.

-Então Cas o que você faz?

Ele poderia ter sido mais discreto, ou pelo menos poderia ter falado o nome completo do cara sem usar um apelido na primeira vez que eles se conheceram. Se fosse de outra forma não seria Dean, ele poderia ser completamente cuidadoso em relação a sua família, mas quando se tratava dos interesses pessoais dele ele era menos sutil do que um hipopótamo. Mesmo assim nada iria tirar a curiosidade que ele tinha para esse homem.

Qualquer um poderia saber que ele estava curioso para saber o que uma pessoa cega poderia fazer fora ficar em casa. Ninguém mais que Sam se lembraria da cara de espanto que ele fez ao descobrir que o homem cego em questão era professor titular de historia da universidade estadual de São Francisco.

-Cas aqui não é apenas o professor titular de historia, ele é o coordenador do curso e as aulas dele são as que lotam primeiro.

Gabriel tinha falado de seu irmãozinho da mesma forma que Dean falava de Sam ou seus filhos: completamente orgulhoso.

Dean notou que Castiel tinha ruborescido enquanto seu irmão o elogiava. O homem em questão tentou dizer que ele não era o melhor no que fazia e não merecia tudo aquilo, mas Gabriel voltou-se para as demais pessoas e disse que alem de ter as aulas mais cheias do campus seu irmão mais novo tinha ganhado mais de seis prêmios por ser um excelente professor e tinha sido homenageado por mais de dês turmas de graduação.

A única coisa que ele podia fazer era abaixar a cabeça humilde. Mesmo assim Jessica tinha o impedido de dizer que ele apenas fazia o que amava, ela disse para todos com um orgulho tipico de uma amiga que Castiel era um gênio na arte de ensinar.

-E ele faz isso com amor, que é definitivamente o melhor ponto.

Sam tentou miseravelmente sentir uma pontada de ciumes, mas era impossível. Ele sabia quem era Jessica Moore com a palma de sua mão e sabia que ela tinha uma admiração pelo homem cego diante dele, mas que nunca passaria da amizade.

Mesmo assim a curiosidade ainda o corroía. Ele precisava saber o que tinha feito aquela pessoa sumir de sua vida. Ele começou a dobrar um guardanapo que estava em cima da mesa e depois de ter feito dele um barquinho perfeito ele resolveu encarar os olhos daquela mulher. No canto esquerdo de sua visão ele poderia ver Dean dando-lhe um sorriso de aprovação, ao que parece o outro também estava curioso para saber o por que dessa mulher estar ali.

-Então Jess- ele pigarrou a principio- o que você faz aqui?

Quando Jessica tinha aberto sua boca para responder a pergunta de Sam ela tinha sido interrompida antes mesmo de começar. Atras da mesa de vidro Danny rolava em sua cadeira de rodas para chegar o mas perto dela possível e sussurrou-lhe em seu ouvido alguma coisa.

Ela se levantou e pediu desculpas e em seguida saiu da cozinha sendo acompanhada pelo menino de grandes olhos verdes.

Antes que qualquer um pudesse perguntar qualquer coisa Castiel falou com os olhos virados para onde ele acreditava ser o corredor. Seus globos oculares azuis estavam focados em um abajur perto da parede do corredor.

A única coisa que Dean pensou ao ver esses globos oculares foi que eles não poderiam vê-lo. Nenhum outro sentimento de pena passou por sua cabeça, tinha levado oito anos cuidando de um menino muito especial para saber que o que as pessoas com deficiência mais querem é não serem olhadas com pena. Ele acreditava que isso era a melhor coisa que ele poderia ter aprendido com seu filho, pois essas pessoas são capazes de fazer absolutamente tudo. O único motivo para as outras pessoas não acreditarem nisso era o medo delas em conseguir se adaptar as diferenças, elas querem que todos sejam exatamente iguais a si.

Ele não poderia imaginar um único carro que pudesse ser igual ao outro, então por que as pessoas deveriam ser iguais?

-Parece que Jimmy esta tendo algum problema. Ele tinha colocado a mão direita em sua orelha e tinha coçado o osso atras dela.

Gabriel se levantou.

