When You Came Into My Life
31 Capítulo 31 - Forever
Notas iniciais
Bia POV
A vida tinha voltado ao normal, se é que poderia ser normal depois de tudo o que aconteceu. E não, não poderia. Aquelas míseras duas semanas que passei com o Klaus deixaram marcas profundas na minha vida e na minha mente.
Três semanas haviam se passado, eu já tinha discutido com a minha família por ter deixado que a Anna ficasse, por ter contado o que aconteceu com o Klaus. A mãe da Anna queria me matar, como eu havia previsto. As aulas tinham voltado, mais chatas que nunca, as meninas mal acreditavam na chance que tive e deixei passar, eu me encontrava em depressão profunda e pra piorar, eu tinha certeza de que estava grávida. Rudolf tinha que me ligar, eu precisava muito falar com ele. Naquele dia acordei com um pressentimento estranho de que ele me ligaria.
Eu ainda estava pensando num jeito de contar para a minha família, mais cedo ou mais tarde eu teria que contar. Ninguém sabia, nem minhas amigas, então decidi contar a elas, quem sabe poderiam me ajudar.
Estávamos na aula de matemática, que por incrível que pareça, era a mais “livre”, a professora mal se importava se estávamos ou não fazendo a atividade.
- Gente, eu tenho que contar uma coisa pra vocês... – elas estavam conversando e nem me responderam – Amanda, Beatriz e Dayane, eu preciso falar com vocês, e é muito sério!
- O que aconteceu? – Amanda perguntou.
- Eu estou grávida e não sei o que fazer, não sei pra quem contar, nem como contar. O que eu faço?
- Como assim? Grávida de quem? – Dayane arregalou os olhos, espantada.
- Do Klaus né, de quem mais poderia ser?
- Contou para a sua mãe? – a Bia sugeriu inocentemente.
- Biazinha, se eu contar pra minha mãe que estou grávida de um homem que nunca mais vou ver na vida ela me mata!
- Então tenta entrar em contato com o Klaus, ou com o Rudolf, sei lá... – Dayane sugeriu.
- Falando nele... Graças a Deus! – meu celular tocou, era Rudolf. Eu estava tão avoada que saí da sala sem pedir permissão.
- Rudolf? Graças a Deus você me ligou, precisava muito falar com você...
- Aconteceu alguma coisa? – perguntou preocupado.
- Sim, vou matar o Klaus... Eu estou grávida.
- Ahh Bia, parabéns, isso é maravilhoso!
- Como maravilhoso Rudy? Meu filho não tem pai!
- Então, foi para isso que te liguei. Tem como você sair da escola? Tem uma surpresa para você.
- Você está me dizendo que... Não pode ser, ele não sabe onde eu estudo...
- Ahh, mas a Anna sabe! Saia logo dessa escola...
- Te amo Rudy, muito, muito obrigada!
- Vai logo Bia, não precisa agradecer.
Voltei para a sala e disse para a professora que estava passando mal e precisava sair. Era a última aula do dia, e ela era meio tontinha, então acreditou em mim e me deixou sair.
Antes, fui até as meninas para me despedir.
- Gente, eu vou sair, recebi a melhor notícia da minha vida... Vejo vocês lá fora, daqui a pouco.
Quando cheguei lá fora e avistei o Klaus me esperando do outro lado da rua, minhas pernas ficaram bambas e eu quase caí.
Fui correndo até ele e o abracei. Nunca imaginei que um dia eu veria Klaus Meine me esperando em frente da minha simples escola.
- Bia, você ainda vai olhar na minha cara depois de tudo que te fiz passar? Sei que você deve estar muito chateada, mas eu não posso viver sem você. – ele me entregou um maço de flores.
Eu não conseguia dizer nada, como na primeira vez que nos falamos, fiquei parada com cara de boba olhando para ele. A diferença foi que uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Ele se aproximou de mim, enxugou minha lágrima e me beijou, da mesma forma doce e delicada que ele me beijou na primeira vez.
- Me promete uma coisa? – eu pedi a ele.
- É claro, meu amor, o que?
- Promete que dessa vez não vai me deixar, que vamos ficar juntos pra sempre?
- Prometo que vou ser exatamente como quando nos conhecemos, nunca mais vou fazer você chorar... E é muito bom saber que você quer ficar para sempre do meu lado, porque tenho uma proposta a te fazer...
Ele se ajoelhou na minha frente e segurou a minha mão, comecei a corar e acho que quase desmaiei naquele momento.
- Bia, casa comigo? – ele perguntou enquanto se preparava para colocar a aliança no meu dedo.
- C-claro que eu caso! – Nós nos beijamos intensamente, e então eu me lembrei que ainda tinha mais uma coisa para resolver.
- Klaus, agora eu preciso te contar uma coisa...
- Então conte, é um problema?
- Depende do seu ponto de vista...
- Então diga, vamos resolver juntos!
- Klaus, você vai ser papai.
Ele ficou ainda mais branco do que já era naquele momento, e com cara de bobo. Eu não agüentei e tive que rir.
- Bia, eu te amo! E amo nosso bebê. – ele disse acariciando minha barriga.
Klaus POV
Quase não conseguia acreditar, eu estava prestes a me casar com a mulher que eu amo, e eu seria pai de novo... Aquele momento não poderia ficar mais perfeito.
- Ahh amor, eu já ia me esquecendo, a Anna, o Tom e o Bill vieram também, estão no carro.
- Que carro?
- Acha que vim te buscar a pé? O que acha de irmos para sua casa, acho que ainda tenho que falar com a minha sogra e meu sogro.
- Claro, mas antes, quero que você conheça minhas amigas
Bia POV
- Gente! – eu atravessei a rua, de mãos dadas com o Klaus e fui até minhas amigas.
Elas estavam com cara de quem viu fantasma, acho que assim como eu, nunca esperavam ver o Klaus na frente da nossa escola...
- Amanda, Dayane, Biazinha, esse é o Klaus... Como se vocês não conhecessem né... Klaus, estas são minhas amigas. – ele apenas sorriu, não ia conseguir mesmo falar com elas...
- Dayane, lembra quando você disse que talvez eu já voltasse da Alemanha casada? Pois é, você tinha razão. – eu disse mostrando a aliança para elas.
- Amor, posso te fazer pagar mico? – Klaus perguntou com cara de criança que ia aprontar.
- Claro, o que pretende fazer? Ahhhhhhhh! – ele me pegou no colo e me levou até o carro.
Entramos no carro e nos beijamos.
- Hey! Não queremos ficar de vela aqui, ok? – Tom brincou.
- Ahh não enche. – Anna respondeu beijando ele também.
No fim das contas, enquanto eu beijava o Klaus e Anna beijava o Tom, quem acabou ficando de vela foi o Bill... Quem sabe eu não arrumava uma amiga minha para ele depois...
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A noite havia chegado. Eu e o Klaus nos hospedamos provisoriamente em um hotel perto da minha casa, pelo menos até que decidíssemos onde morar. Meus pais haviam aceitado nosso relacionamento e, incrivelmente, estavam felizes com o fato de que seriam avós.
Eu estava na sacada tomando um ar, quando senti Klaus chegar por trás e beijar meu pescoço.
- Como na primeira vez? – eu perguntei a ele sorrindo.
- Sim, quando tudo começou. – ele me pegou no colo e me levou até a cama. Foi como na primeira vez, mas com a diferença de que não acabaria no dia seguinte, desta vez eu sabia que seria pra sempre. Nós sabíamos.
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