When You Came Into My Life
15 Capítulo 15 - Still Of The Night
Notas iniciais
- Bia, deixa eles aí, estão se divertindo, quero falar a sós com você, lá fora.
Pelo menos ele não parecia mais chateado comigo. Tudo bem que essa conversa podia não ser muito agradável, mas era melhor manter o pensamento positivo.
- Está chateado comigo?
- Não, só não quero ficar no meio da bagunça deles.
Eu me aproximei para beijá-lo, mas ele desviou.
- Amor, desculpe... Eu não queria ter te magoado.
- Esquece isso Bia, eu é que fui apressado. Ainda quer me beijar?
- Sempre! – mal terminei de falar e me joguei nos braços dele para mais um beijo demorado e apaixonado.
Cheguei a uma conclusão, não importa o que acontecesse depois, eu tinha que viver aquele momento o mais intensamente possível, porque era a chance da minha vida.
Ficamos ali, no jardim, nos beijando, perto das árvores e de uma fonte. Além de tudo, ainda tínhamos o privilégio de um cenário super invejável para nossa história de amor.
Ouvimos um barulho de conversação alta e então percebemos que eles já estavam saindo.
- Que bonito! Estão aí na maior agarração e nem ao menos nos avisaram para onde iam! – Rudolf brincou.
- Vocês estavam fazendo uma bagunça insuportável, então eu e a Bia decidimos nos ausentar para termos um tempo só nosso.
- Que lindo! – disseram Rudolf, Matthias, James e Pawel em coro.
- Bom vamos voltar para o hotel então? – Klaus sugeriu ignorando as brincadeiras.
- Claro que não! Ainda é muito cedo, vamos passear mais um pouco... – disse James.
- Então eu e a Bia vamos voltar para o hotel, não é amor?
- Sim, vamos.
- Ela tem que dormir cedo pessoal, é menor de idade... – Matthias me zoando – Brincadeira Bia, podem ir.
- Boa noite pra vocês então! – Eu e Klaus dissemos juntos.
Eu o Klaus voltamos para o hotel, estava cheio de gente no salão principal, então tivemos que subir separados. Percebi que ele ainda se importava com o que os outros iriam pensar. Mas isso era o de menos agora, eu ainda não me sentia pronta para certas coisas, mas não podia magoar ele de novo. Ao mesmo tempo em que eu tinha medo, eu já não conseguia mais controlar a vontade.
Eu já ia me dirigindo para o meu quarto quando ele me puxou pelo braço.
- Hoje não. Vamos dormir no meu quarto. – Como assim “vamos”? Eu estava pensando em dormir sozinha e... Ok, a quem quero enganar?! Não tinha mais como escapar.
Eu não disse nada, apenas o acompanhei até o quarto dele. Ele me colocou delicadamente na cama e começou a beijar meu pescoço, logo os beijos se transformaram em chupões, eu quase não conseguia conter a sensação, mas evitei de gemer.
Me soltei e fui até a sacada, precisava tomar um pouco de ar. Pensar se era aquilo mesmo que eu devia — queria — fazer.
Klaus, percebendo meu nervosismo, foi atrás de mim, me abraçou por trás e falou no meu ouvido:
- Do que você tem medo, meu amor?
- De tudo... De te decepcionar... – não era só isso, mas eu não ia contar a ele meus medos e parecer ridícula.
- Eu sei que não é só isso. Posso ver nos seus olhos que você está insegura.
Eu não respondi, não sabia o que dizer. Deixei que ele me abraçasse e me beijasse, então ele falou ao meu ouvido.
- Bia, eu não quero usar você, se estiver pensando nisso, saiba que te amo de verdade. Não tem essa de “me decepcionar”, tudo o que me importa é amar você e sentir que você me ama. E também não vou te machucar. Prometo. Confie em mim está bem?
Depois disso não havia mais nada para falar, nenhuma outra “desculpa” para inventar. Mas também, eu tive a confirmação que eu queria, então, estava um pouco mais calma.
- Eu confio em você. – foi tudo que eu consegui dizer, e percebi que no mesmo instante, as mãos dele começaram a subir pela minha coxa.
Ele me pegou no colo e me colocou novamente na cama. Mas desta vez, estava acontecendo bem mais devagar. Ele começou a me beijar apaixonadamente, mas de uma forma que me provocava. Quando me dei conta ele já estava tirando a camisa, e logo em seguida começou a levantar a minha também. Agora eu já não estava mais tão nervosa, ele me deixava tranquila ao mesmo tempo em que me provocava.
Eu o ajudei a remover a calça e ele fez o mesmo comigo. Talvez eu ainda fosse mesmo só uma criança, eu parecia assustada conforme os segundos iam se passando e o momento se aproximando, e é claro que ele havia percebido esse meu medo. Mas ao invés de desistir de mim, ele me confortava, me ajudava a enfrentar meus medos.
- Não se esqueça amor, relaxe e confie em mim. – ele disse bem baixinho.
Eu senti ele me penetrar. Não pude evitar e soltei um gemido alto.
- Aii amor... – eu então arranhei as costas dele, tentando me conter.
- O que foi? Estou te machucando? Se você quiser... Podemos parar.
- Não... Continue. – a sensação de prazer era muito maior do que a dor. Além do mais, eu não tinha chegado até aqui para desistir, e olha que foi bem difícil me decidir. Assim como foi difícil me convencer de que ele me amava de verdade.
Klaus POV
Por mais que eu quisesse fazer amor com ela, não queria vê-la nervosa, nem queria que ela pensasse que eu só queria me aproveitar. Esse era meu maior medo, desde o dia em que a conheci, medo de assustá-la, e agora me sentia culpado, pois era visível que ela estava com medo.
Tentei então acalmá-la e mostrar que ela era o que mais importava para mim. Realmente, eu não queria mais saber de nada, nem da minha família, nem mesmo da banda. Eu sempre vivi pela minha banda, sempre priorizei minha família, e agora nada disso importava mais. O meu sentimento por ela era maior, era mais forte, então eu tinha que tentar demonstrar isso a ela.
Quando finalmente consegui convencê-la, chegou o momento que eu tanto estava esperando, e acho que apesar do medo, ela também esperava por isso. Ela parecia tão frágil, tão indefesa nos meus braços, tinha se entregado para mim, e eu não ia decepcioná-la, queria cuidar dela para sempre.
Eu diria que todo aquele esforço valeu a pena, foi uma ótima noite, há muito tempo eu não me sentia tão bem. Nós nos abraçamos e eu fiquei acariciando-a até que ela dormisse, o que não demorou a acontecer.
Fale com o autor