-Bem, não deve ser nada de mas, por precaução eu vou ver o que ele quer com Jessica a essa hora da tarde e você fique ai e seja um bom anfitrião.

Castiel apenas revirou os olhos e sentiu seu irmão sair pelo canto da cozinha. Toda a sua linguagem pessoal denunciava sua preocupação- para as pessoas que o conheciam de muito tempo- e ele não conseguia ficar sem pensar no que seu gêmeo poderia estar tendo de errado. Muitos pensamentos de Jimmy tendo pesadelos o deixavam inquieto. Para quem não o conhecia ele apenas estava desconfortável por estar ali tendo de cuidar dos hospedes.

Sem querer que os outros percebessem sua ansiedade ele sorriu e resolveu responder a pergunta que tinha ficado pendente.

Mesmo depois de terem ouvido toda a historia os dois Winchester que estavam na mesa não conseguiam acreditar de maneira alguma. Pela primeira vez Sam deixou-se sentir ciumes desse James Novak, que era ninguém menos do que o pintor preferido de Lisa (depois de Tokidoki e da Vinci) e que também era o clone mais velho de Castiel.

Agora Dean poderia entender porque eles tinham esses quadros caríssimos dentro de seu apartamento e por que Gabriel tinha dito a ele que Cas era o tercio filho. Ele também pensou que ele poderia ter chegado a essa conclusão sem ter ajuda de qualquer outra pessoa mas depois resolveu não pensar nesse assunto.

O que ninguém compreendia era que Jessica estava morando naquela casa desde o dia em que sua avó morreu a pedido do terceiro irmão. Mais bizarro do que isso era que Jessica era a musa inspiradora dele.

Como uma pessoa em sã consciencial aceitou deixar uma vida cheia de prestigio como uma advogada de fama para ir viver em uma casa onde um policial, um pintor e um professor de historia moravam era alem de seus intelectos.

A única coisa que conseguiu sair da boca de Dean tinha sido:

-Uau, Ist's a jungle out there(4).

Castiel sorriu com a referencia.

Eles continuaram conversando sobre qualquer outra coisa. O historiador não queria ter seus pensamentos voltados para o que poderia ter acontecido ao outro morador daquela casa e seus hospedes pareciam não se importar. Se ele pudesse ver perceberia que os dois estavam em uma comunicação telepática e Sam tinha os olhos completamente em chamas. O mais novo dos irmãos sabia perfeitamente julgar as pessoas que conhecia e por isso não teve ciumes de Cas, mas James ele ainda não tinha visto e da impressão que fizeram dele ele tinha tudo para ser um rival em potencial.

Dean simplesmente tinha dito que era idiota ter ciumes de alguém que nem ao menos estava presente e depois lembrou a Sam que ele deveria estar de luto pelo fim de seu casamento e não estar tentando entrar em um outro. Sam simplesmente se sentiu miseráveis e deu a Dean seu sorriso que dizia: “Um dia eu me vingarei dessa.”

A batalha que poderia ter ocorrido entre os dois forasteiros teve de ser deixada de lado. Castiel levantou-se de sua cadeira abruptamente ao ouvir os passos apressados de Gabriel. Sam e Dean fizeram o mesmo sem nem pensar.

-Calma Cas. Jimmy está bem agora, você já pode fazer o almoço mas não conte comigo, tenho de ir a delegaicia. Ele pegou seu paletó que estava no encosto da cadeira e vestiu-se- quanto a vocês, não se preocupes. Foi apenas um chamado ao dever e um simples restaurante que acabou de ser assaltado. Fiquem e aproveitem a comida.

Ninguém consegui pronunciar uma única palavra e ele foi embora batendo a porta o mais delicadamente possível.

Quando foram deixados sozinhos Castiel sentou-se pesadamente na sua cadeira transparente, graças a isso os dois outros homens puderam perceber a ansiedade que ele tinha escondido durante todo esse tempo. Outra coisa que eles descobriram é que estavam completamente sozinhos em um território desconhecido e não poderiam abordar o assunto sem serem completamente indelicados.

Dean sentou-se mais uma vez e foi acompanhado por Sam, por uma fração de segundos ele olhava para a figura em sua frente e não conseguia identificar o sentimento que estava sentindo em relação a esse homem. O que ele poderia dizer era que a cada segundo ele ficava mais e mais curioso.

Sendo assim. Indelicadeza por indelicadeza Dean sabia que ele era a pessoa perfeita para abordar o assunto.

As seguintes palavras saíram de sua boca:

-O que foi tudo isso Cas? Dessa vez ele não se importou com a informalidade diante de um completo estranho. Ele era uma pessoa que sempre ia ao fim de tudo.

A explicação que recebeu foi completamente diferente de tudo o que ele imaginou.

Quando todos os quatro integrantes da família Winchester entraram em seu apartamento cada um estava com um semblante diferente do outro: Lisa tinha os olhos completamente grandes e orgulhosos por ter conseguido um autografo de James Novak, Danny estava completamente satisfeito por ter provado comida boa depois de dois dias comendo o que seu pai e tio eram acostumados a comer quando criança, mesmo assim estava morrendo de dor de cabeça. Dean estava com um sorriso que ninguém conseguiria tirar por semanas e o motivo daquilo tudo era que segundo os documentos falsos ele iria trabalhar em uma oficina ao lado da faculdade e levaria Cas para trabalhar no carro que Bobby tinha arranjado para ele. Por ultimo e não menos importante Sam estava com a fisionomia de uma pessoa que tinha sido morta pela vergonha.

Como ele poderia não estar com vergonha depois de ter descoberto que a pessoa de quem teve ciumes por mais ou menos duas horas era uma pessoa completamente acima de suspeita.

Ele deitou-se no sofá vermelho da sala de estar e ficou ali esperando por seu irmão. No momento Dean estava oculado procurando remédios para dor de cabeça para Daniel e não poderia sentir a aura de auto desprezo que emanava do sofá.

Lisa simplesmente olhou para seu tio e não disse uma única palavra. Aquilo não era um assunto que ela poderia entrar. Sendo assim, a menina simplesmente inclinou a cabeça e foi para seu quarto tomar banho antes que seu pai a mandasse fazer exatamente isso. Ela era esperta o suficiente para saber que Dean estaria muito ocupado cuidando de seu irmãozinho antes de mandar ela fazer qualquer coisa, mas como sempre tinha sido uma menina obediente ela não conseguia ficar sentada no sofá esperando pela ordem de seu pai. Não com seu tio daquela maneira pelo menos.

Quando Dean terminou o ritual que tinha aprendido desde seus quatro anos quando seu pequeno Sammy tinha nascido e seu filho estava devidamente trocado e dosado de seu remédio para dor de cabeça ele deixou Daniel dormir em sua cama nova e saiu em direção ao lixeiro mais próximo com uma suja fralda embrulhada na mão.

Foi somente depois de joga-la no lixo e lavar bem as mãos que ele voltou ao sofá para conversar com Sam.

Ele realmente não queria fazer isso. O homem mais alto estava com uma cara de total desespero e não tinha pronunciado nenhuma palavra sequer desde que tinham voltado.

Certamente se ele estivesse em seu lugar o silencio seria a única coisa que o confortaria.

-Eu sou realmente um idiota. Disse Sam em uma voz amarga que Dean mal se lembrou de te-lo ouvido usar.

O loiro simplesmente esperou por algo a mais sair da boca de Sam mais nada veio e soube que aquela era a sua deixa para falar alguma coisa. Ele apenas não sabia o que deveria falar. Talvez ele deveria começar de uma forma descontraída?

-Vamos Sam, deixa de frescura. Quem já não fez uma coisa dessas por ciumes?

O olhar que ele recebeu disse que ele deveria ter escolhido um outro caminho para começar a falar. Definitivamente fazer o que ele tinha feito por ciumes de Jessica não era um bom ponto a ser mostrado, principalmente quando ninguém nunca tinha feito algo assim.

Ele tentou outra vez:

-Ora, não tinha como você ter percebido.

Sam deu a ele um olhar assassino. Claro que tinha como ter percebido.

-Mas ele já te predou cara, não tem por que você ficar ai chorando pelo leite derramado que toda a merda que você fez já passou e não tem como voltar.

-Exatamente- disse finalmente Sam com a sua voz muito rouca de desprezo- eu acabei de ser um completo idiota com uma criança.

Dean revirou os olhos ele sabia o que tinha visto e sabia que não teriam mais argumentos para ajudar o seu irmão se ele estivesse indo por esse caminho. Uma outra coisa que ele pensou foi que o almoço que comeu realmente estava bom.

-Tecnicamente ele é um adulto Sam. Ele se levantou do sofá e começou a andar de um lado para o outro na tentativa de fazer sentido ao que tinha pensado- Vamos Sammy, seu erro foi compreensivo. O cara chega para nos e pergunta se somo amigos de Jessica e quando você responde que sim ele diz aquilo. Até eu poderá ter pensado em outra coisa.

Poderia mais não fez, por alguma razão Dean tinha visto Jimmy Novak como seu filho e ficou calado o tempo todo para ver se era capaz de descobrir mais algo que mostrasse que seus instintos estavam corretos.

-Dean, eu mandei o cara chupar ovos!

-Isso porque logo depois que você disse que era amigo de Jessica ele foi perguntar se ela também te dava banho. Qualquer um poderia ter pensado em um contexto sexual para isso.

Na cabeça de Dean aquele tinha sido o momento mais engraçado de todos. Jimmy pergunta para Sam se ele era amigo de Jessica, Sam responde que sim e Jimmy pergunta com uma voz completamente adulta se ela também tinha dado banho nele. A cara de Sam tinha sido a melhor que ele tinha visto em pelo menos três anos e tinha ganhado o troféu passando do dia em que ele tinha embebedado o seu irmão e o jogado em uma funerária.

Sam se levantou e foi ate a geladeira (que estava cheia de comida que eles tinham comprado antes de voltar para casa) e pegou uma garrafa de cerveja entregando uma para Dean. Aparentemente ele estava feliz com o que o outro tinha dito, não era a melhor resposta de todas mas era algo inteligente que poderia ser usado como mecanismo de enfrentamento da cruel realidade.

-Eu espero- disse depois de dar um gole muito grande- que ela não me odeie amanha.

Dean não tinha nada a responder diante disso. Ele certamente não poderia dizer que Jessica iria voltar a falar com ele depois de ele ter mandado Jimmy Novak, um pintor famoso muito elogiado pela critica de arte que tinha uma inteligencia equivalente a uma criança de três anos, chupar ovos.

Pelo menos Dean poderia dizer que aquilo serviria de lição para todas as vezes que eles forem morar ao lado de desconhecidos.

Os dois terminaram as suas cervejas e voltaram cada qual para seu quarto. Sam estava completamente deprimido e acabou por deixar Dean ficar com o quarto verde. Era a coisa certa a fazer segundo ele. Ninguém que tinha xingado uma criança de três anos merecia as melhores acomodações da casa.

Dessa forma os dois foram dormir na tentativa de esquecer aquilo tudo.

O que eles não sabiam era que a quilômetros de distancia em um restaurante que tinha sido saqueado o capitão de policia tinha encontrado uma carta escrita a sangue.

Essa seria uma outra noite que Gabriel não voltaria a sua casa.

Ele ligou para Jessica e pediu para ela dormir ali e cuidar de seu irmãozinho, ele ouviu o que tinha acontecido no almoço e simplesmente começou a rir jurando para a mulher que daria um jeito de explicar as coisas para os forasteiros e perguntando se Jimmy estava bem.

Segundo ela o irmão gêmeo de Castiel tinha se recolhido em seu atelie para pintar a cara de espanto que Samuel Winchester tinha feito ao descobrir que tudo aquilo era um mal entendido e que Jessica realmente dava banhos nele. Certamente ninguém tinha dito que a mulher era- entre outras coisas- a babá de Jimmy.

Gabriel desligou o telefone com um pingo de felicidade em seu rosto. Certamente aqueles estranhos seriam a cura para seus problemas. Ele não poderia se deixar pensar no futuro infelizmente. Uma carta escrita a sangue e endereçada a ele estava descanando sob a mesa numero vinte do restirante.

Ele não precisava de seus detetives para descobrir quem tinha enviado a carta.

Notas finais
Deixe-me saber o que achou.